Mensagens

Coronavírus – A diferença entre o humanismo e os negócios

Há, neste exemplo obsceno, o abismo entre quem defende a vida e quem faz negócios, entre a solidariedade e o lucro à custa do sofrimento humano, entre quem se sacrifica para salvar vidas e quem sacrifica a vida dos outros para promover um investimento.
É o carácter abjeto que torna execrável o neoliberalismo e faz a diferença entre Merkel e Trump, entre a Europa e os EUA, entre a civilização e a barbárie.
Governo alemão confirma: Trump tentou ter direito exclusivo a vacina contra coronavírus.


Há vida para além do Covid- 19, mas urge tomar precauções.

Imagem
Em vez de ouvir autarcas infetados pelo oportunismo, desejosos de se converterem em figuras nacionais, de passarem da presidência da paróquia à do País, é de elementar bom senso estar atento ao que nos pedem ou exigem as autoridades sanitárias, e ignorar o que dizem os néscios que se julgam cientistas.

Os opinantes da localização de aeroportos transferiram-se para a ciência do combate ao coronavírus, sempre com melhores soluções do que o Governo, mais preparados do que os infeciologistas, com a certeza reforçada pela fé, o oportunismo e a vaidade.

Tenho-me preservado das relações sociais que tanto aprecio, disciplinado e certo de que qualquer conselho da OMS ou das autoridades nacionais é incomensuravelmente mais importante do que o que dizem uns provincianos mediáticos armados em cientistas.

Há medidas ideais, inconciliáveis com a necessidade de reabastecimento dos produtos essenciais, mas parecem não pensar nisso alguns azougados bonzos regionais e locais, incapazes de preverem o co…

SNS – Um bem incomensurável e insuficiente

Quando surgem tragédias imprevistas, por mais benefícios que os necrófagos procurem tirar delas, há momentos de reflexão que se impõem. Nunca serão suficientes os meios, não chegarão a todos e hão de tirar-se conclusões sobre os custos/benefícios do SNS.

O efeito demolidor de um vírus nas sociedades neoliberais, na economia, no emprego e na qualidade de vida de futuras gerações, há de rever muitos conceitos e anunciar novos paradigmas para os quais ainda não temos modelo. Mas haverá conclusões irreversíveis. 

A saúde privada é um negócio, não é um serviço.

A pandemia, a morbilidade partidária e a insânia episcopal

O Mundo não estava preparado para a pandemia do coronavírus e muitos indivíduos não estão preparados para viver em sociedade. Alguns, com elevadas responsabilidades, não têm a inteligência emocional, a racionalidade e a decência que deviam.

A incapacidade de perceberem que estamos a viver um momento de enormes incertezas e profundas alterações, uma catástrofe cujo desfecho ignoramos, transforma as pessoas aparentemente normais em execráveis trogloditas.

O jornalista Rui Tavares Guedes, refere na Visão, ontem, a conferência premonitória de Bill Gates, em Vancouver, março de 2015, em que disse a uma plateia calada que tinha crescido a temer a possibilidade de uma guerra nuclear e que tinha mudado de opinião, afirmando: “É mais provável morrerem 10 milhões de pessoas nas próximas décadas devido a um vírus altamente contagioso do que devido a uma guerra nuclear. A maior ameaça já não são os mísseis, mas sim os micróbios” (pág. 22). Disse-o há 5 anos.

Entre a capacidade intelectual e emoci…

Coronavírus

Imagem
«Fabio Wajngarten, o chefe da Secretaria de Comunicação do governo brasileiro, está infetado com coronavírus, após uma viagem de estado aos EUA.

De acordo com o jornal O Globo, o secretário de Bolsonaro realizou o exame em São Paulo e aguarda agora contraprova, em isolamento.

Wajngarten esteve no fim de semana passado a almoçar com Donald Trump, presidente dos EUA, pelo que a embaixada norte-americana já pediu satisfações a Brasília.»

Fonte: Jornal de Negócios, ontem

Comentário: A proibição dos voos europeus por Donald Trump pode ser um equívoco quanto à localização geográfica do Brasil.

Nem tudo está perdido…

A disponibilização de centenas de médicos reformados para reforçarem os cuidados de saúde, cujos recursos se tornaram ainda mais escassos nesta situação de emergência, é um ato de grande generosidade e humanismo.

Quando os estudantes da Universidade, fechada para evitar situações de contágio com o coronavírus, superlotaram as discotecas, e numerosas pessoas, contrariando autoridades de saúde, se aproveitaram do Sol de março para uma ida à praia, julgamos que o País é habitado por loucos.

Mas, quando médicos reformados, idosos e mais vulneráveis, renunciam ao descanso e aceitam correr alguns riscos para fazerem o que sempre foi a sua profissão, cuidar dos doentes, é justo acreditar que o humanismo e a solidariedade os habitam.

Há nesta disponibilidade uma grandeza ética e um sentido de dever que enternece quem julgava que só o dinheiro e o poder comandam a vida. Os médicos que renunciaram ao merecido descanso, depois de uma vida de trabalho, para ajudarem os que se encontram em plena a…

A morte de Oliveira e Costa e a ingratidão

Imagem
O fundador do BPN faleceu ontem e não se vê nos média um voto de pesar, o anúncio de uma única personalidade no velório ou a fotografia do condomínio da Coelha onde os seus amigos mais próximos eram vizinhos e, eventualmente, beneficiários.

Não se viu a compunção dos que colaboraram na SLN/BPN, onde se sentaram, entre outros, ex-ministros e altos dirigentes do PSD, como Dias Loureiro, Daniel Sanches, Arlindo de Carvalho, Rui Machete, Duarte Lima e Joaquim Coimbra, ou beneficiaram dos investimentos na galáxia do ora defunto, como o próprio Cavaco Silva.

Afastado do BPN em 2008, com uma indemnização de 800 mil euros, o ex-governante morreu com presunção de inocência, sem transitar em julgado a condenação de 2017, 14 anos de prisão por crimes de falsificação, fraude fiscal qualificada, burla qualificada e branqueamento de capitais.

Oliveira e Costa era pródigo. Enquanto foi secretário de Estado dos Assuntos Fiscais concedeu vultuosos perdões fiscais a empresas da zona de Aveiro, onde li…