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ENTREVISTA: NELLY FURTADO
04/03/2002 | Música

A nova menina bonita da pop mundial tem 22 anos e apelido português. Nelly Furtado, a mais nova de três filhos de um casal de emigrantes açorianos, esteve em Portugal para promover o seu álbum de estreia "Whoa, Nelly!" e, apesar dos erros de concordância, fez questão de falar na língua de Camões e com um carregado sotaque micaelense.

Apesar de ter nascido no Canadá que relação mantém com Portugal?

É uma relação muito forte. Os meus pais são portugueses, nasceram nos Açores, em S. Miguel, e eu desde pequena que passo lá férias, com a minha avó. Em minha casa fala-se em inglês mas, curiosamente, comecei por cantar em português. A minha mãe sempre fez questão de que eu e os meus irmãos aprendêssemos português. Frequentei uma escola portuguesa para aprender a ler e a escrever. A cultura dos meus pais sempre esteve presente na minha educação. Vivi integrada numa comunidade portuguesa, a minha mãe fazia parte do coro da igreja, em que cantava e falava em português.

É verdade que começou a cantar aos quatro anos?

Sim, é verdade. E em português! A minha primeira actuação foi no dia de Camões, na igreja, para a festa da comunidade portuguesa de Vitoria. A minha mãe cantava no coro e nesse dia cantámos as duas a "Canção de Mãe". A partir daí não parei mais. Comecei a tocar cavaquinho aos nove anos, aos onze aprendi a tocar trombone, mais tarde toquei na banda jazz da minha escola e, na minha comunidade, tocava na banda das marchas.

Como é que surgiu a oportunidade para gravar este álbum?

O meu primeiro trabalho profissional na área da música foi aos 16 anos quando fiz coros para uma banda de hip hop, em Toronto, numa altura em que estava lá a viver. Depois regressei a Vitoria porque não me sentia preparada para fazer um trabalho a solo. Ainda não tocava guitarra e achava que tinha que melhorar muita coisa na minha música. Inscrevi-me num curso de escrita criativa, aprendi a tocar viola e a compor. Mais tarde encontrei os meus produtores, Gerald Eaton e Brian West, que me convidaram para fazer uma maqueta. Tinha 19 anos e voltei para Toronto, durante duas semanas, para fazer uma maqueta, que mostrámos a várias editoras. Foi a Dreamworks que mais me agradou, deram-me total liberdade para fazer o álbum e isso é muito importante.

Neste trabalho estão espelhadas uma série de influências...

Sem dúvida, está lá tudo o que eu oiço. O hip hop foi a base do álbum e foi a minha primeira grande paixão musical, a música urbana. Mas também há um lado pop, as percussões brasileiras e aquela paixão e saudade portuguesas.

O que é que conhece da música portuguesa?

Conheço bastantes coisas. Comecei por ouvir música folclórica, que tocavam nas festas da comunidade portuguesa em Vitoria. Mas o meu grande encontro com a música portuguesa deu-se quando eu tinha 16 anos e passei um Verão inteiro em S. Miguel. Conheci Pedro Abrunhosa, Santos e Pecadores, Delfins, Xutos & Pontapés, Amália e Madredeus...

A última canção do álbum, "Onde estás", é toda cantada em português e tem um som muito parecido ao dos Madredeus...

Tem, é verdade. A música deles inspirou-me imenso. Gosto muito da voz dela (Teresa Salgueiro), é fabulosa. Na verdade, esse tema foi o primeiro que escrevi em português.

Como é que "Whoa, Nelly!" está a ser recebido no Canadá?

Muito bem. O álbum foi lançado no final de Setembro e soube há pouco que atingimos o disco de ouro, que no Canadá corresponde a 50 mil exemplares. Para mim é uma grande festa. Estou muito contente.

O álbum foi editado em Portugal com um concerto no Paradise Garage. Como é que correu esse espectáculo?

Portugal é o primeiro país europeu a lançar o meu álbum. Já fiz uma apresentação na Alemanha, mas o disco ainda não foi lançado lá. Para mim, era muito importante lançar o disco em Portugal e a editora concordou comigo, achou que estava na altura certa. Gostei muito da reacção do público mas, para falar a verdade, estava bastante nervosa quando entrei no palco. Foi a primeira vez que actuei no Continente. Nunca tinha estado aqui. O que conhecia de Portugal resumia-se a S. Miguel e era um grande sonho meu, não só estar aqui, em Lisboa, como cantar as canções que compus em português. Senti muitas coisas, mas principalmente muita alegria. Foi um momento mágico.

Texto: Inês Pinto Queiroz (25NOV00)
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