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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

3 meses de Governo - Comunicado do PS/Marco

Fosse o PS Governo em Portugal e já teríamos o PSD do Marco de Canaveses e o presidente da Câmara, em particular, a emitir comunicados, fazer petições e apresentar em reunião de Câmara cartas ao primeiro-ministro com tomadas de posições críticas sobre a atuação do Governo. Porém, neste momento observamos um ruidoso silêncio sobre as medidas que o atual Governo liderado pelo PSD tomou e pretende tomar que afetam diretamente a autarquia e os portugueses.

Vejamos alguns casos:

1. Obras na ferrovia e IC35: o atual ministro da Defesa visitou o concelho em conjunto com outros deputados do PSD no inicio de 2011 que criticaram arduamente o Governo do PS; hoje o PSD no Governo tem uma atitude oposta à que teve enquanto oposição.

2. Redução dos cargos dirigentes nas autarquias: o Governo pretende reduzir a despesa também através da diminuição dos cargos dirigentes autárquicos, o que significará, de acordo com o projeto veiculado pela imprensa, numa diminuição de 3 diretores de departamento e 2 chefes de divisão na estrutura do pessoal da Câmara Municipal do Marco de Canaveses.

Legitimamente pergunta o PS/Marco e, naturalmente todos os marcoenses, onde anda o PSD do Marco e que faz agora o presidente da Câmara perante as medidas que há bem pouco tempo criticava. Sabemos que a estrutura local do PSD é uma mera correia de transmissão do poder autárquico e, agora, do central; do presidente da Câmara, verificamos que sobrepõe os seus interesses partidários sobre aquilo que veementemente defendia meses atrás quando o PS era Governo. Chama-se a isto oportunismo político, e revela uma determinada incoerência intelectual.

O PSD foi lesto a derrubar o Governo do PS, o PSD do Marco foi consistente nas suas críticas ao poder central, mas agora, passados que estão mais de 3 meses após as eleições, o PSD esqueceu-se do que tinha prometido, e o PSD local e a sua maioria no executivo camarário entrou num período de hibernação que o envergonha e nada dignifica.

Perante esta absurda situação, o PS/Marco exige explicações ao PSD local e ao seu presidente da Câmara sobre qual é a sua posição sobre as obras acima referidas e sobre a diminuição dos quadros da autarquia. E, já agora, respostas simples e concisas.


Artur Melo,
Presidente da Comissão Política Concelhia do PS

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Posição do PS sobre o imposto especial

Tivemos acesso à posição oficial do PS Nacional sobre um novo imposto:


Na sequência das notícias que dão conta da possibilidade de criação de um imposto especial sobre os rendimentos dos mais ricos, o Partido Socialista vem por este meio reafirmar a sua posição de princípio favorável a qualquer iniciativa que assegure justiça e equidade às contribuições fiscais dos portugueses, garantindo redistribuição da riqueza nacional e reduzindo sensivelmente a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos.

Neste sentido, o Secretário-Geral do PS solicitou hoje ao grupo parlamentar que estudasse e apresentasse novas formas de taxação sobre rendimentos de capital que garantam uma repartição mais justa e equitativa dos sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses, em linha com a proposta que o PS apresentou no Parlamento para aplicação da sobretaxa a rendimentos de capital (depósitos e dividendos) e que foi chumbada pela maioria de direita.

António José Seguro considera “profundamente injusto que o Governo tenha sido lesto a tributar extraordinariamente os rendimentos do trabalho dos portugueses, como no caso do subsídio de natal, e hesite tanto em acompanhar o PS nas propostas de taxação dos rendimentos de capital. Mas é apenas mais uma entre muitas hesitações do Governo."


domingo, 12 de junho de 2011

O primeiro passo do CDS-PP

“Este é o momento…de se correr atrás de lugares…” assinalou ontem Sílvia Ramos, presidente da distrital de Beja do CDS-PP, aos microfones da emissora local Rádio Pax, pode-se ler aqui.

O primeiro passo do CDS-PP é claro, objectivo e sem rodeios. Esperemos os próximos passos deste partido para ficarmos confiantes que o desemprego também por aquelas bandas vai descer.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Confusão de um leitor

O leitor João Moura escreveu num comentário que:

“De vez em quando, gosto de passar os olhos pelos blogues marcuenses para ver do que falam os ditos bloguers que têm opinião sobre tudo e todos.

O meu espanto é que neste blogue apenas encontrei post a criticar negativamente os partidos da oposição. Porque não encontro textos construtivos e elucidativos sobre o programa que o PS tem para as eleições? Estes senhores do PS Marco não sabem fazer outra coisa que não dizer mal dos outros? Poderiam, de vez em quando, falar sobre os projectos que o partido tem para o país, para o concelho, para o futuro. Mas agora querem imitar o bloco de esquerda ou o PCP? O PS é um partido de Governo, não de oposição. Podem fazer o favor de explicar aos leitores o que pensa o PS para o futuro de Portugal e deixar o negativismo para os pequenos partidos e sem aspiração a governo”.

Estou de acordo que o dever de todos nós é de sermos construtivos e de propormos soluções para o país ou para o nosso concelho. Mas como deve perceber também devemos ser críticos e desmontar a propostas de que não concordamos.

Se estiver atento e em momentos oportunos já aqui deixei propostas minhas, ou de terceiros, que considerei apoiar. Vários leitores do MCN também contribuíram com as suas propostas e sempre que solicitado por autarcas, associações ou qualquer partido político transmitimos também aqui as propostas destas organizações. Sem querer ser exaustivo recordo alguns dos temas propostos, nomeadamente:

- Reorganização das freguesias do Marco (que afinal até o PS, PSD, PP, FMI, BCE e UE concordam necessário);
- Propostas de cortes em algumas despesas no orçamento municipal (que vão ser necessários);
- Moderação nas contratações de funcionários e assessores (que existe agora quem queira ser muito mais radical);
- Ponderação como deveriam ser (re)negociados os contratos da autarquia;
- Cuidado como deveriam ser distribuídos os subsídios às associações;
- Justiça na distribuição dos subsídios às freguesias (que parcialmente foi seguido no último orçamento municipal);
- Defesa da qualidade da água que bebemos e da água dos nossos rios (o que já obrigou a que fossem realizados alguns estudos que mostraram a justificação desta nossa preocupação);
- Preocupação com a sustentabilidade da segurança social;
- Apoio aos idosos isolados do nosso concelho;
- Futuro das energias e a sua influência na nossa biosfera e no impacto na economia;
- Política de taxas municipais;
- Política de apoio ao desporto;

Como vê existem muitas propostas a ser divulgadas e debatidas no MCN. O que devia é não confundir as minhas posições pessoais com as de qualquer partido. Se eu pretender apoiar ou criticar qualquer posição de qualquer partido estarei faze-lo em meu nome. A liberdade de ter uma posição política foi-me dada em 25 de Abril de 1974 e confirmada pela Constituição, e eu vou defender sempre esse meu direito.

Agora não gosto que se "confunda" o cidadão Jorge Valdoleiros com qualquer partido político, pois são coisas bem diferentes.

Mas recordo que o MCN tem como finalidade principal discutir o nosso Marco. E para o bem e para o mal só existem dois partidos que sozinhos ou em coligação governaram esta terra: o PSD e o CDS/PP. Pelo que dada a situação a que chegou este Município é natural que as minhas críticas sejam maioritariamente dirigidas às políticas destes dois partidos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Portugal já pediu ajuda a Bruxelas

O primeiro-ministro confirma aqui que o Governo decidiu hoje dirigir um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia. José Sócrates afirmou ter dado conhecimento ao Presidente da República, para que faça as diligências necessárias junto dos partidos para assegurar um entendimento sobre o pedido de socorro.

Agora a "bola" estará outra vez do lado do Presidente da República.

Entretanto o PSD gostou da medida que só a considerou tardia!

O BE e o PCP parece que não gostaram, mas eu não comprendo então porque não deram uma mão para que não tivessemos chegado aqui!

Fiquei com a dúvida de quem é que vai negociar este PEC V com a Comissão Europeia e quais serão agora as medidas exigidas pela Comissão Europeia e pelo FMI para que consigamos ter a ajuda externa que nos irá permitir pagar os nossos compromissos mas que de certo no irá obrigar a "apertar fortemente o cinto". Já não são tempos de vacas magras, mas de "vacas escanzeladas".

Podemos ver no gráfico acima quais os passos decisivos que foram realizados com firrmeza para que chegassemos ao ponto de ter que pedir "já" ajuda externa.  

quarta-feira, 23 de março de 2011

Harry Potter

E agora?

Espera-se que alguém com as melhores capacidades do jovem estudante da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts que encontre as soluções para endireitar a finanças e a economia portuguesa sem aumentar mais os impostos, sem despedir funcionários públicos, sem cortar nos benefícios sociais e sem cortar salários e reformas.

O pior é que quem venha acabar por aparecer para tentar resolver os nossos problemas orçamentais seja o próprio Lord Voldemort disfarçado de funcionário do FMI.

Para já fiquemos em suspenso por saber como será o enredo desta saga que só será totalmente desvendada lá para depois das férias de verão.

Ler mais aqui, aqui e aqui.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ferreira Torres e Moreira lado a lado?

Portas defende a criação de um novo movimento político com o PSD, pode ler aqui.

O slogan para esse movimento no Marco seria "Mudança Super Tranquila". A dúvida era se o líder local deste movimento político andaria de todo terreno ou de Audi A6.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Paulo Portas sem credibilidade

Não basta a um político falar bem, escolher os “sound bites” politicamente correctos, dizer que é contra a corrupção ou que temos sermos éticos na política. É preciso que a nossa prática esteja de acordo com esses princípios. Esta notícia aqui, aqui e aqui demonstra claramente que Paulo Portas não tem credibilidade.

Se Avelino Ferreira Torres concorda ”com as orientações políticas e estratégicas que têm sido assumidas por Paulo Portas”, só falta Paulo Portas declarar que sempre concordou “com as orientações políticas e estratégicas que foram assumidas por Avelino Ferreira Torres”.

Actualização: Mais blogs a escrever sobre este assunto aqui e aqui.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A Democracia-Cristã no Marco é um caso perdido

Nos dias de hoje um verdadeiro Democrata-Cristão que alternativas tem para intervir politicamente em Marco de Canaveses?

Praticamente nenhumas.

Restam duas posições. Abster-se de tomar posição sobre o que se passa na política concelhia, e com isso responsabilizar-se do rumo que o concelho leva. Ou mudar de ares e intervir activamente ainda que tenha como independente intervir em conjunto com outros Marcoenses, mesmo que estes defendam ideias ligeiramente diferentes das suas.

Não estou a ver é nenhum verdadeiro Democrata-Cristão a rever-se num passado mais ou menos recente.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Partido do Sexo e Proclamação da República

A novidade nas próximas eleições federais australianas é o Partido do Sexo Australiano, o objectivo é dar uma oportunidade aos eleitores de terem contacto com os temas relacionados com sexo, saúde, educação e igualdade entre sexos, bem como divulgar leis que abrangem este tema no país, como se pode ler aqui. A campanha deste partido tem sido muito falada devido a este cartaz de apelo ao voto

Não posso deixar de considerar que uma iniciativa destas em Portugal ainda seria muito útil.

Outra "novidade" foi a importante declaração realizada pela Primeira-Ministra Julia Gillard que considerou a Austrália deveria tornar-se uma República após a morte da rainha Isabel II, como se pode ler aqui.

Só não percebo, mas aceito, porque é que no referendo de 1999 os australianos não escolheram logo essa via.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Orange Share

Muito se disse e ainda se dirá sobre o veto do Governo à venda da Vivo à Telefónica.

Desde ser considerado uma "estupidez colonial", até o PSD vir afirmar que "os sociais-democratas não teriam utilizado a golden share", ou pior que "entendemos que não devem existir golden share" e apesar de "o negócio não era um bom negócio para a PT".

Ainda as afirmações de alguns accionistas interessados que "o uso pode prejudicar a imagem do país".

Até o facto  de Cavaco Silva  "recusado comentar o uso da golden share", mas depois acabar por defender o "direito de veto".

Com Marcelo Rebelo de Sousa a apoiar também o uso aqui (que lhe valeu a nota zero) e até Pedro Santana Lopes aqui.

Isto tudo apesar da golden share ser  "um instrumento de intervenção no mercado já usado múltiplas vezes na história recente da União Europeia", nomeadamente no caso dos "sucessivos governos da Espanha em relação à golden share é um caso à parte na Europa. Desde 1997, Repsol, Argentaria, Tabacalera e Endesa, além da companhia de telecomunicações, foram protegidas do capital externo pelo Estado - inclusive pelo governo de José Luis Zapatero, que hoje protesta contra a decisão de Portugal."

As perguntas que deixo, para todos os laranjas que mais uma vez falharam o alvo e para os média que fizeram mal o seu trabalho, são:

- Os accionistas que queriam vender agora e que são contra a golden share não sabiam que ela existia quando compraram as acções?

- Os "laranjas ultra liberais" que tanto criticaram a utilização da golden share não saberão que quem a criou foi o ex-Primeiro Ministro Cavaco Silva?

- O próprio Durão Barroso não teve a oportunidade de ter acabado com esta golden share?

- Será que Pedro Passos Coelho, e os seus próximos, antes de falarem sobre o assunto não deveriam ter perguntado antes aos seus conselheiros qual a posição que deveriam tomar?

- E por fim , quando é que este Partido Ultra Liberal, ainda identificado por PSD, volta a comportar-se como social-democrata?

É por estas e por outras que tenho que concordar com Mário Soares quando este diz que "não existem alternativas governativas ao PS" e “querem apenas desgastar o Governo e o primeiro-ministro”.
 

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Acordo sobre os chips

Depois de tanta "mise en scène" o PSD acorda com o Governo o funcionamento dos chips e por arrasto o pagamento de "portagens" nas SCUT's.

O ponto "alto" deste debate passou-se no programa Prós e Contras, apresentado por Fátima Campos Ferreira, onde os Portugueses puderam assistir os nosso políticos no seu máximo esplendor.

O que ganhou ou perdeu cada um dos intervenientes principais, Governo e PSD, nesta polémica?

Ler mais aqui. Ou aqui sobre as isenções.


domingo, 18 de abril de 2010

Revisão Constitucional para quê?

Já tinha concordado aqui com esta posição que dizia "Quando os partidos políticos não têm nada para apresentar a não ser vacuidades, que propõem? Uma revisão constitucional."

Agora aqui no Público os constitucionalistas Jorge Reis Novais e Tiago Duarte rejeitam ambos que seja necessário rever a Constituição para conseguir concretizar as propostas de reformas feitas pelo novo líder do PSD, Pedro Passos Coelho. Também Jorge Miranda aqui refere que "a salvação da Pátria não depende da Constituição".

O que me parece é que quando cidadãos que antes de virem para a política, antes de terem uma profissão, antes de tirarem um curso, antes de começarem a querer ter cargos elevados nem sequer realizaram um estágio profissional, e depois atingem posições de decisões e não sabendo como, inventam. Esta ideia não é só minha foi também muito bem defendida pelo social-democrata Fernando Costa no XXXIII Congresso do PSD, como podem ver aqui. Dai que não me espante que as poucas propostas de PPC estejam a ser uma por uma ridicularizadas por tão pouco substância existir nelas.
Por isso, não fico admirado que decisões apressadas realizadas por políticos com pouca experiência do mundo real se transformem em erros dramáticos que todos acabamos por ter que suportar.
Estejamos atentos às palavras sábias e experientes de Fernando Costa e na ocasião de votar escolhamos aqueles cidadãos que já deram provas. Claro que Fernando Costa não esteve atento e não avaliou segundo os seus critérios a escolha para o seu candidato a líder do partido.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Bloggers Não Alinhados?

Nos tempos da guerra fria existia o Movimento dos Países Não Alinhados, mas todas as pessoas mais esclarecidas sabiam que esses países eram a “correia de transmissão” da antiga União Soviética.
Hoje no Marco passa-se o mesmo na blogsfera. Algumas pessoas querem deixar passar a ideia de Não Alinhados. Colocam mesmo uma “Declaração de Interesses”, mas todos sabemos que as suas preferências são em atacar, seja pelo que for, Artur Melo, e já agora, José Cruz. Seria mais sério desde logo definirem as suas preferências e dizerem por quem estão, ou melhor, contra quem estão.
Pessoalmente, não fico preocupado porque acredito que as pessoas percebem as motivações pessoais de cada um. Mas para não existirem dúvidas deixo também a minha “Declaração de Preferências”

Nas lutas do PS Marco, eu sou apoiante do projecto que Artur Melo tem para o Marco e sou contra Rolando Pimenta, sobretudo porque com ele estão pessoas com quem não concordo politicamente, porque não me revejo no projecto (ou falta dele), porque não me apercebi de nenhuma ideia nova para o concelho e porque além disso tem nas suas companhias mais próximas alguém que trata bastante mal pessoas que me são próximas mentindo descaradamente.

Nas lutas do PSD Marco não tenho preferências. Espero que quem quer que ganhe tome uma atitude diferente na gestão política desse partido no que respeita ao Marco. Espero que as suas políticas sejam mais sociais-democratas e menos neo-liberais. Espero que estejam atentos à gestão dos interesses dos Marcoenses, principalmente no que se refere à Gestão Autárquica. Mas não conhecendo suficientemente José Cruz para lhe dar a minha preferência, e não acreditando que Rui Cunha poderá fazer grande diferença com Manuel Moreira na Presidência da Autarquia, prefiro ficar unicamente estar atento ao desenrolar das eleições e das suas consequências.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eleições para o PS Marco

As principais ideias apresentadas pela Lista A encabeçada por Artur Melo são simples e directas:

Primeiro, o apelo à defesa da continuação do trabalho efectuado pela candidatura do PS no apoio aos autarcas das freguesias e na interligação com os eleitos na Assembleia Municipal. Esta posição é totalmente oposta à prática daqueles que sempre se opuseram a este projecto. É uma promessa que só esta lista poderá cumprir dadas a divisão que actualmente notoriamente existe dentro do PS Marco.

Segundo, a credibilização do PS projectando-o como a oposição ao PSD, na garantia do rigor e da transparência na vida pública, na denúncia das mais diversas carências. Após um mandato autárquico em que os socialistas realizaram uma oposição "mole" e "demasiado correcta". De facto, os eleitos do PS nos diversos órgãos da autarquia mudaram e estão a mostrar trabalho que credibiliza este partido como uma alternativa ao actual poder. Perder esta dinâmica e voltar ao passado será um retrocesso perigoso na imagem do PS Marco. Claro que para se poder garantir uma verdadeira oposição os envolvidos têm que estar livres de quaisquer dependências do poder instituído.

Por fim está claro que não deixa de ser uma lista de reacção a um coligação que congrega quase todos os que nas últimas eleições apelaram ao voto a candidaturas concorrentes da dos socialistas.

O mais óbvio para Artur Melo e todos nós é que este mandato não é para escolher os candidatos das próximas eleições autárquicas, mas como se percebe pela blogsfera, e das conversas de café, demasiados Marcoenses só se interessam pela política quando estão em jogo lugares. Quando se trata de defender ideias, projectos ou realizar trabalho a história é outra.

Certo é que na próxima semana Artur Melo, e aqueles que o apoiam, tem a obrigação de continuar o projecto em que se comprometeu quando foi a votos nas últimas autárquicas. Se os socialistas vão estar todos a puxar para o mesmo lado ou se mais uma vez vamos ter uma dissonância entre os autarcas socialistas e a CPC do PS/Marco é uma questão em aberto que só beneficia o PSD.

domingo, 11 de abril de 2010

Ecos do XXXIII Congresso Laranja II

Mas a intervenção mais característica do que são os congressos laranja foi protagonizada por Fernando Costa, Presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, que se pode ler aqui resumida. Eu que por acaso assisti em directo pela televisão e não percebi de início se Fernando Costa estava a falar a sério ou ironizar, se era ou não apoiante de Pedro Passos Coelho. Acabei por concluir que era um discurso de apoio mas sinceramente algumas das saídas poderiam dar muita munição à oposição interna e externa do novo líder laranja.

A melhor saída foi quando a propósito da juventude do PS e do PSD, Fernando Costa sustentou que os portugueses não ficariam nada espantados se a conclusão da comissão de inquérito parlamentar à compra da TVI for que o primeiro ministro, José Sócrates faltou à verdade.

"Mas Pedro, sabes porquê? Porque aqueles rapazes, aqueles de 30 anos, que a juventude socialista preparou -- e meus caros na Juventude Social Democrata a massa humana é a mesma -- às vezes a pressa é tanta, a vontade de enriquecer é tanta que acabam por trair até pessoas sérias e honestas", acrescentou.

Fernando Costa recomendou a Passos Coelho que diga aos jovens do PSD "que antes de virem para a política, antes de terem uma profissão, tirem o curso, antes de começarem a querer ter cargos elevados façam um estágio profissional".

Será que este conselho não poderia ter sido seguido pelo próprio Pedro Passos Coelho? Se tem dúvidas basta lerem com atenção o livro "Mudar" de autoria de Pedro Passos Coelho e poderão perceber como foi até agora a sua carreira política e profissional.

Ecos do XXXIII Congresso Laranja I

Na minha visita diária à blogosfera encontrei alguns comentários ao Congresso PSD ocorrido neste fim de semana que valem a pena ser lidos, obviamente que todo o mérito de tão brilhantes análises políticas não me devem ser imputadas:


- E por fim gostei de ver o 31 da Sarrafada a admitir que afinal aquilo das rolhas não lhe tinha corrido bem.

Mas o mais interessante foi ver a como os congressistas estavam compenetrados neste duelo de titãs, assim sinto-me muito mais confiante com os futuros políticos laranjas deste nosso país.

sábado, 10 de abril de 2010

E porque a Lei da Rolha vai ficar

No último congresso laranja todos estavam distraídos quando foi aprovada a Lei da Rolha proposta por Pedro Santana Lopes. Na altura todos disseram que estavam distraídos e que no próximo congresso os estatutos seriam corrigidos.

Passado o momentum tudo foi esquecido e neste congresso os estatutos não vão ser discutidos.

Mas o blog 31 da Sarrafada resolveu estragar o arranjinho e "anda a dar rolhas aos congressistas já é uma das figuras do Pavilhão dos Lombos".

Congresso da Unidade com pouca Unidade

O congresso laranja que está a realizar-se em Carcavelos destinava-se a fazer passar para a opinião público uma imagem de unidade. Mas ainda que os recentes rivais de PPC estejam a colaborar, a verdade é que o resto saco de gatos, que é actualmente o PSD, está a lutar nos bastidores por um lugar no Conselho Nacional. Recordo que estão lá presentes, entre outros Marcoenses, Manuel Moreira e José Cruz.

As noticias do congresso tem sido várias e podem ser lidas aqui, aqui, aqui e ainda aqui.

Existe muito trabalho para ser realizado pelo novo líder dos laranjas, mas penso que antes de mais ele deveria definir qual a sua posição ideológica. Social democracia, neo-liberalismo, conservadorismo, democracia- cristã ou o quer que seja. Tirando a referência que existe no nome este partido milita nas mais diversas organizações internacionais e na política portuguesa não define qual o seu posicionamento reagindo mais às circustâncias mediáticas do momento do que a uma verdadeira orientação ideológica.

Entretanto os seus "barões" vão lutando por mais uma qualquer posição dentro do partido.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Questão Central

Pelo que se verifica nos debates recentes na blogsfera e fora dela seria muito interessante para todos Marcoenses como Nós, e para os militantes socialistas em particular, sermos esclarecidos sobre afinal quem nas últimas eleições apoiou e votou nas listas socialistas aos vários órgãos autárquicos da nossa terra.

Existiram muitas declarações públicas, umas escritas, outras em conversas realizadas entre os militantes visados e terceiras pessoas (socialistas ou não), que deixam no ar um sentimento de mau estar dentro do seio dos militantes socialistas.

Na minha opinião, este mau estar atinge o seu máximo entre muitos dos eleitos (e não eleitos) pelas listas socialistas e a candidatura de Rolando Pimenta. Isto porque, apesar de esta formalmente estar a apelar à unidade do partido, continua todos os dias a ser incoerente e atacar pessoalmente estes militantes e simpatizantes sem dar razões concretas para as suas diferenças. No caso particular do vereador socialista Artur Melo chega-se à situação caricata de no período em que ele se afastou da corrida eleitoral ser elogiado e mesmo convidado para a comissão de honra da candidatura de Rolando Pimenta, mas antes e depois deste período tem vindo a ser atacado pelas mesmas pessoas sem se apresentarem factos e dizendo-se repetidamente que nunca trabalharão com ele.
Uma atitude de coragem seria os visados confirmarem ou não as suas palavras anteriores e assumirem as consequências políticas das suas recentes posições.
A atitude cobarde é continuar a realizar uma campanha negra que prejudica antes de mais a credibilidade dos próprios e apesar de tudo do Partido Socialista, demonstrando que para se tentar atingir o poder tudo vale e que a razão de tudo isto não é para a defesa de uma ideologia ou dos interesses dos Marcoenses, mas unicamente para obter proveitos próprios.