segunda-feira, março 16, 2020

Post 7376 - CNEC 48/20 - 1/10 - Um olhar




Eram quinze para a meia-noite, de um Domingo chuvoso, quando teve de sair. O seu cão Jolie já lhe dera dois ou três latidos de aviso.
Estava frio lá fora, mas andar aqueceu-o.
Já no regresso, o Jolie insistiu em que seguissem pela direita. Perto do Posto de Abastecimento reparou no casal junto a um carro preto, de faróis ligados. Ele enchia o depósito, ela próxima dele, imóvel. Não falavam. O Jolie, normalmente afável com todos, mesmo com estranhos, rosnou baixinho na direção do homem.
Só por acaso o seu olhar encontrou o dela e leu nele um pedido de ajuda.
Não sabia o que poderia fazer. Ele o Jolie estavam já os dois entradotes.  Fixou a matrícula, tentando decorá-la. Percebeu que atraíra a atenção do homem. Ele posicionara-se à frente da mulher, escondendo-a com o volume superior do seu corpo.
- Você quer arranjar problemas?
- Não senhor, não quero.
- Então, ponha-se a andar!
Algo lhe deu coragem para permanecer e responder-lhe:                        
- Mas a senhora vem comigo.
Tinha a mão direita enfiada no bolso do impermeável, agarrou a pequena lanterna que lá guardava e empunhou-a, fê-la visível como uma arma. Percebeu que o outro hesitava, até que agiu. Empurrou a mulher para cima dele. Meteu-se no carro e arrancou.
Quando a mulher foi empurrada na sua direção quase caíram os dois. Depois ela abraçou-se a ele a chorar. O carro era dela e estava a ser vítima de um assalto ou algo pior. “Salvou-me” disse ela. “Salvou-a”, confirmaram os agentes da polícia quando chegaram e identificaram o individuo como perigoso.
Nessa noite demorou menos a adormecer e comentou antes com o Jolie, “salvámo-la.”

domingo, março 15, 2020

Post 7375 - Domingo 15.3.2020

Breve saída de carro para comprar pão e o jornal, num Domingo com chuva e mais silencioso do que o costume. Um café/restaurante (a Barcarola) fechado, no Doce Alto, apenas uma cliente além de mim, fila no Posto de Combustível onde não se entra para a loja, mas as pessoas são atendidas pela janela. Num colégio que sempre estaria fechado por ser Domingo tinham pendurado um cartaz colorido e que terá sido feito pelas crianças com a frase: Vai correr tudo bem.

Chavela Vargas - LLORONA DIRECTO con subtitulos español YouTube



Na Sexta-feira à noite, no 2º Canal transmitiram um documentário sobre ela, além da sua voz e interpretação, uma mulher extraordinária.

sexta-feira, março 13, 2020

Desafio de Escrita dos Pássaros 2.7 - O meu Elogio Fúnebre


Elogio Fúnebre


Maria X morreu com a bonita idade de duzentos e noventa e três anos (quando já todos começavam a pensar que não havia maneira de o fazer) e não parecia fisicamente mais de quarenta (ou trinta e cinco, como peremptoriamente afirmava).
 Já de cabeça (estava cada vez mais chata) gostava de recordar os “bons velhos tempos” em que todos tinham telemóvel e andavam de carro (e havia muita poluição) em vez de bicicleta.
A sua vida e existência foi importante, como para a aprovação recente da Eutanásia.
E teve uma boa morte, depois de ter viajado duas vezes à volta do mundo, tendo estado em quase tantos países como aqueles que existem – não podendo ir obviamente aos que já não existem, e também não querendo ir àqueles mais instáveis ou perigosos para os viajantes – plantou várias árvores, teve várias aventuras, descobriu o segredo da felicidade, da vida após a morte, e de todas as doenças, escreveu alguns livros, e depois dos duzentos e trinta, teve três filhos que a visitavam com frequência, e a acarinhavam (mas também só conviveram com ela menos anos e os últimos não muito perto.
Que repouse em paz.


quinta-feira, março 12, 2020

Post 7372 - Desafio de Escrita (19/47) 9/10 - O que vejo da minha janela





Moro no trigésimo andar, que rua estreita separa dos edifícios do outro lado. Sinto‑me mais próximo do vizinho da frente que das pessoas que vejo na rua, do tamanho de formigas.
De há meses para cá comecei a seguir com atenção a vida do casal em frente. Talvez porque me vi sozinho -  a mulher revolveu “dar um tempo” e foi para casa da mãe, ou porque a mulher do meu vizinho era uma loura lindíssima com um riso alegre que adivinhava ou conseguia até escutar nos dias de calor.
Apercebi-me de que também discutiam com reconciliações apaixonadas, da sala iriam para o quarto, deixando eu de os ver, mas adivinhando o que se seguiria.
No entanto, a última discussão foi diferente. Gritavam um com o outro e ele cresceu para ela. Acreditei que a iria agredir quando tive de responder ao bater incessante à minha porta. Era a entrega de uma encomenda. Assinei e corri de volta para a janela.
Já não os vi. Era impossível que tão depressa pudessem ter passado da discussão para a reconciliação.
Continuei atento e cada vez mais preocupado. Voltei a vê-lo a ele, na sala. Jantava com a televisão ligada e apagava a luz quando se ia deitar. Mas ela, nada. Nunca mais ouvi o riso alegre.
Ontem, já tarde, vejo-o a vir do quarto com um volume pesado e depois na rua a puxar o tal volume para o carro estacionado perto.
Liguei à Polícia e contei-lhes que acabara de ver: o vizinho a levar o cadáver da esposa para o carro. Vi-os chegar. Rodearem-no. Abriram a mala do carro e subiram.
Lá dentro apareceu a loura de roupão com ar engripado. Estava viva!
O agente apontou pela janela e os três olharam para mim.
Pondero agora mudar-me para casa de sogra


terça-feira, março 10, 2020

Post 7371 - Eu, testemunha

Com poucos dias de antecedência recebi a notificação para depor como testemunha num julgamento marcado para a última quinta-feira.
Pelo numero do processo e pelas partes indicadas depreendi que seria pelo acidente de viação a que assisti em parte em Abril de 2015.
Poderia ser um problema, mas desde há alguns anos que mantenho, tchan, tchan, tchan tchan, os diários chatos (chatos porque quando os vou ler são repetitivos e praticamente deles nada se aproveita).
Localizei o dia em causa, reli e relembrei-me do que se passara.
Eu estava preparada.
Podia responder a todas as questões, sobre o local, o dia, a hora, o estado do tempo, o estado da via, o km em que sucedeu, os veículos envolvidos, os danos, as pessoas que lá estavam, tudo!
Eu ia ser uma grande testemunha!
Cheguei uns minutos antes (por acaso tive boleia, e em frente ao tribunal tinham batido dois carros e já estava lá a policia) apresentei-me, esperei e... partes resolveram o litígio com acordo.

segunda-feira, março 09, 2020

Post 7370 - Livros 2020 (19) Epílogo Bônus: A Noiva do Capitão Tessa Dare

Epílogo Bônus: A Noiva do Capitão Tessa Dare

A imagem pode conter: 2 pessoas

Post 7369 - Cinema na televisão - O Dia a seguir






Cartaz do Filme

O Dia a Seguir (The Aftermath) de James Kent
com Keira Knightley, Jason Clarke e Alexander Skarsgard, baseado no livro com o mesmo título de Rhidian Brook


"Na Alemanha do pós-guerra em 1946. Rachael Morgan (Keira Knightley) chega às ruínas de 
Hamburgo, para se reunir com seu marido Lewis (Jason Clarke), um coronel britânico 
encarregado de organizar a cidade destruída, na casa confiscada a um arquitecto e viúvo alemão (Alexander Skarsgård) onde também vive a sua filha adolescente."

domingo, março 08, 2020

Post 7368 - Domingo, 8.3.2020

Hoje no Google:

Dia Internacional da Mulher 2020

Almoço a quatro com prendas (estojo-lagosta e borracha) e à saída, flor e amostras de creme por ser dia da Mulher

Post 7367 - Sábado, 7.3.2020, Cinema na televisão - Uma luta desigual

Uma luta desigual (On the Basis of Sex) de Mimi Leder, com Felicity Jones, Justin Theroux,

Cartaz do Filme

Post 7366 - Sexta-feira, 6.3.2020


Abigail e a Cidade Proibida : PosterAbigail e a Cidade Proibida de Aleksandr Boguslavskiy e  Bombshell - O Escãndalo, de Jay Roach, com Charlize Theron, Margot Robbie e Nicole Kidman

Cartaz do Filme

sexta-feira, março 06, 2020

Post 7365 - Desafio dos pássaros 2.6 “oh não, um vírus outra vez!”


“oh não, um vírus outra vez!”


Já não me lembro muito bem de como foi o anterior, mas tenho quase a certeza absoluta que não foi tão alarmante como este está a ser.
Sinto a pairar sobre nós uma nuvem cinzenta cada vez maior e mais escura.
Primeiro estava na China e pareceu quase um filme, até pela rapidez anunciada e concretizada na construção de um Hospital.
Depois foi-se aproximando, Itália, Espanha, e chegou cá.
Invadiu os telejornais, os jornais, as revistas e as conversas. Discute-se sobre a linha de apoio, planos de contingência, hospitais esgotados, quarentenas voluntárias, enquanto crescem os casos confirmados – para já serão nove, e os casos suspeitos não validados.
Cancelam-se voos e viagens eventos são adiados.
Fala-se sobre a prevenção – ouvi dizer que beber muita água e chá de erva doce ajuda, mas ainda não fui comprar o chá. É importante lavar as mãos, desinfectar tudo com lixivia. Evitar espaços fechados com muitas pessoas, cumprimentos e proximidade, e tossir para os cotovelos. Ligar para a linha de apoio se tivermos febre alta, tosse e/ou dificuldade respiratória.
Sinto-me já ligeira e hipocondriacamente resfriada.
Com a minha sorte se apanho isto, será já quando não há quartos livres, ainda terei de ir para uma tenda improvisada, sem livros, e poderei passar a seguir para outro plano mais quente. O que não queria era contagiar ninguém.
Por isso espero que descubram depressa um remédio e uma vacina.


Post 7364 - Participar em Campeonato de Escrita, divulgação


Apesar de ainda não ter terminado o 47º Campeonato Nacional de Escrita Criativa, vai começar no próximo dia 9 de Março o 48º.  

"O Campeonato Nacional de Escrita Criativa é uma prova semanal de escrita enviada via e-mail para os concorrentes – e avaliada por um júri composto por três pessoas: Pedro Chagas Freitas, escritor, Sara Câmara Leme, tradutora, e Rui Miguel Mendonça, jornalista.
 O prémio para o vencedor é a publicação de uma obra da sua autoria.
 E assim, durante 10 semanas, se viaja pelos territórios da escrita e da criatividade."




Post 7363 - Receita, carne assada no tacho

- Estrugido ou refogado (cebola e alho picados e azeite);
- Carne lá para dentro com palitos de cenoura, temperada com vinho branco, sal, pimenta e folha de louro, a estufar em lume brando;


quinta-feira, março 05, 2020

Post 7362 - CNEC 47/19 - 8/10 - A cura para a tristeza

Maria dos Santos elegeu como religião a ciência. Sempre muito aplicada, após a licenciatura na área da química, dedicou-se à investigação, coleccionando pós-graduações, dois mestrados e um doutoramento. Este ultimo, embora o negasse, deixou-a esgotada.
Sobreveio então o choque de descobrir que lhe tinham roubado uma descoberta na qual trabalhava há dois anos. Participou à polícia, protestou que teria sido espiada. O inquérito foi arquivado com a conclusão que teriam ocorrido duas investigações em paralelo e o seu colega fora apenas mais rápido na apresentação.
Ela não aceitou este despacho. Tentou recorrer, participou dos magistrados. Só falava nisto. Começou a ser objecto de anedotas como: Sabes a última da Maria? O Midas roubou-lhe o toque e nada em ouro (não têm lá muita piada para quem está fora da comunidade científica).
Sobranceira a tudo e todos, dedicava-se com mais afinco à sua nova investigação. Cobriu as janelas com panos pretos, despojou a sala de quase tudo, pintou as paredes com lixivia para destruir câmaras escondidas, reduziu ao mínimo o registo dos seus passos e recorria a códigos de escrita tão complexos que ela própria tinha dificuldade em decifrá‑los.
Não queria sair da sua sala-laboratório e passou a dormir lá. Deixou de se lavar e encomendava as refeições que recebia com a porta entreaberta, quase fechada.
Esqueceu-se de pagar a renda, não respondeu a citações do tribunal e foi despejada. Na execução do despejo agarrou-se a um caderno, comeu as primeiras páginas, gritando que aquela não lhe roubavam, e desatou a rir, clamando ter descoberto a cura para a tristeza.
Levaram-na primeiro para o Hospital S. João, depois para o Magalhães Lemos. Diagnosticaram-lhe uma psicose e foi medicada. Enquanto lá estava, teve um AVC grave. Nada puderam fazer, mas ela morreu a sorrir, com ar feliz.
O caderno perdeu-se nos transportes.


segunda-feira, março 02, 2020

Post 7361 - Livros 2020 (18) The Wicked King de Holly

The Wicked King de Holly Black

The Wicked KingSINOPSE 
(no site da wook)
I have heard that for mortals, the feeling of falling in love is very like the feeling of fear.
Jude has tricked Cardan onto the throne, binding him to her for a year and a day. But the new High King does everything in his power to humiliate and undermine her, even as his fascination with her remains undimmed.
Meanwhile, a traitor in the court is scheming against her. Jude must fight for her life and the lives of those she loves, all while battling her own complicated feelings for Cardan.
Now a year and a day seems like no time at all...
CRÍTICAS
Holly Black is the Faerie Queen»

Victoria Aveyard

domingo, março 01, 2020

Post 7360 - Livros 2020 (17) O Príncipe Cruel de Holly Black


Bertrand.pt - O Príncipe Cruel
O Príncipe Cruel, Volume 1 de Holly Black 
No site da Bertrand, Sinopse
Passaram dez anos desde que Jude e as irmãs foram raptadas pelo assassino dos seus pais e levadas para Faerie — o reino das fadas. Jude sente um verdadeiro fascínio pela beleza destes seres mágicos e imortais, mesmo sabendo que também são malévolos e impiedosos, e continua a sonhar em pertencer a este mundo encantado.
Mas o povo das fadas despreza mortais e, para se tornar cavaleira e receber um lugar na Corte, Jude tem de arriscar a sua mortalidade e desafiar o príncipe Cardan, o filho mais novo e mais cruel do Rei Altíssimo. O príncipe odeia Jude e tudo fará para se ver livre dela. Tudo!
É então que Jude se envolve nas intrigas e atividades de espionagem do palácio, acabando por descobrir o seu próprio talento para derramar sangue. E quando o seu sonho está prestes a tornar-se realidade, o destino de Faerie fica por um fio, obrigando Jude a fazer uma inesperada e perigosa aliança para salvar as irmãs e o reino que tanto a rejeita.
As fadas não são de confiança,
Mesmo quando dizem a verdade…
CRÍTICAS
«Exuberante, perigoso, uma obra negra de ficção.»
Leigh Bardugo
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma lufada de ar fresco nas histórias sobre fadas… A sua complexidade, personagens misteriosas, sensualidade sem artifícios e narrativa aguçada conspiram para aliciar o leitor.»
The Guardian

Gostei muito deste livro.


sábado, fevereiro 29, 2020

sexta-feira, fevereiro 28, 2020

Post 7358 - Desafio dos pássaros 2.5


Acordas e tudo o que mais desejavas realizou-se: conta-nos o teu dia.


Acordei e ouvi vozes, a minha avó a conversar com a minha mãe. Levantei-me e fui ter com elas.
Para que o Mundo possa permanecer quase tal como é, não me disseram como é o depois, apenas que existe um, mas não foi preciso dizerem-me para que ficasse então a saber, que não perdemos ninguém, permanecemos ainda que tenuemente ligados, e como haverá um reencontro, existe um sentido.
No resto do dia poderia fazer o que faço sempre, poderiam ter continuado comigo, ou poderia ter sido apenas uma visita breve, sem explicação, mas real.
A minha avó morreu quando eu tinha onze anos e depois dela houve outras perdas, mas aqui estou sobretudo a escrever sobre a primeira.
Quando acontece, o mundo vai ficando mais feio e vazio, e perco também os pedaços de mim de como era com eles, como deixei de ser neta quando deixei de ter avós.
O que mais desejava é esse reencontro ou enquanto estou viva, saber que é possível, que vai suceder, ter esperança ou fé.


quinta-feira, fevereiro 27, 2020

Post 7357 - Quinta-feira, 27.2.2020














Post 7356 - CNEC 19(47) - 7/10 - Vinte anos em coma


Estamos no ano 2000. O mundo não acabou, discute-se a futura moeda única, multiplicam-se os telemóveis e as compras a crédito, resplandecem novas oportunidades.
João Pedro planeia “pedir” Aurora em casamento, depois de um namoro de dois anos e já viverem juntos há um
Mas primeiro tem de passar por uma pequena cirurgia ao coração. Fechar o sopro que o acompanha desde criança.
Tudo irá correr bem.
Iria, só que não. Com a anestesia caiu num sono profundo, mas juraria que houve um intervalo em que sentiu o pânico da equipe médica que o rodeava, antes de voltar àquele sono estranho.
Acha que teve sonhos, escutou palavras, sentiu o cheiro bom do perfume da mãe algumas vezes.
Até que acordou, com a boca seca, dificuldade em mover-se, mesmo em abrir os olhos. Soaram alarmes e ocorreram enfermeiros e auxiliares. Reconheceu a voz de uma, ela sorriu-lhe e deu-lhe as boas-vindas de volta à vida.
Sentiu primeiro que passara uma prova.
Depois o choque, maior ainda ao saber que tinham passado vinte anos.
O que foi da minha vida?
Nesse dia conseguiu dar dois passos amparado pela Enfermeira Fátima. Via as pernas brancas e escanzeladas e no espelho mal se reconheceu, careca e barbudo de faces vazias.
Foi a medo que lhe perguntou por elas. “Nos primeiros anos vinham sempre. Já lhes ligámos”. Horas depois chegou a sua mãe, com bengala, mas o mesmo sorriso, agarrou-se a ele “o meu filho voltou, já posso morrer”. “Não fale nisso mãe”, os dois a chorar.
Dias depois veio a Aurora. Loura e mais gorda não o olhava nos olhos. Para onde foi a menina de que ainda gosto tanto? Para ela a vida continuou, com outro marido. Tinham de resolver o assunto da casa. Resolveram-no.
Para ele, houve mais um milagre: a Fátima.

terça-feira, fevereiro 25, 2020

Post 7355 - Bolo de chocolate receita de F. 1ª tentativa (sem farinha)

- Tablete de chocolate para culinária, 200 gramas a derreter em banho Maria
- 180 gramas de manteiga misturadas com 200 gramas (um pouco mais) de açúcar, quatro ovos, juntamos o chocolate e vai para o forno em forma untada com manteiga e salpicada com farinha, a 180º por vinte minutos

Talvez o tenha tirado do forno um pouco cedo de mais...
(de gosto está bom)
Se tivesse ficado um pouco melhor poderia oferecer uma fatia à Janita do blogue O Cantinho da Janita que hoje faz anos --> ver Aqui

Post 7354 - Livros 2020 (16) Worth the Weight de Mara Jacobs












                                        Worth the Weight de Mara Jacobs

segunda-feira, fevereiro 24, 2020

Post 7353 - Sexta-feira, 21.2.20

















Birds of Prey: And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, de Cathy Yan, com Margot Robbie, Ewan McGregor (esperava mais)

Post 7352 - Divulgação, Cursos na Bertrand (se ficasse um pouco mais perto...)


Curso de Literatura Portuguesa do Séc. XX












Autores
Eça de Queirós, Cesário Verde, Ângelo de Lima, Fernando Pessoa e heterónimos, Mário de Sá-Carneiro, Mário Cesariny, António José Forte, Mário Henrique-Leiria, António Maria Lisboa, Manuel de Lima, Herberto Helder, Manuel da Fonseca, Manuel de Castro, Luiz Pacheco, Alexandre O’Neill, Carlos de Oliveira, Mário Dionísio, Maria Velho da Costa, Rui Nunes, Vergílio Ferreira, Maria
Gabriela Llansol, Nuno Bragança, José Saramago, Ana Teresa Pereira, António Ramos Rosa, Afonso Cruz, Gonçalo M. Tavares entre outros

E 3 e 10 de Março, Curso de Literatura Portuguesa do Sec. XXI
Afonso Cruz, Alexandre Andrade, Valério Romão, Marta Navarro, José Miguel Silva, Miguel Manso, Manuel de Freitas, Andreia Faria, Sandra Andrade, Daniel Faria, Helder Moura Pereira, António Franco Alexandre, Herberto Helder, Gonçalo M. Tavares, Daniel Jonas, Vasco Gato, entre outros.

sexta-feira, fevereiro 21, 2020

Post 7347 - Desafio de Escrita dos Pássaros - O Google está errado


O Google está errado

Como o Google está errado?

O horror toma posse de mim.
Em choque e incrédula continuo a escrever.

Errado, o Mago super sapiente a quem recorro sempre em primeira e última instância?!!!
Quando quero saber mais sobre algum facto histórico, cinema, músicas, pinturas, livros, ter a certeza sobre como se escreve uma palavra – antes e após acordo ortográfico – traduzir de outra língua uma palavra ou um texto, dicas sobre receitas de cozinha, lavagem de roupa, doenças e medicamentos, perder tempo com notícias que não interessem a ninguém, encontrar o endereço para blogues, etc. etc. errado?!!!
Mas, Ele sabe sempre tudo!

Pequena pausa porque me ocorreu grande ideia, vou perguntar ao Google o que é Ele acha disto e já volto (…).

De volta e já mais tranquila: pode ter havido erros, mas o Google corrigiu-os e corrige-os.
Estamos salvos. Posso respirar de alivio de novo.
O Google pode errar de vez em quando, sublinhe-se, muito de vez em quando, de certeza, mas Ele corrige! Merece que continue a confiarmos Nele, a deixar-nos guiar por Ele!


quinta-feira, fevereiro 20, 2020

Post 7346 - CNEC 6/10 O que é o medo




O que é o medo?


“O perigo é real, o medo, não!”
Afirmação de personagem de um filme recente.
O medo é emoção, sentimento, até com traduções fisiológicas, a alteração do ritmo cardíaco, a injecção de adrenalina, tudo para nos deixar prontos para enfrentarmos um perigo que pode ou não verificar-se.
Tão real assim como outras emoções e sentimentos, como a raiva ou o amor, a tristeza ou a alegria.
Pode chegar a tais extremos ou intensidade que se configura como uma fobia, e um ataque de pânico pode assemelhar-se a um ataque cardíaco, talvez até levar a um: Morrer de medo.
Quando era criança tinha medo de cães e de dentistas.
Mas não eram fobias. Mantinha-me racional, a emoção que sentia era perfeitamente proporcional ao perigo que representavam, transitória e sem consequências. Evitava cães desconhecidos com ar agressivo e dentistas em geral, excepto quando tinha mesmo de ir a uma consulta (embora uma vez tenha fugido disparada de uma).
Quando vinha da escola, recorria a “atalhos” bem longos para evitar o “cão gémeo”. Pelo caminho mais curto havia uma rua, com a casa dos cães gémeos, um era bonzinho o outro tentava morder quem apanhava.
Eu chegava ao início da rua e perscrutava o horizonte. Se ao cima da rua avistava um dos dois cá fora, e como naturalmente não sabia qual era, já não avançava.
Hoje em dia já não tenho medo, tenho respeito, pelos cães e pelos estomatologistas, muito respeito.

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Post 7345 - Divulgação - Pela Bertrand, hoje e amanhã


Post 7344 - Livros 2020 (13) O Salvador de J. R. Ward

O Salvador de J. R. Ward

O Salvador

Post 7343 - Livros 2020 (12) No Reservations de Kristen Proby

No Reservations de Kristen Proby

Post 7342


Livro esgotado no site da Fnac

Numa pequena busca por livros de culinária baratos encontrei este. Fez-me lembrar as Selecções do Reader's Digest antigas que se encontravam pela nossa casa enquanto crescia (algumas terão sido dos meus avós, outras talvez compradas pelos meus pais). A imagem do futuro que tirava delas era ao mesmo tempo redutora e tranquilizadora, como se todos tivéssemos direito a encontrar um marido/esposa e a ter filhos e uma casa (por outro lado, porque assisti a algumas discussões e li livros sérios muito cedo - não havia censura, podia ler qualquer livro que apanhasse e havia muitos livros para apanhar, nunca me pareceu que pudesse ser assim).