5 de setembro de 2019

É sutil, mas é pólvora. É cintilante, mas um pavio aceso. "

"A natureza é ainda a arma mais destrutiva e poderosa de toda existência.  Natural-mente eu não sou um veneno que se injeta, mas que ao observado te envena pelos teus próprios pensamentos a meu respeito. Sua boca testifica o que sabe de si, não dos outros. O que você sabe por terceiros, admita; Você não sabe! Eu tenho medo do silêncio, é quando a natureza vai agir e cessar o canto dos pássaros. "

3 de setembro de 2019

Estou feito como a manhã de orvalho, desejando mais bela flor para me emaranhar. Repousar em tua planície pequena e descansar até que chegue à noite relvada e fria. Depois vou sair pelo ar leve e invisível para sonhar sem o sono dos viventes. Descer e subir cada curva dessa estrada chamada de você. Quero para mim o espírito dessa frase, para depois te realizar num canto inimaginável onde nada e nem ninguém explorou antes.

2 de setembro de 2019

Estarrecedor silêncio de uma alta madrugada
Aqui e acolá um alarido fingido
Como um vento que sopra sem direção
Finita provocação que não passsa de lá...
Daquele canto maldito a se esconder
De tudo desconfia sem pressentir
Descompreende e move os olhos sem nada ver
A alma estremece e nada diz ao corpo imóvel
Por detrás das paredes faíscas a acender
Pavis que começam a fumegar
Incendeiam bosques sem arvoredos
E cada som vem se tornando uma canção
Criando um perfeito movimento
Que não se assanha do lugar

"Eu sei que tu quê esconde
Tem medo disso que te digo
Teu sopro baixo vem do alto
De onde eu sou teu abismo."

Não é só vento a silvar e a passar
Nem só a noite escura a girar
Não é só as sombras a dançar
Nem só o gato miar
É muito mais do que se vê
E muito pouco do que se pensa
Há muito além de qualquer passo
E nada há de tão estranho
Então vai lá e tranca às portas
Depois aquiete estas janelas
Deixa o dever de cada coisa
Que o porvir não é uma mágica
E faz de ti um ser inteiro
Carrega assim o teu tinteiro
Deixa sensível tua hora
E seja luz de tua sombra.
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31 de agosto de 2019

Ah, se aquele olhar falasse

No silêncio de seus lábios
Eu exploraria a sua alma
Esquecendo de toda ilha
Tu seria um mundo inteiro

Debaixo de um oceano azul
Navegaria no ar profundo do teu sonhar
Navegando os perfeitos horizontes
Fazendo de ti doce todo sabor

Ah, esse olhar
Que nada vê, mas tudo me diz
No silêncio do teu ser
Que és luz do meu amanhecer

29 de agosto de 2019

"Não é necessário olhar para baixo e ter a sensação de que não posso ir além do meu limite. Um instante, por favor. Se porventura, olhares para trás, tudo que passou não volta mais. Mas já percebeu que as vezes terá de passar por onde já passou e tudo vai estar lá. E só terá mudado o que foi necessário? Não mude por conta de um desejo exterior e aparentemente favorável. Nenecessária coisa é ser flexível as mudanças da vida e não espiar a mudança dos outros. Percorrer um único caminho e conhecer cada uma de suas estradas é olhar para o alto e fazer seu próprio caminho e jamais trilhar passos entre apagados pelas ruas e avenidas movimentadas. Ser a vitrine que mostra a alma, não a roupa que esconde e disfarça os enganos cometidos por falta de coragem em ser sem precisar ter o mundo nas mãos, mas aos olhos que afina o espírito como um instrumento que se toca. As cores são nomes, a vida é uma graça e o tempo se realiza em cada espaço.

25 de agosto de 2019

"Você conhece a letra e se inspira num pensamento. Mas se conhecer a alma, jamais poderá presumir nada que não seja verdade. Porque senão vê bem uma palavra, jamais poderá conhecer a sua alma."

"Você conhece a letra e se inspira num pensamento. Mas se conhecer a alma, jamais poderá presumir nada que não seja verdade. Porque senão vê bem uma palavra, jamais poderá conhecer a sua alma."

É sutil, mas é pólvora. É cintilante, mas um pavio aceso. "