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Ed. de 2005-06-23
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Emprego - Emprego
Desmantelamento da produção


A actividade actual da ex-Sorefame «não tem nada a ver com a produção da fábrica há 30 ou 20 anos», afirma o dirigente sindical António Tremoço, que trabalhou na empresa durante 30 anos.

A fábrica foi fundada em 1943 com capital maioritariamente do Estado, mas com gestão privada. Tinha duas linhas de produção, uma ligada ao material circulante e outra à construção para barragens. Durante «anos, a empresa era líder de mercado com encomendas em ambos os sectores, embora o das barragens estivesse mais desenvolvido». Nessa época «trabalhavam na fábrica cerca de cinco mil pessoas».
O desmantelamento da Sorefame está associado à alienação das empresas de metalomecânica pesada do sector empresarial do Estado. O desinvestimento nacional no transporte ferroviário e a perda do mercado africano são factores de crise na área de negócio de material circulante. A Sorefame abandonou, inclusive, uma fábrica na África do Sul. 
O sector de material circulante foi o primeiro a conhecer a crise durante a década de 80, que coincidiu com a aquisição pela ABB de 50 por cento da Sorefame. A Asea Brown Boveri detinha já parte do capital da Mague, que também operava na construção de equipamentos para barragens. «Mas havia um acordo entre as duas empresas para não concorrerem aos mesmos concursos a nível nacional».
No início da década de 90, a Sorefame foi dividida em duas empresas, uma que produzia material circulante e a Hidrosorefame. Algum tempo depois, a Hidrosorefame  foi vendida à Alstom e «é praticamente destruída e os seus quase 800 trabalhadores tem como destino o desemprego». Actualmente, o sector de energia da ex-Sorefame emprega 20 trabalhadores que estão a produzir material para a barragem do Alqueva.
No sector de material circulante, a Sorefame passou a dedicar-se quase exclusivamente à montagem de componentes enviados pela fábrica da ABB em Espanha. Posteriormente, todo o património da ABB na Venda Nova foi comprada pelo grupo alemão Adtranz, que entretanto foi adquirido pela Daimler-Chrysler. Em Maio deste ano, a canadiana Bombardier Transportation comprou as instalações da Amadora a este grupo.
Neste processo «perderam-se milhares de postos de trabalho, que foram acompanhados pelo desmantelamento da produção. Actualmente, não se faz mais do que a montagem do material que vem de fora».
A entrada da Bombardier «aumentou a instabilidade que os trabalhadores vivem há alguns anos com as mudanças sucessivas» de propriedade. No entanto, António Tremoço salienta que a carteira de encomendas da unidade da Amadora permite-lhe «continuar a laborar por vários anos».
Para 2002, a carteira de encomendas está estimada em 20 milhões de contos. Entre os actuais clientes encontram-se o Metropolitano de Lisboa, o Metro do Porto e a CP. Na mira da empresa estão os concurso para a instalação do Metro do Mondego e Metro da Margem Sul do Tejo.

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