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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Manuel Moreira devia reavaliar o seu Gabinete de Comunicação e Imagem

O Gabinete de Comunicação e Imagem da Câmara Municipal na contestação deste post publicado aqui baseado numa publicação base do Tâmega Online cometeu alguns erros de análise e uma grande omissão.

Sobre a electrificação da linha do douro a nota de imprensa deste gabinete diz que: “Este processo remonta a 1997. Em 2010 foi feito um concurso internacional para a execução desta obra, que foi suspenso pelo Governo do PS”

Nada que esteja em desacordo com o afirmado pela deputada socialista Ana Paula Vitorino: “No quadro da negociação do Orçamento do Estado (OE) para 2011, em 2010, uma das exigências do PSD ao então Governo do PS foi que ficassem suspensas todas as obras públicas que não estivessem já em execução”. 

A nota ainda diz que: “A Linha do Tâmega, foi suspensa temporariamente em 2009, por razões de segurança. A antiga secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, - e não se pode esquecer - prometeu a sua requalificação a curto prazo, mas tal não aconteceu, a não ser o levantamento da respectiva linha férrea.” 

Nada que seja contrário ao afirmado pela deputada socialista: “...as obras eram necessárias por questões de segurança, de acordo com uma auditoria realizada às linhas de via estreita, na sequência do acidente na linha do Tua, em agosto de 2008”. 

Ou diferente do que foi ainda escrito na publicação do Tâmega Online: “Em 2009, quando foi suspensa a circulação na linha, Ana Paula Vitorino, então no Governo, garantiu em Amarante, perante o autarca local e o do Marco de Canaveses, que as obras iriam mesmo avançar”. 

“...a obra de requalificação da linha do Tâmega, dividida em três fases, já tinha concluída a primeira, que passou pelo levantamento dos carris. Quando se anunciava a segunda fase, que previa o nivelamento do pavimento, ocorreu, de acordo com Ana Paula Vitorino, a imposição de suspensão da obra, contra a vontade do Governo do PS”. 

“..foi só no atual executivo PSD/CDS que, no contexto do Programa Estratégico de Transportes (PET), foi tomada a decisão de encerrar as linhas de via estreita, nomeadamente a do Tâmega”. 

Assim acredito que a análise da publicação do Tâmega Online foi realizada descuidadamente e de um modo pouco profissional. A grande omissão da nota é não ter explicado porque razão é que o PSD (ou quem negoceia em nome do PSD) tem tido uma visão muito própria sobre as obras pública, como se pode facilmente verificar nas posições desse partido relativamente às obras públicas.

27 de Outubro de 2008 - O antigo ministro das Finanças Eduardo Catroga afirmou hoje que o plano de obras públicas do Governo deve ser repensado no contexto da actual crise económica e financeira. 

10 de Maio de 2010 - O ex ministro das Finanças Eduardo Catroga defende que as grandes obras públicas só devem avançar se forem os privados a assumir o risco, mostrando-se convicto de que o Governo vai manter "a tendência para o autismo". 

30 de Outubro de 2010 - Vitória para Portugal e para os portugueses”, diz Catroga. Foi por volta das 23h de ontem que Eduardo Catroga e Teixeira dos Santos assinaram ao acordo de viabilização de Orçamento do Estado. “O acordo foi uma vitória para Portugal e para os portugueses”, declarou neste sábado Eduardo Catroga. Depois de uma “grande maratona negocial” com “espírito construtivo” de ambas as partes, Teixeira dos Santos e Eduardo Catroga assinaram o acordo, momento que fico registado numa fotografia no telemóvel de Catroga. “Uma fotografia história”, afirmou o ex-ministros das Finanças do PSD. ... O mediador do PSD nas negociações declarou ainda que abdicou da taxa social única mas não cedeu da reavaliação de todas as obras públicas, “mesmo aquelas que já estão assinadas ou estão no início do processo de execução”. 

5 de Janeiro de 2011 - Catroga elogia “travão” nas grandes obras. 

Todas estas intervenções, sobretudo a de 30 de Outubro de 2010, só demonstram a veracidade da afirmação da antiga Secretária de Estado dos Transportes quando esta diz que “a requalificação parou por imposição do PSD”. Omitir uma explicação para este facto numa nota de imprensa demonstra a falta da capacidade argumentativa deste gabinete, pois nem sequer quero admitir que a intenção seja esconder aos Marcoenses a verdade sobre a suspensão da obras de electrificação da Linha do Douro.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Falência da Universidade Privada

Antes de entrar na Universidade estudei doze anos.

Tive que realizar o exame obrigatório da 4ª classe do ensino primário. Fiquei dispensado de realizar o exame do 5º ano do liceu e o exame do 7º ano do ensino secudário. Fui contudo obrigado a realizar dois conjuntos de exame no propedêutico, para por fim  conseguir entrar no curso de engenharia electrotécnica da Universidade do Porto.

Fui obrigado a cumprir cinco anos de frequência de dezenas de cadeiras, tendo obrigatoriamente de realizar testes ou exames finais para que ao fim de dezassete longos anos conseguisse obter finalmente o meu grau académico de licenciado.

Mais importante do que o canudo foi a preparação académica obtida, que me permitiu enfrentar diversos desafios profissionais ao longo de quase trinta anos.

Sempre considerei que esses anos investidos na minha educação foram fundamentais para formar o meu carácter e a minha capacidade de aprendizagem de novos conhecimentos, mas a licenciatura, para mim, representava unicamente a certificação desse meu esforço e o reconhecimento dos meus conhecimentos adquiridos.

Ao longo dos anos fui percebendo que a entrada dos privados na educação superior transformou a UNIVERSIDADE num negócio, onde o mais importante não era a aquisição de conhecimentos mas a aquisição de um canudo. Assim, habituei-me a não só perguntar qual o grau académico dos profissionais com quem trabalhei, mas também onde e em que condições esse grau foi obtido. Tive mesmo que ter mais cuidado em avaliar os conhecimentos desses profissionais antes de lhes reconhecer o mérito do seu grau académico.

Esta estória de realizar uma licenciatura condensada num ano, onde possivelmente o aluno quase não terá realizado exames e onde existiu um conjunto de equivalências discutíveis, acabou totalmente com a credibilidade da quase totalidade das universidades privadas portuguesas.

Quer os antigos alunos, quer os actuais e futuros alunos destas universidades, ficarão sempre com o ónus de terem obtido os seus canudos  de uma forma exageradamente facilitada. Pior que a credibilidade política do governante envolvido  ficou a credibilidade da universidade privada.

Mas existe um facto político que deverá ser tido em conta.

O anterior Primeiro-Ministro José Sócrates foi atacado ferozmente por ter alegadamente realizado um exame de inglês técnico a um domingo. Pelos visto não teria sido necessário realizar esse exame, mas unicamente ter pedido a “equivalência” dos seus conhecimentos.

Neste caso um dos seus mais fortes atacantes, conseguiu o milagre de obter uma licenciatura num tempo recorde. E este não é o único, nem no governo, nem nos partidos que o suportam, nem no mundo dos políticos. Nada disto seria grave se não tivesse sido utilizado para enfraquecer o anterior governo, criando a oportunidade para a queda do governo e a substituição das suas políticas por outras.  

segunda-feira, 26 de março de 2012

“Espero que o Congresso tenha noção do que está a votar”

Foram estas as palavras de Pedro Passos Coelho a alertar os congressistas, que tinham acabado de “aprovar” uma alteração estatutária, para o “erro” nessa votação, como se pode ler aqui.

Este congresso totalmente apático e sem ideias não me mereceria nenhum comentário meu, se não fosse este caso mostrar claramente a falta de qualidade da classe política que é escolhida para decidir o futuro dos portugueses. A alteração estatutária, em concreto, que foi antes aprovada e logo depois “corrigida” pelos congressistas, para mim é totalmente indiferente.

Fico é pasmado como os escolhidos entre os militantes de um partido, como o PSD, possam ter votado inconscientemente essa alteração. Estes congressistas são os mesmos militantes, que “enchem” assembleias de freguesias, assembleias municipais, executivos camarários ou mesmo a Assembleia da República. “Enchem” cargos políticos, assessorias ou posições de direcção em empresas públicas.

Todos os dias, estes mesmos congressistas tomam decisões em nome dos portugueses com o mesmo nível de irresponsabilidade. São estas decisões, que comprometem o nosso futuro, dos nossos filhos e dos nossos netos.

E a incapacidade e irresponsabilidade destes “eleitos” ficou totalmente demonstrada por este caso.

Assim considero meu dever perguntar:

Será que estamos a escolher as pessoas certas para dirigir este país? Ou será confortável para os altos dirigentes políticos terem este tipo de apoiantes, que não sabem no que votam, e também muito facilmente dão o dito por não dito trocando de opinião?

Mais uma vez recordo, que no Marco muitos daqueles que hoje criticam algumas das decisões dos tempos de Avelino Ferreira Torres votaram-nas (in)conscientemente. Foram, entre outros, os casos do negócio do Cine-Teatro e das várias reviravoltas do contrato das Águas do Marco, que ficarão na história local como algumas das decisões mais ruinosas para a nossa autarquia.

Crise de identidade

O partido mais à direita do país (perigosamente à direita na minha opinião), onde foram parar quase todos os despojados do Estado Novo e que neste momento tem uma agenda neo-liberal misturada com tipos da Opus-Dei e interesses de todo o tipo, é engraçado que este partido (sim, o das setinhas a apontar para cima, como dizia o padre Alberto) use poemas do Zeca Afonso no Congresso (claro que a viúva se insurgiu...) e aplauda um discurso de esquerda de Alberto João Jardim. Aquilo é um circo, meus amigos e neste momento vale tudo: a pantomina sempre foi a especialidade deles e então quando é para manter o poder, dá gosto vê-los.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Eurobonds e opiniões diversas

A chanceler alemã (Merkel) disse aqui que criar títulos europeus de dívida pública -- os 'eurobonds' -- não é solução para os problemas da União Europeia e que só o defende quem "ainda não entendeu a crise".

Cavaco lembra aqui, no entanto, que «são cada vez mais os economistas de reputação internacional que, publicamente, têm vindo a defender que, para debelar a grave crise da zona euro» o caminho a seguir é esse (criar os 'eurobonds').

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse aqui, sobre a criação das eurobonds que, «olhar para esta solução como se fosse de curto ou médio prazo é estar a enganar-nos».

O secretário-geral do PS criticou aqui a lentidão da União Europeia, que "ainda não pôs em prática medidas apresentadas há três meses", e defendeu a criação de eurobonds.

E eu digo que estão a enganar-nos quando apresentam medidas que não são aplicadas rapidamente e depois mostram-se inadequadas. Afinal entre as opiniões de economistas de reputação internacional e a opinião de políticos de duvidosa credibilidade eu não tenho dúvidas.

Só fico espantado que alguns considerem agora que a solução passe por uma medida da União Europeia -- a criação dos 'eurobonds' --- quando antes só responsabilizavam o governo de José Sócrates pela crise.

O que é a Euro Bond?

Simples: emissão única e centralizada de dívida pública. Em vez de haver dívida pública alemã, espanhola ou portuguesa, emitida por cada Estado Membro, passa a haver um único emissor de dívida pública, um “instituto de dívida pública europeu”. Porquê? Citando directamente do site do PSD Europa, o proponente Silva Peneda argumenta:
      
Segundo Silva Peneda, para haver mais investimento é necessário que “o crédito seja acessível e barato, mas tudo aponta para que nos próximos tempos ele seja escasso e muito mais caro para países mais vulneráveis, como é o caso de Portugal.”

Estes países enfrentam dificuldades acrescidas de financiamento pelo que Silva Peneda defende a possibilidade de passar a haver, a nível da zona euro, um único emitente central de dívida pública europeia, que é, aliás, o cenário mais compatível com a sustentabilidade do euro a longo prazo.

Esta definição de Euro Bond foi retirada daqui, mas data de 27 de Março de 2009.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Luis Vales devia estar mais preparado

Luis Vales comenta no facebook que

"É engraçado ver o comité socialista a comentar em massa este meu Post. Mais engracado se tornam esses comentarios se se constatar que estes sacrificios que hoje se pedem aos Portugueses, sao resultado da Politica Despesista e errante do Partido Socialista. E que tal um pingo de vergonha?"


Mas devia estar mais preparado, ou se tivesse lido o livro "O estado a que o Estado chegou", poderia saber quem realmente foram os responsáveis pelas Políticas Despesistas.



Um pouco de cultura e verdade não fica mal a ninguém.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Como é possível manter um governo em que o Primeiro-Ministro mente?



10 promessas eleitorais de Pedro Passos Coelho nas redes sociais, antes das eleições:

1 de Junho “Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam, os que mais tem terão que ajudar os que tem menos.”

12 de Maio “Escusam de vir agitar mentiras, o PSD quer que as pessoas sejam tratadas como merecem, seja na área pública ou privada.”

10 de Maio “Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar os escalões mais altos de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa.”

10 de Maio “Aceitarei reduções das deduções no dia em que o governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias.”

5 de Maio “Portugal não pode ter 700 mil desempregados.”

2 de Maio “Se formos governo posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português. ”

12 de Abril “O PSD chumbou o PEC IV porque se tem de dizer basta. A austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte do rendimento.”

1 de Abril “Já ouvi dizer que o PSD quer acabar com o 13º mês , mas nós nunca falamos nisso e é um disparate.”

30 de Março “A ideia que se foi gerando que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento.”

24 de Março “A pior coisa é ter um governo fraco um governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadão.”

E uma pergunta realizada por Pedro Passos Coelho:

“Como é possível manter um governo em que o Primeiro-Ministro mente?”

domingo, 4 de setembro de 2011

PSD e CDS criticam o Governo

Esta semana aqueceu com fortes críticas ao actual governo, mas estas não vieram da oposição. As mais fortes e incómodas vieram de figuras destacadas do PSD e do próprio CDS. 

Manuela Ferreira Leite critica medidas do governo para combater o défice. Deu especial realce ao erro de cortar nas despesas da saúde no IRS que pode ter o efeito contrário do pretendido, destimulando a exigência de recibos e facilitando a fuga ao fisco por parte dos médicos. Eu acredito que todos estes aumentos de imposto vão acabar com a medicina privada, pois não me parece que as famílias não se vão dar ao luxo de pagar um serviço pago quando existe ainda um SNS tendencialmente gratuito.

Marques Mendes afirma que mais impostos «é um murro no estômago» e diz que o Governo ainda não lançou uma única medida para relançar a Economia, nem emagrecimento do estado.

O social-democrata Vasco Graça Moura considerou que o aumento de impostos que está a ser levado a cabo pelo Governo PSD/CDS-PP está a traduzir-se “num incomportável sacrifício das classes médias”. 

No CDS-PP, crescem as críticas. Pires de Lima e Lobo Xavier já vieram a público pedir o corte nos gastos do próprio Estado. E no Parlamento houve mesmo quem dissesse ao ministro, cara a cara, que os deputados do CDS-PP estão descontentes com o novo aumento de impostos, anunciado anunciado na quarta-feira por Vítor Gaspar. «Somos e seremos contra o aumento de impostos», avisou João Almeida. 

Entretanto Pedro Passos Coelho anuncia princípio do fim da crise em 2012. Esta afirmação é ridícula quando já se sabe que as principais medidas de austeridade só vão surgir em 2012. Pedro Passos Coelho está a tentar iludir mais uma vez os portugueses, mas agora não estamos em campanha eleitoral e os seus próprios apoiantes aguardam o cumprimento das promessas e não vão ser mais palavras que vão contentar as suas hostes.  

O primeiro-ministro afirmou também que não pretende aumentar a carga fiscal no futuro. Mas não deixou certezas sobre essa matéria, dizendo que ela está dependente de condicionantes externas. E eu não sei a que futuro se refere porque as medidas já anunciadas no plano da troike e as medidas do governo que ainda apontam ir mais longe apontam exactamente o contrário. 

Cá pelo Marco verifico que os responsáveis locais do PSD tiveram um churrasco com bebidas para todos, como se país e o Marco em particular tivessem motivos para festejar. Estou curioso em saber quem Manuel Moreira e Rui Cunha vão desta vez culpar por mais orçamento restritivo para o nosso Município.

sábado, 20 de agosto de 2011

Crianças mal comportadas

A notícia não é nova e tinha sido dada em primeira mão por João Monteiro Lima no Marco 2009 num post intitulado “O caldo quase entornou”.

Resumidamente, na reunião de Câmara do dia 28 de Julho assistiu-se mais a uma troca de “mimos”, agora os intervenientes foram os veradores José Mota e Avelino Ferreira Torres.

Mas só ontem me contaram os pormenores que batem mais ou menos certo com o que já foi divulgado. O que não tinha ficado claro é que desta vez a responsabilidade pelo sucedido pode ser bem repartida por ambas as partes e que foi necessário a intervenção do público para que as “partes” não chegassem a vias de facto.

É mau, muito mau, que estes representantes eleitos dos Marcoenses se envolvam mais uma vez neste “tipo de combates” em vez de tentar encontrar uma solução para a grave situação em que o concelho se encontra.
 
Todos nós sabemos, ou devíamos saber, que os partidos PSD e CDS/PP, que estes actores agora representam, são os únicos responsáveis pela situação criada.

Todos nós sabemos, ou devíamos saber, que estes partidos que aparentemente se agora degladiam estiveram muitas vezes de acordo com as medidas que nos colocaram o Marco situação.

Por fim, tenho que lhes recordar que os seus partidos constituem hoje uma coligação que governa o país, e existe a forte possibilidade de dentro de dois anos terem que estar juntos a concorrer para as eleições autárquicas.

O que se pede a estes “políticos” é que tenham a capacidade nos dois anos que faltam de mandato de se portarem bem.

Portarem-se como pessoas adultas e não como crianças mal comportadas.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um murro "esperado" no estômago

Passos Coelho reconheceu hojeaqui que este corte do rating, em quatro níveis, foi, um “murro no estômago”, mas aqui foi considerado mais um "pontapé nos tomates". Também se bateram novos máximos nos juros da dívida e as taxas a três anos já superam os 19%, pode-se ler aqui e aqui.

Ao contrário que o governo chegou a declarar, as medidas de austeridade anunciadas por Passos Coelho já tinham sido tomadas em conta. Disse aqui o vice-presidente da agência Moody's.
  
Cavaco Silva disse “não haver mínima justificação” para "este" corte de rating feito a Portugal

Mas João Galamba no Jugular recordou que “Cavaco critica as agências de rating, depois de ter dito que não se devia criticar as agências de rating, e diz que é necessário uma resposta europeia, depois de, no discurso da tomada de posse, ter dito que a crise era portuguesa e não ter referido, por uma única vez, a Europa e a crise financeira”.

Anteriormente o PR já tinha afiramado no JN que "A retórica de ataque aos mercados internacionais não cria um único emprego, nós devemos fazer o trabalho que nos compete por forma a reduzir a nossa dependência do financiamento externo sempre com uma grande preocupação de distribuir com justiça os sacrifícios que são pedidos aos portugueses".

A 23 de Março, Manuela Ferreira Leite, afirmava que o problema do país não estava nas medidas do PEC, mas na falta de credibilidade e de confiança no então governo, em especial no Primeiro-Ministro, José Sócrates, e no Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

Gabriel Silva do Blasfémias, classificou tudo isto de uma Tremenda desilusão e escreveu que:

"Dizer que «em outubro vamos anunciar cortes» é o mesmo que os não fazer. E este choradinho sobre os ratings, é tão ridículo, tão socrático. Um país anda 3 décadas a gastar mais do que tem. Para pagar dívidas, contrai novas dívidas. E o primeiro sinal que o governo dá, não é o de cortar despesa, mas sacar mais dinheiro para manter a coisa assim".

"Queriam que a reacção fosse o quê?"

"Agora a reacção dos media e dos apoiantes do actual governo é de repúdio pelas agências de rating e atribuem as culpas à crise internacional e à Grécia. Mas qual a posição dos mesmos comentadores há quatro meses?"

Mas sejamos construtivos.

A realidade é que as “promessas” realizadas aos portugueses consistiam em cortes na despesa, sobretudo na despesa intermédia do Estado (assim ninguém percebia do que estavam a falar), uma descida substancial na TSU e que só em último caso é que alguns bens teriam o IVA alterado.

Foi “vendido e comprado” que teríamos um governo de figuras de peso político e com elevada capacidade de gestão.

Mas os investidores (nacionais e estrangeiros), não acreditaram nisso. Algumas famílias portuguesas bem conhecidas até terão andado nos últimos meses a vender os seus activos e terão transferido para o estrangeiro mais de 5 mil milhões de euros.

O que nos foi entregue, como prémio de termos oferecido uma maioria PSD/CDS, foi um governo notoriamente fraco, com muitos convites recusados e até alterações de última hora impostas pelos “lobbys” do costume. Um governo desorganizado e com um programa bastante extenso (132 páginas), mas vago e sem conteúdo.

E como primeira medida recebemos um corte de 800 milhões de euros nos nossos de rendimentos de trabalho, porque ninguém tocou nos rendimentos do capital.

Recomendo a Pedro Passos Coelho ir de férias, ler uns livros de Economia, perceber como é que os americanos e os alemães venceram a crise de 1928, e ter a coragem de alterar totalmente as suas políticas.

Mas, e principalmente, conseguir uma grande coligação dos principais partidos portugueses, e realizar o mais depressa possível uma grande remodelação do seu governo.

E, já agora, mudar-se para a Residência Oficial do Primeiro-Ministro .

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A primeira prenda de Natal de Pedro Passos Coelho

800 milhões de euros é o que vamos ter que pagar extraordinariamente este ano ao Estado. Esta é a receita estimada da aplicação do imposto excepcional sobre o subsídio de Natal, como se pode ler aqui e aqui.

O valor que cada um de nós vai suportar é equivalente a 50 por cento do subsídio de Natal acima do salário mínimo nacional, explicou PPC aqui na abertura do debate do Programa de Governo.

Não me recordo que este tipo de medida tenha sido mencionada na campanha eleitoral, nem li nenhuma medida deste tipo no programa da “troika”, é deste modo que a actual “Maioria de Direita” vai resolver o problema do défice do Estado?

Actualização:

Afinal PPC ainda não sabe bem como será este imposto, como se pode ler aqui, e afinal poderá ser pior e começarmos a ter que descontar já. Resumindo vamos ser mais taxados no que ganhamos, no que comemos (pois o IVA do cabaz básico vai subir), no nosso direito à habitação (porque o IMI também sobe), etc.

Em resposta a Francisco Louça, pode-se ler aqui, PPC também não sabia se esta medida iria afectar os pensionistas. Afinal quem fez as contas para chegar ao valor dos 800 milhões.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Os melhores entre os melhores (II)

Miguel Relvas, que será Ministro dos Assuntos Parlamentares e com responsabilidade da Reforma Administrativa, da Juventude e do Desporto, é mais um daqueles profissionais da política que iniciaram a sua carreira política na JSD e nunca mais se afastaram do poder (digo isto porque é bom recordarmos que de um modo ou de outro também são responsáveis por tudo o que se passou nos últimas dezenas de anos em Portugal). É Licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais, que é daqueles muitos cursos que enchem as universidades para justificar a atribuição de um título universitário ao seu detentor, mas que se adapta bem a quem não dedicou muito tempo da sua juventude a lutar por curso universitário. Mas apesar de tudo é docente de Marketing Político.

Recordo que a Reforma Administrativa inclui a reorganização do mapa autárquico, com a fusão e extinção de municípios e freguesias.

Miguel Macedo, que será Ministro da Administração Interna, mais um profissional da política, mas que pelo menos é um dos poucos que já teve experiência governativa. Será sempre o rosto do partido que provocou a queda do anterior governo, pelo que para o bem e para o mal assim será recordado. Licenciado em Direito como a maior parte dos ministros deste governo.

Paula Teixeira da Cruz, que vai ocupar a Pasta da Justiça é mais um dos Licenciados em Direito (um dos poucos que ocupa uma pasta na área de formação), mais alguém que foi docente universitário, um dos quatro ministros militantes do PSD, mas que é uma das duas únicas mulheres no executivo. Contudo, na minha opinião, teria um perfil muito mais para uma pasta política do que para liderar a necessária reforma da Justiça. Poderei ter esta opinião por não gostar do estilo de Paula Teixeira da Cruz. Logo se verá!

Para terminar os ministros militantes do PSD temos José Pedro Aguiar Branco na pasta da Defesa. Pouco se pode dizer mais além de ter sido um dos dois candidatos derrotados por Pedro Passos Coelho à liderança do PSD. De resto e como quase todos os outros ministros laranjas tem o perfil de profissional da política, licenciatura em Direito.

Em comum todos estes quatro ministros partilham com o novo Primeiro-Ministro o facto de não serem caras novas e terem estado nestas últimas três décadas sempre ligados às principais decisões que conduziram o país à situação em que se encontra.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Acordo político PSD/CDS ... no Marco

Ao ler o acordo político PSD/CDS pude observar que na secção correspondente à COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR se pode ler que reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:

No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;

A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.

Assim aguardo com alguma curiosidade como vai ser implementada em Marco de Canaveses esta parte do acordo.

Como é que está previsto ser realizada a mobilização das estruturas locais do PSD e do CDS, lideradas por Rui Cunha e Avelino Ferreira Torres, com vista à cooperação mútua?

Esta mobilização vai servir unicamente para apoiar as iniciativas do governo ou também deverão servir para apoiar as iniciativas locais de Manuel Moreira?

Ainda mais importante, quando serão iniciadas as trocas de informação e as consultas mútuas no que respeita às próximas eleições autárquicas?

Pode ler mais sobre este assunto aqui e aqui.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Verdade, Rigor ... e Coerência

Estava a ler no Marco 2009 o último comunicado do PSD/Marco, assinado por Rui Cunha, quando me confronto com a seguinte afirmação:

[…] Ora estas e outras dívidas apuradas a fornecedores, a aquisição do edifício do Cine-Teatro Alameda e a taxa de saneamento assumidas pela anterior Câmara Municipal do CDS, resultaram num montante de mais 7,3 milhões de euros de dívidas municipais, não reflectidas nas suas contas, e que apenas em Maio de 2006, numa auditoria externa promovida pelo actual Presidente da Câmara foram devidamente apuradas […]

Será que Rui Cunha se esqueceu que como Vereador do PSD votou ao lado de Avelino Ferreira Torres na compra do edifício do Cine-Teatro Alameda?

Ou está agora a tentar enganar os Marcoenses ?

Para quem tenha dúvidas, e não queira ir consultar as respectivas actas onde foram tomadas a referida compra, sugiro a leitura do post de Paulo Vieira da Silva, no Marco Hoje, intitulado “E agora como vai ser, Rui Cunha?”

[…]Em 2005 o vereador do PSD na Câmara Municipal era Rui Cunha que votou favoravelmente ao lado do executivo liderado por Avelino Ferreira Torres, entre outras coisas, a aquisição do Cine Teatro Alameda. […]

[…]Vamos aguardar pelas cenas dos próximos capítulos desta telenovela e assim poder apreciar a coerência de alguns políticos.

Pois… e agora como vai ser, Rui Cunha?[…]

Pelos vistos não restam dúvidas sobre a coerência do Presidente do PSD/Marco.

sábado, 28 de maio de 2011

Momentos de uma campanha eleitoral III

 Vale a pena ler aqui "o acelerador de mentiras", por O Jumento.

[...] Mas com este caso infeliz das supostas nomeações metidas na gaveta para ludibriar os próximos governantes, que segundo Miguel Relvas deverão ser uns idiotas chapados nomeados por Passos Coelho percebe-se que a grande função do secretário-geral do PSD é a de acelerador de mentiras [...]

Não existindo factos para criticar inventam-se estórias que se mostram totalmente insustentáveis.

Momentos de uma campanha eleitoral II

Sócrates agora comparado a Drácula, pode-se ler aqui.

Primeiro Sócrates foi comparado a Hitler (por Eduardo Catroga); depois a Saddam Hussein (por Nuno Morais Sarmento); agora José Luís Arnaut decidiu fazer uma nova comparação. Desta vez com uma figura de ficção.

"Estamos a viver um momento em que o Drácula se quer passar por vítima. Mas nós sabemos quem é o Drácula e quem são as vítimas".

Depois de uma má proposta de revisão constitucional, de um mau program eleitoral, de muitas poucas ideias com apoio dos portugueses restou ao PSD recorrer ao insulto. Em verdade e rigor deste modo o povo português fica totalmente esclarecido do que poderia esperar de um governo PSD.

Insultos.

Momentos de uma campanha eleitoral I

Pires de Lima desafia Passos a pôr PSD "na ordem", pode-se ler aqui.

"Se tem autoridade no seu partido, está na hora de pôr ordem na sua gente, não toda, mas alguma que se está a comportar menos bem", lembrando que durante o dia ouviu "uma série de comentários de que não gostei".

Depois de ter sido ultrapassado pela direita pelo PSD, o CDS começa a perceber em verdade e rigor os comportamentos da actual equipa dirigente do PSD.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nova inoportunidade, por Leonel Moura

A ler na íntegra aqui no Jornal de Negócios.

Que Pedro Passos Coelho não está preparado para ser primeiro-ministro é uma evidência.

Aliás, não está sequer preparado para fazer uma campanha eleitoral digna desse nome. Os dislates são diários. A necessidade de explicar, emendar e desdizer uma constante.

O mais recente episódio [...] prende-se com o programa das Novas Oportunidades. Passos Coelho decidiu insultar as centenas de milhares de portugueses que nos últimos anos se esforçaram por melhorar a sua formação. Não se coibiu, com a arrogância habitual, de passar, a todos, um atestado de ignorância. Mas, bem vistas as coisas, neste assunto o maior ignorante é mesmo ele.

Criado inicialmente pelo governo de Durão Barroso com o objetivo de certificar competências, foi bastante ampliado nos governos de José Sócrates no contexto da sua política de forte aposta na educação. [...]

O reacionarismo local nunca gostou da ideia. Uns por elitismo, outros por atraso cultural. Os primeiros, na sua maioria senhores doutores, não gostam de ver a ralé aceder ao conhecimento. Os segundos, ainda não perceberam do que é feito o mundo de hoje e vivem noutro tempo, lá muito para trás. [...]

Passos Coelho claramente não percebe. Ainda jovem tem uma visão arcaica da educação. Considera que a requalificação das escolas é um luxo e que a profissionalização dos adultos um embuste. São "slogans" que lhe ficam mal e que só mostram impreparação. Como alguém disse, quem acha que a educação é cara, então faça as contas a quanto custa a ignorância.

Na ânsia de desfazer tudo o que Sócrates fez, Passos Coelho vai assim alinhando com as posições mais retrógradas. Hoje o PSD, que em tempos foi social-democrata, define-se como um partido contra a educação, a ciência e a cultura.

Por isso, com tantas e tão frequentes inoportunidades, talvez não fosse má ideia Passos Coelho ir até ao Brasil fazer companhia a Eduardo Catroga e esperar, na praia, pelo resultado das eleições. O país agradecia.

domingo, 15 de maio de 2011

Confusão e Caciquismo

Alberto João Jardim garante que não haverá na Madeira alterações nas autarquias, pode-se ler aqui. Esta afirmação foi realizada na freguesia da Ilha, concelho de Santana, que tem 15 quilómetros quadrados e possui cerca de 240 habitantes.

A RA da Madeira possui 11 concelhos e além desta pequena freguesia tem outras tais como Jardim do Mar, no concelho da Calheta, e Ribeira da Janela, no concelho de Porto Moniz de dimensão semelhantes.

Será que mais uma vez vamos estar sujeitos a que a Madeira esteja acima da solidariedade nacional e que zonas bem mais pobres tenham que suportar o esforço da austeridade enquanto Alberto João Jardim continua a desbaratar impunemente o dinheiro dos contribuintes.

Afina Paulo Portas tinha razão no debate com Pedro Passos Coelho quando recordou os caciques laranjas do poder local. E lá está o maior de todos a marcar posição.

Mas obviamente que Paulo Portas no seu partido não terá nenhum cacique em funções porque o povo do Marco soube correr com um dos maiores caciques que alguma vez existiram na política portuguesa.

sábado, 14 de maio de 2011

Miguel Sousa Tavares, hoje no Expresso

‘(…) Acho que nunca tinha visto um partido tão mal preparado para uma campanha eleitoral. Certamente que há outra e melhor gente no PSD, mas remeteram-se ou foram remetidos ao silêncio. E, perplexo, o país pergunta-se se são estes, que só acumulam asneiras, disparates, ignorância e incompetência chocantes e até argumentam por palavrões e insultos, que querem mesmo governar Portugal. (…)’