Há discursos que se adivinham, respostas que se conhecem ainda antes de se formularem as perguntas.
Como diria Octávio Machado, “vocês sabem de quem estou a falar”.
E também há relatórios que seguem a mesma técnica do disco riscado cada vez mais utilizada nas mais variadas situações.
O relatório sobre os direitos humanos do Departamento de Estado norte-americano é um dos melhores exemplos desta realidade.
Todos os anos, com o pólen da Primavera, aparecem as alergias dos norte-americanos, muito pouco preocupados com a sua cada vez mais patética situação interna mas sempre muito atentos a realidades externas.
O relatório do Departamento de Estado norte-americano é cada vez mais um copy-paste do ano anterior.
E Macau sabe isso muito bem.
A mesma sensaboria, as mesmas críticas, por certo as mesmas fontes.
E um momento que até podia ser importante para fazer reflectir quem tem responsabilidades na Região Administrativa Especial de Macau, e quem observa a mesma de fora, perde toda a sua credibilidade num emaranhado de críticas repetitivas, enfadonhas, hipócritas.
O presidente norte-americano adora a expressão fake news.
Olhando para o relatório do Departamento de Estado norte-americano, especialmente na parte que se refere a Macau, é essa a sensação que fica – entre algumas verdades, um montão de fake news.


