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quarta-feira, 28 de março de 2012

Atabalhoado na ganância política

Paulo Campos, deputado do PS e ex-secretário de Estado, respondeu às acusações realizadas por Luís Filipe Meneses, no último congrsso do PSD, numa carta, que li na integra, duramente como se pode ler aqui.

Mas além das muitas correcções que foram publicadas, das quais destaco a de que o concurso para a obra  rodoviária Douro Litoral, com um “custo para o Estado de 1.000 milhões de euros”, foi lançado por um governo PSD, existem outras que este artigo não menciona, tais como:

- Um pagamento adicional deste Governo à Lusoponte de mais de 50 milhõesde euros;

- Do pedido ao Ministério de Obras Públicas de Luís Filipe Menezes para construir várias pontes e até cinco túneis para a travessia do Douro;

- Do apoio de Luís Filipe Menezes à A32, com um vídeo intitulado “Revolução viária em curso”;

- Do apoio de Luís Filipe Menezes às obras na A41 e A32 com um vídeo intitulado “Gaia interior valorizada”;

- Uma reportagem em que Luís Filipe Menezes afirmava que “seria irresponsável não avançar com os grandes investimentos públicos”;

- O facto de Gaia ser a segunda câmara mais endividada, mas tem obras em catadupa.

Recordo que uma das “figuras” deste governo, e da nova direcção do PSD, é Marco António Costa, que acompanhou Luís Filipe Menezes na implementação destas políticas, e que este deseja que seja o seu sucessor à frente da Câmara de Gaia.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Uma escola que fecha mata uma aldeia ou acelera o inevitável?

Este artigo que pode ser lido no Público, merece uma leitura e uma posterior reflexão sobre a pergunta que é colocada.

João Ferrão, investigador da Universidade de Lisboa e ex-secretário de Estado do Ordenamento do Território, alerta que fechar uma escola do Ensino Básico, em determinadas circunstâncias, pode ser o suficiente para matar uma aldeia.

Acrescenta que "Podemos sempre dizer que o encerramento da escola só acelera a morte do lugar, porque a falta de crianças se encarregaria de conduzir ao mesmo resultado em poucos anos. Mas isso só é verdade porque há muito que o Poder abandonou por completo o mundo rural".

Jorge Pulido Valente, hoje presidente da Câmara de Beja, diz que "há anos que luta para manter vivo um território que está no limiar da ruptura por falta de população" e reivindica que "como presidente de câmara de Mértola cheguei a promover o fecho de algumas escolas, mas para fortalecer localidades vizinhas rurais".

Francisco Lopes, presidente da Câmara de Lamego, o município que vê fechar o maior número de escolas 21, diz que "daqui a 10 anos os centros escolares que agora estamos a construir serão grandes demais - esse é o drama".

O que considero interessante é que se ler e reflectirmos na opinião dos próprios presidentes da Câmara o problema não é o fecho da escolas, mas o abandono do mundo rural e a fuga para as grandes cidades. Não será de certeza ao ignorarmos este importante factor do problema que vamos encontrar a solução.

Mas o que não percebo mesmo é como existe um presidente que admite que está a realizar investimentos, pequenos elefantes brancos, que daqui a 10 anos estarão sobre dimensionados. 

O mapa administrativo deve ser alterado?

Numa área em que a densidade populacional já não justifica uma extensão do centro de saúde e uma escola, faz sentido ter uma junta de freguesia?

Estas perguntas que também são colocadas noutro artigo do Público e que já se tem discutido em alguns meios políticos mais responsáveis são bem demonstrativas dos muitos erros que se tem realizado nas últimas décadas pelo país fora em grande parte porque se tem medo de debater verdadeiras reformas a nivel do Poder Local, não se vá ofender alguns "baronetes".

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sem Custo para UTilizador mas Com Custo para o Contribuinte

Pessoalmente sempre defendi a política do consumidor pagador, assim a posição que o PSD toma aqui não me choca, antes pelo contrário. E não é por acaso que é a mesma posição que a Federação Socialista do Porto tem sobre este assunto. As portagens deviam ser alargadas a todas as Scut's sem excepção. Eu até vou mais longe, não percebo que existam estatutos especiais como a Via do Infante, sempre defendida por Cavaco Silva, ou os vários troços de vias rápidas grátis nas proximidades das grandes cidades.

Como se explica que no distrito do Porto quem se desloca de Póvoa de Varzim para o Porto, nada pague, mas quem venha do interior pela A4 tenha que pagar. E se estivermos atentos a Cidade da Póvoa de Varzim teve um investimento enorme na ligação por Metro à Cidade do Porto.

Como se explica que quem vier de Antuã para o Porto pela A1 tenha que pagar portagem, mas os que se deslocarem por uma auto-estrada, em tudo semelhante mas umas centenas de metros para o litoral, já o faça de graça.

Como se explica que no Algarve a Via de Infante nunca tenha tido pagamentos de portagens, para que aqueles que disponha de dinheiro possam gozar as suas férias sem gastos adicionais, mas que quem necessite de se deslocar de Braga para o Porto já pague portagens.

Estas são guerras de alguns que defendem os interesses que lhes são próximos. Eu prefiro pagar UMA SÓ VEZ mas só quando escolher utilizar essas infraestruturas rodoviárias de luxo. Se forem GRATUITAS infelizmente teremos que ser TODOS a pagar.

Não existem almoços grátis.

PS: Passei hoje às 19:15 na rotunda da AEP, à entrada do Porto, e assisti a meia dúzia de carros a tentar dificultar a circulação. Aliás, quase existiam mais viaturas da comunicação social do que de manifestantes. Simultaneamente ouvia na TSF a descrição de filas imensas e graves problemas de trânsito na mesma rotunda. Para mim, que lá passo todos os dias, até achei que o trânsito estava a fluir muito bem. 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Elefantes Brancos para Todos

Esta notícia no Público parece não ter nada a ver com o Marco de Canaveses. Fala dos grandes elefantes brancos que são os estádios municipais criados para o campeonato da Europa.

Braga paga seis milhões de euros por ano à banca, Leiria paga cinco milhões anuais só em amortizações e juros, Aveiro despende quatro milhões no pagamento de empréstimos e na manutenção, enquanto Faro e Loulé gastam, em conjunto, 3,1 milhões por ano em empréstimos e manutenção. Coimbra é que menos paga e mesmo assim, este ano, vai transferir para a banca 1,8 milhões de euros. Somando estes valores (e em alguns casos a manutenção não está contabilizada), as seis câmaras que construíram os recintos para o Euro 2004 gastam anualmente 19,9 milhões de euros, ou 54.520 euros por dia, montante que terá tendência para aumentar com a subida das taxas de juro.

Ler também aqui.

Se juntarmos à lista de maus investimentos, pelo menos, o estádio do Boavista que terá sido um dos causadores da situação em que esse clube está. Pensarmos na asneira de em Lisboa se terem construído dois estádios, notando que o Estádio Nacional, está á porta da capital, vemos muito dinheiro mal gasto que saiu e continua sair dos bolsos de nós todos.
No Marco também temos a nossa obra do regime, que agora mudou do nome, que na minha opinião foi mais uma má decisão por parte de quem a tomou.
O grave é que todos estes dinheiros impedem que realmente se invista onde se faz a diferença, e ainda estamos com o juro baixo. E se o juro disparar, o que vai acontecer?
Mas a culpa não foi dos políticos que aprovaram essas obras, na minha opinião a culpa é exclusivamente dos eleitores que no dia da eleição optam por populistas que lhe prometem tudo e Nós acreditamos.