Ahmadinejad is not the hero of the Islamist poor, but a genuine corrupted Islamo-Fascist populist, a kind of Iranian Berlusconi whose mixture of clownish posturing and ruthless power politics is causing unease even among the majority of ayatollahs. His demagogic distributing of crumbs to the poor should not deceive us: behind him are not only organs of police repression and a very Westernized PR apparatus, but also a strong new rich class, the result of the regime’s corruption (
Aqui (vale a pena ler o resto)
a propósito deste post, uma pesquisa rápida na net permitiu determinar que o recurso aos serviços de trabalhadores sexuais não é punido em itália e que o consumo de estupefacientes é alvo de sanções administrativas, como em portugal (aqui desde 2001). a não punibilidade da posse para consumo pessoal e do consumo pessoal fora decidida em referendo em 1993 mas uma lei de 2006 determinou sanções administrativas. menos claro é o tipo de punição associado à compra e posse para consumo de terceiros.
(estas informações são, como frisei, fruto de uma pesquisa rápida na net. é possível que, sobretudo no que respeita ao consumo de estupefacientes, estejam incompletas ou padeçam de alguma inexactidão)
Dêem uma olhada nesta caixa de comentários do Arrastão. A alucinação da extrema-esquerda anti-americana é arrepiante.
Informação muito interessante no excelente Trovas de Bandarra (declaração de interesses: o Gonçalo é meu amigo):
Leiam o post até ao fim. Já agora, leiam também este. Bem, o melhor é ler o blog todo. O Gonçalo escreve bem e sabe - a potes - do que fala.
Nâo é só a "política de verdade do cavaquismo [que] tem cambiantes inesperadas". Toda a política é assim (conseguiria encontrar "desmentidos" destes em todos os partidos) e era o que mais faltava que Manuela Ferreira Leite tivesse que estar condicionada pelo que Cavaco Silva disse há 18 anos.
"Não sou eu que digo; são as sondagens" (André Freire)
"Não é apreciado pelo eleitorado" (António Costa Pinto)
A lógica do politólogo: uma ideia não é boa nem má — tem sucesso ou insucesso. Quem avalia são sempre os outros; o politólogo limita-se a descrever. A verdadeira aspiração de um politólogo: transformar-se numa sondagem perfeita e anular a sua subjectividade. Isto é, digamos, o seu ideal de beatitude.
oxfordgirl McCain is the man who wanted to bomb Iran, that means, U, Me and Neda. He should be quiet. #iranelection
Estou a ver o debate da sic notícias sobre o PSD. O Henrique Raposo pode ter muitos defeitos, mas é o único que está a tentar discutir política. Os restantes — Henrique Monteiro, António Costa Pinto e André Freire — dedicam-se a algo que podemos chamar de análise táctica da realidade política. Enquanto o Henrique Raposo assume o seu posicionamento ideológico e defende os valores e as ideias em que acredita, os outros falam como se fossem cientistas que se dedicam a observar uma realidade que lhes é exterior — e não se comprometem. Estes politólogos preferem a análise de estratégias, de movimentações, de dinâmicas, de tendências, de sondagens — como se a política fosse um jogo de futebol, uma realidade passível de ser compreendida com rigor e mestria. O que interessa é a lógica dos factos, e não o compromisso com valores. O politólogo relaciona-se com a política como se esta fosse um jogo e ele um observador esclarecido e não comprometido.
(Assumo o meu preconceito: não gosto de politólogos que procuram separar análise política da sua posição política particular).
A ideia de que um analista político é um cientista, alguém que deve pairar acima da realidade analisada, é um vício moderno que prejudica a vida política de uma comunidade. A "objectividade" até pode ser um ideal a que devemos aspirar em física, mas em política despolitiza as discussões, o que contribui para o empobrecimento do debate político. Esta especialização quase técnica do comentário político também têm outro defeito: introduz dicotomias entre cidadãos (os cientistas e os outros), o que leva a coisas como "polítologos dizem que Cavaco não criticou José Sócrates". Se calhar estou a ser injusto: a culpa também é de quem conduz e determina os termos do debate. Na maioria das vezes, são os jornalistas que preferem a objectividade dos politólogos à parcialidade dos "meros comentadores". São os tempos em que vivemos. São os tempos da ciência enquanto ideologia (que não se reconhece como tal). Quem sai a perder é a democracia.
Podemos todos criticar Paulo Rangel por ter dito que se o PSD ganhar as legislativas ele pode abandonar o PE. Todos não: Ana Gomes e Elisa Ferreira deviam estar caladas e ter vergonha na cara. Não só não têm autoridade para criticar Rangel, como os casos não são remotamente comparáveis. É preciso deixar isto bem claro: as duplas candidaturas de AN e EF desrespeitam os eleitores e fazem pouco da democracia.
Endividar não é mais do que acreditar que o crescimento futuro não só é possível como irá permitir pagar as dívidas. Dívida para consumir é irresponsável e insustentável - estamos apenas a diferir problemas. A dívida para investir não é bem assim. Aliás, a alternativa a endividamento para investir é assumir a pobreza actual como sendo inevitável. O discurso miserabilista de Ferreira Leite é isso mesmo: limita-se a dizer que o futuro não existe. A alternativa liberal é mais risonha. Mais: é utópica. Os liberais acreditam verdadeiramente no futuro. Só não acreditam que ele esteja associado a qualquer intervenção pública. Entre MFL e os liberais, eu prefiro os segundos.
Eu tenho alguns problemas com essa coisa do futuro. O futuro é exactamente quando? Eu sei que tu acreditas na capacidade de auto-regeneração do mercado. O futuro, para ti, é isso: é quando as coisas, sem grandes interferências públicas, se endireitarem - coisa que, para ti, acontecerá natural e inevitavelmente, claro. Tu acreditas na destructive creation (e, por isso, a recessão é necessária como fase de purificação), em preços não distorcidos e coisas do género. Tu acreditas que, se ninguém interferir com os mecanismos de mercado, o futuro irá necessariamente acontecer e será glorioso. Eu não. É isso que nos distingue.
Via Arrastão, fiquei a saber que a Siemens e Nokia ajudaram o governo Iraniano a instalar um dos mais avançados sistemas de vigilância e censura da internet do mundo. Tendo em conta que a UE já regula galheteiros, tamanho da fruta e quejandos, não seria mais condizente com os supostos valores europeus punir todas as empresas que contribuam para o reforço do poder de governos autoritários por esse mundo fora? Não estamos a falar de empresas que fazem negócios com regimes não democráticos, mas sim de empresas que fazem negócios directamente relacionados com a natureza autoritária desses mesmos regimes. Ou seja, temos empresas europeias que, através dos seus produtos e know-how, ganham dinheiro a reforçar o poder de regimes autoritários A minha pergunta é a seguinte: pode a UE permitir que empresas que funcionam ao abrigo das suas leis contribuam para reforçar a tirania?
"5 para a meia-noite" já está no ar, na RTP2, e eu apoio a "exploração infantil" ;-)
Iran's Supreme Leader, Ayatollah Ali Khamenei, convened an emergency meeting in Tehran today to discuss what he called "number one threat to this regime": green Twitter avatars.
"The green Avatars must be stopped!" he roared, pounding his fist on the table.
According to sources close to the Supreme Leader, the Ayatollah is considering a number of measures to combat the avatars, including banning the color green and distributing free smiley-face emoticons across Iran.
É uma suposta verdade contabilistica que alguns economistas elevam a lei. E o manifesto dos 28 pressupõem esta "verdade" quando diz que mais investimento público implica necessariamente menos fundos para o sector privado. Contabilisticamente, isto é verdade. Mas o que os 28 não discutem - porque se limitam a pressupor - é se há assim tantos privados dispostos a investir aquilo que o Estado se prepara para lhes retirar. Que os Insurgentes e semelhantes tropas fandangas tenham uma fé inquebrantável nas forças reprimidas do sector privado, eu ainda compreendo. Não concordo, mas compreendo: é da natureza da sua ideologia e outra coisa não seria de esperar. Mas quando se trata de senadores supostamente respeitáveis, eu espero - e exijo - mais. Nos dias que correm, não consta que haja assim tantos privados ansiosos por injectar dinheiro na economia. Eu posso estar enganado, mas não há nada no manifesto dos 28 que me leve a dizer tal coisa.
Luís Rainha, Sábado-Blogue de Esquerda
Já começa a ser habitual: a cruzada do Público contra o estado da educação em Portugal, faz-se, se necessário, apesar da realidade. Assim é fácil.
(ler também a Shyza no Womenageatrois)
A cada 16 segundos há uma menina em risco de MGF. Vale a pena ler e divulgar esta publicação da APF, elaborada no contexto da iniciativa Countdown Europe 2015
No ano em que se assinalam 50 anos da morte do escritor, poeta, músico, cantor e engenheiro francês Boris Vian, 39 «artistas de talento» juntaram-se para homenagear o mestre do nonsense patafísico num disco, que saiu hoje em França, que inclui quarenta canções, dezanove das quais inéditas.
Em 1955, Boris Vian escreveu uma letra para uma música de Java (dança popular parisiense, uma espécie de valsa de passos rápidos) composta por Alain Goraguer em que satirizava os construtores de bombas atómicas. La Java des bombes atomiques, igualmente disponível no Youtube e cuja letra segue depois do sinal, é por vezes interpretada como uma crítica à ciência do engenheiro de formação. É assim bom recordar outras palavras de Vian, agora do livro «Boris Vian por Boris Vian»
«É muito bonito, é extremamente conhecido e extremamente comum dizer em francês, dizer com orgulho: 'Eu não percebo nada de matemática.' Pessoalmente, faço a seguinte reflexão: 'Se não percebesse nada de matemática teria vergonha de dizê-lo.' Apresentar-se assim de repente como um imbecil não é a melhor maneira de se apresentar.»
«No domínio da ciência a questão é extremamente precisa: as pessoas ou sabem ou não sabem. É justamente por isso que em todos os outros domínios as pessoas se contentam em envolver tudo numa verborreia brumosa. É por isso que em França ficam tão contentes de fazer passar o fantástico antes do científico. Há tão poucos que sabem o que é a ciência. É tão mais cómodo ter palavras brumosas. Esse é exactamente o problema. Garanto-vos que é muito fácil, em matemática, saber se um tipo sabe alguma coisa ou não. Também é muito fácil sabê-lo em física, em química, e numa quantidade jeitosa de ciências muito mais exactas do que aquelas com que nos martelam os ouvidos debaixo do nome de ciências sociais e económicas.»
"Rafsanjani has votes to remove Khamenei, needs secure support of army. Regime may attack Qom"
Como se deduz das declarações dos subscritores do manifesto dos 28 nos últimos dias, cada um deles teve as suas razões particulares para subscrever o alegado manifesto.
Assim, de repente, consegui identificar a seguinte tipologia de aderentes:
1. Os que acham que o país não tem dinheiro para investir.
2. Os que desconfiam do poder multiplicador do investimento público.
3. Os que temem que o investimento público esgote as verbas disponíveis para o investimento privado.
4. Os que acham que o investimento público não é a melhor forma de responder à crise.
5. Os que apoiam os pequenos investimentos públicos, mas não os grandes.
6. Os que são contra o novo aeroporto.
7. Os que querem o novo aeroporto noutro sítio.
8. Os que querem o novo aeroporto mas não agora.
9. Os que são genericamente contra o TGV.
10. Os que querem o TGV, mas não agora.
11. Os que querem a ligação por TVG Lisboa-Madrid, mas não Lisboa-Porto.
12. Os que querem a ligação por TGV Lisboa-Porto, mas não Lisboa-Madrid.
13. Os que não querem mais auto-estradas.
14. Os que querem mais auto-estradas, mas não agora.
15. Os que querem mais auto-estradas, mas não estas.
Já chegámos aos 28? Ainda não, nem é preciso, porque os diversos arranjos de opções alternativas encarregam-se de assegurar que cada cabeça tem a sua opinião particular sobre o programa de investimentos públicos em discussão.
O manifesto é um típico exemplo de coligação negativa: um conjunto de pessoas une-se pelas motivações mais díspares para obstaculizar este ou aquele aspecto de uma solução de conjunto que não lhe agrada.
Que fariam estas pessoas, se acaso conquistassem o poder? Nada, evidentemente, visto o entendimento que alcançaram ser insusceptível de sustentar um programa de acção positivo.
A ingovernabilidade torna-se desde logo patente em manifestos deste tipo.
adorava perceber como é que as pessoas distinguiram 'adolescentes' nas fotos das festas de berlusconi. eu vi mulheres jovens (que podiam ter entre 19 e 40 e tal anos, à vontade). mas deve ser da minha miopia. além disso, gostava de saber se em itália é crime consumir cocaína e recorrer à prostituição -- duas informações que faria sentido acrescentar a um texto que diz 'a justiça italiana suspeita'. é que por exemplo em portugal nenhuma das coisas é crime. consumir cocaína é um ilícito não criminal e recorrer à prostituição nem sequer é ilícito. o que é ilícito é o lenocínio. ou seja, lucrar com a actividade da prostituição de outras pessoas.
tudo isto dito, e frisando, como já frisei várias vezes, que não gosto mesmo nada de berlusconi e que gostava muito que ele não estivesse no poder em itália, acho lamentável que seja combatido politicamente com base neste tipo de 'notícias'.
Maria João Marques, Insurgente
A resposta a "alguém julga que" é: todos os que não são neocons (e há mesmo alguns neocons que não aceitam esta narrativa) rejeitam a ideia de que Bush tinha razão. Que os neo-cons ponham o combate político a Obama e os seus interesses privados à frente dos interesses do povo iraniano, eu ainda percebo. Que em Portugal haja quem insista na tese alucinada de que o que está a acontecer no Irão se deve às políticas da administração Bush, já é mais difícil de entender. Será que a Maria João Marques acredita mesmo no que escreve ou está apenas a provocar.
Para terminar, três notas:
1-Ahmedinejad sucedeu a Khatami e pôs um ponto final à tentativa de desanuviamento político entre o Irão e os EUA. Foram os EUA que não aceitaram os sinais de abertura de Khatami e que facilitaram o discurso hiper-nacionalista do Irão dos últimos anos;
2-O nuclear Iraniano não divide reformistas e a liunha dura do regime. Depois da política belicosa dos neocons e de Bush, o nuclear tornou-se mais ou menos consensual na sociedade iraniana. Bombardear as instalações nucleares do irão iria unir os Iranianos em torno de Ahmedinejad e destruir toda e qualquer possibilidade de sucesso do movimento reformista;
3-Qualquer pessoa que conheça minimamente a história do Irão (sobretudo depois de 1953) sabe que o melhor que um presidente americano pode fazer é não interferir nem tomar partido por qualquer facção iraniana.
There are about 120 official Israeli settlements in the occupied territories of the West Bank. In addition, there are “unofficial” settlements whose number is estimated variously from 80 to 100. Under international law, there is no difference between these two categories; both are contraventions of Article 47 of the Fourth Geneva Convention, which explicitly prohibits the annexation of land consequent to the use of force, a principle re-stated in Article 2(4) of the United Nations Charter.
Os 28 falam do plano de investimentos do governo como se Portugal só tivesse um problema de contas públicas e endividamento externo. Tudo o resto - os baixíssimos níveis de investimento público, o desemprego, o output gap, a aparente falta de vontade dos privados em investir - é desvalorizado ou marginalizado, como se fossem problemas sem qualquer relação com o investimento público. No fundo, os 28 pedem cautela, prudência, e dizem que devemos parar para reflectir. Convinha que tivessem reflectido sobre tudo e não nos apresentassem uma visão truncada e redutora sobre a realidade.
Pergunta o Pedro Marques Lopes:
"Já agora, quem, na opinião destes senhores, deve designar os especialistas que devem estudar os investimentos públicos? "
Se não há dinheiro para nada, como é que a EDP investiu o ano passado nos EUA cerca de 5 mil milhões de euros na compra de uma empresa de energia solar, uma verba equivalente ao custo estimado do novo aeroporto de Lisboa?
Pelos vistos, as elevadíssimas tarifas de electricidade pagas pelos consumidores e pelas empresas portuguesas geram excedentes suficientes para aventuras megalomanas lá fora, embora escasseie o dinheiro para investir cá dentro.
Podem responder-me que a EDP é uma empresa privada e que, por conseguinte, investe o seu dinheiro onde muito bem entende. Mas não esqueçamos que o Estado português tem uma golden share na EDP, logo não pode alhear-se das políticas de investimento da maior empresa portuguesa, designadamente sempre que são susceptíveis de pôr em causa o equilíbrio financeiro externo do país.
Matt Yglesias
“stand by me” à volta do mundo
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