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JN Editorial - out70512

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Caminha: Cinco anos de prisão para homicida
Luís Almeida
O Tribunal Colectivo aplicou uma pena de cinco anos de prisão efectiva a Adão Silva, de 20 anos, estucador, pelo homicídio de Armando Fernandes, assassinado com dois tiros no bar do Pavilhão Gimnodesportivo Municipal de Caminha, a 30 de Março de 2001. A sua companheira, Carla Rodrigues - ex-namorada da vítima - foi absolvida da acusação de favorecimento pessoal (encobrimento das provas do crime ).
Adão Silva vai ter ainda que pagar uma indemnização de 42 mil euros à filha menor da vítima, não tendo sido dado provimento a outro pedido da mãe da menor e ex-mulher de Armando Fernandes.
O antigo praticante de luta foi morto a tiro e, posteriormente, queimado no interior do seu carro, na Serra de Arga.
O juiz-presidente votou vencido neste veredicto lido ontem, por considerar ser aplicável uma medida mais favorável ao réu (homicídio privilegiado, com uma pena entre um e cinco anos), atendendo às atenuantes: apaixonado pela ex-namorada da vítima, à violência física e sexual a que era sujeita e à sua idade.
A defesa de Adão Silva vai ponderar da decisão de apresentar recurso, embora considere "equilibrada" a pena aplicada.
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