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sábado, 20 de junho de 2020

Natura


Tenho a impressão que a Natureza anda esquisita e desajustada do tempo, agora que acabámos de entrar no Verão. De produções, nem se fala: dos limoeiros e oliveiras, nas varandas, a safra virá a ser mínima, se vier a existir, no futuro próximo.
Há alguns anos atrás e na varanda a leste outrabandista, insolitamente, uma jovem rola foi lá dar e não queria sair. Ao fim da tarde e antes de nos deitarmos deixei-a no peitoril e, na manhã seguinte já não a encontrei. Na sexta-feira, foi a vez de um andorinhão que nos entrou pela janela.
Havia vários, em Lisboa, desde a véspera, frenéticos, zilreando e em voos rasantes, paralelos às janelas, caçando insectos ao fim do dia. E na manhã de sexta-feira, um deles, jovem, com penas entre os castanhos e o antracite, errando o rumo veio assustar HMJ, caindo-lhe na mesa.
Houve um pedido de ajuda e agarrei-o pela asas e lá o deitei, de novo, à vida.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Da natureza


Cruzou-se comigo há pouco a palavra toupeira, que o bicho, em si, há dezenas de anos que não vejo nenhum. E teria que regressar aos quintais de infância, para das toupeiras me lembrar. Mas eram uns pequenos animais felpudos que sempre me pareceram gentis pela sua discrição.
Subterrâneos habitantes da natureza, parece que são nocivos às auto-estradas e às sementeiras, por isso, destestados pelos lavradores. Para além destes, têm como inimigos figadais os milhafres, as corujas e as raposas. Talvez por isso, as toupeiras são espécie protegida na Áustria e Alemanha.
A sua prática cegueira não evitou, no entanto, que o seu nome seja dado, por alcunha, ao espião traidor e infiltrado em serviços de espionagem. O que não abona o conceito que da toupeira têm governos, instituições e as classes cultas da sociedade.
A favor do bicho, louve-se a sua contribuição para a renovação das terras, evitando a erosão dos terrenos e as inundações. Têm vida breve: cerca de 4 anos. Diariamente, escavam cerca de 20 metros de túneis subterrâneos, em busca de minhocas, sua alimentação preferida. Além disso, gastam pouco oxigénio. Sendo assim amigas do ambiente.
Felizmente, ainda não entraram na política...

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Apontamento 92: Novamente o ambiente e o direito ao silêncio

Não tenho nada contra programas de animação, desde que respeitem o direito dos cidadãos – a um emprego com condições de horários e que respeitem o silêncio e promovam a cultura.

Assim sendo, não me parece aceitável que qualquer animação ruidosa se enquadre no conceito de cultura.

Assistimos, pois, neste momento a uma “movida ruidosa”, certamente enquadrada na tal “venda nocturna”. Não entendo, portanto, por que motivo se tem de, com ruído, inquietar todo um conjunto de pessoas que procuram silêncio nocturno, com um “berreiro” a promover uma actividade essencialmente ECONÓMICA de promoção e venda de produtos.

O que parece saloio, i.e., a promoção, no Verão, de Festas Pimba, repete-se também neste momento na Capital. Meninas e Meninos a gritar para os microfones, para ver se alguém come ou bebe mais alguma coisa nas zonas, hoje, de Chiado até à Av. da Liberdade.

E o pacato cidadão tem que aturar mais este abuso? Não  será  possível introduzir limitadores de ruído? Deste modo, ouviam os que estão próximos do “ARRAIAL” e os restantes cidadãos também seriam respeitados no seu desejo e direito de silêncio.


Chega de animação de chinelo, disfarçada de acontecimento cultural !

Post de HMJ

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Não aconselhável aos hipocondríacos, nem aos que se querem, eternamente, juvenis


Os mais novos não saberão e muitos outros, mais velhos, já não se lembrarão, com certeza, que, por volta de 1975, houve uma campanha nacional a aconselhar o consumo de óleo alimentar, em detrimento do azeite que, diziam os slogans, era prejudicial à saúde. O motivo de tanta bondade profiláctica era, no entanto, outro: havia grandes excedentes de óleo, em Portugal, nessa altura. E, hoje, sabe-se (até quando?) que o azeite, componente importante da dieta mediterrânica, é bom para a saúde.
Os medicamentos contra o colesterol fizeram a fortuna de alguns laboratórios farmacêuticos, por esse mundo fora. As modalidades profilácticas anti-tabágicas (cigarro eléctrico e quejandos) são um novo nicho industrial de vendas laboratoriais. Há dias, li que um grupo de cientistas norte-americanos tinha chegado à conclusão de que o tabaco e o meio ambiente adverso não eram a causa mais decisiva e importante para o aparecimento do cancro, no ser humano. O factor hereditário era muitíssimo mais significativo.
E talvez  tenham razão. Quem manda, são os mercados, até ver...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Assim vai o ambiente do Mundo


Já aqui falámos ("Ambiente: da levada...", em 27/6/2013) da poluição das águas oceânicas. Desta vez, o jornal inglês "Guardian" refere o resultado assustador da poluição do rio Tamisa, verificado por um estudo levado a efeito no ano de 2012. Os detritos plásticos são inúmeros e insólitos. Em 8.490 artigos, encontrados no leito do rio britânico, há de tudo: sacos, embalagens e garrafas de plástico, maços de tabaco vazios, tampões higiénicos... Sendo que, cerca de 20% dos objectos, são produtos sanitários, oriundos de sanitas domésticas. Todo o ecossistema fluvial está afectado por este lixo provocado pelos humanos.
O 7º continente (no meio do Oceano Pacífico, entre Los Angeles e o Havai), de que se falava, no poste referido acima, está bem mais próximo de nós...

sábado, 28 de setembro de 2013

Os elementos e a paisagem da manhã


Como ontem, as nuvens vão céleres, vertiginosamente cinzentas para Nordeste, fazendo esquecer e rasurando o azul de há poucos dias. O rio e o horizonte outrabandista vão a preto e branco, quase baços, como nas primitivas e clássicas fotografias de outrora.
Tirando o magnífico e nítido arco-íris de ontem, as primeiras chuvas de Outono, se vamos sair, criam-nos a incomodidade da dúvida, sobre os artefactos e o que havemos de vestir: camisa de manga curta ou comprida? Casaco? Guarda-Chuva?
E, ontem, o vento de que tanto gosto normalmente (apreciado raramente pelo sexo feminino) excedia, pela violência tonitroante, a minha capacidade de afecto. Talvez a mesma violência com que os americanos andam a escavar os seus Estados, em busca do gás de xisto - lá se vai o solo e as águas...
Dizem, com propriedade, que ainda neste século as temperaturas, na Terra, vão aumentar, em média, 4º e os Oceanos hão-de subir 80 centímetros.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ambiente: da levada suburbana, até ao Oceano


Ao atravessar a frágil ponte, sobre a levada outrabandista, olho para baixo, para o estreito fio de água apodrecida que ainda corre, quase bloqueado por latas de refrigerantes, embalagens plásticas, sacos sujos, dejectos e detritos.
A meio do Oceano Pacífico, numa região equidistante, entre Los Angeles e o Hawai, a que chamam o 7º continente, seis vezes superior ao espaço geográfico da França, toda a área marítima está ocupada por sacos de plástico e coisas como as que referi no primeiro parágrafo. É uma espécie de monturo marítimo do mundo mais alarve, egoísta e ignorante.
Não há peixes nesse espaço, as aves já nem sequer sobrevoam a superfície dessas águas e só lá existe um plâncton ralo e nocivo que, mesmo assim, constitui apenas 1/5 do lixo hediondo que o rodeia.
Hoje, por aqui me fico...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Ambiente

Sou muito céptico em relação ao Ambiente. Não sei se este vídeo contribuiu para o arrependimento de alguns seres humanos. Ou se vai contribuir. Os tempos de agenda sobre o Ambiente, nas escolas portuguesas, chamaram a atenção mas, do meu ponto de vista, a situação não melhorou em nada. O lixo aumenta, as predações continuam e, pior, os países ditos progressistas (Estados Unidos, Japão, Noruega, por exemplo) continuam a dar maus exemplos...
Mas este vídeo de Steve Cutts não deixa de ser exemplar.

os melhores agradecimentos a AVP.