Mais
de cem anos após a sua morte, José Maria Eça de Queiroz continua a ser um
escritor – merecidamente – elogiado, popular e celebrado, e, o que acaba por
ser o mais importante, continuamente (re)editado. Um exemplo recente disso
mesmo é dado pela editora Guerra e Paz, que no seu catálogo e, mais
especificamente, na sua colecção «Clássicos», inclui até o momento cinco obras
do venerável «vencido da vida»: «A Cidade e as Serras», «Os Maias», «Adão e Eva no Paraíso seguido de o Senhor Diabo e Outros Contos», «A Ilustre Casa de Ramires» e «O Primo Basílio». Pormenor (ou «pormaior») importante, todos estas
obras – como, aliás, todas as outras publicadas pela G&P – não são
impressas em sujeição ao – ilegal, ridículo e prejudicial - «acordo ortográfico
de 1990».
Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez
sábado, 16 de maio de 2020
segunda-feira, 20 de abril de 2020
FEQ precisa de (mais) amigos
Como muitas outras
instituições públicas e privadas (e, entre estas, mesmo as de interesse
público), a Fundação Eça de Queiroz viu-se obrigada (no seu caso, a 14 de Março
último) a encerrar as suas portas e a cessar, na prática, toda a sua actividade
até uma data ainda por determinar (no momento em que escrevemos). Também por
isso a Fundação lançou, no passado dia 9 de Abril, um apelo para que mais
pessoas se tornem suas beneméritas: «Com a casa que inspirou Eça de Queiroz
fechada ao público devido à Covid-19, vemo-nos a braços com uma situação
preocupante. Porque queremos continuar a preservar o espólio e a memória de um
dos maiores escritores portugueses, lançamos um apelo a todos os leitores.
Tornarem-se naquilo que já são: amigos de Eça de Queiroz, ou seja, Amigos de Tormes. A contribuição anual de 25€, que dá direito a entradas ilimitadas em
Tormes, bem como outras regalias, será um contributo fulcral para fazermos face
a esta crise.» Quem quiser e puder corresponder a este apelo deve preencher e
enviar (no próprio sítio da FEQ, electronicamente) o respectivo formulário.
quarta-feira, 25 de março de 2020
Quando Eça escreveu a Fialho
De entre os muitos contemporâneos ilustres de
José Maria de Eça de Queiroz um há que se destaca com particular nitidez: José
Valentim Fialho de Almeida. Entre o diplomata nascido na Póvoa do Varzim e o
médico nascido em Vila de Frades havia uma diferença de 12 anos, e o segundo
sentia pelo primeiro uma genuína admiração que, pouco a pouco, se foi
esbatendo. Tanto que Eça se sentiu compelido a escrever a Fialho uma carta
manifestando a sua surpresa pela crítica negativa que o autor de «O País das
Uvas» fez de «Os Maias». A missiva, enviada de Bristol, na Inglaterra, tem data
de 8 de Agosto de 1888, e pode ser lida na totalidade, por exemplo, n(as
páginas 224 a 226 d)o livro «Fialho de Almeida, Cem Anos Depois», organizado por António Cândido Franco e editado em
2011 para assinalar o primeiro centenário da morte do insigne alentejano. Eis
um (longo) excerto:
«Eu, com efeito, represento para você Satanás,
o pai de toda falsidade. Eu sou aquele Mafarrico que escolhe para personagens
do seu livro não sei que janotas petulantes e estrangeirados, em vez de dar,
nessas páginas, o lugar preeminente ao Marquês da Foz, aos empreiteiros das
obras do porto de Lisboa, aos rapazes beneméritos que foram premiados na
escola, aos construtores do bairro da Estefânia, ao Conselho de Estado, etc.,
etc. Eu sou aquele porco-sujo que pretende que as mulheres de Lisboa têm amantes
e que, nos jantares de sociedade, em vez de discutirem Hegel, o Positivismo e a
psicologia das religiões, falam de criadas e de cabeleireiras! Eu sou aquele
génio de maledicência, que afirma que os esplendores da Avenida são talvez
inferiores aos da Via-Ápia, e que a sociedade que a frequenta não é talvez nem
a mais culta nem a mais original do Universo, etc., etc., por aí além. Por
outro lado a sua crónica, meu caro Fialho, é uma bela pia de mármore, cheia a
transbordar da água benta da virtude, do patriotismo, e da fé em Lisboa como
capital da civilização. E portanto o que você fez, com a sua costumada
veemência, foi plonger le diable dans un bénitier. Daí os berros e os coices. Coices e berros, sobretudo de espanto. Porque
enfim, eu tudo podia esperar do seu espírito, tão impressionável e ardente,
menos essa atitude de pudicícia ofendida e de magoado patriotismo. O que era
com efeito de esperar, dada a sua índole e os seus escritos, era que você
criticasse o livreco, sob o ponto de vista do próprio livreco; e que, como
legionário da mesma legião, ocupado também neste belo trabalho da literatura
contemporânea que consiste em fazer o inquérito experimental das sociedades, me
censurasse só por os meus golpes não serem bem destros, nem bem certeiros, nem
bem úteis, nem bem claros, nem bem eficazes. Mas vê-lo de repente surgir no
campo inimigo com uma sobrecasaca séria de conselheiro de Estado, gritando “Em
Lisboa não se deve tocar! Tudo aqui é puro, belo, e grande! Vergonha ao
maldizente que ouse rir da cidade incomparável, perfectissima urbs!”, eis o que
verdadeiramente me assombrou. Porquê tão singular mudança?»
Ambos morreram relativamente jovens – Eça em
1900 com quase 55 anos, Fialho em 1911 com quase 54 – mas ambos asseguraram –
mais o primeiro do que o segundo, sem dúvida – uma merecida notoriedade
póstuma. Ambos têm hoje instituições com o seu nome, e em 2019 apresentei, enquanto
membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono, a proposta de criação da Rede de Casas de Escritores de Língua Portuguesa, a ser iniciada
se possível e de preferência pelo Museu Literário Casa Fialho de Almeida, e que
a Fundação Eça de Queiroz, obviamente, deverá integrar.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
Com o «manto diáfano» ele (também) se cobriu
José Maria Eça de Queiroz ficou famoso por ter sido – ou tentado ser – um exemplar escritor realista, por ter tentado (e de certa forma conseguido?) aplicar na literatura – e, logo n(uma parte d)a arte – os mesmos critérios, princípios e técnicas do método científico. As suas descrições de pessoas e de locais são de um pormenor e de um rigor por vezes levado ao extremo e à exasperação, mas tal, afinal, mais não terá sido do que um estilo, uma marca autoral consciente e assumida para assim (procurar) obter credibilidade, tanto para a sua obra como para si próprio – já houve quem sugerisse que Eça era como que um antropólogo ao (d)escrever. Porém, e apesar de ele privilegiar os factos sobre as ficções quando construía as suas… ficções (isto é, baseava-se em «tipos», em categorias humanas mais ou menos facilmente identificáveis e reconhecíveis quando criava as suas personagens), ele não deixou de, numa ocasião ou outra, de «dar asas à (sua) imaginação» para o levar a situações e a enredos clara e decididamente fora dos limites demasiado estritos, e mesmo restritivos, da realidade quotidiana.
Terá sido esta sua faceta de ocasional mas virtuoso maestro do maravilhoso e do misterioso que me levou a consagrá-lo como que em «santo patrono» das duas antologias colectivas de contos de ficção científica e de fantástico que eu concebi e organizei, mais concretamente como autor das citações iniciais que dão como que o «tom» e o «mote» para o que vem a seguir. Na primeira dessas antologias, «A República Nunca Existiu!», publicada em 2008, escolhi o seguinte trecho: «O Partido Republicano em Portugal nunca apresentou um programa, nem verdadeiramente tem um programa. Mais ainda, nem o pode ter: porque todas as reformas que, como Partido Republicano, lhe cumpriria reclamar já foram realizadas pelo liberalismo monárquico. (...) A república não pode deixar de inquietar o espírito de todos os patriotas. Ela seria a confusão, a anarquia, a bancarrota. Além disso (é de urgente patriotismo falar com franqueza), a república entre nós não é uma questão de política interna, mas de política externa. Um movimento insurreccional em Lisboa, triunfante ou semitriunfante, teria no dia seguinte um exército de intervenção marchando sobre nós da fronteira monárquica de Espanha.» São excertos de um artigo de Eça de Queiroz intitulado «Novos factores da vida política portuguesa», publicado em 1890 na Revista de Portugal, e justifica-se realçar o (parcial) acerto da previsão do escritor: efectivamente, a implantação da república significou confusão, anarquia e bancarrota (e censura, violência, mortos, uma participação desastrosa na Primeira Guerra Mundial) mas não uma invasão por parte de Espanha. Aliás, a ideia (e o receio) de uma (nova, contemporânea) ocupação militar por «nuestros hermanos» seria desenvolvida por Eça no seu conto «A catástrofe», também conhecido como «A Batalha do Caia».
Na segunda dessas antologias, «Mensageiros das Estrelas», publicada em 2012, escolhi o seguinte trecho: «(…) Ideias justas, exprimidas de uma forma sóbria, não nos interessam por aí além; o que nos encanta são as emoções excessivas traduzidas com um grande fausto plástico de linguagem. (…) O que nos atrai é a fantasia, sob todas as suas formas, desde a canção até à caricatura; também, na arte, havemos sobretudo produzido líricos e satíricos. Mantivemo-nos de olhos levantados para as estrelas. (…) Somos homens de emoção, não de raciocínio. (…)» São excertos do prefácio de Eça de Queiroz escrito para a primeira edição francesa d’«O Mandarim», publicada em 1883. Um texto, aliás, que constitui um importante elemento no meu artigo «A nostalgia da quimera» e na demonstração de que «o fantástico é o género dominante na literatura portuguesa»… tanto que o título vem dele! Justifica-se pois alargar a transcrição: «”Fazemos esta nobre tarefa não por uma inclinação natural da inteligência mas por um sentimento de dever literário… ia quase dizer de dever público. (…) (Mas se o artista português) não puder por vezes fazer uma escapadela para o azul morrerá bem depressa da nostalgia da quimera. Eis porque, mesmo depois do naturalismo, escrevemos ainda contos fantásticos, dos verdadeiros, daqueles onde há fantasmas e onde se reencontra ao canto das páginas o Diabo, o amigo Diabo, esse delicioso terror da nossa infância católica. Assim, ao menos durante todo um pequeno volume, não sentimos mais a incómoda submissão à verdade, a tortura da análise, a impertinente tirania da realidade. Estamos em plena licença estética. (…)” Apenas três anos mais tarde, Eça de Queiroz como que resumiria o seu pensamento sobre esta matéria a uma só frase notável que colocou como subtítulo de “A Relíquia”: “Sobre a nudez forte da verdade o manto diáfano da fantasia”.»
O Movimento Internacional Lusófono organizou em 2019, por proposta minha, o congresso «Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez», em que se apresentaram comunicações de um conjunto diversificado de autores tendo como pretexto a viagem do escritor ao Médio Oriente (Egipto e não só) para, principalmente, assistir à inauguração da revolucionária via de ligação entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho. Neste ano de 2020 o MIL volta a celebrar o grande escritor a propósito de, sim, outra efeméride de século e meio com ele relacionada. E em 2021 assinalar-se-á outra que, muito provavelmente, nos suscitará também uma iniciativa! O criador de «Os Maias» é quase inesgotável nos conteúdos e nas consequências, implicações, das suas obras, e destas muitos «mantos», quais camadas, podem ser retiradas. (Também no Simetria.)
O Movimento Internacional Lusófono organizou em 2019, por proposta minha, o congresso «Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez», em que se apresentaram comunicações de um conjunto diversificado de autores tendo como pretexto a viagem do escritor ao Médio Oriente (Egipto e não só) para, principalmente, assistir à inauguração da revolucionária via de ligação entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho. Neste ano de 2020 o MIL volta a celebrar o grande escritor a propósito de, sim, outra efeméride de século e meio com ele relacionada. E em 2021 assinalar-se-á outra que, muito provavelmente, nos suscitará também uma iniciativa! O criador de «Os Maias» é quase inesgotável nos conteúdos e nas consequências, implicações, das suas obras, e destas muitos «mantos», quais camadas, podem ser retiradas. (Também no Simetria.)
domingo, 12 de janeiro de 2020
«O Egipto», criticamente?
Se há
livro que é associado à viagem que Eça de Queiroz fez ao Médio Oriente em 1869
para, principalmente, assistir à inauguração do Canal do Suez, é «O Egipto»,
publicado após a sua morte. A questão da necessidade de se efectuar ou não uma
«edição crítica» desta obra – assim como de outras deste escritor – tem sido debatida
ao longo de décadas. Em 2016 a Relógio d’Água lançou uma versão organizada e prefaciada por Maria Filomena Mónica – autora de uma notável biografia de EdQ –
que tem como (significativo) subtítulo «E Outros Textos Sobre o Médio Oriente».
Recentemente perguntei a Rui Lopo, meu colega no Movimento Internacional Lusófono
e também na comissão organizadora do congresso do passado mês de Novembro, se esta
edição com pouco mais de três anos poderia ser suficiente para colmatar essa
lacuna na investigação literária. Eis a sua resposta:
«Conheço
essa edição que tem o grande mérito de recolher tudo o que o Eça
"produziu" sobre o Médio Oriente. Devia ter sido a base de todos os que
participaram no nosso congresso! Cito-a logo na primeira página do artigo que
publicarei nas actas. Mas a Maria Filomena Mónica compilou os textos publicados
pelo Eça em vida (“Os Ingleses no Egipto" – 1881, vide “Cartas de Inglaterra”)
mais a "reportagem" no Diário de Notícias (vide “Notas Contemporâneas”)
e os póstumos montados pelos filhos. A minha crítica incide sobre esses textos
póstumos. Eu não estou a criticá-los pessoalmente. Acho que eles fizeram o
melhor que sabiam e podiam: o filho coligiu e montou "O Egipto – Notas de
Viagem" em 1926 e a filha transcreveu a "Alta Síria" e a
"Palestina" nas "Páginas Soltas" que edita nos anos
40. Grande mérito! O que eu estava mesmo a pensar era no Carlos Reis e sua
equipa que ainda não fizeram a edição crítica a partir dos manuscritos. Quanto
mais tempo teremos de esperar por eles? Isto é, o filho assume no prefácio ao
"Egypto" que cortou repetições, frases soltas, apontamentos,
omissões, hesitações... isto é, aquilo que chamamos hoje "material em
bruto". Eu acho que hoje em dia, para autores como o Pessoa, o Eça ou
outros gigantes, tudo isto deve ser conhecido. Até para percebermos e
aprendermos com a sua laboriosa oficina. E a Net pode ajudar a divulgar estas
edições críticas – feitas com escrúpulo filológico – que naturalmente se
dirigem a um público especializado. Para o grande público essa edição já
disponível é óptima. Percebo que em papel seja difícil e oneroso publicar este
tipo de projectos. A própria (grande queiroziana) Beatriz Berrini tentou
cotejar o que o filho fez com o que o Eça escreveu e infelizmente desistiu,
pela dificuldade da decifração caligráfica de textos que podem ter sido
apontamentos no café, em cima de um camelo, e suas reescritas e reelaborações
mais tarde na noite, no hotel Sheperd's. Uma futura edição crítica
"ideal" num momento em que há muito tempo passou o prazo legal que
oferece o Eça ao domínio público devia conter: fotografias de todos os manuscritos;
transcrição sistemática de tudo – apontamentos soltos, tópicos, textos
compostos, textos fragmentários, repetições, passagens a limpo; proposta de
edição dos filhos com devida vénia histórico-crítica; nova proposta de edição
dando conta de toda a fortuna crítica destes textos, cotejando todas as
variantes e confrontando com os outros textos de temática conexa.»
Enquanto
essa autêntica edição crítica não é realizada, a acima citada, lançada pela RdA
com a supervisão de Maria Filomena Mónica, é por enquanto talvez a melhor
aproximação disponível. E beneficia ainda do facto de, ao contrário de livros
posteriores publicados por aquela editora, não estar inquinada pelo dito
«acordo ortográfico de 1990».
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
Eça «regressou» ao Egipto
O
congresso «Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez», que o Movimento
Internacional Lusófono, em colaboração com outras entidades, organizou e realizou
entre 15 e 18 de Novembro deste ano não foi referido, lamentavelmente e tanto
quanto pudémos constatar, nos maiores, principais, órgãos de comunicação social
nacionais – e isto apesar de uma divulgação atempada e volumosa, conduzida
principalmente pelo serviço de relações públicas da Biblioteca Nacional de
Portugal.
Uma excepção,
porém, deve-se registar, referir e realçar: o Diário de Notícias, que
constituiu precisamente, tal como a BNP, uma das várias entidades que se
associaram ao MIL na concretização do evento, e que, aliás, teria todo o
interesse em fazê-lo, considerando a ligação histórica do jornal ao autor d’«A
Relíquia», que começou logo no início de 1870 com a publicação das quatro crónicas-reportagens enviadas do Médio Oriente e que continuaria, no Verão do
mesmo ano, com a publicação das «cartas» - na verdade, capítulos – que viriam a
constituir «O Mistério da Estrada de Sintra».
O desinteresse
mediático pela nossa iniciativa verificado no nosso país foi de algum modo
compensado pelo interesse verificado no país relacionado com a efeméride –
exactamente, o Egipto. Graças à intervenção de um dos oradores no congresso, Maged Talaat Mohamed Ahmed El Gebaly, que é… egípcio, a evocação de Eça de Queiroz
tomando como pretexto a inauguração da ligação entre os mares Mediterrâneo e
Vermelho acontecida em Lisboa foi noticiada no Masrawy, um dos mais importantes
portais informativos do Norte de África. Não dispomos actualmente de uma tradução do texto; no
entanto, se e quando obtivermos uma procederemos, obviamente, à sua publicação
aqui.
domingo, 1 de dezembro de 2019
Fotos do Congresso...
15 de Novembro, na Sociedade de Geografia de Lisboa...
16 de Novembro, na Casa do Alentejo...
18 de Novembro, na Biblioteca Nacional...
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15 de Novembro | Sociedade de Geografia de Lisboa 10h00 | SESSÃO DE ABERTURA 10h15 | PAINEL I (Moderação de Renato Epifânio) Alfredo Ca...
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… O congresso «Eça de Queiroz, nos 150 anos do Canal do Suez», com os dois primeiros painéis de comunicações, um de manhã (início às 10.1...
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A 17 de Novembro de 1869, inaugurou-se o Canal do Suez, acontecimento com as maiores repercussões na época, nas mais diversas áreas (...







