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sábado, 20 de agosto de 2011

Crianças mal comportadas

A notícia não é nova e tinha sido dada em primeira mão por João Monteiro Lima no Marco 2009 num post intitulado “O caldo quase entornou”.

Resumidamente, na reunião de Câmara do dia 28 de Julho assistiu-se mais a uma troca de “mimos”, agora os intervenientes foram os veradores José Mota e Avelino Ferreira Torres.

Mas só ontem me contaram os pormenores que batem mais ou menos certo com o que já foi divulgado. O que não tinha ficado claro é que desta vez a responsabilidade pelo sucedido pode ser bem repartida por ambas as partes e que foi necessário a intervenção do público para que as “partes” não chegassem a vias de facto.

É mau, muito mau, que estes representantes eleitos dos Marcoenses se envolvam mais uma vez neste “tipo de combates” em vez de tentar encontrar uma solução para a grave situação em que o concelho se encontra.
 
Todos nós sabemos, ou devíamos saber, que os partidos PSD e CDS/PP, que estes actores agora representam, são os únicos responsáveis pela situação criada.

Todos nós sabemos, ou devíamos saber, que estes partidos que aparentemente se agora degladiam estiveram muitas vezes de acordo com as medidas que nos colocaram o Marco situação.

Por fim, tenho que lhes recordar que os seus partidos constituem hoje uma coligação que governa o país, e existe a forte possibilidade de dentro de dois anos terem que estar juntos a concorrer para as eleições autárquicas.

O que se pede a estes “políticos” é que tenham a capacidade nos dois anos que faltam de mandato de se portarem bem.

Portarem-se como pessoas adultas e não como crianças mal comportadas.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tribunal condena 19 autarcas Marcoenses


O Tribunal do Marco de Canaveses condenou esta sexta-feira a três anos de prisão, com pena suspensa, 19 autarcas de freguesia por terem em 2004 usado dinheiro das juntas para pagar um relógio de ouro oferecido a Avelino Ferreira Torres.

O colectivo de juízes considerou provado que os 19 autarcas praticaram um crime de peculato em coautoria.

Os arguidos, entre os quais presidentes, secretários e tesoureiros, foram também condenados a restituir às respectivas juntas de freguesia, no prazo de três meses após trânsito em julgado do acórdão, o valor usado para a aquisição do relógio, em média cerca de 500 euros por autarquia.

Outros seis autarcas de freguesia neste processo, também arguidos e que vinham acusados pelo Ministério Público do mesmo crime, foram absolvidos pelo tribunal.

O relógio de pulso em ouro, avaliado em 15 mil euros, foi oferecido em Novembro de 2004 ao antigo presidente da câmara numa festa de aniversário e de despedida quando Avelino Ferreira Torres já tinha anunciado a sua candidatura ao município vizinho de Amarante.

Aguardam-se notícias mais pormenorizadas e comentários acutilantes. Estou com curiosidade de saber a opinião dos militantes e simpatizantes do CDS/PP e também dos seus novos colegas de coligação.

Mais notícias sobre o "relógio" aqui, aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um murro "esperado" no estômago

Passos Coelho reconheceu hojeaqui que este corte do rating, em quatro níveis, foi, um “murro no estômago”, mas aqui foi considerado mais um "pontapé nos tomates". Também se bateram novos máximos nos juros da dívida e as taxas a três anos já superam os 19%, pode-se ler aqui e aqui.

Ao contrário que o governo chegou a declarar, as medidas de austeridade anunciadas por Passos Coelho já tinham sido tomadas em conta. Disse aqui o vice-presidente da agência Moody's.
  
Cavaco Silva disse “não haver mínima justificação” para "este" corte de rating feito a Portugal

Mas João Galamba no Jugular recordou que “Cavaco critica as agências de rating, depois de ter dito que não se devia criticar as agências de rating, e diz que é necessário uma resposta europeia, depois de, no discurso da tomada de posse, ter dito que a crise era portuguesa e não ter referido, por uma única vez, a Europa e a crise financeira”.

Anteriormente o PR já tinha afiramado no JN que "A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego, nós devemos fazer o trabalho que nos compete por forma a reduzir a nossa dependência do financiamento externo sempre com uma grande preocupação de distribuir com justiça os sacrifícios que são pedidos aos portugueses".

A 23 de Março, Manuela Ferreira Leite, afirmava que o problema do país não estava nas medidas do PEC, mas na falta de credibilidade e de confiança no então governo, em especial no Primeiro-Ministro, José Sócrates, e no Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

Gabriel Silva do Blasfémias, classificou tudo isto de uma Tremenda desilusão e escreveu que:

"Dizer que «em outubro vamos anunciar cortes» é o mesmo que os não fazer. E este choradinho sobre os ratings, é tão ridículo, tão socrático. Um país anda 3 décadas a gastar mais do que tem. Para pagar dívidas, contrai novas dívidas. E o primeiro sinal que o governo dá, não é o de cortar despesa, mas sacar mais dinheiro para manter a coisa assim".

"Queriam que a reacção fosse o quê?"

"Agora a reacção dos media e dos apoiantes do actual governo é de repúdio pelas agências de rating e atribuem as culpas à crise internacional e à Grécia. Mas qual a posição dos mesmos comentadores há quatro meses?"

Mas sejamos construtivos.

A realidade é que as “promessas” realizadas aos portugueses consistiam em cortes na despesa, sobretudo na despesa intermédia do Estado (assim ninguém percebia do que estavam a falar), uma descida substancial na TSU e que só em último caso é que alguns bens teriam o IVA alterado.

Foi “vendido e comprado” que teríamos um governo de figuras de peso político e com elevada capacidade de gestão.

Mas os investidores (nacionais e estrangeiros), não acreditaram nisso. Algumas famílias portuguesas bem conhecidas até terão andado nos últimos meses a vender os seus activos e terão transferido para o estrangeiro mais de 5 mil milhões de euros.

O que nos foi entregue, como prémio de termos oferecido uma maioria PSD/CDS, foi um governo notoriamente fraco, com muitos convites recusados e até alterações de última hora impostas pelos “lobbys” do costume. Um governo desorganizado e com um programa bastante extenso (132 páginas), mas vago e sem conteúdo.

E como primeira medida recebemos um corte de 800 milhões de euros nos nossos de rendimentos de trabalho, porque ninguém tocou nos rendimentos do capital.

Recomendo a Pedro Passos Coelho ir de férias, ler uns livros de Economia, perceber como é que os americanos e os alemães venceram a crise de 1928, e ter a coragem de alterar totalmente as suas políticas.

Mas, e principalmente, conseguir uma grande coligação dos principais partidos portugueses, e realizar o mais depressa possível uma grande remodelação do seu governo.

E, já agora, mudar-se para a Residência Oficial do Primeiro-Ministro .

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A primeira prenda de Natal de Pedro Passos Coelho

800 milhões de euros é o que vamos ter que pagar extraordinariamente este ano ao Estado. Esta é a receita estimada da aplicação do imposto excepcional sobre o subsídio de Natal, como se pode ler aqui e aqui.

O valor que cada um de nós vai suportar é equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional, explicou PPC aqui na abertura do debate do Programa de Governo.

Não me recordo que este tipo de medida tenha sido mencionada na campanha eleitoral, nem li nenhuma medida deste tipo no programa da “troika”, é deste modo que a actual “Maioria de Direita” vai resolver o problema do défice do Estado?

Actualização:

Afinal PPC ainda não sabe bem como será este imposto, como se pode ler aqui, e afinal poderá ser pior e começarmos a ter que descontar já. Resumindo vamos ser mais taxados no que ganhamos, no que comemos (pois o IVA do cabaz básico vai subir), no nosso direito à habitação (porque o IMI também sobe), etc.

Em resposta a Francisco Louça, pode-se ler aqui, PPC também não sabia se esta medida iria afectar os pensionistas. Afinal quem fez as contas para chegar ao valor dos 800 milhões.

domingo, 19 de junho de 2011

Os melhores entre os melhores (I)

Paulo Portas na campanha eleitoral afirmou que Portugal precisava de um Governo forte e de um Governo dos melhores entre os melhores.

Pedro Passos Coelho prometeu um governo só com 10 Ministros (ou Ministérios).

De facto temos agora um governo de onze Ministros (mais ou menos um é irrelevante), o que são muitos menos Ministros do que nos governos anteriores o que para mim pode não ser uma vantagem. O que de resto é importante apurar é se este governo é forte e é constituído pelos melhores dos melhores.

É também um governo bastante jovem onde o Ministro com menos idade é Assunção Cristas, com 36 anos. Uma das duas únicas mulheres, casada com três filhos (não percebo a importância destes dados para o seu perfil), pouca experiência política e profissional, e apresenta-se como professora da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

É um dos seis ministros Licenciados em Direito, um dos três elementos atribuídos ao CDS-PP e pelo menos um dos quatro nomes que foram segunda escolha.

Pessoalmente, não percebo qual a experiência que Assunção Cristas tem na Agricultura, no Ambiente, no Mar ou no Ordenamento do Território.

Pedro Mota Soares com 37 anos é o segundo Ministro mais jovem e é o típico profissional da política sem nenhuma experiência fora desta área que fez a sua “carreira” subindo todos os degraus do CDS até chegar a este lugar.

Mais um Licenciado em Direito.

Sabemos que defende o plafonamento das pensões e pretende que os descontos para a Segurança Social pública apenas incidam sobre um valor do salário equivalente a seis salários mínimos.

Por estas posições e até pela sua idade tenho alguma preocupação como irá lidar com os problemas da Segurança Social.

A terceira e ultima pasta do CDS-PP será o Ministério dos Negócios Estrangeiros que ficará entregue a Paulo Portas.

Bem entregue, mas existirá sempre a sombra das compras dos submarinos. Este caso, envolto numa teia de ligações em que a corrupção já não é só uma suspeita, poderá mais tarde ou mais cedo embaraçar este governo que apresenta como uma das suas principais bandeiras a Transparência.

No plano interno, não sei como Paulo Portas pretende conciliar o controlo do seu Partido, o apoio a Pedro Passos Coelho e as constantes ausências no estrangeiro a que vai ser obrigado.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Acordo político PSD/CDS ... no Marco

Ao ler o acordo político PSD/CDS pude observar que na secção correspondente à COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR se pode ler que reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:

No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;

A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.

Assim aguardo com alguma curiosidade como vai ser implementada em Marco de Canaveses esta parte do acordo.

Como é que está previsto ser realizada a mobilização das estruturas locais do PSD e do CDS, lideradas por Rui Cunha e Avelino Ferreira Torres, com vista à cooperação mútua?

Esta mobilização vai servir unicamente para apoiar as iniciativas do governo ou também deverão servir para apoiar as iniciativas locais de Manuel Moreira?

Ainda mais importante, quando serão iniciadas as trocas de informação e as consultas mútuas no que respeita às próximas eleições autárquicas?

Pode ler mais sobre este assunto aqui e aqui.

domingo, 12 de junho de 2011

O primeiro passo do CDS-PP

“Este é o momento…de se correr atrás de lugares…” assinalou ontem Sílvia Ramos, presidente da distrital de Beja do CDS-PP, aos microfones da emissora local Rádio Pax, pode-se ler aqui.

O primeiro passo do CDS-PP é claro, objectivo e sem rodeios. Esperemos os próximos passos deste partido para ficarmos confiantes que o desemprego também por aquelas bandas vai descer.

sábado, 28 de maio de 2011

Momentos de uma campanha eleitoral I

Pires de Lima desafia Passos a pôr PSD "na ordem", pode-se ler aqui.

"Se tem autoridade no seu partido, está na hora de pôr ordem na sua gente, não toda, mas alguma que se está a comportar menos bem", lembrando que durante o dia ouviu "uma série de comentários de que não gostei".

Depois de ter sido ultrapassado pela direita pelo PSD, o CDS começa a perceber em verdade e rigor os comportamentos da actual equipa dirigente do PSD.

domingo, 15 de maio de 2011

Confusão e Caciquismo

Alberto João Jardim garante que não haverá na Madeira alterações nas autarquias, pode-se ler aqui. Esta afirmação foi realizada na freguesia da Ilha, concelho de Santana, que tem 15 quilómetros quadrados e possui cerca de 240 habitantes.

A RA da Madeira possui 11 concelhos e além desta pequena freguesia tem outras tais como Jardim do Mar, no concelho da Calheta, e Ribeira da Janela, no concelho de Porto Moniz de dimensão semelhantes.

Será que mais uma vez vamos estar sujeitos a que a Madeira esteja acima da solidariedade nacional e que zonas bem mais pobres tenham que suportar o esforço da austeridade enquanto Alberto João Jardim continua a desbaratar impunemente o dinheiro dos contribuintes.

Afina Paulo Portas tinha razão no debate com Pedro Passos Coelho quando recordou os caciques laranjas do poder local. E lá está o maior de todos a marcar posição.

Mas obviamente que Paulo Portas no seu partido não terá nenhum cacique em funções porque o povo do Marco soube correr com um dos maiores caciques que alguma vez existiram na política portuguesa.

sábado, 14 de maio de 2011

Continuam as confusões no PSD e agora no PP

Para Bruxelas cortar quatro pontos na TSU é "ousado", pode-se ler aqui.

É uma questão complicada. A redução deve ser "importante" [mas] quatro pontos percentuais é alto - não digo que é excessivo mas é preciso pensar bem nisto. Um tal valor deve ser compensado de várias formas. Desde logo, com o IVA através das taxas mais baixas, mas quais?

Engraçado é que aqui também se fala de "importante" e nada mais. Isto porque a tradução de "major" é "importante". Dada a confusão dentro do PSD e sem argumentos para lidar com a questão da TSU, muitos dos seus apoiantes deram um significado diferente a esta palavara.

Se fosse "importante" quantificar o valor da taxa, essa quantificação deveria ter ficado clara no memorando. E não ficou.

Novidade é que no debate de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, que este claramente ganhou, falou-se de "reservas" ao acordo com o triunvirato, como se existissem outros documentos assinados separadamente entre o PSD ou o PP e o trunvirato.

Não, Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, os senhores acordaram com o triunvirato exactamente o que está escrito no memorando e como sabem qualquer alteração tem de ser aceite pelo FMI, BCE e UE.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Afinal Portas só tinha duques, por Manuel António Pina

Por volta do 10º minuto do debate entre Portas e Sócrates da passada segunda-feira, o líder do CDS/PP, depois de levar Sócrates a afirmar que a dívida portuguesa crescera menos que a de outros países europeus, sacou da cartola um gráfico, exibindo-lho, eufórico, e aos queridos telespectadores: "Apanhei-te!". E os comentadores do costume logo festejaram por tudo quanto é jornal e TV: "Vitória a Portas por KO técnico!"

A crer no gráfico de Portas (que, se não foi retirado, pode ser visto na sua página no Facebook), entre 2005 e 2011, anos de Governo PS, Portugal terá sido o país da UE onde a dívida mais cresceu em percentagem do PIB. Estava ali, no gráfico mágico, com números e tudo; e gráficos e números não mentem!

Mas, afinal, mentem. Para pôr o seu gráfico mentir, Portas usou o velho truque estalinista de retocar a fotografia, retirando dela os países cuja dívida tinha crescido mais do que a portuguesa (Irlanda, Grécia, Reino Unido e Letónia). Depois, para a coisa ficar um pouco mais negra, ainda falsificou os rácios da dívida sobre o PIB, aumentando cirurgicamente o de Portugal de 27,2 para 30,2% e, para que o fosso para Espanha e França ficasse maior, diminuindo os destes países de 26,7 para 17,7% e de 20,5 para 15,2%.

Azar de Portas: o "Jornal de Negócios" pagou para ver, verificou os números e lá se foi o "bluff". Com Sócrates com jogo tão fraco, só Portas se lembraria de fazer batota!

O BE e os truques de cartas

O Memorando de Políticas Económicas e Financeiras (MEFP) e o Memorando de Entendimento sobre políticas económicas específicas com condições (MoU) são os dois documentos que consagram o acordo entre o triunvirato e o Governo, como se pode ler aqui. Este acordo foi também aceite por PSD e PP.

O Governo garantiu que não enviou nenhuma carta ao FMI com compromissos adicionais sobre esta matéria, reafirmando aqui que:

“Os compromissos assumidos são apenas os que estão nos dois memorandos”

Passos Coelho desvalorizou essa carta aqui, pois de certeza que sabe que não seria possível existir uma carta nestes termos do Governo com compromissos adicionais. Esta “cartada” de Francisco Louça demonstra a situação de desespero do líder do BE, mas poderá também ser o seu “canto do cisne”.

O acordo refere o “princípio genérico” de redução da tributação que recai sobre os empregadores, sem qualquer quantificação definida, mas Eduardo Catroga sugeriu uma descida de quatro pontos da TSU poderia ser compensada por em termos de receita para o Estado por um rearranjo no IVA que gerasse mais receita, tendo sugerido a eliminação taxa intermédia de 13 por cento.

O primeiro-ministro disse que o objectivo de redução da Taxa Social Única está no acordo, mas referiu que “o Governo ficou de estudar esta medida”. E disse que, o Governo tem em mente uma descida da TSU “pequena” e “gradual”, porque não aceita transferir carga fiscal das entidades patronais para a generalidade dos contribuintes.

De facto o que está escrito no memorando é que as empresas portuguesas vão passar a pagar menos taxa social única. Para compensar os efeitos orçamentais da redução da taxa social única, o memorando prevê diversas medidas, como a alteração da estrutura e das taxas do IVA, novos cortes permanentes na despesa e o aumento de outros impostos, desde que não tenham efeitos nocivos sobre a competitividade. O documento promete medidas para mitigar “o impacto social do aumento das taxas sobre o consumo”, para assegurar que as alterações nas contribuições para a segurança social serão compensadas com a relocação de recursos suficientes para não por em causa a sustentabilidade do sistema de pensões e, por último, medidas que garantem que as alterações nos impostos se traduzem em preços mais baixos.

Agora se o PSD decidiu dar a sua solução para responder a esta imposição do triunvirato ou troika e a mesma não está a ser bem aceite é problema de Pedro Passos Coelho.

Tanto PS, PSD ou CDS terão que respeitar este compromisso, mas nada obriga que José Sócrates explique agora a sua opção. Eu pessoalmente defendo que só faz sentido a descida da TSU para TODAS as empresas se a descida não for compensada com outro tipo de impostos, como é proposto pelo PSD.
Ler aqui Pedro Passos Coelho a exigir que José Sócrates diga como vai reduzir a TSU parece-me irónico para quem demorou tanto tempo a apresentar o seu programa eleitoral.

Pior, só o BE e o CDS, que foram para os debates sem terem tido tempo para apresentar um programa eleitoral que pudesse ser discutido, mas em contrapartida sobrou tempo para "inventarem" factos políticos.

sábado, 9 de abril de 2011

Mais um puxão de orelhas

O PR recusou qualquer intervenção na negociação com a Oposição do pacote de “ajuda”, leia-se resgate ou intervenção, financeira a Portugal, pode ler aqui e aqui.

Sustentou, insistindo que a Constituição é clara nesta matéria e estabelece que “o Presidente da República não governa, nem legisla”.

Mas o PR assinou no dia 7 de Abril o decreto que dissolve a Assembleia da República e que fixa o dia 5 de junho de 2011 para a realização das eleições legislativas", pode ler aqui, pelo que deveria saber que ficaremos sem poder legislativo até à posse dos deputados eleitos na sequência daquelas eleições.

O PR também sabia desde 23 de Março que José Sócrates tinha apresentado a demissão, que foi por ele aceite após os partidos da Oposição terem retirado todas as condições para o Governo continuar a governar, como se pode ler aqui.

Recordo que no Artigo 186º da Constituição da República Portuguesa se pode ler: “Após a sua demissão, o Governo limitar-se-á à prática de actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos”.

A opção do PR de iniciar o seu segundo mandato de forma agressiva para com o Governo foi também sua, mas como pode ver aqui no discurso de tomada posse, também disse, que:

"De acordo com a leitura que faço dos poderes presidenciais inscritos na Constituição, considero que o Presidente da República deve acompanhar com exigência a acção governativa e deve empenhar-se decisivamente na promoção de uma estabilidade dinâmica no sistema político democrático".

Agora e como único órgão de soberania totalmente em funções não querer assumir responsabilidades, mas assume posições para passar a responsabilidade para terceiros, como é caso, quando afirmou que:

“Espero que os nossos parceiros tenham em consideração que vamos para eleições a 5 de Junho, por isso o que precisamos agora é de um programa interino para que o próximo Governo possa participar nas negociações finais, porque é o próximo Governo que vai implementar o programa”.

O cenário de uma negociação a “dois tempos”, defendido também pelo PSD e CDS, já tinha sido excluído pelos Ministros das Finanças Europeus aqui, pelo que como resposta leva um valente puxão de orelhas do Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, que aqui afirma que:

“Para bem de Portugal preferimos não falar todos os dias com dirigentes portugueses na praça pública".

Juntamente com o PSD, e os restantes partidos da Oposição, criou este nó górdio que agora não quer assumir e também já se esqueceu que no seu discurso de tomada de posse disse:

"Como tenho dito repetidamente, neste momento que não é fácil, Portugal precisa de todos. Todos somos responsáveis pelo nosso futuro colectivo. A situação do País é demasiado complexa para que alguém pense que isto não é consigo, é só com os outros".

Agora o Presidente da República Cavaco Silva já pensa que este conselho não é para ele mas só para os outros.

Finalmente recordo a todos que o pedido de resgate foi enviado, mas falta a realização de uma negociação com sucesso e a aprovação final dessa negociação pelos nossos “parceiros europeus” para que os Euros comecem a chegar. Assim e até esse momento a situação financeira do país continua na mesma, pelo que não será de se excluírem cenários de atrasos nos pagamentos de salários e de outras responsabilidades por parte do Estado, das Autarquias ou das Empresas Públicas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Aumento do IVA!

Depois de ter repetido à exaustão que o governo tinha a obrigação de resolver os problemas orçamentais exclusivamente pelo recurso ao corte na despesa e poucas horas depois de ter recusado o PEC IV por este alegadamente ter um aumento nos impostos, o PSD apresenta a primeira grande medida para resolver a situação grave que o país atravessa.

Aumentar o imposto do IVA!

Como se pode ler aqui, onde é confirmada esta notícia de hoje no CM e é dito que PPC afirma que “a construção de um projecto de esperança implica sacrifícios”!

Pior é que a razão apontada para este aumento do IVA que vai atingir todos os portugueses inclusive os mais desfavorecidos é para evitar o corte nas pensões mais elevadas (acima do 1.500 euros).

É esta uma das primeiras grandes medidas de “magia negra” apresentadas por este candidato a PM de Portugal?

Começa a configurar-se a verdadeira política neo-liberal de Pedro Passos Coelho que tem aqui umas críticas merecidas.

Entretanto o seu aliado à direita já se desmarca desta política, aqui, o que demonstra as dificuldades que irá enfrentar agora que vai ser obrigado a explicar aos portugueses quais as políticas que pretende para o país.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Paulo Portas sem credibilidade

Não basta a um político falar bem, escolher os “sound bites” politicamente correctos, dizer que é contra a corrupção ou que temos sermos éticos na política. É preciso que a nossa prática esteja de acordo com esses princípios. Esta notícia aqui, aqui e aqui demonstra claramente que Paulo Portas não tem credibilidade.

Se Avelino Ferreira Torres concorda ”com as orientações políticas e estratégicas que têm sido assumidas por Paulo Portas”, só falta Paulo Portas declarar que sempre concordou “com as orientações políticas e estratégicas que foram assumidas por Avelino Ferreira Torres”.

Actualização: Mais blogs a escrever sobre este assunto aqui e aqui.