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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

A BUSCA





A minha alma procura
Por caminho que me levam
A verdade da vida
Que muito pouco conheço

Na busca constante
Me faz perguntar:
De onde eu vim?
E para aonde irei?

Na minha existência
Do nada não vim,
Para onde irei? Para o meu lugar.
Um legado quero deixar.

Não temo o tempo
Porque ele me mostrará
De tudo que fiz ou não fiz?
E assim, a verdadeira verdade se revelará.

Aonde colherei, aonde buscarei,
As flores que plantei...
 No aqui ou no acolá.
Só eu saberei como chegar.

Alguém me pergunta: Quem és
Aí, eu direi: sou Vida e sou Luz.
Sou uno no universo
Só Deus me conduz.
                                Maria Azevedo

sábado, 24 de agosto de 2019

AS GAIVOTAS BRANCAS... ( Do livro Prosa Inversa/SilvioAfonso)



Você correu, por isso cheguei depois nesta 
praia deserta aonde o vento tem cheiro de 
mar. Fomos recebidos por um bando de 
gaivotas e até as águas nos veio beijando os pés.
Pego em suas mãos e olho nos seus lindos 
olhos o sol que se põe atrás de mim no 
prenúncio do anoitecer. 
Giro para ao seu lado ver o fenômeno 
da luz na criação das cores. Como que se despedindo do dia o mar bate mansinho,
 as gaivotas voltam pros ninhos e eu como elas levo você comigo para o aconchego 
dos meus desejos.




quinta-feira, 25 de julho de 2019

Pássaro Vitório


























Caiu da árvore
No chão duro, o coitado.
Passou um, não acudiu.
Passou outro, também não.

A chuva fria sem parar
Piorando a situação.
Pobre pássaro solitário,
Não podia sequer piar.

De repente passou um
Menos apressado.
Pensou: Coitadinho do bichinho...
Então o apanhou em suas mãos

E levou para na sua casa cuidar.
Precisando de um socorro urgente,
Pois a sua vida estava a cessar.
Foi parar no hospital...

E assim conseguiu se salvar.       
De volta ao seu habitat,
Recebeu o nome de Vitório;
Contente ficou  a cantar.

Obrigado mão amiga.
Disse o pássaro a  picar.
O amor salvou minha vida
E outra vez vou poder voar.
                            
Maria Azevedo




quinta-feira, 18 de julho de 2019

O Sim e o Não.

era mãe quando Maria engravidou de uma menina e depois do nascimento de Clarinha a mãe se entregou de corpo e de alma a criação do casal de filhos. E foi assim, com a força de uma super-girl e  a eficiência de uma professora, sem perder a doçura afetuosa das mães que Maria, com o dom do ensino e a ajuda do filho mais velho, ensinou a filha a ler e a escrever  bem antes das outras crianças.  E para o deleite dos que iam a sua casa Clarinha lia em voz alta as histórias que o irmão escrevia. E assim eles foram crescendo, enquanto Joãozinho escrevia Clarinha falava em voz alta as aventuras que o irmão escrevia de sua imaginação. O tempo, que não tinha tempo para perder, passava, e com eles no colo seguia a passos largos rumo ao futuro não muito distante.  Os irmãos, que apesar de feitos na mesma forma, eram guardados em outra embalagem.  
Sempre que a mãe foi consultada a menina tinha um sim para todos os seus pedidos ao passo que aos questionamentos feitos pelo filho um largo sorriso e um não do mesmo tamanho a ele eram ditos.  Perguntado o por quê das respostas tão diferentes a mãe teria dito que um sim para uma menina que não para de perguntar é mais vantajoso que um não, já que para cada negativa uma explicação coerente e fundamentada precisa ser dada. O mesmo não acontece com Joãozinho que pergunta menos e pensa mais, por isso recebia um não e as explicações que se fizessem necessárias. Eu só digo sim para para não ter que dizer que na idade dela eu nada sabia e hoje, com relação as meninas eu pouco ou nada sei a respeito o que não acontece com o menino porque dos homens eu entendo mais do que a sua maioria. Com isso me torno mais íntima e querida da minha filha e do menino o norte da sua bússola, o leme do barco que singrará as revoltas águas de um mar repleto de talvez que terá pela frente.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

EU LIBERTO



Eu sei que sou passageiro
Que vive a viajar para o universo  infinito
Que me parece finito, que não sei libertar do medo
Para ser meu “Eu” liberto

Das amarras do desconhecido
Que eu tenho medo
Das amarras do desconhecido que eu não conheço


Eu sei que sou viajante,
eu e todos no imenso paradoxalmente finito para mim
Por desconhecer a verdade do livre infinito

Vamos seguir livres
Liberto do medo do amanhã.
Vamos seguir como pássaros nos céus

Libertos... no mundo
Do ser,
Não do ter
Para ser
Eu liberto...





segunda-feira, 24 de junho de 2019

Em Feliz Parceria a Artista Plástica e Escritora Maria Azevedo recebe o Escritor e Blogueiro Sílvio Afonso\Palhaço Poeta e seu brilhante texto: Com Ela e do Alto...

Cingiu-me pela cintura e saltitante saiu comigo por aí.  E com ela eu saltei poças, rios e mares.  Saltei barrancos, passarelas, lagos e pontes. Lembrei Hermes e as botas aladas atravessando ruas, caminhos e estradas. 
Do alto vi picadas no emaranhado de cipós, como vi trechos perigosos em beira de precipícios. Também vi e como me fez melhor ver passarinhos cantando naquele dia. Ah, e como cantava em revoada o coral. Era lindo, mas tão lindo que sem escolher os acordes me dispus a dançar.  
E dancei as valsas que entoavam como se fora um bom bailarino ou um simples passista de uma escola de samba, mas foi nos seus braços que eu me identifiquei.  
Entre eles eu dancei apertado junto ao seu corpo colado; cara com cara, olho no olho sem dar bola pros pingos frios da chuva que nos lambiam. 
Com ela eu  dancei clássico, jazz, sapateado e flamenco. 
Dancei tango, stiletto, salsa e dança africana.  
 Depois, já  cansado e faminto,  fui à barraca do beijo tomar sorvete, e antes de descansar sob o  céu de estrelas, banhei-me com água e sabonete na praça de alimentação. 
Na madrugada acordei com dores nos olhos, nas pernas e braços. 
Mas como podia doer o meu corpo se eu tinha dormido a maior parte daqueles momentos? 
Na verdade doía-me o peito. 
Sim, porque é dentro do peito que a mantenho  apertada, mas tão apertada que acabei sufocando o meu coração.

260120190004

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Em parceria com a Escritora Maria Azevedo o Escritor silvioafonso soma com o Texto: Arco-íris guardado.




O dia  me abriu um sorriso tão bonito quando abri a janela que tive a impressão de que a vida também sorriria se eu, um homem de muitas ideias e poucos feitos, voltasse a acreditar que a alegria era a senha da esperança.  Mas como ter certeza se a própria vida não ria pra mim? E foi graças aquele risco que o dia trazia nos lábios que eu pude enxergar  a beleza das flores contidas nos vasos em cada uma das janelas que viam meus olhos e só na minha o vaso era seco e sem graça. Aquilo desvendou a cortina  da minha visão que voltou, depois de anos de escuridão, a ver as cores e a maciez de todas as pétalas que havia neles, inclusive o maravilhoso arco-íris guardado numa caixinha caso a tempestade, que nem sinal dava de cair, passasse. Tomei um banho, troquei de roupa e sorri de volta com o melhor dos meus sorrisos para o momento que me abria o coração e alma num domingo ensolarado da vida.


A BUSCA

A minha alma procura Por caminho que me levam A verdade da vida Que muito pouco conheço Na busca constante Me faz perguntar: ...