Olhar (e Amar) o Tejo...
(palavras e imagens do rio da minha aldeia, que por um mero acaso, também é o melhor rio do mundo...)
quarta-feira, 21 de julho de 2021
"Quintal do Meu Olhar"
quinta-feira, 15 de julho de 2021
"Espreitar o Rio das Colinas"
segunda-feira, 5 de julho de 2021
"Do Alto da Memória"
quarta-feira, 30 de junho de 2021
Romeu e as suas Memórias do Cais do Ginjal
«Passei os primeiros vinte anos da minha vida no Cais do Ginjal, aprendi desde muito cedo a nadar no Tejo, que ainda estava habitado por muitos peixes... e havia o folclore único dos golfinhos. Estou a falar de uma época em que tanto no cais como no rio havia muita vida, uma vez que o Ginjal estava cheio de fábricas e armazéns, donde se destacavam as tanoarias e as fábricas de conserva de peixe.»
[In "Gente D'Almada", Romeu Correia o Escritor e o Desportista", entrevista de Luís Alves Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
domingo, 20 de junho de 2021
"Ó Minha Cidade Bela"
Ó
minha cidade bela,
Feita de rio e de mar:
Meu coração é um navio,
P'las ruas a navegar.
(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)
quarta-feira, 26 de maio de 2021
"Sonhos Cor de Água"
«[...] Enquanto esperava, calmamente, pelo
cacilheiro, ficou com a sensação que aquele largo que, fora nos anos oitenta o
maior centro de circulação de pessoas e transportes da Europa, estava cada vez
mais calmo. Tudo graças ao comboio da ponte...
Uns metros mais à frente descobriu uma
cara conhecida, Pedro Sempre, outro herói das suas crónicas mundanas.
Pedro era um velho contador de histórias
que passava parte dos seus dias fundeado num banco de madeira, assistindo ao
cair da tarde rente ao seu Tejo.
Quem quisesse ouvir qualquer aventura do
mundo só precisava de se sentar e escutar com atenção, a sua voz pausada, o
melhor bilhete para uma mão cheia de viagens, extraordinárias, pelo Ocidente e
Oriente, que se tentavam aproximar das de Fernão Mendes Pinto.
À medida que falava, o velho fazia festas
ao Banzé, o seu companheiro de sempre, um cão escanzelado que lhe aquecia os
pés e a alma, escondendo com o seu pelo deslavado, os buracos dos sapatos
gastos, com ar de quem já dera mais que uma volta ao mundo [...]»
[Parte do conto "Sonhos Cor de
Água", in "Um Café com Sabor Diferente", de Luís Alves
Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)
sábado, 22 de maio de 2021
"Desta Janela"
Desta Janela
Desta Janela
Com Vista Para o
Ginjal
Posso ver
a beleza do Tejo
o verde das
encostas
e claro
o Casario do
Ginjal...
Luís (Alves)
Milheiro
Fotografia de Luís Eme - Almada)
quinta-feira, 13 de maio de 2021
"Dava Grandes Passeios com o Avô..."
Continuando com as primeiras publicações no "Casario do Ginjal", uma transcrição do meu primeiro e único romance, publicado em 1995, com o Tejo e o Ginjal:
« [...] Quis recordar-se da sua primeira visita ao Oceano Atlântico, não conseguiu qualquer imagem. Devia ser demasiado pequeno. Ter vivido sempre paredes-meias com o Tejo não ajudou muito, o rio foi o seu primeiro mar. Dava grandes passeios com o avô pela estrada marginal do Ginjal. O velho Vasco Gama falava-lhe do tempo dos golfinhos e dos homens que nadavam até Lisboa. Os seus olhos brilhavam quase encantados, seguindo o voo das gaivotas e escutando aquelas palavras mágicas, acompanhadas pelo marulho leve das águas que lavavam as paredes da pedra do cais e eram mais que música de fundo [...].»
[In "Bilhete para a Violência", de Luís Alves Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
domingo, 9 de maio de 2021
"Além das Pedras, Temos o Rio" (um começo...)
No final de Maio de 2006 criei o meu primeiro blogue, que ainda continua a resistir ao tempo - o "Casario do Ginjal".
Como escrevi no seu subtítulo: "nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
O mais curioso foi eu perceber que ele estava mesmo "cheio de Tejo", nos primeiros textos que publiquei (fui ler e gostei...). É por isso que durante este Maio de 2021, quinze anos depois deste começo, vou republicar essas prosas poéticas e poesias prosaicas.
Começo com as primeiras palavras:
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal-Tejo)
sexta-feira, 30 de abril de 2021
"Cravos Caídos"
sexta-feira, 23 de abril de 2021
O Tejo com Livros
Foi o que pensou a "Musa", que entrou dentro da minha fotografia, sem dar por isso.
O livro e o Tejo eram as coisas "mais importantes do mundo"...
(Fotografia de Luís Eme - Fonte da Pipa)
sábado, 27 de março de 2021
Olá Teatro!
Olá Teatro!
Teatro das ruas, das gentes,
dos carros, das bicicletas,
dos espantos, das palavras,
das buzinas, dos gritos,
dos pombos, das gaivotas...
Olá Teatro!
Teatro do Tejo azul,
das barcas laranjas, dos veleiros,
dos pescadores de maré baixa,
dos sonhadores que mesmo quase perdidos
não abrem mão do silêncio...
[Luís (Alves) Milheiro]
(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)
