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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Cecília Bicudo e Frederico Nasser

 

 

 
Tenho tantos assuntos para abordar aqui na minha crônica diária que nem sei por onde começar. Sento com a determinação de escrever sobre um deles, e subitamente (palavra que uso para relembrar um velho e esquecido amigo,  Frederico Nasser) e me deparo com uma postagem que me comove: 

"Cecilia Bicudo, Caricatura de Eduardo P. Lunardelli - Recebi com muita honra! Imprimi direto do meu celular e agora ela mora na minha parede. Many thanks Eduardo! 😘🌻". 

 Comove porque tem muito colega meu que se ofende com minhas brincadeiras. E já são 1393 caricaturas postadas no blog Vítima da Quinta, onde faço essa homenagem para amigos e amigas de quem gosto, e para políticos, artistas, e colegas. Esses últimos que deveriam ser os primeiros a entender o espírito da caricatura, são os que mais me criaram problemas. Agora recentemente quem tem criado é o Facebook, cujo robô implicou com minhas repetidas postagens referindo-me aos caricaturados como "minhas vítimas". Está, o robô tomando-me por um "serial killer". Muito obrigado Cecilia. O mundo dos caricaturistas seria lindo se todos fossem como você.  

E me comove saber que o Frederico Nasser, que citei acima, morreu o ano passado num silêncio total. Viveu recluso os últimos quarenta anos de vida, abandonou os amigos, e renegou seu passado de artista plástico, e viveu como editor literário. Após sua morte esse silêncio auto imposto em vida continuou. Não li uma linha a seu respeito, em lugar nenhum. É como se não tivesse existido e vivido entre nós durante 75 anos.

Wikipédia:
Frederico Jayme Nasser (Rio de Janeiro, 1945 – 2020) foi um pintor, desenhista, gravador, escultor, ensaísta, professor e editor brasileiro conhecido por sua participação na Nova Figuração brasileira e na criação do grupo artístico Rex.[1][2] Estudante da Fundação Armando Álvares Penteado e da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, participou da Bienal Internacional de Arte de São Paulo em 1967 e realizou exposições em diversas cidades do Brasil.

domingo, 21 de março de 2021

CHICO COELHO no Varal

 

 

O Facebook tem como norma nos relembrar de postagens antigas. Desta vez foi uma foto que fiz do Chico Coelho, há nove anos, portanto, 2012. Seis anos antes, foi ele quem me ajudou a criar o meu primeiro blog, a que dei o nome de Varal de Ideias. Dois anos depois, no seu auge,  frequentavam mais de  700 blogueiros. Foram muitas as brincadeiras que fizemos com varais, que até aquela data, em Portugal, chamavam de estendal. Disse chamavam, porque meus amigos portugueses, adotaram o "varal" como o nome correto. E eram muitos os frequentadores do mundo todo  que alimentavam o blog com suas imagens fantásticas de varais.  Fotógrafos profissionais e amadores com equipamentos e técnicas extraordinárias. Fazíamos concursos, torneios e gincanas de várias espécies. Textos e imagens eram criados numa avalanche de ideias que só o Varal suportava. Postagens diárias, e uma atividade febril. Não é a toa que o blog até hoje coleciona marcas como 1 890 683 visitas. Em 14 anos de existência, e postagens diárias. Sem falhar um dia. Foi a foto do Chico que o FB me mostrou, que fez emergirem lembranças  desse passado alegre, agitado e criativo de um grupo de pessoas que nunca mais  tiveram a oportunidade de uma comunhão tão intensa, e que hoje estão dispersas. O  Chico é uma delas.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Luis Bento - Bateu saudade



 Fazia muito tampo que esse jovem, velho amigo lisboeta não aparecia em minha página do FB. E foi com uma saudade boa que recebi essa visita. Discreta, silenciosa como de hábito sempre foi Luis Bento. Em 2011 fiz dele uma caricatura, e ele agradeceu publicando em seu blog. Foi a sorte, a original sumiu do meu Vítima da Quinta. Acontece com as coisas que estão nas nuvens. Até a chuva às vezes caiem dela. Mas encontrei nos arquivos do Varal,. blog onde nos conhecemos, e me deu a honra e prazer de escrever o prefácio de seu livro. Ser convidado por um Português para escrever a apresentação de um livro mostra bem que "santo de casa não faz milagre". Por duas razões, tendo tantos bons escritores em Portugal, e eu não tendo sido muitas vezes convidado a prefaciar outros livros no Brasil. Mas também não posso reclamar, dia desses a Betty Vidigal postou os cinco ou seis livros que prefaciou. Eu ando quase lá, contando os prefácios que ainda são inéditos como o do Valter Ferraz

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Que falta de humor Boné?

 José Bonifácio Ferreira foi minha vítima no blog Vítima da Quinta. A primeira de 2021. Levou o número 1120. Nunca de manifestou. Fica aqui meu registro, esta faltando humor, Boné.

                                                                            Lamento


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Noticia sobre meu amigo Marcelo Aranha

 

Notícias sobre meu amigo Marcelo Aranha

Nego-me a tornar minha página um noticiário necrológico. Ainda mais neste fatídico ano de pandemia e Covid 19. Mas não posso deixar passar em branco, sem umas palavras, mas que irei procurar faze-las com o mesmo espírito alegre, e irônico, que sempre caracterizou esse meu querido amigo. Não foi de Covid 19. Mas estávamos, Paula e eu em Tulum no México quando soubemos do falecimento do Marcelo Aranha. Tentamos saber notícias mais precisas e não conseguimos. Mandei nosso abraço de pesar para a querida Chantal Velloso, e não obtivemos contestação. Só ontem, passado mais de um mês da sua morte, a Chantal, instigada por mim, fez um breve relato de tudo que aconteceu com o nosso criador de Estações de Rádios, e grande amante de música.  Houve uma época em que fomos muito chegados. Desse pequeno grupo, dois ou três já nos deixaram. O casal há alguns anos havia se mudado para o Guarujá, onde uma única, e pela ultima vez, estivemos juntos. Paula e eu não sabíamos que ele lutava contra uma hepatite C desde 2011. Essa doença grave danificou o fígado, e por consequência o sangue mal filtrado causou, outros, igualmente graves problemas. No dia 12 de setembro ele teve uma grande hemorragia no estômago. Foi internado e medicado, voltou para casa, voltou a ser internado, e passou um mês na Casa de Saúde com cuidadoras 24 horas por dia. Foram três meses onde não sofria dores, mas uma Encefalite fez em determinados momentos perder a consciência, deixar de andar e falar, mas sempre reconhecendo a esposa. Quarenta anos casados. E no dia 11 de novembro nos deixou. Tudo isso, como disse, só fiquei sabendo ontem. Mas a única pessoa para quem mandei uma mensagem, com uma foto, das praias de Tulum, no dia 29 de outubro, foi para o Marcelo. Estranhei que não houve resposta e nenhum comentário. E também nenhuma postagem, em sua página, que eu via diariamente. Disse via, porque o Marcelo não era de grandes textos. Ele era irônico, inteligente,  gozador, e se manifestava através de imagens. A que mandei para ele, e não chegou a ver, era exatamente de uma grande nádega americana em praias mexicanas. Apesar de não ter recebido minha foto e braço, essa é a imagem que vou guardar do velho e bom amigo. Sempre rindo, sempre crítico e observador. Marcelo: viva as bundas, porque a vida é curta. 18 de dezembro de 2020.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Paulo Pimentel

 

        Minha vítima 1075, e homenagem aos 92 anos do ex Governador Paulo Pimentel

sábado, 21 de novembro de 2020

Aniversariantes de novembro



 João Menéres disse...

E tudo para que o VARAL DE IDEIAS tivesse um início de dia à altura do seu 14º aniversário !
Aqui deixo os meus parabéns e muitas felicitações pela sua juventude e resiliência, Eduardo.

🍾👏
Um forte abraço.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020 20:47:00 BRT

Este ano o aniversário do VARAL dia 6 de novembro passou em branco absoluto, por uma razão plausível. Depois de seis anos sem tirar férias fora do país fui visitar meu filho Guilherme que aniversaria dia 8 deste mês. Estava dia 6 passado no meu ultimo dia em Tulum, no México, de saída para Miami, e não lembrei que era aniversário de criação deste blog. Criado nessa data com o auxílio, é preciso rememorar, da Paula minha mulher e do Chico Coelho que passava o seu aniversário na Piacaba, e entendia mais do que eu de computadores. Há 14 anos  nascia o VARAL DE IDÉIAS que sobrevive até os dias de hoje com no mínimo uma postagem diária. Teve seus dias áureos e mantém um ou dois leitores até hoje. Valter Ferraz é daquele tempo, e Alvaro Abreu, mais recentemente. Mas o João Menéres é sem nenhuma dúvida o mais antigo e fiel leitor desta página. Grande parte da turma que inspirou e influenciou o VARAL não esta mais ativa. Alguns até já nos deixaram como o famoso e querido JG, dos não menos famosos blogs Zoo, e Século Milagroso, Jacinto Gomes. Outros monstros da blogosfera como Ao Mirante, Nelson Moraes migrou como eu para o Face Book. E tantos outros assim o fizeram. Recentemente lamentamos a morte do arquiteto e grande blogueiro Fernando Cals. Também recentemente voltou renovado e cheio de literatura, humor e amor novo o meu velho amigo e parceiro Jorge Pinheiro, do Expresso da Linha, que anda meio a deriva. Jorge também migrou para o FB. Mauro Magliozzi continua muito ativo nessa outra plataforma de relacionamento digital, mas seu Armazém do Pery não pode ser esquecido. E esquecidos nestas linhas mas sempre muito lembrados nas lições e participações ativas e brilhantes tivemos centena de leitoras e leitores. Deixo de citá-los porque certamente não caberiam todos aqui. Foram mais de 700 naquele tempo. Faço este relato agradecendo ao querido João a mensagem acima, e por ter me lembrado da data. Viva o Varal e todos seus seguidores. 

domingo, 8 de novembro de 2020

Morre meu velho amigo Fernando Cals

 

A notícia veio pelo celular da Paula, minha mulher. Estávamos na sala de embarque do aeroporto de Cancun, rumo a Maiami. Só as 23:20 horário local do dia 7 de novembro (01:32 horário do Brasil, e portanto já dia 8, é que pude me manifestar junto à família. Mas como o Fernando fazia também parte dessa grande família de meus leitores, não posso deixar de participar seu falecimento. Além de uma saudade imensa, deixa duas caricaturas suas no meu blog Vítima da Quinta. Seu sorriso largo e franco, sempre foi sua marca registrada. E o fato de estar tão longe, a dor dessa partida é ainda mais sentidas.

domingo, 4 de outubro de 2020

ZUZA HOMEM DE MELLO

 Não faço em minha página, aqui do FB, um local de lamúrias nem obituário. Mas sou obrigado a transmitir minha dor pela partida nesta madrugada do velho e queridíssimo amigo Zuza Homem de Mello. "O homem que tem música nas veias". Morreu , o músico, jornalista, escritor, crítico, especialista em história da música brasileira, José Eduardo Homem de Mello, o Zuza, aos 87 anos. Morreu de infarto em casa enquanto dormia em seu apartamento, no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Não posso deixar de lembrar uma definição sua do instrumento baixo, que repeti muitas vezes, "é o único instrumento à altura de um homem". Sua esposa, e minha amiga, Ercília Lobo, filhos e netos recebam meu profundo pesar. 4/10/2020

                                                              Um bom e querido amigo.
                                                          Lula Palomanes, amigo do Zuza

sábado, 18 de julho de 2020

Novos amigos, grandes artistas


José Antonio, Luzia, Sergio, Nana e Bebel Moraes
Daniel Mattar
Carlito Maia
É impressionante a velocidade e quantidade de gente que se fica conhecendo, e conhecendo seu trabalho, sua obra. Tudo graças à essa rede social que dizem estar em declínio. Sou blogueiro há quatorze anos. Infelizmente assisti a decadência dos blogs, e lutei muito até aderir ao Facebook. Agora percebo que vai acontecer a mesma coisa nessa rede social. O tempo é de coisas efêmeras. Descartáveis. Mas o "novo normal" será muito mais em casa, num trabalho home office, onde as possibilidades de encontros não virtuais, será cada dia menor. Como poderia ter reencontrado 50 anos depois minha amiga Luzia Moraes? Como poderia ficar sabendo que ela é mãe do Sérgio Moraes, fotógrafo?Que é mãe da Nana Moraes, fotógrafa? Que é mãe da Bebel Moraes, dona da Galeria de Arte Brisa, em Lisboa? Que Bebel é casada com Daniel Mattar, fotógrafo e artista plástico? Que o Sérgio, irmão da Luzia é pai da Luiza (Lulu), fotógrafa? Que a Nana é mãe do Ricardo, fotógrafo, e neto da Luzia? Uma família descendente do meu amigo José Antonio, que era fotógrafo do grupo de revistas da Abril, em São Paulo, na década de 60. Tive a honra de ter meu casamento fotografado por ele. Certamente a Luzia vai me corrigir e apresentar novos membros dessa família carioca com o DNA de fotógrafos e artistas. Nada disso poderia ter acontecido em poucos dias, depois de tanto tempo, se não fosse essa rede social. Na década de 60, quando nada disso existia, um intelectual, publicitário e jornalista paulista, chamado Carlito Maia já dizia que "a vida na cidade separava os amigos e juntava bandidos."  Na internet, até prova em contrário, são todos "amigos virtuais". E quando não são: deletamos, e pronto.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Fabinho Sandoval, redescoberto



Foi mero acaso, e muita alegria. Na década de 60 tínhamos uma turma de estudantes secundaristas e universitários muito amigos e estávamos sempre juntos pela mesma causa. Éramos oposição ao governo do João Goulart, e participamos de diversas formas e maneiras da Revolução de 64. Alguns dos nossos seguiram carreira política, se formaram em Direito, são advogados famosos, outros jornalistas, empresários, e mais ou menos tenho tido notícia ou contato com alguns. Um deles é o Marco Antonio Castelo Branco, que era muito amigo do então governador de São Paulo, Abreu Sodré. Nos encontramos numa esquina da Rua Pedroso Alvarenga há uns vinte anos. Depois somos amigos no FB. Meu filho recentemente me enviou umas fotos preto e branco, que certamente encontrou em alguma caixa de fotos antigas. Numa delas aparece ao meu lado o Fabinho Sandoval, de quem não tive nenhuma notícia nos últimos 50 anos. Estaria vivo? Casado? Morando onde? Só perguntas. E o Marco Antonio também não sabia dizer. Curiosamente no dia seguinte dessa nossa conversa virtual, ele me escreve dizendo que foi procurado por alguém que era amigo do Fabinho. Que noticia boa. Que alegria. Fui em sua página, e lá estava ele. O mesmo sorriso rasgado de sempre. Cabelo branco, e casado com uma linda senhora. Felizes, nas fotos. Que bom. Mandei a citada foto onde aparecem o deputado federal Herbert Levy, na ocasião Presidente da UDN nacional, Waldo Domingos Claro, meu antecessor no cargo de seu secretário, eu e o Fabinho, meio escondido, na foto. O outro personagem da foto era político Colombiano, se não me falha a memória. E tem falhado. Mas os únicos, com certeza vivos,  somos Fabinho e eu. Só isso é um grande motivo de alegria.

 21 dias depois
Oissssssss.Tudo indica que a turminha está se reencontrando, que bom, graças a minha vizinha Cristina Rolim, achei o Eduardo, revi o Fernando ( estávamos na praia na casa da Bize - Nerval) a Heloísa ( Veneza) e dos demais por este mundo afora.! A foto dos saudosos tios do Fernando e da Heloísa , do Waldo , do Colombiano (CLACE) sobraram vc Eduardo e eu.....bom reencontra-los. Bjs a todos ....

domingo, 28 de junho de 2020

Mario Toldi e Indiana Meirelles


Depois de tantos anos juntos é impossível dissociar a imagem de um do outro. Os dois com longos anos de amizade e convívio familiar. O Mario casado com minha prima irmã Vera, e a Indiana com o saudoso  Nelsinho Telles. O Mario teve um escritório no mesmo prédio da Nove de Julho, e estávamos bastante juntos nessa ocasião. Separado da Vera, continuamos bons amigos. Foi quando  conheceu a Indiana, e se apaixonaram. Foram morar em São Bento do Sapucaí, e com eles só estive uma vez, nesse recanto de paz. Indiana a pessoa mais alegre e divertida que conheço. O Mario um escritor de talento, pai, avô (e bisavô?) calmo, elegante, e gentil. Casal queridíssimo.

terça-feira, 23 de junho de 2020

José Antonio e Nana Moraes

                      
 José Antomio e Luzia Moraes e sua filha Nana Moraes, em foto de Ricardo Moraes, seu filho

Dia 27 passado publiquei sob o título Maciej Babinski uma crônica falando de uma turma de amigos quando eu tinha vinte e poucos anos. E foi por acaso que fiz uma deliciosa descoberta. Entre os citados estava o casal Luzia e José Antonio, cariocas, na época com um casal de filhos pequenos. Ele  era um dos fotógrafos das revistas da Abril. O grupo de amigos se reuniam na casa da Guaracy Mirgalowska, cujo pai havia sido um importante design publicitário. A casa tinha posters desses trabalhos memoráveis. Era casada com o Thomaz Souto Correa, diretor da revista Claudia, e companheiro de trabalho dessa turma. Fotógrafos e jornalistas, na sua maioria. Haviam, por consequência, modelos bonitas, gente de teatro, artistas plásticos, designs de moda, de tecidos, publicitários e donos de antiquário. Entre os fotógrafos os mais famosos do Brasil, Roger Bester,  Lew Parrella, David Zing,além do do José Antonio. Em 1969, quando casei, tive a honra de ter meu casamento fotografado por dois deles, Roger e José Antonio. A descoberta que fiz foi de que hoje passados 51 anos aquelas crianças que eram filhos do casal Luzia e Zé Antonio são hoje fotógrafos. Sérgio e Nana Moraes. Sendo que a Nana esta entre as 7 mulheres fotografas mais famosas. É a cara da mãe, Luzia, que conheci naquele tempo. E faz companhia nessa ilustre lista de mulheres fotógrafas personalidades como: Gioconda Rizzo, a primeira mulher a ser reconhecida como fotógrafa no Brasil,
Annie Leibovitz, autora da famosa foto de John Lennon e Yoko Ono, abraçados na cama, clicada no dia do assassinato do Beatle?  Entre 1971 e 1983, foi chefe de fotografia da revista "Rolling Stone". Desde então, a americana é colaboradora regular das revistas "Vanity Fair" e "Vogue", clicando os maiores nomes do cinema, da arte, da moda e da política, Diane Arbus  que ficaria conhecida pelas fotos do cotidiano das pessoas comuns e da população marginalizada de Nova York, e  foi a primeira americana a expor na Bienal de Veneza. Clicou travestis, bailes drag, famílias e nus para publicações como o "New York Times". Em 1968, fotografou uma série de nus para a "New York Magazine" que deixaram público e anunciantes chocados. A revista perdeu cerca de US$ 1 milhão em verba, mas as fotos entraram para a história como pioneiras na quebra de barreiras entre o privado e o público.Vivian Maier durante 40 anos, trabalhou como babá e foi justamente nesse período que aproveitou os dias de folga para clicar os habitantes da cidade com uma rolleiflex. Claudia Andujar, também do grupo da Guaracy e Thomaz,  nascida na Suíça, naturalizada brasileira, se dedica desde os anos 1970 à defesa dos índios Yanomami. Carrie Mae Weems como é comum nos dias de hoje, o trabalho dessa americana  é múltiplo, se estendendo por fotografia, áudio, vídeo, instalações e texto. Mas é como fotógrafa que ela tem recebido prêmios, liderado mostras e levantado discussões políticas sobre mulheres, racismo, sexismo e divisões de classe nos Estados Unidos. Nana Moraes em mais de 30 anos de carreira, com trabalhos para os mercados editorial e publicitário em diversas áreas, ela é mesmo conhecida pelos retratos. De Oscar Niemeyer a Adélia Prado. De Caetano Veloso a Ferreira Gullar. Colaboradora de diversas publicações femininas, Nana assinou a maioria das capas da revista "Nova", que, nos anos 1980 e 1990, tirou as mulheres do lugar de "recatada e do lugar" e as retratou com força e sensualidade raras a este tipo de publicação até então. Nana foi também assídua colaboradora do "Caderno Ela", de O GLOBO. O talento para o retrato e o interesse pelas questões das mulheres fez a fotógrafa dedicar seu trabalho autoral ao universo feminino. No livro ( foto abaixo, e que farei uma crônica sobre), e na exposição "Andorinhas", ela retrata o cotidiano de prostitutas de estradas. Em "Ausência" Nana conta as relações de mulheres presas com seus filhos e familiares por meio de fotografias, troca de cartas e bordados. Em meio à quarta onda feminista, é comum encontrar Nana Moraes nas ruas do Rio, registrando com sua câmera as manifestações feministas. Na cidade, ela comanda o Retrato Espaço Cultural. Que saudade dos pais dessa garotinha.

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Antenor Lara Campos (Tozinho) e o "Cão fila km 26"

Em 1º de abril de 2014, escrevi uma crônica cujo título era " Aqui há Otis" comentando o bordão dessa fábrica de elevadores. Segundo Humberto Werneck, foi a exclamação do escritor mineiro Afonso Pena Júnior, ao ler um dos primeiros poemas do jovem Carlos Drumond: "Aqui há Ortis", que significava modernidade.Cito depois outros bordões famosos como: "Ponha um tigre no seu tanque"  referindo-se à gasolina dos postos Esso". " Maria sai da lata" propaganda do óleo "Maria", do meu amigo de infância Laodse Duarte. Não citei "O mundo gira, a Luzitana roda"  nos caminhões da empresa de mudanças, e tantos outros. Mas falei sobre o Tozinho que antes, ou ao mesmo tempo, que as Casas Pernambucanas, espalharam seu bordão publicitário pelo Brasil. A famosa pichação, dos anos 60 e 70 nos muros e nas estradas paulistas: "Cao Fila Km 26" feitas pelo lendário criador de cachorros dessa raça Antenor Lara Campos, o Tozinho, que morreu com 87anos em 2012. Contava, em meio muitos palavrões, achando graça, suas aventuras com essas pichações. Chegou a ser preso pelo militares que imaginaram pudesse ser a sigla de algum comando comunista. Tozinho morava no Km 26 da Estrada do Alvarenga, em São Bernardo, num sítio de 30 mil m², banhado pela represa Billings. O Km 26, que aparecia na inscrição, segundo Tozinho, não existe. "A estrada termina no Km 25. Aumentei um por minha conta." Mas nada o impediu de pichar, pessoalmente, usando uma camionete fornida de tinta, de São Paulo a Manaus.  Tanto sucesso só se compara às pichações das casas Pernambucanas. Era um tempo em que não havia ainda os grafiteiros, e foram essas duas primeiras pichações escritas em pedras, porteiras, tronco de árvores, casas abandonadas, carcaça de automóveis, nas cidades e ao longo das estradas, muito poucas pavimentadas, àquela época, que mostraram a força da propaganda. "Cão Fila Km 26" chegou a ganhar premio de uma associação de publicidade e marketing. Tozinho nunca foi receber o premio em dinheiro com medo de ser preso e obrigado a pagar multa maior do que o premio.

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Maciej Babinski

 Setembro de 2019 - Foto Paula Canto
 
Stela, Guaracy,Thomaz, e Adriana 2018

Eu tinha vinte e poucos anos e talvez fosse o mais moço da turma. O Thomaz Souto Correa, a Guaracy Mirgalowska, o Zézinho Kalil, a Lídia Chames, o Gregório Kramer, o Atílio Basquera, o Inácio de Loyola, Zé Antonio (fotógrafo carioca) e a mulher, Roger Bester (fotógrafo inglês) e sua mulher Maureen, Lew Parrella (fotógrafo americano), Luiz Carta (diretor da Abril) e a mulher Silvia, Zaragoza e Monique, e o arquiteto Aurélio Martinez Flores e Inês, todos eram um pouco mais velhos, a Glorinha Kalil, não, era mais nova, e frequentávamos a casa da Guaracy. A casa ficava numa rua sem saída na Avenida Rebouças, perto hoje, do Shopping Eldorado. O Thomaz era diretor da Revista Claudia, da Editora Abril. A Guaracy e a Lídia donas da Paraphernália, uma boutique que fazia muito sucesso.  O Loyola, Atílio, e a Glorinha e os fotógrafos trabalhavam na Abril com o Thomaz. 
Havia um sofá na sala em éle, e na parede atrás do sofá um  retrato da Adriana filha da dona da casa, feito pelo artista plástico Wesley D. Lee, ex namorado da Lídia.  Na parede da frente entre outras, uma pequena tela que me intrigava. "A tela era uma rua com árvores e um fusca estacionado. Está na casa da Adriana. Adoro essa tela." (Me disse hoje a Guaracy que esta com 90 anos, lúcida, alegre e inteligente, como sempre.)  Eu não conhecia o autor, mas a Guaracy e o Thomaz falavam maravilhas dele. Era um polonês amigo do Wesley. Hoje um dos maiores pintores brasileiros vivos, Maciej Babinski, me honra lendo esta página do Facebook.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Ricardo Blauth

Hoje o Ricardo postou uma foto sua tomando banho de sol, deitado, olhos fechados, boca semi aberta. Foi o suficiente para eu comentar que na nossa idade fotos como essa devem ser evitadas. Rimos. Esse é o "guri arteiro" que como artista incorporou o nome da cidade onde mora, ao seu nome. Ricardo Garopaba. E é assim que certamente gostaria de ser lembrado. Tenho casa numa praia vizinha a do Ricardo, e nesses vinte anos foi minha única amizade verdadeira. Gaúcho, e bom cultivador das tradições dos pampas, é um homem grande em todos os sentidos. Grande no tamanho físico, e na energia. Grande na generosidade e capacidade de entender os diferentes. Grande até na compreensão das brincadeiras e verdades que trocamos mutuamente. No início chamei sua atenção para o fato de falar sem dar espaço para ouvir o interlocutor. No caso o interlocutor era eu que também gosto muito de falar, sem dar espaço ao outro. Com o tempo fomos nos acostumando mutuamente. Ele hoje afirma que fala menos. Tenho minhas dúvidas. Mas continuamos trocando abacaxis e melancias por almoço da Florinda, minha caseira. Tenho em minha coleção algumas peças de cerâmica e pedra desse artista, eterno guri.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Gian Arthuro De Miccolis


Recebo a notícia de que meu velho e sumido amigo Gian morreu de Covid19. Mais um. Meu compadre, pai da Isabela, minha afilhada, filha da Leinha, querido casal e amigos de colégio. Fomos os três colegas no Colégio Nossa Senhora do Brasil. O Gian já era colega do Dante, e voltamos a nos encontrar na Avenida Brasil. Seus pais italianos eram queridos. Ele de luva de motorista apanhava o Gian na porta da escola. A mãe criou e dirigiu um famoso restaurante italiano em São Paulo, Spaghetti Notte. O filho mais velho do casal, o Rodolfo é a cara e jeito do pai. Raramente o Gian se manifestava em minha página no Face Book. Há dois ou três meses, foi uma dessas. Por circunstâncias da vida, nos últimos 30 anos não nos vimos, embora morando na mesma cidade. Não o reconheci na foto de cabelo branco. Ele não deveria me reconhecer careca. Vejo pouco minha afilhada, mas continuo gostando muito da Leinha e Rodolfo. O velho amigo, não verei mais. Partiu de caixão fechado e sem os amigos na despedida.

domingo, 26 de abril de 2020

Valério, meu alfaiate

Fui surpreendido dia desses com a visita da Alfaiataria Valério Taddei à minha página do Facebook.
Imaginei pudesse ser do meu querido e jovem Valério que trabalhava com o tio e há mais de 50 anos e eram nossos alfaiates.  Digo nosso, porque toda família fazia roupa com eles. Palmeirense roxo.
 Eu ia pessoalmente na alfaiataria, numa sala de prédio no centro da cidade. Meu pai e meus tios eram atendidos no escritório. Lembro bem do jovem Valério com metro em punho anotando as medidas do braço, e do cós da calça.
--Com dois ou três botões?
Forneciam mostruário de tecidos, ou fazia os ternos com tecido dos clientes. Naquele tempo havia um judeu francês, muito simpático, chamado Edmond, que mascateava tecidos importados. Chegava no escritório da família, de táxi, que ficava à sua espera, com mala de viagem, e fazia a festa. Vendia quase tudo em meia hora. O próximo passo era telefonar para o Valério.
Infelizmente fiquei sabendo que faleceu o ano passado, mas com alegria sou informado que seu filho continua no nobre ofício de fazer roupa sob medida.
Uma pena que aqui na praia o máximo que eu uso, no inverno, é um moletom,

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Eduardo Diniz Junqueira


Perco mais um amigo. O seu Eduardo Diniz Junqueira que conheceu meu avô, de quem comprou terras, apesar da nossa diferença de idade, foi meu amigo. Uma pessoa íntegra e absolutamente correta. Apaixonado por cavalos, me presenteou com um lindo exemplar manga larga de sua criação.
Pecuarista e agricultor foi um líder entre seus pares. Pioneiro do Proalcool no Brasil, plantou soja no cerrado, e Presidente de várias Usinas na região de Ribeirão Preto. Escritor e dono de uma prosa deliciosa.
É com muito pesar que abraço seus familiares.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Frederico Jaime Nasser

19.10.2010
Frederico Jaime Nasser (1946-2020)

FREDERICO NASSER, artista plástico, professor, editor
Saudades do velho amigo Frederico. Por onde anda, que não dá notícias?
Lembram deste post de 10 de Maio de 2010? ( https://cimitan.blogspot.com/…/frederico-nasser-artista-pla… )
Pois é, ele não apareceu. Detesta blogs, e publicidade. Além de ser reservado faz dessa característica uma das suas "marcas registradas"! Vai para a biografia! Detestará este post, se é que vai tomar conhecimento, um dia! Mas a saudade que eu sentia do velho amigo era real e fui atrás! Descobri, na companhia telefônica, um número que caia direto numa caixa postal. Deixei recado. Nunca tive retorno. Tentei mais algumas vezes, e nada! Resolvi bater no endereço do tal telefone! O porteiro, pelo interfone, já foi me despistando, dizendo que não o havia visto neste fim de semana! " Mas esta viajando?" perguntei, e as respostas eram sempre evasivas e pouco esclarecedoras! Depois de alguma insistência ligou para o apartamento, e me pediu para aguardar um pouco. Bom sinal, o Frederico estava vivo e morava nesse endereço. Eram 11:10 e não se aparece na casa de ninguém sem ser convidado ou com um prévio aviso. Mas eu havia tentado.... Logo depois recebi ordem para subir. Não nos víamos a muitos anos. Ele continua com memória de elefante. Mais gordo, mas com ótimo aspecto. Me recebeu de roupão de banho, barba de três dias, e meio estranho com aquela visita inesperada e provavelmente imprópria! Foi logo dizendo que deveríamos ser breves porque tinha um almoço logo mais! Eu me desculpei pela forma da visita e contei do recado na caixa postal, que ele disse nunca ter recebido. Passado os primeiros dez minutos, a conversa foi se desenrolando, e quando demos pela hora havíamos falado uma hora e meia, e ele perdido o apontamento do almoço. A Paulinha também me cobrou pelo celular, e tivemos que adiar muitas histórias, que temos em comum, para serem relembradas, e outras tantas, que quero saber e contar de nossas vidas! Foi muito bom reencontrar o velho amigo Frederico. Ele é mais reservado e tímido do que eu, mas vou tomar essas iniciativas, e procurar deliberadamente velhos amigos, queiram eles, ou não, me reencontrar! A mim me dão muito prazer, e se a eles a recíproca não é verdadeira, paciência! Mas não me pareceu que tenha sido o caso com o Frederico! O abraço que me deu na despedida foi muito melhor e carinhoso que o frio comprimento da chegada! Nada que uma hora e meia de papo não resolva!!!! E como conheço a "fera", mesmo estando com minha maquininha fotográfica no bolso, não ousei tentar uma imagem! Ganhei um livro de sua editora, e não foi fácil conseguir uma dedicatória. Mas ainda me disse com todas as letras: "NADA NO BLOG, HEM" !!!! E eu dei minha palavra! Por isso, vamos ficando por aqui!
Hoje recebi a notícia de sua morte.
Fui ver no meu blog 1blog a + onde escrevo sobre os amigos em vida, e o Frederico Jaime Nasser não estava lá.
Foi uma grande figura. Sentirei a mesma saudade que sentia há dez anos, ultima vez que estivemos juntos.