Mostrar mensagens com a etiqueta Empregos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Empregos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

576.383 Desempregados inscritos no IEFP


O número de desempregados inscritos no IEFP no concelho de Marco de Canaveses no mês de Dezembro continua a crescer pelo sexto mês consecutivo e atingiu o recorde absoluto de 4.167 desempregados.

No Continente o crescimento continua pelo sexto mês consecutivo e atingiu novo recorde absoluto de desempregados.

Em Marco de Canaveses foram atingidos novos recordes absolutos de desempregados do sexo masculino, do novo emprego e de todos os grupos etários acima de 35 anos.

Notícias muito desagradáveis, que não deveriam receber comentários irreflectidos e, que demonstram bem como os últimos seis meses tem sido catastróficos para muitas famílias.

domingo, 8 de janeiro de 2012

E a solução é …

Miguel Relvas elogia “juventude bem preparada” que emigra, pode-se ler aqui.

Acrescentou, que se vive “um tempo de incerteza em Portugal como em toda a Europa” e o país “precisa necessariamente de exportar e precisa de encontrar novos mercados”.

Referiu ainda que “a vocação do Atlântico Sul é a vocação da nossa história”.

Não posso deixar de concordar que hoje vivemos tempos de incerteza em Portugal e que não se vislumbram soluções para a governação do país. Prova disso é que são os próprios governantes que o admitem.

A incerteza existe também na Europa, que maioritariamente tem vindo a ser governada sem sucesso por ideologias “neo-liberais”. E mais uma vez é um governante “neo-liberal”, e feroz adepto das políticas de Merkel e Sarkozy, que o admite.

E qual é o rumo que nos aponta?

A emigração para o Atlântico Sul. Também concordo que no Atlântico Sul encontramos uma das economias mais pujantes da actualidade, o Brasil. Mas essa pujança não foi conseguida com políticas “neo-liberais”. Antes pelo contrário, as políticas de Lula e de Dilma são o oposto destas.

Não seria então melhor para todos implementarmos essas mesmas políticas cá em Portugal?

Não seria bem melhor que toda esta “juventude bem preparada” pudesse ficar nas suas terras, junto das suas famílias, e não ser obrigada a emigrar pela insistência na realização de políticas erradas no seu país?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Formação e Emprego

Não posso deixar de comentar um post de JCP no seu blog Marco 2009 sobre o tema Formação e Emprego dada a sua particular importância.

O desemprego num ano cresceu 27% atingindo em Novembro o número de 3.569 de registados no IEFP. Se for homem com idade compreendida entre 35 e 54 anos e com Secundário está na grupo dos desempregados em pior situação.

Analisando os números pode-se verificar que pelo menos Marco ter uma licenciatura é decisivo, mas ainda existem 157 desempregados com este grau académico.

Agora para mim o mais importante de tudo hoje em dia passa pela QUALIDADE da formação e a ADEQUABILIDADE das qualificações adquiridas à realidade económica. Eu próprio já comentei aqui num post intitulado Geração Perdida que “Nunca em nenhuma outra geração existiu tanto dinheiro gasto em educação e formação”. Agora a maior parte deste investimento realizado com dinheiros da Europa mais se preocupou em criar escolas de cimento ou ocupar formadores do que propriamente criar um sistema educacional que forme indivíduos para desempenhar de uma forma produtiva o seu papel num Portugal Moderno. Sempre que como empresário, gestor ou licenciado fui interpelado pela nossa ESCOLA (e foram várias vezes) desagradei com as minhas respostas quando referi (e não o fiz sozinho) que a ESCOLA hoje não forma pessoas preparadas para as profissionais de hoje e perde-se muitos anos desta juventude e muito dinheiro de todos nós num sistema ineficaz.

Concordo que escolas, empresas e políticos deveriam cooperar mais nas definições do que deveria ser a ESCOLA de hoje, mas se todos os intervenientes forem escolhidos pelo poder vigente, isto é os políticos escolherem os empresários e os representantes das escolas que lhes derem jeito iremos ter mais uma geração perdida.

O futuro da ESCOLA não passa por construir mais escolas de cimento, existirem mais ano da mesma formação e continuarem a apreender as mesmas coisas. É preciso ter coragem de mudar e talvez revolucionar. Dou um exemplo, nas últimas eleições autárquicas um dos candidatos prometeu um instituto universitário, ou algo assim, para o Marco. Para quê? Mais um instituto de fraca categoria a juntar a tantos outros que existem por esse país fora.

Segundo exemplo, ter duas escolas públicas de engenharia no Porto (FEUP e ISEP) separadas por cerca de trezentos metros?

Na minha opinião a ESCOLA não é de cimento, é formada por alunos e professores, e voltada para a sociedade. A ESCOLA é para toda a vida, não termina quando se consegue um canudo, é uma atitude que deve continuar todos os dias onde o aluno passa também a ser o seu professor. Onde a empresa faz o papel de escola, onde o colega de trabalho é também o colega de aprendizagem. Onde um canudo nada vale se quem o têm não tiver competências.