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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Acordo político PSD/CDS ... no Marco

Ao ler o acordo político PSD/CDS pude observar que na secção correspondente à COLABORAÇÃO POLÍTICA EXTRA-PARLAMENTAR se pode ler que reconhecendo a necessidade de a coerência e estabilidade do seu projecto político conjunto ser assegurada a todos os níveis, o PSD e o CDS/PP assumem que a colaboração mútua deve abranger, ainda:

No respeito pela identidade própria de cada partido, a cooperação e a mobilização das respectivas estruturas e responsáveis, em todos os escalões da sua organização interna;

A troca de informações e a consulta mútua no que respeita a actos eleitorais que venham a ocorrer no decurso da vigência do presente Acordo.

Assim aguardo com alguma curiosidade como vai ser implementada em Marco de Canaveses esta parte do acordo.

Como é que está previsto ser realizada a mobilização das estruturas locais do PSD e do CDS, lideradas por Rui Cunha e Avelino Ferreira Torres, com vista à cooperação mútua?

Esta mobilização vai servir unicamente para apoiar as iniciativas do governo ou também deverão servir para apoiar as iniciativas locais de Manuel Moreira?

Ainda mais importante, quando serão iniciadas as trocas de informação e as consultas mútuas no que respeita às próximas eleições autárquicas?

Pode ler mais sobre este assunto aqui e aqui.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Verdade, Rigor ... e Coerência

Estava a ler no Marco 2009 o último comunicado do PSD/Marco, assinado por Rui Cunha, quando me confronto com a seguinte afirmação:

[…] Ora estas e outras dívidas apuradas a fornecedores, a aquisição do edifício do Cine-Teatro Alameda e a taxa de saneamento assumidas pela anterior Câmara Municipal do CDS, resultaram num montante de mais 7,3 milhões de euros de dívidas municipais, não reflectidas nas suas contas, e que apenas em Maio de 2006, numa auditoria externa promovida pelo actual Presidente da Câmara foram devidamente apuradas […]

Será que Rui Cunha se esqueceu que como Vereador do PSD votou ao lado de Avelino Ferreira Torres na compra do edifício do Cine-Teatro Alameda?

Ou está agora a tentar enganar os Marcoenses ?

Para quem tenha dúvidas, e não queira ir consultar as respectivas actas onde foram tomadas a referida compra, sugiro a leitura do post de Paulo Vieira da Silva, no Marco Hoje, intitulado “E agora como vai ser, Rui Cunha?”

[…]Em 2005 o vereador do PSD na Câmara Municipal era Rui Cunha que votou favoravelmente ao lado do executivo liderado por Avelino Ferreira Torres, entre outras coisas, a aquisição do Cine Teatro Alameda. […]

[…]Vamos aguardar pelas cenas dos próximos capítulos desta telenovela e assim poder apreciar a coerência de alguns políticos.

Pois… e agora como vai ser, Rui Cunha?[…]

Pelos vistos não restam dúvidas sobre a coerência do Presidente do PSD/Marco.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Reflexões sobre o lamaçal em que nos colocaram

Num comunicado realizado recentemente, e que pode ser lido aqui, a Comissão Política Concelhia do PSD quis partilhar com a população algumas reflexões sobre a nossa terra.

Situação Financeira do Município.

Para variar o PSD responsabiliza unicamente a “herança” que receberam dos anteriores executivos camarários esquecendo completamente os últimos cincos anos de má gestão onde o despesismo impera. Quando o PSD concorreu em 2005 e 2009 para Câmara Municipal já sabia da situação, mas isso não lhes impediu a realização de um conjunto de promessas irrealistas, isso sim uma autêntica política de mentira e de desrespeito pelos Marcoenses.

Depois qualquer pessoa que perceba minimamente de contas públicas ao analisar os documentos oficiais do Município chegará à conclusão que a situação tem piorado rapidamente ao contrário que seria desejável. De igual modo se sabe que a política de levar tudo, e todos, a tribunal tem contribuído para um aumento galopante em gastos judiciais o que não tem impedido que as sentenças sejam desfavoráveis e os valores a que o Município tem vindo a ser obrigado a pagar sejam cada vez maiores.

Estranho que Rui Cunha não tenha também reflectido sobre as posições do PSD que culminaram com o mau acordo com a Efimóveis sobre o caso do Cine-Teatro.

Processo entre Arnaldo Magalhães e a Câmara Municipal.

O mais interessante é que o PSD deixou cair a acusação de que teria existido uma “fuga de informação judicial” e que tanta polémica provocou na última reunião da Assembleia Municipal. Alguém terá reparado finalmente na data da notificação da sentença.

O PSD não diz uma palavra sobre os actos que levaram a que Câmara Municipal se visse de novo envolvida em mais um processo judicial que já tem uma sentença desfavorável. Esses actos são da única responsabilidade do actual executivo e o seu presidente já referiu que voltaria a repetir os mesmos actos. Em vez disso, e na linha do executivo, prefere discutir quem é que denunciou o protocolo, ou que permitiu que ele fosse denunciado, ou ainda que criou as circunstâncias para que ele fosse denunciado. Irrelevante, eu próprio não dou a esta discussão nenhuma importância, mas o PSD não tendo mais com que distrair os Marcoenses agarra-se a este fait-diver.

Ainda sobre este processo o PSD tenta mais uma vez distorcer os factos e esquecer-se que o tribunal é que tem competência para decidir o valor da indeminização neste caso e o que tem vindo a ser apontado são exclusivamente estimativas para esse valor. Era bom que esse processo não existisse e que não fosse necessário vir a ter que se pagar mais uma indeminização, até porque para as finanças do Município estarmos a falar de 2 ou 3 milhões de euros (a mim chegaram a apontar que poderiam chegar a 4 milhões de euros) é também irrelevante politicamente.

Relevante politicamente é que se está perante mais um acto de má gestão do actual executivo.

Serviços de Abastecimento de Água e de Tratamento de Esgotos.

E aqui estamos perante o maior autismo político de Rui Cunha. Ataca o PS e tenta desresponsabilizar-se desse modo do que é evidente para todos os Marcoenses. A cobertura destes serviços é péssima, a qualidade dos mesmos é contestável, as críticas ao longo destes meses são factuais e mais uma vez este executivo envolveu-se num processo judicial que está a ser desfavorável para o Município.

Prometeram em 2005 soluções rápidas para este problema. Tal como noutras áreas, falaram de obras e mais obras e de dezenas de milhões de euros em investimentos que nunca passaram do papel e que nunca foram sequer orçamentados.

O PSD tem que deixar de “reflectir” e sobretudo deixar de confundir os Marcoenses. Tem de deixar de culpar os outros pela sua ineficácia. Já não estamos nas campanhas eleitorais de 2005 ou de 2009, agora devia ser a altura de estarmos a inaugurar as obras prometidas.

O Marco merece e precisa de um executivo camarário que nos diga a verdade, que trabalhe e que realize obra. Enfim, que "nos retirem a todos deste lamaçal onde nos encontramos".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Como se desmonta um comunicado

Logo no início deste comunicado, que se pode ler aqui no Marco 2009, se percebe que o PSD Marco sem argumentos se vira para a política nacional “responsabilizando” o PM pela maior crise mundial dos últimos oitenta anos, e não dá a devida atenção à nossa realidade local.

Linha do Douro e TGV
Depois acusa o PS Marco de mudar de opinião sobre a renovação da Linha do Douro. Mais uma vez não me recordo de alguém no Marco tenha defendido a suspensão ou anulação dessa obra. E se temos que arranjar culpados então seria melhor procurar naqueles que aos longos dos anos nunca apostaram no transporte ferroviário e que nas discussões do PEC e do OGE 2011 sempre exigiram cortes na despesa.

Não me recordo também de ninguém no Marco ter defendido, ou não, obras tais como a do TGV. Pessoalmente considero que era importante os Marcoenses reflectirem nessas opções Nacionais e darem também a sua opinião, pois não podemos esquecer que muitas das empresa de obras públicas da nossa região são muito influenciadas pela realização ou não desses projectos. Mas mais uma vez estas obras são um “fait-diver” para se fugir ao cerne da questão.

Cassete
Depois começa a “cassete” do PSD Marco, onde são acusados os socialistas de se se regozijaram com os problemas do Município. Antes pelo contrário, estes socialistas sempre lutaram contra esses problemas, mas também nunca se serviram dos problemas do Município como desculpa para não se realizarem as promessas eleitorais.

Plano de Reequilíbrio Financeiro
Também toda a gente sabe que o plano de reequilíbrio financeiro no valor de 45 milhões de euros foi estabelecido no mandato de Avelino Ferreira Torres, e que fruto do mesmo a Câmara Municipal do Marco de Canaveses ficou proibida de contrair empréstimos durante 20 anos pagando mensalmente cerca de 400 mil Euros. Quem não devia saber desse plano foram as candidaturas do PSD em 2005 e 2009 que se fartaram de fazer promessas eleitorais irrealizáveis.

Processo Arnaldo Magalhães
Sobre o processo em que Arnaldo Magalhães se opõe ao Município quem escreveu este comunicado do PSD não deve ter lido o comunicado do PS, pois ninguém inventou factos e pessoalmente continuo a concordar que “É de lamentar que o município esteja constantemente na barra dos tribunais e sobretudo saia de lá sistematicamente derrotado, resultado dos que preferem a via do confronto em vez do diálogo para a resolução de alguns problemas”.

De facto a política da Câmara Municipal é ou colocar os dossiers difíceis em Tribunal, ou (que é o mesmo) obrigar que terceiros coloquem acções em Tribunal para defenderem os seus direitos. Ainda agora o MM volta a colocar em Tribunal o dossier das “Águas do Marco”.

Demagogia e Populismo
Demagogia e populismo não é dizer a verdade e discutir perante os Marcoenses os seus problemas. Demagogia é nas campanhas eleitorais prometer-se o que não se pode realizar e depois culpar os outros pelo incumprimento das promessas. Populismo é gastar dinheiro em festas, jantares e comemorações quando o Município passa problemas financeiros muito graves.

Processo “Águas do Marco”
Disparate é repetir que em 2005 a posição do PS Marco relativamente ao Processo das Águas era de rasgar o contrato, quando quem “alegadamente” poderá ter realizado essa afirmação não está hoje em actividade política e que recebeu enormes elogios pelas suas funções como autarca pelos altos dirigentes do PSD Marco. O PSD Marco deveria era explicar qual a posição que teve nos diversos órgãos autárquicos quando o Contrato foi ai discutido. Deveria era discutir abertamente com TODOS os Marcoenses este problema pois quem está a pagar a factura são também TODOS os Marcoenses. E isto não é demagogia, nem populismo.

Prova de que o PSD Marco deveria OUVIR é que nunca ninguém se afirmou estar ao lado das “Águas do Marco”, antes pelo contrário. Eu e muitos Marcoenses temos estado contras as várias posições de MM pois tenham sido a Alteração Unilateral do Contrato, o impedimento tácito às obras na rede de águas e saneamento, ou agora o “recurso” acabam por sempre beneficiar a empresa “Águas do Marco” em detrimento dos direitos dos Marcoenses.

O PSD Marco confunde o Tribunal fazer justiça, e provavelmente não se poderá ter uma decisão muito melhor, com o desejo que TODOS nós temos de que o contrato assinado com a empresa “Águas do Marco” fosse diferente, ou que nunca tivesse existido.

Nunca ouvi o PS Marco ou algum Marcoense desejar pagar as tarifas mais caras do país e ter uma das piores coberturas da rede de águas e saneamento. Alías é por isso que se luta para que o actual “status quo” se modifique. Quem tem estado no poder, e com as suas políticas levou a que a situação fosse esta, foram o CDS e o PSD.

O PSD Marco, sem mais argumentos para a trapalhada a que este processo chegou, recorre agora a outro processo que alegadamente correrá em Barcelos, entre esse Município e as “Águas de Barcelo”. Mas o que é que os Marcoenses tem a ver com isso? Teremos agora de discutir os problemas de Barcelos, quando o PSD Marco não quer discutir os problemas do Marco?

Contratação de Assessora
Pessoalmente chamo sem-vergonha a todas as contratações desnecessárias hoje em dia sejam a nível autárquico ou a nível nacional. Agora o PSD Marco ter uma posição crítica relativamente às contratações do Governo e não as ter sobre as contratações da Câmara Municipal é que é hipocrisia. Relativamente ao PS Marco li que criticou a contratação de uma assessora pela Câmara, mas não li nada que apoiasse qualquer outra contratação.

Percebe-se, por tudo o que é referido neste comunicado, que o PSD Marco está muito preocupado com as posições do PS Marco e reconhece por isso que este partido representa a verdadeira oposição à política que tem sido realizada nos últimos anos no Marco.

Era bom que TODOS os Marcoenses, mesmo aqueles que militam no PSD, realmente lutassem para dignificar e melhorar a terra de todos nós o Marco de Canaveses.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Águas - Julho a Setembro de 2007

No dia 7 de Julho de 2007 o JN anuncia aqui que a Câmara aprovou, por maioria, uma proposta de modificação "unilateral" do contrato de concessão com a empresa Águas do Marco.

Quase a completar dois anos à frente da gestão do município, o autarca Manuel Moreira garante que não quer adiar mais a resolução do problema.

António Santana afirma aqui no Marco Hoje, a 18 de Julho de 2007, que "Quanto à concessão das águas e saneamentos veremos se a aposta vai fazer jurisprudência ou não. Alteração unilateral de contratos parece-me uma nova forma de abordar as questões. Se alguma parte não cumpre o contratualizado parece-me que o mais lógico é que a outra parte o rescinda com justa causa. Estudei Direito mas não sou formado, espero para ver... ".

Artur Melo no mesmo blog, no dia seguinte, diz aqui que "Anteriormente o PS denunciou a impossibilidade da concessionária não cumprir o programa de investimentos porque a CM não licenciava as obras. Agora a CM denuncia unilateralmente por falta de investimentos com a promesssa de baixa de 30% nas tarifas! Mais um logro, só que desta vez cómico."

Escreve ainda mais este post e outro ainda sobre o tema.

Na reunião da Assembleia Municipal de 20 de Julho de 2007 destaco Luis Vale do PSD a considerar que "a Modificação Unilateral do Contrato de Concessão com a empresa Águas do Marco uma pedra no charco e o início de um processo que trará proveito aos marcoenses".

João Monteiro Lima do PCP questiona se "a empresa não está a executar o plano de investimentos, perguntou porque razão a Câmara não exigia o seu cumprimento e o que pensava sobre os planos que lhe são apresentados anualmente e aos quais parece que não dá resposta".

José Carlos Pereira, independente eleito pelas listas do PS, disse que "queria ter a certeza de que haverá um suporte jurídico para assegurar que a decisão é bem fundamentada".

Rui Cunha do PSD recordou que "em tempo oportuno, o PSD assumiu uma posição concreta contra este contrato de concessão, baseada apenas no custo que se repercutia em cada um dos marcoenses", e ainda afirmou que "assim, todos ficam a ganhar - os munícipes, o Concelho e mesmo a empresa, que se mantém no projecto."

É interessante perceber como é que o executivo e o PSD lidaram irresponsavelmente com a mudança "unilateral" deste contrato. Só existiam certezas, o problema já estava resolvido e não responderam minimamente às preocupações da oposição que podem ser lidas aqui em detalhe.

Mais interessante é verificar algumas mudanças de posição sobre  o contrato inicialmente assinado com as Águas do Marco.

No dias que correm os Marcoenses já tem obrigação de perceber que passaram mais três anos e a situação deste processo está muito pior do que quando o actual Presidente da Câmara assumiu o seu cargo. O que se poderá esperar mais de Manuel Moreira e do PSD?  

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Águas - Janeiro a Março de 2007

Artur Melo a 13 de Fevereiro de 2007 ataca Manuel Moreira no JN por atentados ambientais, entre outros "o despejo de detritos domésticos em linhas de água" e diz que "não adianta de nada a Câmara, ou o seu presidente, justificar estas situações com a responsabilização da concessionária do abastecimento de água e saneamento, uma vez que o discurso público do executivo tem sido reclamar como prioridade sua o saneamento"Ler mais aqui.

A 14 de Fevereiro de 2007 Manuel Moreira responde no JN a um ataque do PS à sua política ambiental, ou melhor à ausência de política ambiental. Não apresenta nenhuma solução para a "promessa" de resolução do problema das águas e saneamento básico. Mas começa a acusar as anteriores "duas décadas sem políticas ambientais e de ordenamento do território".

O autarca revelou, ainda, que irá avançar a construção de saneamento básico nas freguesias de Sande, Soalhães, Penhalonga e S. Lourenço do Douro, "co-financiadas pela Câmara Municipal e por fundos comunitários". Pode ler a notícia na totalidade aqui.

No Marco Hoje escreve-se que Manuel Moreira "não respondeu, igualmente, à questão da actual situação que se vive no concelho, em que os consumidores vêem a Câmara Municipal deixar degradar ainda mais a rede de abastecimento de água e saneamento por impedir a concessionária de investir nas obras de beneficiação a que está obrigada por contrato de concessão".

João Monteiro Lima escreve no Marco Hoje que "também admito que o PSD poderá não estar habituado com esta postura de oposição do PS, mas pelo menos enquanto o AMC lá estiver terá que se habituar, não é assim Artur?" e recorda Manuel Moreira que "foi prometido pelo Presidente da CM na AM de Junho de 2006, um estudo sobre as vantagens da denúncia ou manutenção do contrato com a empresa das águas".

A 23 de Março de 2007 a Comissão Política do PS volta a repetir que "os marcoenses aguardam a resolução do problema do abastecimento de água e do saneamento".

A Concelhia do PSD, por Rui Cunha Monteiro, responde sem responder a este ponto.

Dúvida minha: Qual terá sido a posição oficial da concelhia do PSD quando foi assinado o contrato com a empresa Águas do Marco?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Águas - Abril a Junho de 2006

Em Abril, António Madureira, a propósito do Concurso janelas, varandas e jardins floridos, explica ao executivo qual a situação da sua freguesia de Favões relativamente à falta de saneamento (apesar de existir um ETAR na freguesia). Queixa-se também de esta ETAR não estar a funcionar correctamente.

João Monteiro Lima questionou Manuel Moreira a situação do problema da água.

Em 16 de Maio em comunicado, Artur Melo nomeia alguns dos aspectos que vêm frustrando as legítimas expectativas do povo sobre o Executivo Camarário de Manuel Moreira, nomeadamente entre outros "O problema da água, que a Câmara se tem mostrado incapaz de resolver, enquanto as obras previstas para o alargamento e melhoramento da rede estão paradas, transformando este num autêntico “negócio da China” para a empresa Águas dos Marco."

Norberto Soares em entrevista ao Público nada diz sobre a privatização da água, nem sobre a falta de uma rede de saneamento e de abastecimento de água de qualidade.

Em 29 de Junho a Assembleia Municipal aprecia, sob proposta da Câmara Municipal, da informação sobre a reavaliação do Contrato de Concessão de Exploração do Abastecimento de Água e Saneamento. Manuel Moreira afirma que "têm vindo a fazer conversações empenhadas na defesa dos interesses do Município" e informou que "gorada a hipótese de uma empresa intermunicipal com municípios do Vale do Sousa, dado que Penafiel optou por outra solução, ainda tentaram mais alternativas, nomeadamente, a possibilidade de uma ligação à empresa Águas do Douro e Paiva, com o fornecimento de água em alta, envolvendo a Águas do Marco, não tendo contudo, sido possível chegar a consenso."

Oficialmente fracassa a primeira Solução e apresenta-se uma segunda Solução sem grande convicção.

Rui Cunha afirmou que a "solução existente não servia o interesse dos marcoenses".

Fica-me a dúvida de quem foi o vereador que na votação do contrato que foi assinado com a empresa Águas do Marco não tinha nada contra, como pode ler aqui.

As minhas principais fonte para o relato destes acontecimentos foram o blog Marco Hoje que pode ser lido em detalhe aqui e as actas da reunião da Assembleia Municipal que podem ser lidas no respectivo site.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Política sem risco é uma chatice?

Na fase final deste processo é importante recordar o que foi dito durante o debate sobre a proposta da Câmara Municipal presidida por Manuel Moreira para a Modificação Unilateral do Contrato de concessão com a Empresa "Águas do Marco".

Da discussão realço as seguintes intervenções:

João Monteiro Lima (PCP/PEV) questionou se a Câmara tivesse de indemnizar a empresa, se teria capacidade para o fazer. Virgílio Costa (PS) manifestou a sua opinião de que isto iria conduzir a mais um processo em tribunal, uma vez que só poderia ser modificado de comum acordo. Rui Cunha (PSD/PPD) afirmou que estavam felizes por ter uma solução, que era uma medida ponderada e profundamente analisada. Pedro Costa e Silva (CDS/PP) quis saber se o Executivo tinha estudado a possibilidade de perder em tribunal, podendo ter que indemnizar a empresa, e qual seria o valor dessa indemnização.

Nos esclarecimentos o Vereador José Mota assumiu que a decisão comportava riscos e afirmou que a política sem riscos era uma chatice. Afirmou, também, que a Autarquia tinha sempre capacidade para indemnizar a empresa.


Hoje gostaria estar tão feliz como à data estava Rui Cunha ou sentir-me tão seguro da capacidade financeira da Autarquia como estava José Mota. E acrescento que para os cidadãos é uma chatice quando os políticos não sabem avaliar os riscos.

sábado, 22 de maio de 2010

Tomada de Posse de Rui Cunha

Hoje vai realizar-se a tomada de posse de Rui Cunha e dos restante seleitos do PSD Marco. Antes de mais quero voltar a deixar a todos os eleitos os meus parabéns e os desejos de um mandato com os maiores sucessos.

Clarificadas as orientações políticas dos dois principais partidos da política Marcoense e realizadas as respectivas tomadas de posse poderemos todos investir os nossos esforços a resolver os principais problemas do nosso concelho.

As diferenças de opiniões na análise dos problemas e das respectivas soluções serão de certeza notórias e obviamente afastam politicamente a actuação de cada um destes dois partidos, mas é nestes momentos difíceis para o país e para o nosso concelho, em particular, que nos devemos lembrar que são mais os pontos comuns que aproximam sociais-democratas e socialistas do que as diferenças que existem. Ter isto claro em todos os Marcoenses sejam destes dois partidos, ou não, será importante para que nos preocupemos mais em encontrar soluções do que a dificultar o caminho complicado que cada Marcoense terá que enfrentar nos próximos anos.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Resposta de Rui Cunha

Caro Jorge Valdoleiros,

Embora não o conhecendo pessoalmente dirijo-lhe estas palavras apenas em nome da ética política e porque facilmente pode referenciar-se sobre mim. E acreditando nas pessoas entendo dever, numa primeira falha sua, seguir esta comunicação cordial.

Diz, no seu post, que eu neguei as palavras que o Dr. João Valdoleiros atribuiu a Gil Mendes. Falso! Não o fiz porque, como lá disse, não conhecia o assunto e porque lhe telefonei naquela noite ele disse não se lembrar de tal situação. Foi apenas o que disse!
Diz, também, no seu post que eu disse que a promessa eleitoral se mantinha! Novamente falso! Nem referi tal situação. Apenas defendi o bom nome do meu companheiro de direcção de partido, Gil Mendes.
Se necessitar ajuda-lo-ei a ouvir as gravações. Vamos fazer política efectivamente diferente. Recorrer à falsidade é coisa que não acredito que faça intencionalmente.


Cumprimentos,
Rui Cunha

PS: Agradeço antes de mais a sua mensagem. Obviamente também prezo a ética política e se me diz que não negou as palavras atribuídas a Gil Mendes e que não conhecia o assunto não preciso de ouvir nenhumas gravações, basta-me a sua palavra, que respeito. Durante o debate pareceu-me que realmente tinha negado que as afirmações tinham sido realizadas por Gil Mendes, o que até era verdade, e daí a minha confusão. Se não disse nada sobre a "promessa eleitoral" de uma escola EB23 para Ariz, também acredito, e então fiz confusão com o discurso do Presidente da Câmara Manuel Moreira que (mas já começo a duvidar da minha memória) que terá confirmado inicialmente a promessa, até por esta estar na Carta Educativa, mas por fim confirmou também que não existiria capacidade financeira para realizar a obra na situação actual da autarquia. (obviamente as palavras não foram textualmente estas, mas julgo que o sentido foi este). Não sabendo nada deste assunto obviamente não saberia quem tinha sido autor das afirmações e dai não poderia ter evitado a continuação da polémica. Mas como compreenderá, mesmo não dando muita importância a essas "tricas" realizadas durante a campanha, é sempre bom que todos nós fiquemos bem esclarecidos com toda a verdade em nome da ética política e do Marco.

domingo, 18 de abril de 2010

Rui Cunha Ganha no PSD Marco

As listas encabeçadas por Rui Cunha e José Mota ganharam claramente as respectivas eleições que decorreram ontem.

Os meus parabéns a ambos antes de mais.

Penso que esta clarificação que ocorreu ontem na política Marcoense é muito importante, apesar de não ter tomado partido (nem tinha que ou devia tomar), a vitória dos apoiantes de Manuel Moreira acaba por a curto prazo ser muito benéfica para o Marco pois deste modo não existirá mais nenhuma oportunidade de culpar terceiros pelos insucessos da gestão do PSD na autarquia.
Recordo aqueles que se distraíram com estas eleições internas que estamos numa semana decisiva para o Marco onde se vai avaliar o desempenho da maioria laranja na Câmara e na Assembleia Municipal. Todos os Marcoenses como Nós estamos curiosos de saber quais serão os resultados de 2009 e as "desculpas do costume" para justificar os números menos bons ou que ficou por fazer. Estando clarificadas as posições internas e estando estes dois partidos mais ou menos coesos os políticos Marcoenses poderão (digo mais deverão) agora dedicarem-se aos reais problemas do Marco.

O mesmo desafio lanço para a blogsfera que normalmente dá muita importância às lutas pelas "cadeiras" e muito pouco à resolução dos problemas concretos do povo do Marco.