Há Racismo em Portugal, somos incapazes de o resolver e… (um grande e)

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https://www.bbc.com/news/world-us-canada-53005243

A estátua de Colombo, o descobridor da América, foi vandalizada nos Estados Unidos pelos manifestantes do Black Lifes Matter, diz a BBC

O Dr. Rui Rio disse que não havia racismo em Portugal.  Seja o que for que pensemos da  sua liderança, temos que recohecer  que ele sofre de daltonismo político, uma deficiência da perceção estratégica das cores que leva  a sua vítima a ver tudo em diferentes matizes de cinzento conservadores quer revolucionários. Com efeito, sabemos dos censos da população e da observação de qualquer cidade portuguesaa que mais de cinco por cento da população portuguesa é de origem estrangeira e em muitos casos é de cor. Hoje esse valor é considerado um mínimo, estamos por certo mais perto dos dez por cento. Qualquer grupo cujos membros de cor se situem abaixo ou acima dessa percentagem para qualquer variável social (acesso aos diplomas universitários, rendimento), deverá ser  considerado como vítima de discriminação racista estrutural.  Usamos racista como os autoproclamados antirracistas usam a palavra:  referem-se apenas à cor, eles são pretos e são contra os brancos. No há uma defininição científica e operacional de raça,  se acentuar a sua componente biológica. A esta brutalidade, acrescentamos as populações imigradas, seja qual for a sua cor e que não desfrutam de rendimentos acima da média.

Haverá dez por cento de deputados do PSD que são de cor? Ou de ministros, todos os partidos considerado?  Ou de diplomados do 12º ano? Ou de microempresários?  Ou de licenciados das Universidades? Ou de dirigentes das grandes empresas? O leitor não precisa que OEconomista Português  responda a estas perguntas, de tal modo são óbvias as situações.

O Dr. Rio tem toda a razão do ponto de vista da nossa  teodiceia nacional: somos oficialmente não racistas. O atual politicamente correto norte-americano e europeu ocidental é  a doutrina oficial de todos os portugueses, de Salazar a Vasco Gonçalves. O nosso racismo é num certo sentido não racista, é estrutural, mas não há estudos rigorosos que demonstrem esta originalidade. ão somos racistas do ponto de vista da nossa legitimada histórica. Já do ponto de vista do princípio do facto, que Napoleão trouxe para a ciência europeia do governo, somos racistas pois não damos igualdade de oportunidades a àqueles cuja pele não é branca e que não descendem de portugueses. A este respeito, é uma vergonha o que se passa nas nossas escolas. A ligação racismo-escola raramente é mecionada e por isso felicitamos o Dr. Pedro Adão e Silva que teve a coragem de o referir, no seu comentário  na RTP1 dpmingo passado, embora o tenha reduzido a um problema da telescola: o mal vem de trás, é ativamente promovido pelo Sindicato dos Professores, que  continua impune  a destruir a escola pública com a cumplicidade dos partidos políticos, dos outros  sindicatos, do Estado e das autoridades morais. i

… Mas temos o e..., o grande e. O combate ao racismo não justifica a violência.  Nem a violência física nem simbólica. Ora muito combate ao racismo pressupõe que só o branco é racista. E que por ser racista foi o branco que inventou a escravatura. O autor publicou  há meses um artigo combatendo a identificação da escravatura com a civilização europeia, em colaboração com o Dr. Guilherme Valente, a quem se devem todas as boas ideias desse texto. A escravatura surge no começo do Neolítico, quando os inimigos deixam de ser mortos e passam a ser usados como mão de obra escrav.a de uma população que acabava de começar o seu processo de sedentarização Existe em todas as grandes civilizações conhecidas, pretas, amarelas ou brancas.  O comércio atlântico de escravos foi uma manifestação destea realidade universal e duradoura, não foi o seu começo. Os escravos morriam no tráfico não por os brancos serem racistas mas porque as viagens por mar eram arriscadas, as condições de trabalho duras e a expetativa de vida baix para todos. Atribuir essas maldades à maldade dos donos dos escravos releva da patetice: a morte de um escravo diminuia o património do seu senhor, o que por certo ele queria evitar. ÉE também merecedora de má nota a ideia que foram os nosos antepassados os únicos responsáveis por aquele tráfego. Só no século XIX os nossos antepassados começaram a ocupar o interior da África e por isso antes não tinham  meios de angariar escravos para esse comércio. Os escravos enviados para o Brasil e para os Estados Unidos eram-lhes fornecidos pelos chefes negros locais, a troco de remuneração.

O Economista Português soube  que o Dr. Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, se propõe construir na capital um memorial à ecravatura. Ora os memoriais são construídos para homenagear homns ou dieias que os construtores admiram..  Ignorávamos que o Dr. Medina admira a escravatura ao ponto de querer imortalizá-la num monumento a pagar com o dinheiro dos contribuintes e a moral dos seus fautores. A construir tal memorial, devia convidar os países africanos fornecedores de escravs, para lhes reconhecer o seu papel na história universal e não querer todas as honraspara si próprio e a cidade de Lisboa ele. Esta proposta não é irónica: é a redução ao absurdo das teses  politicamente corretas do Dr. Meidna no relativo â escravatura. O Dr. Medina,  e o Bloco de Esquerda, não compreendem que o ataque à escravatura é hoje um ataque simbólico ao direito à existência dos brancos.  Escrevemos branco deliberadamente, não nos pesa a consciência ao ponto de termos que eufemeizar nem o presente nem o passado. A identidade dos personagens históricos  atacados pelos anrtirracistas explica com clarreza que se trata de uma ameaça simbólica à nossa identidade e por isso à nossa propria existência. Entre nós é atacado o Padre António Vieira. Há quem diga na comunicação social que os atacantes ignoravam quem atacavam e, implicitamente, se soubessem, defendê-lo-iam. Santa simplicidade! Vieira era escravocrata? Todos sabem que não e os atacantes posh que vão ao Largo Trindade coelho não são por certo elementos de uma população ribalizada da África austral, ignorantes de uma só palavra portuguesa. Todos sabem que o jesuíta reconheceu a instituição a contragosto, defendeu as reduções jesuítas que a proibiam, e nos seus sermões brasileiros apoiou os escravos africanos e censurou os seus senhores portugueses. Atacar a estátua do Padre António Vieira significa: todos os portugueses brancos são maus, sobretudo os que parecem bons. Estão nesta linha muitas dersonalidades cujas estátuas destruídas ou ameaçadas nos Estados Unidos, Foi destruídapelo menos uma estátua de Crist´vão Colombo . Colombo não era escravocrata, era um comandante de Marinha que descobriu o caminho marítimo para a américa. Matá-lo simbolicamente é dizer aos brancos  americanos: não tendes o direito de existir, pelo menos na América. (repetimos a seguir o link para a foto da estátua de Colombo destruída)

https://www.bbc.com/news/world-us-canada-53005243

 Uma estátua de Abraham Lincoln , o seu célebre memorial em Washington, tem os muros fronteiros com slogan atacando-o e teve que ser guardada pela Guarda Nacional. Lincoln o homem que aboliu a escravacratura nos States. Por isso é objeto de um verdadeiro culto neste país. Matá-lo em estátua é dizer: mesmo quando abolem  a escravatura e libertam os negros, os brancos não merecem viver (não se confirma que esta estátua tenha sido desfigurada https://www.republicworld.com/fact- heck/viral/fact-check-lincoln-memoria

Por isso, metaforicamente, o Dr. Medina, ao prometer o seu memorial à escravatura,  está a escrever a carta justificativa do suicida.

O Economista Português atreve-se a pedir partidário da nossa legitimidade antirracista (o Dr. Rio) e ao defensor do antiracismo racista (o Dr. Medina), dois políticos sérios e estudiosos, que estudam a questão das acusações de racismo português (e europeu, e norte-americano), quer na na dimensão accional quer na simbólica e reformulem as suas posições para realizarmos a justiça e na ordem e na paz.

Precisamos de Centeno & Herdeiro nas Finanças? E no BdP?

Centeno ensaia o balanço final do seu mandato nas finanças

O Economista Portuguès  responde primeiro  à pergunta: precisamos de Centeno nas Ffinanças?

  • A resposta imediata é negativa. O seu útlimo orçamento não foi integralmente divulgado aos cidadãos: foi divulgada a lei orçamental mas não foram divulgadas aos portuguesess as contas que a justificam. Foi uma triste saída, a fazer beicinho e pirraça-
  • Centeno aenas asiou  a obtenção de um saldo positivo das contas públicas e para mais deu a esse saldo uma dimensão meramente simbólica;
  • A União Eurpeia (UE) e o nosso Primeiro Ministro, António Costa, são os verdadeiros autores do nosso milagre orçamental. Costa percebeu que o PS não teria a maioria contra o Euro. Começa aqui o problema: a disciplina orçamental manter-se-á depois da crise autoprovocada do Covid19? Talvez não conserve.  É concebível um Eurocujos diferentes Estados-membros têm diferentes taxas de juro consoante consoante as suas políticas orçamentais (a fiscal policy), o que resolveria o problema político alemão, pois deixaria de exigir que o Banco Central Europeu (BCE) deixasse de financiar os países pobres do sul da UE. Ignoramos qual a decisão de Berlim a este respeito. É aqui que a porca torce o rabo. Com as suas róprias forças, Portugal 6(quase) nunca conseguiu um défice orçamental. Como Salazar observou (por uma vez com razão) o regime parlmentar nunca conseguiu um um orçamento superavitário – exceto o de Afonso Costa, e (diga-se de passagem)  era esse o motivo por que Salazar apreciava esse seu duro adversário político. A Salazar podia ter dito que os regimes não parlamentares portugueses também não conseguiram. D. João V estourou o ouro do Brasil e também teve problemas orçamentais, mesmo sem ter que aturar a maçada de eleições competitiva. Para os portugueses, passadas as ilusões iniciais de enriquecimento sem custo, o Euro foi o luto carregado do orçamento do estado e estes juros flexíveis seriam oseu  luto aliviado.  Se a UE quiser o Euro flexível volta de imediato a ameaça do défice orçamental português, nosso, da melhor nação do mundo. Nesse caso, precisamos de um financeiro a sério e náo de um doutorado em economia do trabalho  de grande habilidade táticao.

Nesta sequência, o ministro Leão, que é apresentado como o sucessor din~´astico de Centeno, deve perceber que é bem outra a sua posição: foi nomeado para a transição até sabernos em que estabilizará a UE/euro e para vermos se ele é homem para passar dessa transiçáo.

Precisamos de Centeno no BdP? Têm sido invocados argumentos de caráter apenas formal .o governador do Banco de Portugal (Bd) deve ser independente do governo e Centeno nentemo não é independente do Governo  Este argumento é riídiculo por duas razões:

  •   Todos sabemos que entre nós a regra da independência do banco central se inspira no teatro das identidades trocadas, como as comédias de senhores e servos, â Goldoni. Quem não se lembra do caso de um cidadão bancário que foi sucessivamente diretor de compliance de um banco privado, do BdP e da e de um outro banco comercial? Respeitou os seis meses de confinamento doméstico e aí recebeu automaticamente a água lustral da independência. É um belo mistério republicano-democrático e devia ser dado a meditar à mocidade das escolas. Entre nós ninguém leva a sério a independência do governador do BdP. É um tema de pura guerrilha partidária. A Assembleia da República perdeu a cabeça e tenta aprovar uma extraordinária lei que continua a dar a restaurar a pureza do cidadão mas exige que seja banhado por mais tempo na água lustra do confinamento.

 Se a UE for para o Euro flexível, o Doutor Centeno não nos servirá também como governador do BdP. O Economista Português prefere por isso que o próximo governador do BdP seja escolhido em função de criterios substântivos:  precisamos de  uma pessoa séra (o que Centeno é por certo), com autoridade moral e competência técnica para, dentro dos seus poderes, opor seja a que governo for, o trade-off preços-estáveis-crescimento económico que sintetiza a versão dominante de Keynes. O que o  Doutor Centemo não é. Mas nem por isso deixa de merecer que o ajudemos a encontrar um emprego compativel-Temos porém que o informar nem ele nem o Primeiro Ministro devem contar connocos para aplaudir que o problema do emprego de Centeno seja transformado num psicodrama político.financeiro.  Cujo próximo capítulo seria a escolha do novo presidente do Eurogrupo.


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Orçamento Retificativo de 2020: O Economista Português pede a Ajuda do Leitor para o Encontrar

O Economista Português procura o texto do relatório do Orçamento Retificativo (também designado por Suplementar) e não o encontra na WEB. O relatório tem a macroeconomia e as finanças subjacentes à proposta de lei orçamental. Procura-o como tem procurado nos últimos anos: escreve no notor de busca Google orçamento retificativo (Ou suplementar) 2020 relatório (ou texto). Nos anos anteriores, logo aparecia o dito documento. Este ano não aparece. Aparece-nos a proposta de lei orçamental (o articulado, sem as contas) e propaganda governamental veículada pela comunicação social.

O governo produzi-o por certo. As folhas estão repletas dos press release de propaganda do Ministério das Finanças. sobre o dito Retificativo. Por certo nem o Doutor Centeno nem o Doutor Leão pensam poder escondê-lo.

Algum leitor nos ajuda a ler o precioso e por certo elucidativo texto?

Alguém no informa se ele foi na realidade colocado online?

Economia em Tempos de Covid: o PEES falhará por desconhecer o Conceito de Circuito económico

O circuito económico

economia portuguesa entrou na maior recessão desde a Primeira Guerra Mundial pois o governo, apoiado por todos os partidos parlamentares, mandou parar cerca de um terço da nossa economia para enfrentar uma epidemia que dá atualmente pelo nome Covid19. A mesma economia Esta epidemia afetou economias da União Europeia, assim como do resto do mundo, o que diminu´íuiu a procura externa para os nossos produtos. Graças a um nível muito elevado de subsídios estatais, continuamos a respirar um clima de boa disposição económica e sobretudo social. Apenas aqui e ali se fala em aumento de desempregados, polvilhada pelo medo (irrealista) do Covid19.

Para enfrentar esta situação única impunha-se um conjunto de medidas de emergência: perdão fscal, adiamento de despejos, penhoras e equivalentes, subsídios extraordimários aos desempregados, subsídios âs empresas, de modo a passar a tempestade. O governo do Dr. António Costa soube tomar essas medidas a tempo. Entretanto, a UE vai diferindo a tomada de decisões sobre a crise económica Covirus19. Talvez por isso, o Governo resolver aprovar um papel que batizou de Plano de Estabilização Económica e Social. É um título pomposo e inexato pois o «plano» é uma simples listagem de ações económicas e sociais, umas delas com investimento estipulado, outras sem ele. Os autores do «Plano» não se deram ao trabalho de somar as despesas (nem os lucros cessantes) inerentes a essa listagem, o que diz bem do escrúpulo planificador com que ele foi produzido. O cenário macroeconómico é hiperotimista: cerca de 5% de quebra no nosso PIB, quando a Comissão de Bruxelas prevê uma queda de 7,75% este ano superior àquele valor. As medidas listadas são quase todas urgentes mas, sabe Deus porquê, o «plano» inclui algumas que constam de todos os programas de governo: «aumento da eficácia dos tribunais administrarivos e fiscais» (sic) e, só mais um exemplo, um processo de venda de PME. O que diz bem do afastamento dos seus autores face à nossa realidade empresarial pois as nossas PME são empresas pessoais, em geral de ínfima dimensão, e invendáveis sem a pessoa do seu fundador-presidente-dono). A nossa PME não é vendável com o dono nem sem o dono. O «Plano», o PEES, não contém sequer a soma da despesa que implicará, o que diz bem da sua utuilidade. Não assenta num diagnóstico, e há sinais de ligeira melhoria conjuntural.

Como o «plano» não assenta num exame da conjuntura económica o governo não sabe em qyue ramos de atividade económica é mais produtivo gastar dinheiro. O que significa que o governo ignorao efeito multiplicador de certas atividades económicas, cuja crise talvez seja aguda, e prefere (por ignoância) ajudar outras, menos multiplicativas.

O leitor tem presente o conceito de circuito ecnómico, simples de compreender e difícil de aplicar. Exemplifiquemo-lo. Na aldeia X p circuito económico é formado por uma empresa cerealífera e outra vinícola. Esta paga o trigo com o seu vinho e aquela paga o vinho com o seu trigo. Se chover durante a vindima, não haverá vinho e o circuito económico foi interrompido. No nosso país, o circuito económico foi interrompido por decis«ao do governo. Para o restabelecer, além da confiança, tem que injetar dinheiro, para substituirr o produto cuja laboração proibiu. O único inimigo desta retoma é a tesourização: o beneficiãrio do dinheiro do Estado deve ser impedido de o poupar pois rest\abelecer o circuito económico é gastar dinheiro. Por isso o Estado deve apenas exigir aos beneficiários destes seus subsídios que apresentem recibos, validados pelo fisco, em como gastaram o dinheiro. A empresa ou o assalariado, que não apresentasse asos recibos, seria severamente condenado, pois corrompera o sistema. Este sistema de fiscaliza ex post é muito simples e é típico das economias sofisticadas e com pouca corrupção. O PEES é o maior programa de expnsão da corrupção há muito apresentado no nosso país. Curiosamente, não contém uma única medida para evitar ou combater a corrupção.

Tal como está, o PEES será bom para os corruptos e alguns pobres, mas falhará para a economia, pois é apenas um plano social, que ignora a noção de circuito económico.

seria fácil e rápido. Teria uma vantagem suplementar: impedia que se formasse uma nova burocracia da corrupção co~Covid19. Porque o PEES é a maior oportunidade dada à corrupção no nosso país e não propõe uma única medida para a acautelar.

Covid19: Portugal é a ovelha negra da Europa, mostra o Daily Mail

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Portugal é o país da Europa com mais casos de Covid19 por milhão de habitantes, mostrava com razão o Daily Mail, na sua edição online de ontem, ao aconselhar os seus leitores sobre as próximas férias. O Mail é o terceiro diário britânico em tiragem e é lido sobretudo por quinquagenários reformado da classe média. Portugal consta do mapa acima.

Este mapa é prejudicial para o nosso turismo. A sua publicação tem por pressuposto duas imprevidências portuguesas.

Vejamos a primeira imprevidência. A nossa máquina de propaganda tem transformado o Covid19 num apocalipse e para isso, à falta de mortos, multiplica os casos. Durante meses, nenhum doente de Covid19 se curou no nosso país. Ou quase nenhum. Vira-se agora este feitiço português contra o pobre do feiticeiro, que e o grande responsável por atacar a sua própria atividade turística.

A segunda imprevidência é não ter o nosso governo (nem presumivelmente as nossas organizações corporativas turísticas) reparado que os nossos concorrentes naquele ramo de atividade estavam a voltar ao mercado: Grécia, Itália, Croácia, Espanha, etc. Os nossos agentes terão tentado publicar no Daily Mail um mapa da Europa dos novos casos, que certamente nos seria mais benéfico? Para não falarmos da estaística das mortes Covid, que nos beneficiariia, mas que o quotidiano das tias inglesas talvez não gostasse de publicar por ser demasiado soturna.

Ou, além de atacados em força pelo armagedão Covid19, fomos mordidos também pela mosca do sono e já não reagimos quando nos atacam?

Covid19: os Mortos são menos de 2% do Total mundial

Fontes e notas:

Número de mortes total (taxa bruta de mortalidade) aplicada à população total (depois de convertida em %; partimos do princípio que a taxa de mortalidade bruta era igual em todos os meses do ano e por isso dividimo-la por doze e depois multiplicámo-la por quatro, para darmos os quatro mmeses que teria durado o grosso da epidemia de Covid19).): usámos a última edição de The World Factbook da Centrral Intelligence AgencY https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/ Taxa bruta de mortalidade mundial: segundo o anuário da CIA e o método acima 0,758333 e o número quadrimestral de mortos é 19424309

Nº de mortos por Covid19:

https://www.worldometers.info/coronavirus/?utm_campaign=homeAdUOA? (os valores desta fonte respeitável, colhidos no final de maio passado, são superiores aos coetaneamente fornecidos pela Organização Mundial de Saúde, que habitualmente é alarmista).

Países e territórios registados: além dos dez em cada um dos quais morreu maior número de vítimas do Covid (que no gráfico acima estáo representados em linha, à direita), estão representados outros, como o nosso, ou países exemplares no tratamento do Covid19 (Macau, Taiwan, Alemanha),ou representativos da «herd immunology» (Suécia, Islândia).

O Economista Português pede ao leitor que se segure bem na sua cadeira: o que lerá a seguir vai contra a corrente e talvez o abale. As estatísticas mostram que em todo o mundo os mortos pela Covid19 são menos de dois por cento (dois por cento, leu bem) do total de mortes em quatro meses de 2020. Mais exatamente: são 1,9%. Menos de duas mortes em cada cem são pois imputáveis a esta epidemia à escala mundial que fechou a velha Europa durante semanas e a deixou cambaleante e incrédula. No nosso país, este valor é 3,8%. Nos Estados Unidos 11%. No Brasil 6%. Em Espanha 17%. Em França 13%. Mas os telejornais atemorizaram.-nos dois meses com os dados nacionais do Covid19 e, como estes melhoram, assustam-nos agora com os números mundiais pois a melhoria é má para a propaganda alarmista. que a «a humanidade está em risco» A Organização Mundial de Saúde (OMS) também agora nos assusta com o valor mundial mas dos casos novos, não dos óbitos: ultrapassou cem mil «em cinco dias consecutivos», propagandeia aquela discutida organização. Qual será o significado daquele número de casos? Será grave? Antes de responder, informamos que trataremos de casos e de óbitos e assinalemos que os óbitos são uma reduzida percentagem dos casos, talvez menos de um vigésimo, mas a situação evolui.

Examinemos melhor o número de mortes do Covid19 em proporção do númer total de mortos no mundo: tinham desde o início do Covid19 e até ao dia de ontem morrido 386209, menos do que os óbitos diários mundiais durante três dias.

Vejamos de seguida o número de mortos por Covid19 em proporção da população mundial. São cerca de um por dois mil. O Covid está muito longe de exterminar a humanidade.

A OMS fala em cem mil novos casos durante cinco dias (cem mil por dia ou vinte mil em cinco dias consecutivos?). Face aos valores mundiais, quer de novos casos (mesmo os mais elevados para a OMS), quer de óbitos, o alarmismo da organização internacional é mais do que evidente e totalmente injustificado. A OMS agita um papão para assustar crianças, pelo processo primitivo de descontextualizar a informação.

O gatarrão Tom está assustado com o ratiito Jerry.

Ignoramos os dados da mortalidade para 2020, por meses, e por causas de morte. Por isso, não podemos calcular em que medida a mortalidade por Covirus19 substtitui a mortalidade por outras causas ou a ela se soma. Um estudo do INE, mas só para o mês de março, revelava uma taxa de substituição forte em relação à gripe influenza (como este resultado vai a contrapelo da doutrina oficial do efeito apocalítico do Covirus novo, era incómodo, politicamente incorreto e talvez por isso o INE não tenha o prosseguido, ou pelo menos publicado a continuação do estudo).

Apesar de não termos dados mundiais da mortalidade mensal em 2020 sabemos que a taxa de mortalidade por Covid19 em nenhum país estudado foi superior a 24% da taxa de mortalidade total, o que significa que a Covid19 só por si, nunca matou mais do que todas as causas de morte a ela anteriores (para isso, teria que ser superior a cem por cento da mortalidade no ano anterior). Em termos médios mundiais, a mortalidade da humanidade só aumentará devido ao Covid19 se as outras causas da morte não diminuirem menos mais de dois pontos percentuais do total de óbitos medido desde 2019. Teremos que esperar para ver mas, com exceção de algmas municipalidades italianas da Lombardia (por certo articularmente desorganizadas e envelhecidas, as quais aliás não recorreram ao auxílio de regiões não afetadas do seu país), não tem havido dificuldades em enterrar os mortos, o que sugere que o su quantitativo não aumentou muito em relação ao período anterior à Covid19.

A proporção exata de mortes varia de país para país, como acima antecipámos, e é de momento mais elevada nas duas margens do Atltântico Norte. Vejamos por países: num relance. Vemos que a Europa se sai mal por comparação com a Ásia, em particular Taiwan, mas também Macau e a China. Os partidários do confinamento censuram os Estados e o Brasil mas vemos que o número de mortos por milhões de habitantes por Covid19 nestes países é comparável ou inferior ao dos Estados centro-europeus. Os números do Brasil são melhores do que os da França, apesar da propaganda desregrada da France24, a televisão do Presidente Macron, contra o país irmão. Ao contrário da propaganda do bunker europeu, a Suécia e a Islândia, dois países que grosso modo aplicam a herd immunity, não se afastam da média europeia continental.

Em síntese: nunca houve razão para considerar o novo coronavírus uma ameaça para a humanidade. Foi considerado assim nos países cujos grupos dirigentes estão eles próprios afetados por um desequilíbrio psíquico ainda imperfeitamente diagnosticado e que os leva a raciocinare e a decidir sob o efeito do medo e da Schadenfreude se não mesmo do Death wish. É muito simples a explicação empírica daquele erro gigantesco: os primeiros dados sobre a epidemiia em Wuhan davam uma alarmanta taxa de mortalidade. Mas o epidemiologista mais amador sabe que os primeiros dados estatísticos de uma epidemia nunca são representativos, mais que não seja por ele, por definição atingir inicialmente os que beneficiam de menos proteção imunológica natural. Bastava comparar a taxa de mortalidade por Covid19 com a de mortalidade bruta global (ou por país) para verificar que estávamos perante uma pequena epidemia (acarretando um certo número de mortes dolorosas). Talvez um dia saberemos talvez como essa pequena epidemia foi transformada em apocalipse imaginário – mas na realidade muito nefasto para a psique de milhões de europeus e de americanos, muitos dos quais, por efeito dele, nunca mais terão uma vida normal. Os decisores perderam o nervo, não consultaram epidemiologistas (que eram os espceialistas indicados para tratar da ,.. epidemia) e caíram na catástrofe, que numerosas populações abraçaram (e abraçam) às mãos cheias. A chancelarina Merkel estudou matemática, o que não acontece com com os chefes de governo de Portugal, Espanha (exceto talvez ligeiramente), Itália e nem com o Presidente Macron, francês. Talvez por isso, Merkel seguiu um confinamento inteligente,, preparaou os serviços de saúde desde janeiro e obteie melhores resultados. Mas não estamos em lógica bayesiana e por isso a ciência só de um caso é arriscada.

Em Tempo de Reforma económica > leia a Opinião dos Empresários

Fonte: https://www.gee.gov.pt/pt/documentos/destaques/3152-the-global-competitiveness-report-posicao-portuguesa/file

O nosso governo prepara um relançamento para o pós Covírus19, de cujo rascunho foi encarregado o Eng.º António Costa e silva. Esse relançamento será também uma reforma económica. Que pensam os empreários atuando no nosso país sobre os pontos fracos da nossa economia? Parace que ainda ninguém se lembrou de lhes pedir a opinião. Sem eles, porém, o governo mandará construir ferrovias de bitola europeia mas não haverá mercadorias portuguesas para carregar os combóios – e pagar ao pessoal da CP, pois ao que parece as chulipas e a tração serão oferta da casa (europeia).

Para os empresários, os dois grandes obstáculos nascem do próprio governo português: a «ineficácia burocrática» e as taxas dos impostos. O Governo é tambémn responsável pelas terceira e quarta limitações: rigidez do mercado laboral e e instabilidade das políticas (muda o ministro, mudam as políticas) e a esta instabilidade damos o noms pomposo de reforma). O quinto obstáculo é o acesso ao crédito, É menos claro que caiba aqui ao governo a exclusiva responsabilidade. Estes resultados constam do «Executive Opinion Survey», revelados pelo World Competitiveness Report e estão resumidos na tabela inicial.

Outros obstáulos individualmente considerados congregam menos de 10% das opiniões. Vários deles são também da responsabilidade direta do Governo: regulamentações fiscais, impreparação da mão de obra e incapacidade para inovar. Responsabilidade parcial da política? Por certo, mas responsabilidade.

A corrupção é expressamente meada por alguns empresários e por certo não eta longe dela a maior pecha, a incapacidade administrativa do governo.

Será que o governo responderá a estas razões de queixa dos empresários? O Economista Português quer ver para crer, como São Tomé. O delegado do primeiro ministro para a reforma referiu a necessidade de gastar dinheiro em portos e na bitola europeia mas apenas 1% dos empresários se queixam das infraestruturas. O nosso país está infraestruturado demais e descapitalizado demais – mas a classe política continua com o velho sonho do fontismo: «ah! se fosse possível votar uma lei para os portugueses andaremde combóio!», chorava-se o célebre primeiro ministro Fontes Pereira de Melo, já sem meios para pagar a dívida pública depois de ter aspergido a Lusitância Exterior com vias férreas. Hoje são as autoestradas, as PPP e as restantes primas, como as rotundas vazias.

Não vimos que na preparação da nova fase reformadrora fosse encarada alguma das questões horizontais que , essas sim, levam os empresários a não investir em Portugal. O Engº Costa e Silva conhece bem esta situação e ele próprio declarou que a sua empresa não investiria no nosso país. Neste ponto, Costa e silva tem toda a razão. Por alguma razão a nossa competitividade está entre dois países na vanguardada da sociedade indtsrial e informática, o Quatar e a Tailândia. Esperemos que ele proponha agora medidas que levem os colegas empreesários a formarem outra opinião – e a investirem entre nós.