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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Imaginem, por Mário Crespo

Imaginem que todos os gestores públicos das 77 empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e prémios em dez por cento.

Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as reduções contribuíam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recuperação.

Imaginem que os gestores públicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dotações de combustível em dez por cento. 

Imaginem que as suas despesas de representação diminuíam dez por cento também. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cartões de crédito das empresas. 

Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para funções do Estado tinham ESTADO escrito na porta. 

Imaginem que só eram usados em funções do Estado. 

Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o serviço público. 

Imaginem que gastavam dez por cento menos em pacotes de rescisão para quem trabalha e não se quer reformar. 

Imaginem que os gestores públicos do passado, que são os pensionistas milionários do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redução de dez por cento nas suas pensões. Em todas as suas pensões. Eles acumulam várias. Não era nada de muito dramático. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por mês. 

Imaginem que o faziam, por ética ou por vergonha. 

Imaginem que o faziam por consciência. Imaginem o efeito que isto teria no défice das contas públicas. 

Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. 

Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. 

Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma sentença. Ou no posto de saúde para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma operação às cataratas. 

Imaginem remédios dez por cento mais baratos. 

Imaginem dentistas incluídos no serviço nacional de saúde. 

Imaginem a segurança que os municípios podiam comprar com esses dinheiros. 

Imaginem uma Polícia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. 

Imaginem as pensões que se podiam actualizar. 

Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. 

Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento também e a economia a soltar-se à velocidade de mais dez por cento em fábricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, estúdios, cafés, restaurantes e jardins. 

Imaginem que o inédito acto de gestão de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunerações do seu Conselho de Administração nesta altura de crise na TAP, no país e no Mundo é seguido pelas outras setenta e sete empresas públicas em Portugal. 

Imaginem que a histórica decisão de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os prémios de gestão, independentemente dos resultados serem bons ou maus, é seguida pelas outras empresas públicas. 

Imaginem que é seguida por aquelas que distribuem prémios quando dão prejuízo. 

Imaginem que país podíamos ser se o fizéssemos. 

Imaginem que país seremos se não o fizermos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

O Decepado

Li agora este post no Marco 2013 e não posso deixar de considerar as suas palavras elogiosas para a minha família e em particular para a minha pessoa. Mas o que mais agradeço é a solidariedade de "Carlos Santiago".

Claro que como ele também não considero que as sucessivas atitudes de Manuel Moreira com os Valdoleiros sejam fruto do equívoco. Somos da terra e estejamos a viver no Marco o seu dia a dia, ou estejamos a viver a milhares de quilómetros somos Marcoenses de alma e coração. E isso, mais do que outra coisa, credibiliza-nos. Não estamos à espera de nada da política. O que somos é graças ao nosso trabalho e muitos Marcoenses sabem disso.

Por isso se a demanda de Carlos Santiago, que sabe que Manuel Moreira sabe o que ele sabe, é longa, a minha demanda e a de muitos Valdoleiros é ainda mais longa.

Poucos poderão saber que descendemos do herói mais teimoso da história portuguesa, o Decepado.

"Duarte de Almeida, na batalha de Toro entre portugueses e castelhanos vendo que abandonaram o pavilhão real empunha de novo a bandeira, e defende-a com heróica bravura. Uma cutilada corta-lhe a mão direita. indiferente à dor, empunha com a esquerda o estandarte confiado à sua Honra e lealdade. Decepam-lhe também a mão esquerda. Duarte de Almeida, desesperado, toma o estandarte nos dentes. Então os castelhanos o rodearam, e caiem às lançadas sobre o heróico alferes‑mor, que afinal, cai moribundo. Os castelhanos apoderaram-se então da bandeira, mas Gonçalo Pires, conseguiu arrancá-la. Este acto de heroicidade foi admirado até pelos próprios inimigos".

Honestamente não sei se foi de acto de heroicidade ou de pura teimosia, mas de facto alterou o rumo da batalha. E agora estão aqui os seus descendentes a dar cabo da paciência de alguns "castelhanos" por muitos ataques que eles lhes façam.

terça-feira, 6 de julho de 2010

CENAS

CENAS é um espectáculo de dança que vai a palco dia 18 de Julho de 2010 (ás 16 e 21 horas) no Teatro Campo Alegre no Porto. Este tributo das Danças Urbanas ao Cinema vai ter a participação de vários grupos de dança, nomeadamente entre outros o Artâmega de Vila Boa de Quires e o dSpace de Matosinhos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A lenda de Marco de Canaveses

Diz-se que o nome “Marco de Canaveses” virá de um dia, quando a Rainha D. Mafalda, acabara de passar pelas obras da ponte que mandara construir para a travessia do rio Tâmega, e cheia de sede, pediu água aos pedreiros. Como o acesso ao rio era muito difícil, um deles ofereceu uma cana para que a rainha bebesse directamente do rio. A rainha ao devolvê-la terá dito “Guardai-a porque a cana às vezes é boa”.

É óbvio que não passa duma lenda, mas a realidade histórica não anda longe da lenda aqui descrita.

Segundo alguns historiadores, primeiro nasceu um povoado, junto ao rio (por necessidade de abastecimento de água), cujas margens eram cobertas por grandes canaviais, daí ter passado a ser conhecido por Canaveses. Entretanto a povoação foi-se estendendo em direcção da colina que lhe era fronteiriça e onde no seu cume, se localizava um “marco” (sistema ainda em uso em algumas regiões para delimitar propriedades e até concelhos). Daí ter sido adoptada a nomenclatura de Marco de…. Canaveses.

Quanto à personagem Rainha D. Mafalda de Sabóia, condessa de Sabóia e Maurienne (1125 - 4 de Novembro de 1157), também conhecida em português como Matilde (do francês Mahaut), era esposa de D. Afonso Henriques. Era filha do conde Amadeu III de Sabóia (1092 - 1175) e da sua esposa Mafalda (ou Matilde) de Albon. Casou-se em 1146 com D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. Está sepultada no Mosteiro de Santa Cruz, junto do marido.

O texto foi enviado por um leitor, a imagem foi recolhida na internet e é atribuída a D.Mafalda.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O gambozino

Possivelmente existem . . .
Este animal imaginário também é conhecido por Pio-Pardo, dizem-me.
Eu tenho outra teoria. Gambozinos existem e são seres complicados!
Consegue ser paciente e traiçoeiro em defesa dos seus interesses. Negoceia com o bicho mau, convive muito mal com os seus semelhantes, chegando mesmo a vias de facto. Tem também a caracteristica sui generis de emitir sons incompreensiveis. Muito aluado, talvez por ter demasiada imaginação, desorienta-se com facilidade, encontrando-se com frequência no terreno do vizinho . . . Estamos, naturalmente, em plena selva.
Bem, afinal existem ! Posso garantir que poderão ser vistos numa rua perto de nós!