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https://www.bbc.com/news/world-us-canada-53005243
A estátua de Colombo, o descobridor da América, foi vandalizada nos Estados Unidos pelos manifestantes do Black Lifes Matter, diz a BBC
O Dr. Rui Rio disse que não havia racismo em Portugal. Seja o que for que pensemos da sua liderança, temos que recohecer que ele sofre de daltonismo político, uma deficiência da perceção estratégica das cores que leva a sua vítima a ver tudo em diferentes matizes de cinzento conservadores quer revolucionários. Com efeito, sabemos dos censos da população e da observação de qualquer cidade portuguesaa que mais de cinco por cento da população portuguesa é de origem estrangeira e em muitos casos é de cor. Hoje esse valor é considerado um mínimo, estamos por certo mais perto dos dez por cento. Qualquer grupo cujos membros de cor se situem abaixo ou acima dessa percentagem para qualquer variável social (acesso aos diplomas universitários, rendimento), deverá ser considerado como vítima de discriminação racista estrutural. Usamos racista como os autoproclamados antirracistas usam a palavra: referem-se apenas à cor, eles são pretos e são contra os brancos. No há uma defininição científica e operacional de raça, se acentuar a sua componente biológica. A esta brutalidade, acrescentamos as populações imigradas, seja qual for a sua cor e que não desfrutam de rendimentos acima da média.
Haverá dez por cento de deputados do PSD que são de cor? Ou de ministros, todos os partidos considerado? Ou de diplomados do 12º ano? Ou de microempresários? Ou de licenciados das Universidades? Ou de dirigentes das grandes empresas? O leitor não precisa que OEconomista Português responda a estas perguntas, de tal modo são óbvias as situações.
O Dr. Rio tem toda a razão do ponto de vista da nossa teodiceia nacional: somos oficialmente não racistas. O atual politicamente correto norte-americano e europeu ocidental é a doutrina oficial de todos os portugueses, de Salazar a Vasco Gonçalves. O nosso racismo é num certo sentido não racista, é estrutural, mas não há estudos rigorosos que demonstrem esta originalidade. ão somos racistas do ponto de vista da nossa legitimada histórica. Já do ponto de vista do princípio do facto, que Napoleão trouxe para a ciência europeia do governo, somos racistas pois não damos igualdade de oportunidades a àqueles cuja pele não é branca e que não descendem de portugueses. A este respeito, é uma vergonha o que se passa nas nossas escolas. A ligação racismo-escola raramente é mecionada e por isso felicitamos o Dr. Pedro Adão e Silva que teve a coragem de o referir, no seu comentário na RTP1 dpmingo passado, embora o tenha reduzido a um problema da telescola: o mal vem de trás, é ativamente promovido pelo Sindicato dos Professores, que continua impune a destruir a escola pública com a cumplicidade dos partidos políticos, dos outros sindicatos, do Estado e das autoridades morais. i
… Mas temos o e..., o grande e. O combate ao racismo não justifica a violência. Nem a violência física nem simbólica. Ora muito combate ao racismo pressupõe que só o branco é racista. E que por ser racista foi o branco que inventou a escravatura. O autor publicou há meses um artigo combatendo a identificação da escravatura com a civilização europeia, em colaboração com o Dr. Guilherme Valente, a quem se devem todas as boas ideias desse texto. A escravatura surge no começo do Neolítico, quando os inimigos deixam de ser mortos e passam a ser usados como mão de obra escrav.a de uma população que acabava de começar o seu processo de sedentarização Existe em todas as grandes civilizações conhecidas, pretas, amarelas ou brancas. O comércio atlântico de escravos foi uma manifestação destea realidade universal e duradoura, não foi o seu começo. Os escravos morriam no tráfico não por os brancos serem racistas mas porque as viagens por mar eram arriscadas, as condições de trabalho duras e a expetativa de vida baix para todos. Atribuir essas maldades à maldade dos donos dos escravos releva da patetice: a morte de um escravo diminuia o património do seu senhor, o que por certo ele queria evitar. ÉE também merecedora de má nota a ideia que foram os nosos antepassados os únicos responsáveis por aquele tráfego. Só no século XIX os nossos antepassados começaram a ocupar o interior da África e por isso antes não tinham meios de angariar escravos para esse comércio. Os escravos enviados para o Brasil e para os Estados Unidos eram-lhes fornecidos pelos chefes negros locais, a troco de remuneração.
O Economista Português soube que o Dr. Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, se propõe construir na capital um memorial à ecravatura. Ora os memoriais são construídos para homenagear homns ou dieias que os construtores admiram.. Ignorávamos que o Dr. Medina admira a escravatura ao ponto de querer imortalizá-la num monumento a pagar com o dinheiro dos contribuintes e a moral dos seus fautores. A construir tal memorial, devia convidar os países africanos fornecedores de escravs, para lhes reconhecer o seu papel na história universal e não querer todas as honraspara si próprio e a cidade de Lisboa ele. Esta proposta não é irónica: é a redução ao absurdo das teses politicamente corretas do Dr. Meidna no relativo â escravatura. O Dr. Medina, e o Bloco de Esquerda, não compreendem que o ataque à escravatura é hoje um ataque simbólico ao direito à existência dos brancos. Escrevemos branco deliberadamente, não nos pesa a consciência ao ponto de termos que eufemeizar nem o presente nem o passado. A identidade dos personagens históricos atacados pelos anrtirracistas explica com clarreza que se trata de uma ameaça simbólica à nossa identidade e por isso à nossa propria existência. Entre nós é atacado o Padre António Vieira. Há quem diga na comunicação social que os atacantes ignoravam quem atacavam e, implicitamente, se soubessem, defendê-lo-iam. Santa simplicidade! Vieira era escravocrata? Todos sabem que não e os atacantes posh que vão ao Largo Trindade coelho não são por certo elementos de uma população ribalizada da África austral, ignorantes de uma só palavra portuguesa. Todos sabem que o jesuíta reconheceu a instituição a contragosto, defendeu as reduções jesuítas que a proibiam, e nos seus sermões brasileiros apoiou os escravos africanos e censurou os seus senhores portugueses. Atacar a estátua do Padre António Vieira significa: todos os portugueses brancos são maus, sobretudo os que parecem bons. Estão nesta linha muitas dersonalidades cujas estátuas destruídas ou ameaçadas nos Estados Unidos, Foi destruídapelo menos uma estátua de Crist´vão Colombo . Colombo não era escravocrata, era um comandante de Marinha que descobriu o caminho marítimo para a américa. Matá-lo simbolicamente é dizer aos brancos americanos: não tendes o direito de existir, pelo menos na América. (repetimos a seguir o link para a foto da estátua de Colombo destruída)
https://www.bbc.com/news/world-us-canada-53005243
Uma estátua de Abraham Lincoln , o seu célebre memorial em Washington, tem os muros fronteiros com slogan atacando-o e teve que ser guardada pela Guarda Nacional. Lincoln o homem que aboliu a escravacratura nos States. Por isso é objeto de um verdadeiro culto neste país. Matá-lo em estátua é dizer: mesmo quando abolem a escravatura e libertam os negros, os brancos não merecem viver (não se confirma que esta estátua tenha sido desfigurada https://www.republicworld.com/fact- heck/viral/fact-check-lincoln-memoria
Por isso, metaforicamente, o Dr. Medina, ao prometer o seu memorial à escravatura, está a escrever a carta justificativa do suicida.
O Economista Português atreve-se a pedir partidário da nossa legitimidade antirracista (o Dr. Rio) e ao defensor do antiracismo racista (o Dr. Medina), dois políticos sérios e estudiosos, que estudam a questão das acusações de racismo português (e europeu, e norte-americano), quer na na dimensão accional quer na simbólica e reformulem as suas posições para realizarmos a justiça e na ordem e na paz.






