Mundo

Kumba Ialá pede desculpa por ter errado no passado

13 de Fevereiro, 2012

Político anuncia regresso a Guiné--Bissau

Fotografia: AFP

O antigo presidente da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, pediu ontem desculpa ao povo guineense por “eventuais erros cometidos” no seu mandato como Chefe de Estado entre 2000 e 2003.
Em conferência de imprensa na sede do Partido da Renovação Social (PRS), na capital, Bissau, e perante militantes entusiastas, Kumba Ialá afirmou que “pede desculpa de forma solene” por estar consciente de que durante o seu mandato foram cometidas de forma directa ou indirecta “situações menos abonatórias”.
Kumba Ialá disse ainda que “quero garantir ao povo guineense de que o Kumba Ialá que hoje se vos apresenta aprendeu com os erros do passado. Sou hoje um cidadão que se redimiu consigo próprio”, disse.
Kumba Ialá “tomou esta atitude” antes de se apresentar como candidato à Presidência da República nas eleições de 18 de Março. “Achei ser meu dever pedir humildemente perdão ao meu povo, porque eu, pelo meu lado, ao redimir-me comigo mesmo, perdoei a todos aqueles que no passado tiveram atitudes com os quais não me conformei”, notou Kumba Ialá.

Depósito de candidaturas



Candidatos às presidenciais previstas para 18 de Março na Guiné-Bissau, entre os quais o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, depositaram o seu processo no Tribunal Supremo em Bissau, noticiou a France Press.
Além do primeiro-ministro, líder do PAIGC, os três outros candidatos são o ex-presidente Henrique Pereira Rosa, de 2003 a 2005 , Aregado Mantenque Té  e Braima Djaló, líder do Congresso Nacional Africano (CNA).
A presidente do Tribunal Supremo, Maria do Céu Monteiro, anunciou que a data limite para o depósito das candidaturas, inicialmente prevista para a passada sexta-feira, foi prorrogada até quarta-feira. A campanha eleitoral começa a 2 de Março e termina a 16.
As eleições presidenciais antecipadas realizam-se no seguimento da morte, a 9 de Janeiro em Paris, do Presidente Malam Bacai Sanhá.
A União Europeia (UE) apresentou uma verba de 320 mil euros à Comissão Nacional das Eleições (CNE) da Guiné-Bissau para ajudar a organizar o escrutínio.
A Guiné-Bissau fixou em quatro milhões de euros os custos da eleição presidencial e das legislativas previstas para Novembro de 2012.