Pesquisa

adoro gatos…

28 de Maio de 2010 por Paulo Jorge Vieira

Pena que a reprodução de “piadas metafóricas e irónicas” com animais ainda não se encontra presente na agenda dos direitos dos animais. Como adoro gat@s estarei sempre contra a ideia – antropocêntrica – de que são animais trapaceiros! Pelos direitos dos gat@s!

Demissão já! Governo regurgita medidas para especulador ver

28 de Maio de 2010 por Tiago Mota Saraiva

O Conselho de Ministros de 27 de Maio aprovou um diploma que visa regular a eliminação de algumas medidas que tinham sido adoptadas transitoriamente no auge da crise económica internacional. São eliminadas: a prorrogação por 6 meses da atribuição do subsídio social de desemprego, a redução do número de dias de trabalho para atribuição deste subsídio, a majoração de 10% do subsídio de desemprego para os agregados desempregados com dependentes a cargo, o alargamento aos escalões 2 a 5 do adicional ao abono de família para despesas de educação, o Programa Qualificação-Emprego, a redução de 3% da taxa social única para micro e pequenas empresas, a requalificação de jovens licenciados em áreas de baixa empregabilidade, e o reforço da linha de crédito bonificada para criação de empresas por desempregados. A eliminação progressiva destas medidas adequa-se à nova fase de evolução da economia portuguesa e inscreve-se nas medidas de redução da despesa pública.

Grizzly Bear, Coliseu de Lisboa, 26 de Maio de 2010: reportagem

28 de Maio de 2010 por João Torgal

Em 2004, um senhor de Brooklyn chamado Edward Droste iniciava-se nas lides discográficas com Horn of Plenty. Muito mais do que um disco de corpo inteiro, nele se encontrava um conjunto de experiências sonoras, de temas aparentemente pouco trabalhados e inacabados e valia essencialmente enquanto esboço da banda que se viria a formar, os Grizzly Bear, pois claro. Já enquanto quarteto (com Christopher Bear, Chris Taylor e, claro, Daniel Rossen), lançam em 2006 uma das grandes obras-primas musicais do ano. Yellow House impressionou não só pela consistência e pela forma incrível e apurada como fundia texturas folk, guitarras em distorção e componentes experimentais e ruído em doses certas, mas também pelo modo como conseguiram criar uma marca sonora tão vincada e tão própria. Já depois da edição de um recomendável EP de extras (Friend de 2007), a banda norte-americana volta os discos em 2009, com “Veckatimest”. Menos experimental e folk que o seu antecessor, o som deste disco é talvez mais aberto e acessível, ora mais pop, ora mais melancólico, ora com mais peso nas guitarras, sem perder, contudo, um pouco que seja da identidade da banda, tão fortemente assumida em “Yellow House”. Assim sendo, mesmo que porventura não possua a genialidade dos seu antecessor, é novamente um excelente disco, pelo que não espantou a incondicional aclamação da crítica e a presença abundante nas listas de melhores do ano. Foi este último trabalho que a banda americana veio apresentar ao Coliseu de Lisboa, num concerto praticamente esgotado há mais de dois meses (começa a ser um lugar comum, mas fica mais uma vez a pergunta retórica: como é que bandas destas, que aliam qualidade e impacto mediático, não passam nas rádios generalistas? Será porque a mediocridade é muito mais uma opção do que uma estratégia de marketing?).

Pouco passava das 21h quando, com um coliseu ainda muito despido, subiu a palco a brasileira Cibelle. Durante os 30 minutos que durou a primeira parte houve diversidade quanto baste, desde sensualidade blues “à la Nancy Sinatra” até um tema mais melancólico e quase etéreo, passando por devaneios vocais, supostas baladas sentimentais e temas de amor (assim apresentados), elementos electrónicos ou sons diversos (passarinhos, mar, sinos, etc). A saída de palco foi tal e qual a entrada, com Cibelle a desfilar com um leque por um palco com uma decoração bem pomposa, recheada de brilhantes, rematando assim um espectáculo bem mais performativo, do que musical. Em suma, foi estranho e curioso, mas só isso…

Depois de um intervalo de cerca de 25 minutos , começava finalmente o grande momento da noite, a estreia em Portugal dos Grizzly Bear. O concerto começou com uma óptima interpretação de “Southern Point” (tema que também abre Veckatimest), nomeadamente no seu final, com o impressionante fulgor das guitarras a fazer lembrar tenúamente e de forma compactada alguns dos grandes crescendos… post-rock (o mesmo sucedeu em outros temas, como em “Fine For Now”). Seguiu-se, em toadas mais leves e mais pop, o single do disco, “Cheerleader”, desta feita interpretado por Droste. A voz do mentor da banda é em disco alvo de uma enorme produção e ao vivo isso sente-se de forma significativa, num registo recheado de reverb que, a espaços, em particular nos temas mais calmos, se torna excessivo, fazendo com que temas lindíssimos como “Ready Able” ou “Foreground” percam um pouco da sua beleza e da sua magia. Mas nada de realmente significativo, até porque o jogo vocal confirmou ser uma das grandes virtudes da banda, não só na alternância entre o timbre mais rouco de Rossen e o mais etéreo de Droste, mas também nos deliciosos coros, sem dúvida uma das imagens de marca da banda.

Num alinhamento que incidiu essencialmente no último trabalho de estúdio dos Grizzly Bear, houve contudo lugar para quatro passagens por Yellow House, a mostrar o lado mais explorador de sons da banda nova-iorquina, nomeadamente nos brilhantes “Colorado” (escusadas as palmas do público antes daquele final absolutamente arrebatador) e “Lullabye”. Do mesmo disco, houve também lugar para ”Knife”, previsivelmente um dos temas mais celebrados da noite (tal como o irresistível “Two Weeks”), e para uma versão algo reduzida de ”On a Neck on a Spit”,  sentindo-se um pouco a falta daquele arranque mais folky.

Apesar de não serem muito comunicativos em palco, limitando-se essencialmente a agradecer o carinho do público português, foi das palavras de Droste que veio uma das surpresas da noite (pelo menos para mim): o anúncio pouco perceptível de que os Grizzly Bear estariam de volta em Julho para o Super Bock Super Rock (até o próprio Rossen pareceu surpreendido, exclamando “Really?!”), ou seja, uma óptima oportunidade para todos aqueles que não os puderam ver desta vez. Pouco depois, terminava a parte principal do concerto, com um retorno fugaz aos tempos primordiais de Horn of Plenty, num ”Fix it” iniciado com Droste na flauta e terminado com um brutal e complexo experimentalismo, nos limites do caos e com muito poucas semelhanças com o original, mostrando que, para além de uma pequena essência, pouco ou nada resta desses tempos iniciais (o mesmo já se tinha depreendido das recriações completamente diferentes, muito mais complexas e preenchidas, de “Shits” e de “Alligator”, presentes no EP Friend). Para o encore, estava reservada uma óptima surpresa: uma interpretação acústica e minimal de “All We Ask”, com a interacção vocal de Rossen e Droste a resultar em pleno e numa lógica de plena comunhão com o público. No fundo, um final fantástico para um concerto que, mesmo não tendo sido propriamente perfeito e tendo tido um ou outro pormenor menos positivo, veio de encontro às elevadas expectativas nele depositadas. Os Grizzly Bear são efectivamente uma das grandes bandas da actualidade e ao vivo confirmam francamente esse estatuto.

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Palavras viajantes

28 de Maio de 2010 por Nuno Ramos de Almeida


Buala é um lugar de cruzamentos na rede imaterial da net. Às vezes, no meio do barulho das luzes, surgem vozes e palavras que nos fazem viajar. Buala é um destes locais de pensamento em rede, o objectivo é falar sobre a cultura africana contemporânea. A equipa é constituída pela Marta Lança, Marta Mestre e Francisca Bagulho. Vale a pena a visita. Vou fazendo o link de alguns dos textos durante os próximos dias. As fotos da galeria são de John Liebenberg, e “falam” de Angola. A que se vê, neste post, é de 1991. O conjunto leva o nome de “Alguns anos de lágrimas”.

Judite de Sousa na Playboy

28 de Maio de 2010 por Tiago Ribeiro


A história da elite portuguesa é a história dos gunas da Ribeiro do Porto: ou dás o guito ou fazem-te o filme.
Hoje, a pêra de Daniel Proença de Carvalho veio à televisão propor um golpe de estado. Eu, que nem me dou com comunas nem faço questão de, duas vezes ao dia, lembrar o fascismo a quem tem a infelicidade de me encontrar pela frente, dou comigo a pensar na arte e na ciência constitucional de 1933. Foi limpinho. Pouco percebo do assunto, mas enfiar limites orçamentais e fiscais (resposta – ó ó – às gigantescas extravagâncias redistributivas da política pública portuguesa) na lei fundamental é conseguir o que o socialismo, na Constituição de 1976, nunca conseguiu: eficácia. Que a gestão das finanças públicas é economia política pura e dura até a Gisela do Masterplan deve saber. Mas não é por mero acaso que a semântica da crise como mal comum tem vingado e – sejamos justos – tal não se deve unicamente à hegemonia de uma burguesia económica e de uma direita política rentista e preguiçosa (respectivamente e vice-versa): é também graças ao jornalismo crítico e vigilante, pago pelo meu bolso, que, como hoje à noite, abriu as pernas a Proença de Carvalho como há muito não se vê no youporn.

Reforma ou Revolução? III

28 de Maio de 2010 por Nuno Ramos de Almeida


A minha tentativa de fazer um post à Renato

Reforma ou Revolução? II

28 de Maio de 2010 por Renato Teixeira

KERENSKY vs LENINE

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Ácido lisérgico-jugular

27 de Maio de 2010 por António Figueira

Sorrir. Sorrir com benevolência. Apenas isso. Depois adormecer e sonhar. Sonhar muito. Simplesmente. Sonhar telhados. Gatas. Zinco quente. Escaldão. Maldição. Perdição. Caleiras. Tombos. Outros voos. Aterragens forçadas. Miaus fininhos. Denúncia. Bófia. Prisão. Arranhadelas. Cães ferozes. Vozes grossas. Gritos tremendos. Delírio. Internamento. Miau miau. Acordar. Sorrir. Depois, mais uma vez, e com benevolência, delirar. Apenas isso.

Mas afinal é a “CGTP” ou a “Poesia” que vai descer a Avenida da Liberdade?

27 de Maio de 2010 por Renato Teixeira

(..) entre nós e as palavras há perfis ardentes
espaços cheios de gente de costas (…)

Mário Cesariny

“Pior que não cantar
é cantar sem saber o que se canta

Pior que não gritar
é gritar só porque um grito algures se levanta

Pior que não andar
é ir andando atrás de alguém que manda

Sem amor e sem raiva as bandeiras são pano
que só vento electriza
em ruidosa confusão
de engano

A Revolução
não se burocratiza”

Mário Dionísio

Espero não ter sido contagiado pelo espírito do centrismo mas vejo que este é um debate cheio de boas razões dos dois lados da polémica. Um pouco como se fosse possível fazer a síntese dos poemas citados.

Os equívocos da Concentração Anti Capitalista:

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Álvaro Cunhal, sete fôlegos de um combatente

27 de Maio de 2010 por Nuno Ramos de Almeida


A obra que Carlos Brito apresenta hoje é um livro muito interessante. O autor tem, para além de uma vida cheia e uma grande inteligência, a grande virtude de não reescrever o passado à luz do seu posicionamento presente. Uma tarefa facilitada, no caso dele, por ser uma pessoa honesta que mantém grande parte das convicções que abraçou em jovem. “Álvaro Cunhal, sete fôlegos de um combatente” enriquece o património da história portuguesa com um um testemunho rico daquilo que foram quase meio século de história. A obra permite desmontar campanhas e invenções sobre o PCP no PREC. Explicar a estratégia e a tactica deste partido durante a revolução portuguesa. Mesmo no período recente em que a luta interna no PCP foi muito forte, que corresponde ao afastamento de Carlos Brito do partido, o autor dá a sua versão dos factos com cuidado e uma grande honestidade intelectual. Muitos poderão não concordar com ele, mas ganharão em ler uma versão interessante e vivida dessa história. A nível das pequenas histórias, não resisto em transcrever uma: corria o ano de 77, o parlamento recebeu um convite para visitar Marrocos. O PCP nomeou para a delegação o deputado Cavalheira Antunes, economista de profissão. Lido o protocolo da visita verificou-se a obrigatoriedade do uso de gravata em alguns momentos. O deputado declarou peremptório que se recusava a usar gravata. Perante esta situação, o deputado e o chefe de gabinete, João Amaral, deslocaram-se à sede do PCP para discutirem o impasse com Carlos Brito. Enquanto Brito e João Amaral tentavam, em vão, convencer o deputado recalcitrante, entrou Cunhal no gabinete para tratar de outro assunto. Brito pediu-lhe a opinião. Cunhal juntou os seus esforços aos dois outros para tentar convencer Cavalheira Antunes. Até que resolveu a questão. “Explicou que é muito usual nos países africanos o uso de trajes tradicionais nas cerimónias oficiais ‘e nós temos trajes muito bonitos, por exemplo, os minhotos’, salientou, ‘ora o nosso camarada podia ir vestido de minhoto e evitava-se a gravata. Até podemos já telefonar aos nossos camaradas de Viana a encomendar um fato.’ Aqui o Cavalheira Antunes interrompeu, aflito: ‘ Não é preciso, não é preciso, eu vou comprar a gravata’. E assim se evitou um conflito protocolar”.

Já pensaram em darem melhores condições de trabalho e aumentarem-lhes o ordenado?

27 de Maio de 2010 por Nuno Ramos de Almeida


O fabricante de IPhones na China enfrenta, segundo o Público, uma vaga de suicídios. Já nove trabalhadores se mataram. Para impedir o aumento deste número, a empresa chamou monges budistas, contratou 2000 psicólogos, cantores e bailarinos e inaugurou um centro de combate ao stress onde os operários podem esmurrar a fotografia do seu superior. A empresa garante que ninguém trabalha mais de 60 horas semanais, mas há muitos, dos 400 mil trabalhadores, que fazem horas extraordinárias para ganharem mais do que os 106 euros de salário mensal. Segundo um investigador das condições laborais: “o trabalho é longo, monótomo. A rapidez é muita e não se pode abrandar, pelo menos durante 10 horas”.

tod@s para a rua no sábado!

27 de Maio de 2010 por Paulo Jorge Vieira

Parece que a multiplicidade de convocatórias para a manifestação organizada pela CGTP está a provocar incómodos. Pelo menos está a provocar as discussões de sempre entre aqueles que na esquerda se ocupam de pensar muito sobre o que é ser de esquerda.
Para mim é-me igual. Não sou actualmente sindicalizado. Irei com o bloco/grupo LGBT que o Sérgio noticiou. Iremos lá para o fim como habitual depois de quem organiza – a CGTP – e de mais um mar de gente…
Porque isso sim é que interessa, que sejamos muit@s a luta contra este plano de austeridade, e pela defesa dos direitos de tod@s os trabalhadores.
Como vamos? Com quem vamos? O que gritamos? O que levamos vestido? Tudo isso depende de cada um… eu até me posso juntar ao pessoal do Coro da Achada, se formos juntos, a cantar…
A diversidade discursiva e performativa é um elementos fundamentais da luta política! Como diz um slogan muito especial para mim… tod@s pela luta toda!!!

* Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico *

27 de Maio de 2010 por Morgada de V.

Não são só as consoantes mudas que estão a falhar à agência Lusa: na última contagem também faltavam parafusos, uma roda dentada, uma camisa-de-forças tamanho XL e alguns tornilhos.

“A minha mãe diz que Barack Obama expulsa todos os que não têm papéis” Lucy, peruana, 7 anos

27 de Maio de 2010 por Rafael Fortes

Em Janeiro de 2009, estimava- -se que existiam 10,8 milhões de imigrantes ilegais nos EUA – a grande maioria da América Latina. O estado do Arizona é o principal ponto de entrada dos que vêm do México (6,7 milhões no total, segundo as estimativas).

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Lutar vale a pena!

27 de Maio de 2010 por Nuno Ramos de Almeida

A Apple ultrapassou a Microsoft no Nasdaq

De pé, contra o “kitsch” revolucionário, sempre! É tempo de mandarmos às urtigas o folclorismo “anti-capitalista” dos bushistas do costume

27 de Maio de 2010 por Carlos Vidal


Hermann Broch

Os factos são:

Está convocado, paralelamente (contrária, no fundo) à manifestação da CGTP (uma manif que, para os “laura-bushistas” doentinhos do costume é uma manif “do PCP”), paralelamente à da CGTP, dizia eu, está convocado um encontrozeco intitulado “Concentração anti-capitalista: A crise dos poderosos é a festa dos oprimidos” (um título desde logo deveras ESTÚPIDO e insensível: os oprimidos não têm nenhum motivo para fazer festas!! Nem antes nem agora, isso é, sim é, para os pequeno-burgueses do costume). Esta autodenominada “Concentração anti-capitalista …” está marcada para o mesmo lugar da manifestação da CGTP, Marquês de Pombal, próximo 29 de Maio, mas ridiculamente antecipada em relação a esta em meia-hora (30 minutos!!!) – bom, muito bom, nada de confusões. E conta com slogans de génio, a imitar 68 (e não é por acaso que estes pobres IMITAM, imitam o passado, o passado referencial) deste género: “A crise dos poderosos é a festa dos oprimidos” (repito: festa?? festa??); “patrões de todo o mundo, tenham muito medo” (note-se como nesta frase é o patrão o protagonista – duplamente estúpida, a frase, por não referir quem sofre!!); “porque exigimos a rua como nossa” (aqui imita-se Maio 68, despudoradamente e sem imaginação). Ou seja, segundo esta última frase, a rua não é da CGTP, é “nossa”, porque os senhores vão lá estar meia-hora antes – e nesse período vão ser donos do Marquês, paz às suas almas.

Reparemos de novo nestas pérolas desta contramanifestação. Parecem pérolas revolucionárias, não é? Mas não são. E o que são? São KITSCH puro, do mais puro, grotesco e ignorante que é possível imaginar. Eu explico.

Em 1950, definia assim Hermann Broch a trampa do Kitsch:

A essência do Kitsch consiste numa troca da categoria ética pela categoria estética.

Dizer “a rua nossa” é exactamente isto: esteticizar a manifestação, o combate árduo e de risco.

Continua Broch: no kitsch, “o artista não possui um valioso trabalho de arte, mas antes um ‘Belo’ trabalho de arte, o que aqui conta é somente o efeito, o belo efeito. E isto significa que a novela kitsch, mesmo quando usa linguagem naturalista [ou, digamos, realista], isto é, o vocabulário da realidade, descreve o mundo não como ele realmente é, mas como seria esperado que fosse ou temido como tal”.

O kitsch tende a empregar aquilo que já deu provas (repete como eu disse slogans tipo Maio 68). Portanto:

O que pertence ao passado e está comprovado aparece sempre e reaparece no kitsch, por outras palavras (…) o kitsch está sempre sujeito a uma dogmática influência do passado – nunca constrói o seu vocabulário a partir da realidade nem do mundo directamente, mas aplica-se a repisar o vocabulário pré-usado, quer logo transforma em cliché (…)

Genial Broch, em 1950. Meditemos nisto. Por acaso, Theodor Adorno e Max Horckeimer, em 1944, no seu clássico Dialektikal der Aufklärung, no capítulo “A indústria cultural: o iluminismo como mistificação das massas” falam-nos de algo que igualmente nos interessa para avaliar esta pseudo-concentração pseudo-anti-capitalista: para eles, lucidamente, na indústria cultural e do pensamento (ver isto em paralelo com o kitsch) a resistência crítica apenas pode funcionar desde que integrada: “Quem resiste só pode sobreviver integrando-se”. Porque a indústria do capital absorve tudo, desde o realismo crítico à reforma agrária, se tudo se deixar carnavalizar. E é aqui que entra um conhecido alerta: a manifestação carnavalesca mais não faz do que lubrificar o sistema. A multiplicação das diferenças mais não faz do que iludir-nos com uma falsa desterritorialização (que reterritorializa sempre!!). Por isso é que a patética “concentração das 14.30″, “autonomista” e “laura-bushista” é contrária à manifestação organizada da CGTP. Dizem os tipos da “concentração” que negam a concepção de “vanguarda” (o partido, por exemplo). Ora era precisamente por aqui que Clement Greenberg, já nos anos 30, definia o kitsch: o kitsch é sempre académico e contrário à vanguarda.

E se fossem chatear a Laura Bush?


Reformistas

Os ricos que paguem a crise que foram eles que lucraram com ela!

27 de Maio de 2010 por Renato Teixeira

Conheça os salários dos principais gestores em Portugal. Ao contrário da generalidade dos trabalhadores que ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, os gestores recebem em média mais 32% do que os americanos, mais 22,5% do que os franceses, mais 55 % do que os finlandeses e mais 56,5% do que os suecos.

Mata da Costa: Presidente dos CTT, 200.200 €

Carlos Tavares: CMVM, 245.552 €

Vítor Constâncio: Banco de Portugal, 249.448€

António Oliveira Fonseca: Metro do Porto, 96.507 €

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Memórias de um memorialista

27 de Maio de 2010 por António Figueira

«Um dos espíritos mais formosos deste século trágico em que vivemos escreveu, pouco antes que a Europa pegasse fogo, que toda a história é sempre história contemporânea, “perché, per remoti e remotissimi che sembrino cronologicamente i fatti che vi entrano, essa è, in realtà, storia sempre riferita al bisogno e alla situazione presente, nella quale quei fatti propagano le loro vibrazioni”*, e faz todo o sentido isso que escreveu, pois que, se o passado determina o presente, é este que, por sua vez, ilumina o modo como lemos o passado, numa dialéctica binária perfeita, que se inspira directamente nos mestres idealistas alemães.

*Benedetto Croce, “La storia como pensiero i como azione” (Bari, 1938)

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Uma bomba relógio

27 de Maio de 2010 por Tiago Mota Saraiva

Empréstimos à Parque Escolar ultrapassam os mil milhões
Quase metade do investimento previsto para as obras de modernização das escolas secundárias foi garantido através de empréstimos já contraídos pela empresa pública Parque Escolar, cujo total ronda 1,15 mil milhões de euros.
O último, no montante de 600 milhões, foi aprovado este mês pelo Banco Europeu de Investimento (BEI). No ano passado, o BEI tinha concedido à empresa um empréstimo de 300 milhões. Na nota divulgada na altura pelo BEI, o custo do programa aparecia avaliado em 2,2 mil milhões de euros. Este montante subiu para 2,7 mil milhões na informação divulgada no passado dia 11 e onde se dá conta da aprovação do novo empréstimo.
A Parque Escolar tem situado em 2,5 mil milhões o investimento previsto para reabilitar as 205 escolas já abrangidas pelo programa. As obras foram concluídas em 21.
A empresa conseguiu também obter outro empréstimo de 250 milhões de euros junto do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa.

Clara Viana

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“100 + 1 Intelectuais contra o PEC”: uma tomada de posição URGENTE

27 de Maio de 2010 por Carlos Vidal

100+1 intelectuais contra o PEC

HOJE, quinta-feira, 27 de Maio, às 17h30, compareça ao acto público de apresentação desta Posição Colectiva contra o PEC, junto às escadarias da Assembleia da República.

É muitíssimo importante a sua presença.

Consultar o texto, a convocatória, os subscritores (uma lista que poderá e deverá o leitor ampliar) no blogue:

100mais1contraopec.blogspot.com

100 + 1 subscritores iniciais – Ler na página seguinte:

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em arquivo


Ainda sobre mimetismo heteronormalizante e casamento (rest my case)

26 de Maio de 2010 por Sérgio Vitorino | 14 comentários

Robert Rodriguez: mau realizador.

26 de Maio de 2010 por Antonio Mira | tags: | sem comentários

Os tributados do RSI

26 de Maio de 2010 por Jorge Palinhos | 6 comentários

Mais um elefante que tenta passar entre os pingos da chuva

26 de Maio de 2010 por Tiago Mota Saraiva | 6 comentários

Os candidatos sem esquerda e a esquerda sem candidatos

26 de Maio de 2010 por Renato Teixeira | tags: | 12 comentários

Gay: casa e cala-te. E força lá 1 sorriso na cara, pá!

26 de Maio de 2010 por Sérgio Vitorino | 10 comentários

Reforma ou Revolução? I

26 de Maio de 2010 por Renato Teixeira | 6 comentários

Marcha global da marijuana (ou será da LSD?)

25 de Maio de 2010 por Nuno Ramos de Almeida | 2 comentários

O drama dos entes queridos

25 de Maio de 2010 por Nuno Ramos de Almeida | sem comentários

Estás com a luta?

25 de Maio de 2010 por Rafael Fortes | tags: | 26 comentários

“Quantos mais planos de austeridade a Europa fizer, mais ataques especulativos vai sofrer”

25 de Maio de 2010 por Nuno Ramos de Almeida | 8 comentários

Dos defensores das liberdadezinhas

25 de Maio de 2010 por Tiago Mota Saraiva | 10 comentários

Revoltemo-nos, pois!

25 de Maio de 2010 por Carlos Guedes | 64 comentários

Mais uma aldrabice

25 de Maio de 2010 por Tiago Mota Saraiva | 8 comentários

“Uma Terra Sem Gente Para Gente Sem Terra”- um projecto de Design sobre a Palestina

25 de Maio de 2010 por Tiago Mota Saraiva | 1 comentário

PSD demite-se de fingir não estar no governo

25 de Maio de 2010 por Tiago Mota Saraiva | 3 comentários

O final de “Lost”

25 de Maio de 2010 por Tiago Mota Saraiva | sem comentários

Qual é a ideia, ó “socialistas”??

25 de Maio de 2010 por Carlos Vidal | 10 comentários

Raridades incompletas

25 de Maio de 2010 por Morgada de V. | 8 comentários

Como transformar o PEC num PREC? Atenas! Ana Jorge é só mais uma razão para decapitar este governo.

25 de Maio de 2010 por Renato Teixeira | 1 comentário