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| Tarsila do Amaral - Auto-retrato 1923 |
__Taís Luso de Carvalho__
Apesar de sermos uma miscelânea de sentimentos, vistas como explosivas, sensíveis, briguentas, ciumentas, apaixonadas, solidárias, rancorosas, inteligentes, capazes, fortes… de tudo um pouco, somos reconhecidas, também, como o sexo forte. A força das mulheres está no espírito. Na garra.
Estamos felizes no amor? Estamos felizes no nosso trabalho? Então já temos o mundo. A paz! Nosso emocional está equilibrado, não perdemos o prumo. Se nossa vida afetiva está bem, com boa vontade e tempo arrumaremos o que falta.
Além de nossa profissão, seja ela qual for, ao chegarmos em casa temos as tarefas domésticas e familiares, e são muitas. O dia só acaba quando vamos dormir. Mulher não descansa nunca, além das consultas médicas da família inteira, além dos cuidados diários com os bichinhos de estimação, além dos presentes de aniversário da família inteira, além dos cuidados com as festas de Fim de Ano, com mil problemas com a parentada "amiga", com o vazamento do apartamento da vizinha de cima e com o conhecido papo cabeça no colégio dos nossos filhos, na tentativa de provar que o guri não é maluco, mas apenas distraído. E isso é muito para as mães.
Quantas lembrancinhas de Natal para levar nosso reconhecimento a quem trabalha para nós! Deus que me livre se eu esquecer da lembrancinha da cabeleireira que me dá uma “levantada” o ano inteiro! Fico sem cabelo.
E mais: recebemos, via e-mail, as 100 dicas (urgentes) para sermos bem-sucedidas na sociedade! Somos metralhadas para frequentar uma academia de musculação, para ficarmos com tudo em cima... Só? Não, tem mais: temos de aprender a sorrir, e não gargalhar! Esta é uma nova dica de sedução que li num portal de Boas Maneiras: sorria com um ar um pouco tímido! Virgem Maria, ainda existe isso!
Após levarmos 500 anos para sermos mais soltas, agora está na hora de puxarmos a corda, travar a gargalhada e sorrir com timidez, é chique!! Deu pra entender? Loucuras! Nada mais gostoso do que uma boa gargalhada, ou um ataque de riso, daqueles que custam a parar e que leva todos a rirem também.
Mas, apesar de tudo, é gratificante os elogios sinceros aos que, finalmente, conseguiram desvendar nossa alma. É bom dizer que não vivemos para a beleza, que isso não é o essencial, embora exista um padrão de beleza estipulado pelos centros da moda: ser bela, alta e ossuda - não coma muito!
É bom que as coisas sejam ditas e que fique tudo mais leve, não queiram entender muito a cabeça de uma mulher! Somos assim, plenas. E fortes!
"A Mi Manera".
A Mi Manera - Maria Martha Serra Lima









