Chavez começou por reconhecer que tinha perdido o referendo para a reforma constitucional que lhe permitia ser presidente até aos 95 anos como pretendia. O que impressionou pela positiva, embora já no domingo se pudesse indagar se o teria feito por puro respeito pela democracia ou pelo temor das consequências de desobedecer a uma vontade popular da ordem dos 50% (porventura a memória do golpe de Estado de 2002). Quando ontem veio declarar sem eufemismos, e sem necessidade de uniformizações ortográficas para se perceber o sentido das suas palavras, que tinha sofrido uma "derrota de coragem", que a vitória no referendo tinha sido uma “vitória de merda”, e que ia voltar a sujeitar o seu projecto de alteração constitucional a referendo, parece ter tornado bem claro o grau de sinceridade do seu discurso pós eleitoral e a forma como pretende usar a democracia e os seus mecanismos as vezes necessárias para legitimar e reforçar o seu poder.
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Quinta-feira, Dezembro 06, 2007
Mais forte que nunca...
Palavras chave:
Chavez,
Democracia,
pf,
referendo
Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007
O rescaldo do referendo
Algumas notas sobre o rescaldo do referendo:
1) a Igreja perdeu porque não jogou nem indicou o que pretendia o que é diferente do que por aí dizem os anti-cristos do costume. Espero que numa próxima vez a Igreja tome partido seja ele qual for. Opinião sempre.
2) nos adeptos do sim existem duas vertentes. Os que querem de facto diminuir o aborto e por isso apoiam todos os sistemas de apoio às grávidas e os que querem mesmo é que as mulheres abortem apenas porque não lhes servem o biquini.
3) O referendo não está morto, mas convém dar-lhe viagra (se salva crianças também deve salvar referendos). Apesar de tudo o vinculativo é uma treta de dificil compreensão. Como de costume temos leis que ninguém percebe.
1) a Igreja perdeu porque não jogou nem indicou o que pretendia o que é diferente do que por aí dizem os anti-cristos do costume. Espero que numa próxima vez a Igreja tome partido seja ele qual for. Opinião sempre.
2) nos adeptos do sim existem duas vertentes. Os que querem de facto diminuir o aborto e por isso apoiam todos os sistemas de apoio às grávidas e os que querem mesmo é que as mulheres abortem apenas porque não lhes servem o biquini.
3) O referendo não está morto, mas convém dar-lhe viagra (se salva crianças também deve salvar referendos). Apesar de tudo o vinculativo é uma treta de dificil compreensão. Como de costume temos leis que ninguém percebe.
Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
Novo referendo?
A regionalização foi outro referendo em que já votamos. Na altura confesso ter votado não e dinamizado um movimento que se chamava "assim não". Não concordava com o mapa que nos era imposto por total cegueira politica. Hoje em dia perante aquele mapa voltaria a votar não embora seja um regionalista convicto. E normalmente sou adepto de que mais vale uma má decisão do que uma indecisão. Mas aquela era uma péssima solução.
O Porto Canal apresentou uma sondagem sobre a questão, se era a favor ou contra um novo referendo sobre a regionalização. O resultado é este:
sim 45,2%
nao 28,5%
s/opinião - 28,3%
eu aqui votava claramente sim. O problema está no que se segue. Se quiserem avançar para as 5 regiões planos já existentes, estarei na primeira linha. E dinamizarei um movimento chamado "Assim sim".
embora tenhamos perdido alguns anos acredito que a decisão e as suas implicações são de tal forma grandes que estes anos perdidos são insignificantes.
O Porto Canal apresentou uma sondagem sobre a questão, se era a favor ou contra um novo referendo sobre a regionalização. O resultado é este:
sim 45,2%
nao 28,5%
s/opinião - 28,3%
eu aqui votava claramente sim. O problema está no que se segue. Se quiserem avançar para as 5 regiões planos já existentes, estarei na primeira linha. E dinamizarei um movimento chamado "Assim sim".
embora tenhamos perdido alguns anos acredito que a decisão e as suas implicações são de tal forma grandes que estes anos perdidos são insignificantes.
Domingo, Fevereiro 11, 2007
A vitória do Sim representa.....
Uma simbólica mudança de paradigma - o princípio "Qualidade de Vida" sobre o princípio supremo "Vida".
A sociedade do bem-estar, prevaleceu. Hedonista até ao miolo.
Muito embora existam contingências específicas que prejudicaram o Não, a razão profunda, que lhe subjaz, é uma clara opção no campo ético e moral.
Todavia o debate escamoteou este aspecto.
Como aqui referi, a discussão que deveria ter havido era sobre o conceito de Vida. Permitiria recolocar o debate na sua íntima essência. Isso era o que estava realmente em causa. Mas não interessou ao Sim debatê-lo e o Não não soube chamá-lo. Aliás, temeu convocá-lo.
Infelizmente, toda a discussão centrou-se em questões práticas e tácticas. Foi nos pormenores das agendas de nãos e sins, que se perdeu a natureza do debate. Foi pena. E grave.
Sábado, Fevereiro 10, 2007
Fará sentido
O dia de hoje é bizarro. Um dia de silêncio e reflexão. Se por um lado nos dá descanso e permite que voltemos a falar sobre outros assuntos, o certo é que se torna estranho a proibição de falar sobre o tema que todos queremos falar. Mas não podemos falar. E assim não se fala. Mas fará sentido?
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