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20.8.21

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE VIII

 



Aquela semana, foi muito complicada para Helena. Desde logo porque não conseguia afastar da cabeça, o homem que socorrera, e que fisicamente melhorava de dia para dia, estando prestes a ter alta.

 Helena já tinha conversado com Sandra, a colega que chefiava a equipa de médicos que o tinha a seu cargo, e sabia que no final da semana lhe iam dar alta. Faltava uma semana para o Natal e por essa época todos os doentes que estejam em fase de recuperação, têm alta a fim de passarem a quadra com a família. É todos os anos assim.

 A equipa médica até tinha feito uma “vaquinha” para lhe comprarem alguma roupa, uma vez que aquela com que tinha entrado no hospital, estava imprestável e tinha sido incinerada. Também sabia que a polícia não descobrira nada sobre ele, que continuava com amnésia. 

Não conseguia deixar de pensar nele, o seu rosto povoava-lhe os sonhos. Tentava encontrar desculpa para o seu interesse nos sentimentos humanitários, que no fundo, talvez não  tivesse, se o paciente fosse outro, fosse mais velho, ou menos atraente. 

A verdade, é que tinha quase trinta e dois anos, estava no máximo da sua plenitude sexual e excetuando o caso breve com o pai do filho, não tinha tido outro relacionamento com homem algum. E o que estava a acontecer, é que se estava a apaixonar por aquele desconhecido misterioso e muito atraente.

Sabia que a polícia estava a tentar arranjar um sítio onde o acolher até ver se conseguiam descobrir a sua identidade, mas pretendia levá-lo para sua casa, pelo menos naquela quadra. Tinha dez dias de férias para desfrutar, a partir da próxima semana, esperava passá-los na aldeia com os pais, e podia perfeitamente levá-lo como se fosse um amigo. Pelo menos passaria o Natal em ambiente familiar, e depois se veria. Talvez até, quem sabe, ele recuperasse a memória, nesse espaço de tempo.

 De modo que estava resolvida a falar com a polícia e ficar responsável por ele. Não era uma decisão muito sensata, podia até ser perigosa, pensava.  É que ele tanto podia ser um cavalheiro como um psicopata, mas ela confiava nos seus instintos e eles diziam-lhe que não se tratava de um facínora. E demais se o fosse, a polícia  com todas as fotos que lhe tirara, não o teria já identificado? 

Preparou o quarto de hóspedes, já que ele teria alta no sábado e ela só seguia para a aldeia na segunda-feira, e depois conversou com o filho, para que o menino,  não estranhasse a situação. E assim naquela tarde de sábado, dirigiu-se ao hospital, a fim de o ver e convidá-lo a acompanhá-la.



 



18.8.21

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE VII




A colega despediu-se, depois de mais umas perguntas ao doente:
- Bom, Helena, tenho que ir. Conversamos amanhã.
- Amanhã estou de banco. Ligo-te, quando puder. Obrigada, por me teres avisado.
Helena puxou a cadeira para junto da cama e sentou-se:
- Fico feliz por ver que está em franca recuperação. Cheguei a temer que fosse demasiado tarde quando o encontrei.
- Já me contaram doutora. Sei que lhe devo a vida, e não tenho palavras para lhe agradecer. Foi muito corajosa.
- Não tem nada para agradecer, mas se o quiser fazer, agradeça-me pondo da sua parte todo o empenho numa rápida recuperação. E não me chame doutora. Guarde esse tratamento para a minha colega, que é a sua médica. Trate-me por Helena. Vou deixá-lo. Precisa descansar. Vou passando quando puder, para ver como vai. Sei que está a passar por uma experiência difícil, Tente não ficar desesperado, tenha a certeza de que a equipa médica que o acompanha, vai fazer tudo para o ajudar.
- É um desespero, não saber quem sou. Esforço-me por me recordar de alguma coisa e nada.
- Bom, - disse ela pondo-se de pé. – Tenho que ir, está quase na hora do jantar. Quer que lhe traga alguma coisa, quando voltar?
- Uma cabeça nova, - disse sorrindo pela primeira vez.
Helena, não pôde deixar de notar, como a expressão no rosto masculino, se suavizara com o sorriso. Estendeu-lhe a mão.
- Se isso fosse possível até eu quereria uma, - disse rindo.
Ele apertou-lhe a mão entre as suas, e disse com a voz enrouquecida.
- Obrigado. Nunca vou esquecer o que fez por mim, doutora

Helena não respondeu. Suavemente soltou a mão e virou costas, perplexa com os seus sentimentos. O que é que estava a acontecer com ela? Não podia estar a interessar-se por um desconhecido. Disse a si mesma que era apenas o interesse profissional dum médico pelo doente, e isso tranquilizou-a um pouco. Olhou o relógio. Tinha demorado mais do que queria, estava quase na hora de saída da empregada. Tinha que se apressar. Ainda tinha que passar pela pizaria, tinha prometido ao filho que levaria uma piza para o jantar. A rua fervilhava de gente aquela hora. As montras decoradas, mostravam que se estava quase no Natal e ela ainda não comprara os presentes. Tinha que o fazer no próximo fim de semana.




Parece que os leitores, estão tão às escuras como o sinistrado. Ninguém aventura um palpite?

17.8.21

POESIA ÀS TERÇAS - SE - ALICE RUIZ

16.8.21

PARABÉNS PARA NÓS







Festejamos hoje 52 anos de casados e pelo 3º ano consecutivo, motivos de saúde projetam a festa para mais adiante, mas aqui a festa é hoje. Por isso façam a festa.

15.8.21

HUMOR AOS DOMINGOS


 Dou aula de química e física, duas disciplinas pelas quais a maioria dos alunos tem aversão.
Um dia comentei, depois de uma das muitas badernas em classe:
– Eu ganho pouco, mas me divirto com vocês.
E um deles, para não perder a oportunidade, respondeu:
– Nós também, não aprendemos nada, mas nos divertimos muito.


********************

Na delegacia
– Seu delegado meu marido saiu de casa ontem a noite, disse que ia comprar arroz e até agora não voltou. O que eu faço doutor?
– Sei lá, faça macarrão!!

**************************

Um homem sentou-se ao meu lado e me mostrou no celular uma foto da esposa dele e perguntou:
– Ela é bonita, não é?
Eu respondi:
– Se você acha que ela é bonita, deveria ver a minha namorada então.
O homem questionou:
– A sua namorada é tão bonita assim?
E eu respondi:
– Não, ela é oftalmologista.

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Uma loira passeava pelo shopping quando, de repente, encontra uma velha conhecida:
– Nossa, maravilhosa! Como você emagreceu!
– Pois é… Perdi quinze quilos! Eu tive de extrair um rim!
– Credo! Eu não sabia que um rim pesava tanto…


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Uma menina manda uma mensagem para seu ex-namorado:
– Tudo bem contigo?
O ex responde:
– Não, estou com frio, com fome e sem dinheiro. Só faltas tu aqui…
– Para te fazer companhia?
– Não, para completar a tragédia!

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Um bêbado chega no inferno e grita:
– Onde estão as mulheres deste sítio?
O diabo responde:
– Aqui não tem mulheres.
O bêbado diz:
– Então onde é que arranjaste esses cornos?



14.8.21

CONVERSANDO COM OS AMIGOS

 


Para os amigos que me têm apoiado nos últimos tempos e que decerto estranham, a minha ausência nas suas  casas, nesta cidade virtual. 

Amanhã Domingo inicio a dieta de apoio ao marido que começa a preparação para uma endoscopia e uma colonoscopia a fazer no hospital do Barreiro na 4ª feira. Na segunda feira fazemos 52 anos de casados, mas a festa será apenas aqui no blog, pois na vida real, teremos que estar no hospital às dez horas para um ECG e um teste do COVID, já que sem isso não lhe fazem os exames. Na terça preparação para os exames, na quarta, volta ao hospital para acompanhá-lo, na quinta consulta de Imunoterapia de manhã no hospital e na sexta, outra vez hospital, para uma consulta de gastroenterologia à tarde.

Se depois disto tudo, a minha tensão arterial não disparar de novo, posso dar-me por feliz. 

Obrigada a todos que no blog ou em emails me têm apoiado. Um enorme Bem Hajam

P.S. Como sabem os posts estavam agendados e continuarão a sair diariamente. Eu visitar-vos-ei sempre que possível.

PORQUE HOJE É SÁBADO




Victor DaSilva and Hanna Karttunen

13.8.21

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE VI

 



A vida foi retomando o seu ritmo normal. Helena andava muito cansada, o trabalho no hospital era cada dia, mais intenso, pelo que teve que pedir uma reunião com o diretor da clínica, e reduzir o seu trabalho para apenas duas horas, três vezes por semana. 

Com toda essa azáfama, quase tinha esquecido o sinistrado, quando a colega do outro hospital lhe telefonou a informar que o homem tinha  recuperado a consciência. Ela  nunca mais voltara ao hospital desde aquela noite em que falara com a médica,  e lhe pedira para que a avisasse , quando ele saísse  do coma. Como naquele dia, não tinha consultas na clínica, decidiu que ia vê-lo quando terminasse o seu trabalho no hospital.

 Depois de a cumprimentar, a colega, disse-lhe:
-O nosso doente está finalmente livre de perigo. Mas está amnésico. Nem sequer se lembra do seu próprio nome.
- Às vezes acontece depois de um grave acidente. Mas deve ser transitório, não?
- Talvez. Fez hoje uma RM. Vamos esperar os resultados para despistar alguma lesão de maior gravidade a nível cerebral. Vamos vê-lo?
- Claro. E a polícia, não disse nada?
- Apenas que continua a não haver nenhuma queixa por desaparecimento. Esperavam que saísse do coma para o interrogar.
- E já o fizeram?
-Já. Mas devido à amnésia, não deu em nada. Fotografaram-no para verem se a foto dele faz parte dos ficheiros da polícia.

Tinham chegado junto do doente. Pela primeira vez Helena, via realmente o sinistrado. Não teria mais de trinta e cinco anos, talvez nem tanto, era moreno, embora agora estivesse bastante pálido, cabelos pretos, bem curtos, e ligeiramente ondulados, e uns profundos e desorientados olhos pretos. Os traços do seu rosto eram perfeitos, a testa alta e o queixo firme. O pijama meio desabotoado deixava ver um peito bem musculado.

- Como se sente? - perguntou a médica
-Vazio, -respondeu esboçando uma careta que talvez pretendesse ser um sorriso.
- Apresento-lhe a doutora Helena Correia. Foi ela quem o encontrou meio morto na estrada e providenciou para que fosse rapidamente socorrido.
- Obrigada doutora. – Estendeu-lhe a mão, que ela apertou, reparando que era uma mão de dedos longos e bem tratados.





para os novos leitores...
Para dar um pouco de "pica" numa altura em que está quase tudo de férias, 
e sabemos  que este homem, está amnésico e não tem documentos , alguém arrisca um palpite? Quem será ele?  Donde será? E como veio aparecer quase morto  "as portas" de Lisboa? Será "recado" de algum gang? 

12.8.21

O ANIVERSÁRIO DA MARGARIDA


O bolo Panda feito por esta avó babada, a pedido dela
Ela e dois dos seus amiguinhos
Os pais, que hoje festejam 21 anos de namoro e as duas filhas
Eu e o maridão cantando os parabéns e fotografando.
Na hora de apagar a vela

Brincando
Uma boneca não acham?


 

PARA RELAXAR!




Dança das Águas ao som de Michael Jackson - Thriller at Dubai Mall 



Não consegui a consulta, o médico está de férias vão mandar mensagem depois com a data da consulta.
Entretanto graças a Deus não voltei a ter nenhum pico de tensão. Hoje dia 12 a minha princesinha faz dois anos, e espero passar o dia em família. 
O meu obrigada a todos pelo carinho.

11.8.21

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE V





Chegou a casa já bastante tarde, cansada de carregar ao colo o filho adormecido. E no dia seguinte estava de banco, pelo que não se adivinhava um dia nada fácil. Acordou muito cedo, depois de uma noite de sobressalto em que dormiu pouco e mal.
A mãe telefonou logo pela manhã. Ela tinha ficado de ligar quando chegasse a casa, e com toda a confusão da viagem e no hospital, esquecera completamente, o que fez com que a mãe tivesse passado a noite insone com a preocupação.
Quando a empregada chegou, ela já tinha o filho levantado a tomar o pequeno-almoço, para ir para a creche.
O dia decorreu lento e atribulado, com três urgências. Quase ao fim do dia recebeu uma chamada para se apresentar na esquadra, a fim de assinar o boletim de ocorrência que o polícia em serviço no hospital fizera no dia anterior.
E ainda queria passar no outro hospital para ver o sinistrado, ou pelo menos saber como ele estava.
Teve que telefonar à empregada, a avisar que chegaria mais tarde, e pedir para ela ficar um pouco mais com o filho.
Na esquadra assinou o documento, e tentou saber alguma coisa mais sobre o acidente, mas segundo o agente a polícia estava a investigar, mas enquanto o homem não estivesse capaz de fazer declarações, era difícil saber o que se passara, já que como ela e os bombeiros declararam,  no local não foram encontrados,  nenhum sinal de acidente, nem nenhum veículo, e o sinistrado não tinha absolutamente nada nos bolsos. Era quase como se ele tivesse sido "despejado" naquele local, para morrer.
Depois foi ao hospital, falou com a doutora Sandra, a chefe da equipa que atendera a vitima,  soube que a cirurgia de remoção do baço, que lhe estava a provocar a hemorragia interna, correra bem, mas o doente era um politraumatizado, a nível das costelas, do rim, do fémur e da cabeça, e ainda estava em coma. 
Pediu à colega para a manter ao corrente do seu estado e a avisar quando ele recuperasse a consciência.
Tinha pensado ir vê-lo mas à última hora decidiu deixar para quando ele estivesse consciente. Já era tarde e a empregada devia estar desejando que ela chegasse.


Nota: Estas publicações estavam agendadas,  e como tal vão continuar a sair. Esta nota serve para informar que passei o dia em repouso e que a tensão se manteve estável, e que amanhã dia 11 vou tentar marcar a consulta que o médico mandou. Logo que possível volto, aos vossos cantinhos. Sinto saudades vossas.






10.8.21

NOTÍCIAS


AMIGOS, tal como vos tinha dito tinha interrompido as férias, porque o meu marido cuja saúde se deteriorou no mês de Julho em que teve de se submeter a várias consultas e exames, não melhorou e teve que vir para uma nova consulta. A medicação foi alterada e agora ele está bem. 

Mas talvez devido ao stress acumulado  nos dois longos e penosos anos, não só com o meu problema de olhos, como o AVC que ele sofreu, ou por causa do agravamento de saúde dele, o que é certo é que ontem de tarde de repente me senti mal. Durante uns segundos, perdi a visão, fiquei com a língua, os lábios e o braço esquerdo dormentes e sem força nas pernas. Medida a tensão estava com 199-120. O marido telefonou ao filho e entretanto tomei um amlodipina 10mg que tenho para tomar em SOS. Quando o filho chegou já me sentia bem e a tensão desceu para 150-100. Enquanto conversámos e decidíamos se eu ia ao hospital ou não, coisa que eu não queria, o filho voltou a medir-me a tensão que já estava outra vez a subir. Ele resolveu chamar o 112 e depois de me terem perguntado o que tinha sentido e medirem a tensão que já estava outra vez quase nos 180. levaram-me para o hospital, onde cheguei com 229-130, e onde me levaram logo para a sala de emergência, me injetaram furosemida  me tiraram sangue para análises e me deram captopril em dose dupla para engolir e sublingual.  Resumindo fiquei em observação desde as 5 horas até à meia noite, tendo entretanto feito um RX tórax e uma TAC à cabeça .

Nenhum dos exames acusou nada, o médica acabou por me dar alta, depois de ter falado com a médica que me atendeu quando chegou, pois estava com vontade de que eu tivesse ficado 24 em observação para repetia a TAC 24 horas depois.  

Acabei por sair com um encaminhamento para consulta de hipertensão para estudo e possível mudança de medicação.

E pronto estamos assim. Desculpem a ausência.


POESIA ÀS TERÇAS -- TESTAMENTO - DE ALDA LARA


 TESTAMENTO



À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...

E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...

Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...

E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.

Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...

Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,

Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua... 


ALDA LARA

9.8.21

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE IV






Após uma rápida observação, verificou que estava vivo, embora talvez não por muito tempo, pois além de poder ter alguma coisa partida, poderia ter uma hemorragia interna, e se assim fosse não teria muito tempo de vida. Presa de súbita urgência, ligou para o número das emergências. Identificou-se e deu as indicações sobre o acidente e as coordenadas  do local onde se encontrava. Depois levou o filho para o carro, ligou o motor e aproximou o carro do sinistrado, deixando os faróis acesos para que o iluminassem. Pegou na sua mala, e na echarpe que tinha no banco traseiro, e voltou para junto do homem. Com o tecido improvisou um colar que passou à volta da cervical do homem, despiu o casaco que colocou na estrada, e só então com extremo cuidado o virou. Viu-lhe o pulso. Muito fraco. Desapertou-lhe a camisa, e os seus dedos ágeis e treinados percorreram cada cm do tórax dele.  
Pegou no telemóvel e voltou a ligar para a emergência.
- Por favor, fala a doutora Helena Correia. Acabei de observar o sinistrado. Há rotura do baço, hemorragia interna e duas costelas fraturadas. O pulso está muito fraco, e também está ferido na cabeça. É importante que avisem o hospital mais próximo para que preparem tudo para uma cirurgia de urgência, assim que a ambulância chegar. Não sei há quanto tempo se deu o acidente, pode não restar muito tempo para a cirurgia de extirpação do baço. A ambulância está a chegar, - disse ao vê-la aproximar-se a toda a velocidade.
- Vamos tratar já de avisar o hospital. A doutora não poderia seguir a ambulância até lá?
- Vou tentar, mas não poderei demorar, tenho comigo o meu filho de cinco anos, cheio de sono.
Os bombeiros chegaram e rápidos e cuidadosos, prepararam o homem para o transporte, arrancando de seguida rumo ao hospital, seguidos pelo carro da doutora.
Quando lá chegaram, já a equipa médica estava a postos para a cirurgia. Helena prestou todos os esclarecimentos relativos a como encontrou o sinistrado, que se verificou estar sem documentos, deu o seu nome e morada, bem como do hospital onde trabalhava, para a contatarem, caso fosse preciso. Porém, como pela urgência do momento não aguardaram pela chegada da polícia, ainda teve que aguardar que o polícia de serviço no hospital, registasse a ocorrência, e examinasse o seu carro, para verificar se havia indícios de ter sido ela a atropelar a vitima, e só depois foi autorizada a regressar a casa.

8.8.21

HUMOR AOS DOMINGOS


 Um bêbado entra na farmácia e grita:
– Eu quero uma camisinha!
A farmacêutica fica irritada e diz:
– Seja mais discreto, por favor.
Ele tira aquilo para fora da calça e pede novamente:
– A senhorita teria uma roupinha para esta criança?


********************


Um pastor estava pregando na praça pública dizendo:
– Sai demônio!
E um bêbado responde:
– Não sai não! A praça é pública!

*****************

Um bêbado entra na igreja, vai até o confessionário de diz:
– Senhor pa… pa… padre, eu vim me confessar!
– Meu filho, uma pessoa bêbada não pode participar do sacramento da confissão – explica o padre.
E o bêbado responde:
– Senhor pa… pa… padre, então o senhor vá para casa, tome um banho frio, descanse, cure a sua ressaca e amanhã volte aqui, que eu vou me confessar.

*******************

Um bêbado estava no bar a beber a sua cachaça e pede ao dono do bar:
– Ô moço, coloque aí um disco nessa máquina de música para animar o bar.
O dono do bar diz:
– Não posso, é que meu pai morreu ontem.
E o bêbado pergunta:
– E ele levou o disco?

**********************

Um bêbado está de pé ao lado do defunto, quando um desconhecido se aproxima do caixão, olha para todas as pessoas que estão no velório e pergunta:
– Quem é o morto?
O bêbado aponta o dedo e diz:
-É esse aí que está deitado.

*******************

Um homem sentado na varanda de sua casa com a esposa, diz:
— Eu te amo!
Ela pergunta:
— Esse é você ou já é a cerveja falando?
Ele responde:
— Esse sou eu… falando com a cerveja.

6.8.21

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE III




Depois de hora e meia retida na estrada, Helena estava de novo a caminho da capital. Já era tarde e ficara  indecisa, se devia  ou não entrar na autoestrada, pois a viagem seria mais rápida. Porém chegaria sempre tarde, e como era  hora do jantar, decidiu continuar pela estrada nacional, e parar onde encontrasse um restaurante, junto à estrada, a fim de jantarem, coisa que viria a fazer, dois quilómetros mais à frente.
Depois do jantar, voltou à estrada, não sem antes verificar se o filho sentado atrás na sua cadeira tinha o cinto devidamente colocado.
Apesar de se estar nos primeiros dias de Dezembro, a noite estava estrelada, e fria. Estranhando o silêncio do menino , lançou-lhe um rápido olhar e verificou que tinha adormecido. Baixou um pouco o som do rádio e concentrou-se na condução. Não gostava de o fazer de noite, mas os dias naquela altura eram tão pequenos. Felizmente já não faltavam muito para chegar a casa. Devia estar a uns dez, doze quilómetros de Lisboa, encontrava-se numa longa reta, e há quase vinte minutos que não passava um carro por ela.
De súbito, avistou qualquer coisa na berma da estrada, lá mais  à frente, e pensando nalgum animal que de repente poderia atravessar a estrada, reduziu a velocidade. Porém à medida que se aproximava  verificou  que se tratava de um corpo humano. Mau, um corpo humano deitado na berma da estrada, naquele local solitário, sem nenhum carro ou velocípede  à vista, podia ser uma armadilha. Como médica estava habituada a tomar decisões em fracções de segundos. A estrada estava aparentemente deserta, mas as três árvores e o  tufo de vegetação imediatamente antes do corpo,  podiam esconder alguns meliantes. 
Embora a sua razão lhe gritasse que seria perigoso parar, e lhe aconselhasse prudência, o seu instinto também lhe dizia que podia ser alguém gravemente ferido, e ela era acima de tudo, médica.  Lançou um olhar inquieto ao filho que continuava adormecido e travou um pouco antes de chegar junto ao vulto. Vestiu o colete reflector, e saiu do carro. A medo perscrutou os arredores. Não se via nada, estava tudo silencioso. Receosa abriu a porta traseira e pegou no filho adormecido ao colo, pensando, que podia ser um assalto para lhe roubarem o carro, e não podia correr o risco de o levarem com o filho lá dentro. Devagar aproximou-se do vulto caído na berma da estrada. Parou por momentos e escutou. Não se via nada nem ninguém e o vulto não se mexeu. Convencida de que não se tratava de nenhum estratagema de assalto, pousou a criança no chão e debruçou-se sobre o vulto que jazia de bruços na berma da estrada.

4.8.21

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE II

 






E passaram quase seis anos. Helena, viveu com os pais, até que o filho fez dois anos, trabalhando num posto médico na aldeia vizinha. Depois achando que o filho estava suficientemente crescido para entrar numa creche, começou a enviar currículos para hospitais e clínicas da capital. 
Pensava que tinha chegado a hora de dar um pulo na profissão, quiçá concretizar o sonho da sua vida. Três meses depois, tinha uma proposta de trabalho muito interessante numa clínica privada, para pequenas cirurgias de ambulatório. Ela gostaria mais de um hospital estatal, mas a proposta era irrecusável, o horário deixava-lhe muito tempo livre, já que estava ocupada apenas da parte da manhã, e quem sabe mais tarde conseguia entrar para um hospital. Afinal ela tinha conhecimento de que havia tantos médicos que trabalhavam em hospitais e clínicas, ou consultórios particulares em simultâneo. Assim mudou-se de armas e bagagens para a capital, alugou um pequeno apartamento, arranjou uma creche para o filho e iniciou uma nova vida.
Com a falta de médicos no país, e com o seu curriculum, não foi difícil conseguir trabalho num dos hospitais da capital. Foram apenas seis meses de espera. Depois teve que conciliar o trabalho no hospital, com o da clínica, reduzindo as horas na Clínica e passando-as para o final da tarde, depois da saída do hospital. Teve que arranjar uma empregada de confiança para ir buscar Diogo à creche, e ficar com ele até à hora em que ela chegava. Felizmente que a lei lhe permitia não fazer turnos, por ter um filho com menos de doze anos a seu cargo.
O seu filho completara cinco anos, no próximo ano entraria para a escola oficial. Ela estava feliz com a sua profissão. Estava no chamado hospital dia, fazia apenas as pequenas cirurgias que podiam ser feitas em ambulatório, mas ainda assim era melhor que o anterior trabalho de médica de família no centro da aldeia.  Na semana anterior, tinha ido a Londres assistir a um congresso. Antes disso foi à terra levar o filho, que deixou com os pais. Podia deixá-lo com a empregada, ela era competente e adorava o menino como se ele fosse seu próprio neto. Mas ela tinha a certeza, de que os pais teriam ficado aborrecidos se o fizesse. Era essa a razão, porque ela se encontrava naquela tarde de domingo, a despedir-se dos progenitores, para empreender a viagem de regresso a casa.
Uma hora depois o carro avariou, e Helena viu-se obrigada a telefonar para a Assistência em viagem e aguardar que mandassem alguém para solucionar o caso.

2.8.21

SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE I




O primeiro domingo de Dezembro, nascera frio e seco. Na aldeia, a doutora Helena Correia, preparava as suas malas para o regresso à cidade com o filho. Tinha regressado de um congresso em Inglaterra na sexta-feira, e depois de ter tomado um duche, trocou de roupa, nem desfez a mala, mas colocou algumas peças de roupa num pequeno saco de viagem, pegou no carro e seguiu para a aldeia, a fim de ir buscar o filho que tinha deixado com os avós, antes de partir de viagem. Não parou pelo caminho, nem sequer para comer, cheia de saudades do pequeno Diogo, um garoto de cinco anos, que ela amava mais do que tudo na vida.
Helena, era filha única, de um casal de agricultores, não muito abastados, mas com o poder económico suficiente para dar à sua filha a realização do seu sonho de sempre. Ser médica-cirurgiã. Nunca cultivou grandes amizades, era uma aluna exemplar, apenas interessada em acabar os estudos, com o mínimo de gastos possíveis para os seus pais. Todo o tempo que os estudos, lhe deixavam livre, ela empregava-os no hospital, vendo doentes, assistindo a cirurgias, ou mesmo dando assistência a cirurgiões sempre que eles lho permitiam. Sabia que não era fácil, ela bem via, o estado de exaustão a que por vezes alguns cirurgiões chegavam, mas a sua força de vontade era de ferro, e a sua coragem não tinha limites. Terminado o curso, teve oportunidade de ir trabalhar para um hospital londrino e aí completou a sua especialização na área que sempre a apaixonara. Regressou a Portugal, com vinte e seis anos, virgem de todas as emoções amorosas, pelas quais nunca se interessara. Por essa altura, a mãe fora diagnosticada com um cancro na mama, e Helena resolveu ficar algum tempo sem começar a exercer, para ajudar a mãe naqueles tempos difíceis. Foi nesse interregno que se apaixonou, pelo psicólogo, a que levou a mãe, que se sentia arrasada e sem força de vontade de viver, depois da mastectomia.
Para Helena, que nunca se tinha apaixonado,
nada sabia dos prazeres do sexo, a relação era séria. Para Hugo, um trintão, habituado a saltar de cama em cama, não passou de uma aventura. Descobri-lo foi um trauma para ela, mas habituada a lidar com o sofrimento, não se deixou abater, e nem sequer se preocupou em procurá-lo quando descobriu que estava grávida.
O erro fora seu, a responsabilidade pelas consequências eram suas, foi o que disse aos pais, quando eles a aconselharam a procurar Hugo, e a contar-lhe que estava à espera de um filho. Conhecedores do temperamento da filha, limitaram-se a apoiá-la.
Por essa altura, Helena concorreu a um lugar num posto médico estatal. Ser médica de família, era por de lado o seu sonho de chegar a ser uma grande cirurgiã, mas ela sabia bem que ele não era compatível com a sua situação actual.

1.8.21

DOMINGO COM HUMOR


 Na escola a professora diz para Joãozinho dizer uma palavra que comece com a letra C, e ele responde:
– Vassoura.
– E aonde entra a letra C em vassoura?
– No cabo.

****************

O professor pergunta para Joãozinho:
– Joãozinho, qual a idade do seu pai?
– Ele tem a mesma idade que eu – responde Joãozinho.
O professor surpreso questiona a resposta:
– Mas como isso é possível?
E Joãozinho responde:
– Bem, ele só virou pai no dia que eu nasci.

******************

Num certo dia, a professora pergunta pro Joãozinho:
– O que você quer ser quando crescer, Joãozinho?
– Eu quero ser soldado fesôra.
– Mas você corre o risco de ser morto pelo inimigo.
– Então agora eu quero ser inimigo.


*************************


– Oi amor!
– OI!
– Se arruma, que hoje a gente vai sair , vou te levar em um lugar bem caro!
– Ah! é amor, e onde você vai me levar?
– No posto de gasolina.

**********************

Querido, onde está aquele livro: “Como viver 100 anos?”
– Deitei fora!
– Deitaste fora porquê?
– É que a tua mãe vem nos visitar amanhã e eu não quero que ela leia essas coisas!


**************************

O genro diz para sogra:
– Nossa sogrinha, eu queria que você fosse uma estrela!
– Porquê?
– Porque a estrela mais próxima está a milhões e milhões de kms da Terra.

**********************

Aluno: Boas notícias!!! O professor disse que hoje vai haver exame faça chuva ou faça sol!!!
Turma: Onde está a boa notícia? 
Aluno: Está nevando lá fora!

********************

Pai: Porque tiveste tão poucos valores no Exame?
Filho: Ausência!
Pai: Não foste ao Exame?
Filho: Fui, quem se sentava à minha frente é que não!


Bom domingo