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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

Análise Nacional do ano de 2009*

*por Bruno Antunes, aluno do 4º. ano de Direito e blogger d'Um Blogue do Caraças.

Quanto à análise nacional, o esquema é semelhante pelo que inicio o meu comentário com os Momentos mais marcantes deste ano.

Na categoria de Momentos, parece-me que os mais marcantes deste ano foram:

As Eleições europeias, legislativas e autárquicas. Em especial salientam-se as eleições legislativas pela alteração que ocorreu no panorama político-partidário.

A Crise que mudou de algum modo os hábitos de grande parte dos portugueses e que provocou em grande medida o aumento do desemprego no país.

O Conflito com os professores que fez parte da agenda mediática durante meses, provocou manifestações até que houve alguma inflexão do Governo no que à tomada de decisão sobre este assunto diz respeito. A mudança de titular da pasta da Educação é um sinal disso mesmo.


Na categoria de Personalidades, creio que neste ano se notabilizaram:

Sócrates por ter vencido novamente as eleições legislativas, desta feita sem maioria absoluta. Apesar disso, o feito é relevante tendo em conta o clima de crispação com a AR, com Belém, e o alegado envolvimento do Primeiro-Ministro numa série de casos, nos quais nunca chegou sequer a figurar como suspeito mas que alguns aproveitaram para empolar.

Cristiano Ronaldo por ter sido protagonista na mais cara transferência de sempre para o Real Madrid. O facto de ter sido considerado o melhor jogador do Mundo no ano anterior também contribuiu para a notabilização do jogador que conseguiu encher o Santiago Bernabéu no dia da sua apresentação.

Ricardo Araújo Pereira pela sua presença assídua nos ecrãs, sendo que muitas vezes foi melhor oposição que aquela que se encontra no Parlamento. O Programa “Gato Fedorento esmiúça os Sufrágios” demonstra a capacidade de fazer comédia e crítica do grupo de humoristas do qual Ricardo faz parte. Apesar de serem quarto os elementos do grupo, é Ricardo Araújo Pereira quem mais protagonismo tem.

Muitas mais se notabilizaram mas optei por escolher personalidades de áreas distintas.

Já quanto à fotografia do ano, existem muitas que aqui poderiam ser lembradas mas visto que me foi concedida a possibilidade de escolher apenas uma, fica uma das do ano.

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

The Day After

Perdoem-me o post não ter sido publicado ontem, mas estava impossível reunir todos os dados em tempo útil. Antes de mais, este post será longo, muito longo... O posto começou a ser escrito esta manhã e continuado à tarde depois de uma pausa para almoçar com a princesa* no Mac do Chiado:p
A nível nacional, a taxa de participação é de 36,96% o que torna evidencia a forma como os portugueses olham para a política e em especial para o Parlamento Europeu. O país, em especial os políticos, devem entrar em profundo debate e reflexão sobre estes números. Uma democracia não é sustentável com estas percentagens de abstenção. Há que flexibilizar o sistema eleitoral, de forma que os deslocados - estudantes, militares, trabalhadores, etc - possam votar. Falei com muitos lisboetas que foram passar o fim-de-semana ao Algarve e muitos que ficaram por cá a trabalhar e não foram à terra votar. No século XXI, no século da mobilidade o voto não pode ser tão imobilizado. Alguns orgulham-se de termos a Assembleia da República mais 2.0, mas temos um sistema eleitoral da idade da pedra. As prioridades do investimento...
As sondagens falharam redondamente, não voltarei a olhar para elas com os mesmo olhos. O preço das sondagens deve estar em saldo e os que trabalham nelas devem repensar toda a forma de estudo. As sondagens nunca irão previr resultados, mas não podem errar desta forma, quiçá influenciando decisões de voto.
O PSD renasce em tempo recorde, fruto da dimensão que Rangel tomou. Paulo Rangel é hoje um nome incontornável da política no PSD e será sempre um nome para um hipotético governo ou sucessão a MFL. O PS perde em toda a frente. Sócrates fez bem a previsão, o eleitorado está à esquerda, mas falhou na solução. Vital Moreira não cativou votos à esquerda e perdeu à direita, foram os esforços da máquina socialista e a entrada em campanha de Sócrates que afastaram um cenário de completo naufrágio. A governação do país não será a mesma depois da noite de ontem.
Apesar da vitória do PSD, foi a esquerda quem venceu. BE e PCP acima dos 20% e com 3 e 2 deputados respectivamente. Muda por completo o mapa político nacional. O CDS/PP contra todas as previsões garante dois lugares e dá novo folgo a Portas, no entanto, apesar da euforia, não deixa de ser uma derrota: quinta força política. Ainda a nível nacional: o MEP na primeira vez que vai a votos consegue 1,48%; o outro estreante o MMS não convence e fica abaixo de 1%; foram 164 mil os votos brancos, um número elevado (a sexta força política) que merece reflexão.
Nos Açores...
A abstenção foi a verdadeira vencedora, apenas 21,7% dos açorianos foram votar. Uma democracia não é viável com uma abstenção a roçar nos 80%. São muitos os açorianos que como eu não poderiam de forma alguma votar, o sistema eleitoral não favorece os Açores - uma região de grande mobilidade, onde há sempre partidas e chegadas. Não consigo compreender como querem que os jovens se interessem por política se não têm possibilidade de exercer este direito.
PSD e PS foram os derrotados pela abstenção, o primeiro perde 4 mil votos e o segundo 12 mil votos (!). O PSD mesmo vencendo, não galgou eleitorado, ou seja, não estivemos perante avanços eleitorais, mas retrocessos. Muito provavelmente, estes números estão muito próximos dos núcleos duros de cada partido - o eleitorado base. Quem venceu estas eleições não foi quem convenceu eleitorado, quem foi mais além. Quem ganhou estas eleições foi quem consegui blindar-se melhor à abstenção e quem conseguiu menos erosão no seu partido. O PSD consegui-o com mérito
Ainda sobre a abstenção, nós açorianos andamos aqui meses a discutir lugares de açorianos ao PE, se ficavam em 5º ou em 6º. Andamos a exigir às estruturas partidárias nacionais lugares. Nem foram 50 mil os açorianos que votaram e colocamos dois representantes dos Açores no PE. A título de curiosidade, o último deputado a ser eleito para o PE, o 3º deputado do BE, consegue-o com 127274. Isto prova que os Açores além de não terem peso populacional suficiente para dois deputados no PE, ainda menos peso tem o número de votantes. Será muito difícil nas próximas eleições europeias os Açores terem candidatos próprios, não é com esta taxa de participação. O contributo do PSD/A e PS/A para a eleição do respectivo deputado açoriano é vergonhoso, o resultado dos Açores não ajuda nada na eleição da lista. Com estes números não temos nem peso, nem vontade de ter deputados açorianos no PE. Apontem o que escrevo, será muito difícil voltarmos a ter deputados açorianos no PE.
Última nota sobre a abstenção, os dois maiores partidos parecem-me que não estão preocupados em lutar este monstro. Nas regionais o PS desvalorizou a abstenção e gritou vitória, apesar de ter perdido votos e ter uma representatividade real diminuída. Nas regionais, o PSD falou de abstenção até que se fartou, para não falar em derrota. Ontem, os papeis inverteram-se: O PSD desvaloriza a abstenção e grita vitória. Os 40% de votos do PSD nem representam 9% dos inscritos! O PS agora parece mais preocupado com a abstenção, para não se falar em derrota. Estas percentagens de abstenção são da exclusiva responsabilidade de PSD e PS, em vez de reflectirem sobre estes dados preferem gritar vitória quando ganham e falam da abstenção apenas para esconder a derrota. Ainda está para surgir o político que mesmo vencendo as eleições, assuma a derrota devido à abstenção!
Deixando a abstenção, vamos aos vencedores: Uma vitória importante para o PSD e que promete reunir ainda mais tropas sob a liderança de Berta Cabral. Na primeira vitória da nova liderança não pode ser esquecido o nome de Maria do Céu Patrão Neves que conseguiu convencer o partido. Perde 4 mil votos relativamente às últimas europeias e tem uma mera representatividade de 9% dos açorianos. Se Berta Cabral por si só conseguia reunir apoiantes e tornar o PSD/A mais forte, agora tornou-se verdadeiramente perigosa.
O PS tem uma derrota esmagadora, vence apenas no Corvo e nos concelhos que vence é por margens tangenciais. Perde 12 mil votos relativamente às ultimas europeias (!!!), perde oito ilhas relativamente às regionais. A pergunta é simples: A derrota deve-se a Luís Paulo Alves ou a Vital? A grande quota de responsabilidade cabe a Vital Moreira, foi difícil aos socialistas açorianos fazer campanha e certamente que foi desconfortável. No entanto, isto não retira responsabilidades a Luís Paulo Alves que perde p.e. na sua ilha, o Faial por 400 votos. Reafirmo o endorsement deste blogue, continuo a achar que Luís Paulo Alves é o candidato melhor preparado para representar os Açores no Parlamento Europeu, o que falhou foi mobilizar uma máquina de apoio e transmitir a mensagem.
O CDS/PP mantêm uma marca interessante e mantem-se como a terceira força política regional. Contudo, o BE tem uma subida impressionante, mantendo-se a este ritmo tem fortes possibilidades de disputar o estatuto de 3ª. força política na região. Relativamente a 2004 triplica a sua votação. O BE foi o partido que venceu na medida que foi o que mais conseguiu galgar eleitorado - PSD; PS E CDS/PP viram o seu eleitorado fugir.
A seguir ao BE, eu gostaria de fazer referência à esmagadora quinta força política regional, que derrota os que ficaram atrás, mas também os que ficaram à frente. 2522 votos brancos! Estes votos representam claramente que não se inserem no panorama partidário regional, um cartão vermelho aos partidos regionais.
A CDU reafirma-se como quinto partido, parece indiscutível que não conseguirá disputar a quarta posição com o BE. Mais 600 votos do que em 2004, um bom resultado também. O MPT quase que triplica a sua votação, consegue 387 votos e é o primeiro dos pequenos. Um bom trabalho de Manuel Moniz. De seguida, uma surpresa completa para mim e a grande vitória moral para o MEP - 287 votos. Isto para um partido recém criado e sem candidato açoriano é um inicio prometedor.
O PCTP/MRPP consegue os 283 que conseguiu em 2004, muito curioso. O PPM outro dos grandes derrotados, Paulo Estévão não consegue melhor que o MEP e PCTP/MRPP - que não tinham candidatos açorianos. Apesar de ter lugar na ALRAA e de ser hoje uma figura regional não vai além da 9ª posição. Isto apesar de ter conseguido mais 30 votos que em 2004. Quanto aos restantes partidos nada a acresentar.
Para mais dados, podem encontrar via Zirigunfo um excelente quadro comparativo entre 2009 e 2004.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Endorsement


Luís Paulo Alves é o candidato açoriano ao Parlamento Europeu (PE) que melhor conheço. A sua actividade como Deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores desde 2000 assegura-lhe um profundo conhecimento da realidade da região e das áreas mais sensíveis em termos de intervenção Europeia. Os açorianos devem ser representados por alguém que conheça as suas especificidades, as suas virtudes e os seus problemas; alguém que tenha estado atento aos problemas dos açorianos e que tenha adiantado soluções para estes mesmos problemas; alguém que possa no coração da Europa continuar atento aos problemas, como tem estado, e que continue a propor soluções.
Apesar de saber antemão que o cabeça de lista do PS, Vital Moreira, não é favorável à transferência e ao progressivo aumento de competências para a Região Autónoma, o Manifesto Europeu pelo qual dá o rosto e o nome, assegura três prioridades que têm impacto directo na região – Estratégia Marítima Integrada Europeia (EMIE); reorientação da Política Agrícola Comum (PAC) e da Política Comum de Pescas (PCP); nova estratégia para as Regiões Ultraperiféricas (RUP). Estes objectivos são explícitos ao contemplar a vontade de aprofundar e desenvolver as políticas de coesão, assim como, alargar a presença dos Açores nas diversas políticas comunitárias e de incentivar a promoção de oportunidades para a Região. Esta referência aos Açores não é obra do acaso, não é fruto casuístico ou fortuito.
A actividade do PE, apesar da distância geográfica, é próxima à região e influencia o nosso quotidiano, em especial, duas actividades que dão emprego a um número considerável de açorianos – agricultura e pescas. O próximo mandato do PE coincide com a revisão da PAC e da PCP, quem melhor do que Luís Paulo Alves para representar especificamente os Açores neste processo?
Conhece a realidade do sector piscatório e agro-pecuário de perto, tendo acompanhado os desenvolvimentos na última década: problemas, carências, investimentos e soluções do sector. Os açorianos necessitam de um representante conhecedor das nossas especificidades, que entenda as nossas próprias características, para que lute por soluções especializadas e adequadas à nossa realidade. Relembro que Luís Paulo Alves detêm longo currículo na agro-pecuária e com variadíssimas provas dadas. A forte ligação à UNILEITE e à LACTAÇORES asseguram-lhe qualidades essenciais para que no futuro conduza e assuma de perto a revisão da PAC, seguramente, os açorianos não se farão representar no PE por outro candidato com uma ligação tão forte ao sector agro-pecuário.
Apesar da importância crucial de ambos os sectores anteriormente referidos, estes não devem monopolizar a actuação de um eurodeputado. Uma nova estratégia para as RUP afirma-se como uma prioridade, tendo em vista o progressivo desenvolvimento e aprofundamento das políticas de coesão. A EMIE assume-se como essencial numa região onde o mar é parte integrante do quotidiano: a defesa da ZEE e a sua extensão são prioridades, a exploração equilibrada dos recursos marinhos e o assumir da importância da região nas rotas marítimas transatlânticas.
Deve-se salientar também: a excepção das ligações inter-ilhas na Licença de Emissão de CO2 e a adequação de uma política europeia de transportes à região; a atenção à mobilidade do jovens açorianos no seio da UE, como parte intrínseca de integração, não esquecendo as potencialidades profissionais que o mercado europeu oferece aos jovens; a reafirmação da União Europeia no mundo, tendo em conta a posição geoestratégica dos Açores e a mais-valia transatlântica, de forma a fazer desaparecer o fantasma da Cimeira dos Açores/Lajes – que tornou-se um infeliz postal da minha freguesia.
A afirmação da Política Energética, na qual as Energias Renováveis detêm especial preponderância, segmento no qual a região lidera a nível europeu. Reforçar esta aposta garantindo que os Açores mantêm-se pontas de lança no sector, de onde advém benefícios quer energéticos, quer humanos e o reforço da visibilidade verde do turismo regional.
O panorama económico actual não pode ser esquecido e o Manifesto Europeu apresenta intervenções de curto prazo a executar nos primeiros 100 dias, evidenciando-se a urgência que o tema tem para o PS.
O PS/Açores e Luís Paulo Alves asseguraram a visibilidade política regional no panorama nacional, através da inclusão de referências precisas às RUP no Manifesto Europeu. Esta capacidade de negociação perante a própria estrutura nacional garante a defesa dos açorianos nos locais próprios, se um partido ou candidato não consegue dar prioridade aos Açores junto da estrutura nacional, muito dificilmente conseguirá faze-lo no PE.
Luís Paulo Alves alia o conhecimento da região e das suas especificidades a um leque variado de propostas que tendem a resolver problemas da região. É o candidato que reúne as melhores condições pessoais e o programa mais completo para representar os Açores no Parlamento Europeu.
Ligações: PS Açores, twitter, facebook, flickr.

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Cartões Amarelos

Já é famosa a expressão, as sondagens valem o que valem, mas não deixam de ser um excelente barómetro no período eleitoral. A oposição - em sentido amplo - há muito que utiliza as europeias para cartões amarelos ao governo. Esta expressão nunca foi feliz, principalmente porque desvirtua a real importância das europeias.
Passando os olhos pelas sondagens, a percebemos que o cartão amarelo está com dificuldades em conhecer a luz do dia, as sondagens colam repetidamente os dois partidos com maior expressão eleitoral do país. Na realidade, o resultado mais que previsível será uma divisão do mesmo número de mandatos entre PS e PSD - salvo se o método Hondt pregar partidas -, que é realmente o que interessa. Mas mesmo assim, há ainda uma ténue vantagem do PS em todas as sondagens - pelo menos nas que passei os olhos.A cultura do cartão amarelo utilizada nas europeias, no panorama actual é um bom trampolim para Sócrates por dois motivos:
  1. Sabe-se que nas Europeias é mais fácil o eleitorado do PS ruir à esquerda e à direita, fruto do tal cartão amarelo. Esta dança eleitoral acaba por regressar nas legislativas ao partido de onde sai, tal cenário só não acontecerá caso a oposição segure os votos que sairão agora do PS e conseguir nova erosão nas legislativas. No entanto, a cultura do cartão amarelo não beneficia nesta jogada a oposição, ou beneficia o BE, mas não o PSD - pelo motivo seguinte.
  2. Não estarei muito longe da realidade se escrever, que nas Legislativas Sócrates terá melhor performance que Vital tem nas Europeias e que Manuela Ferreira Leite terá pior performance que Rangel. No BE não haverá grandes flutuações entre a performance de Miguel Portas e de Francisco Louçã. Ora, neste cenário global, as europeias poderão confirmar-se um bom tiro de partida para Sócrates e em segunda linha para Louçã.

Juro que não tenho informação privilegiada*

Mas depois da minha crítica aqui, da estranha não utilização do YouTube pelo PSD/A, lá apareceu um vídeo de Maria do Céu Patrão Neves. Refira-se que o vídeo merece nota positiva, está muito bem conseguido.

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

Perguntar não ofende

A candidatura de Luís Paulo Alves é assim tão boa?
É que ainda não vi nenhum artigo de opinião de alguém afecto ao PSD destas ilhas a desbruçar-se sobre o candidato açoriano ou o programa do PS, não têm defeitos?
Mas, para não me virem chatear outra vez com o Vital, sim eu não gosto do Vital - os livros dele até são caros, sim, mas também por causa dos Açores.

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Quem ganha on-line?

Na batalha pelo domínio na internet, Maria do Céu Patrão Neves e Luís Paulo Alves são os únicos a darem cartadas decisivas de entre os candidatos açorianos. O uso das novas tecnologias e a criação de canais de comunicação próprios possibilitam que a mensagem chegue a mais açorianos, com a garantia de não existirem intermediários - os órgãos de comunicação social.
Ambos os candidatos optaram por estratégias diferentes, na verdade só utilizam uma ferramenta comum o twitter. Como já tinha escrito num post anteriormente não há grande retorno na utilização desta ferramenta, pois os açorianos não a utilizam em grande número. Por mera curiosidade, no twitter vence o candidato do PS com 74 seguidores, já a candidata do PSD tem 27 seguidores.
Quanto a ferramentas de transmissão da mensagem propriamente ditas, acho que Patrão Neves consegue destacar-se com o blogue de campanha Somos Europa. Não sei quem está a manter o espaço, mas consegue-se perceber que é alguém que conhece a blogosfera açoriana - adicionou-se ao Planeta Açores e mantêm um espaço discreto, agradável e interventivo. Os posts surgem em tempo útil, quase simultaneamente às notícias nos ocs, trata-se de um meio de comunicação que está a ser muito bem utilizado. Apenas três notas, o site do PSD não faz referência ao blogue de campanha, era bom fazê-lo; há pouca informação sobre a candidata e as ligações à lista nacional; podiam explorar a maioria da blogosfera açoriana que é afecta ao PSD e criar sinergias, como o blogue Política de Verdade de MFL.
Já Luís Paulo Alves aproveita o excelente site de base do PS, albergando uma série de conteúdos, desde as ligações à lista nacional, à informação do candidato. No entanto, o site a determinada altura fica confuso, mistura-se entradas de intervenções de âmbito regional, autárquico e europeu. Torna-se difícil juntar num só espaço a informação sobre as europeias. Uma das ferramentas que tem tido sucesso na campanha do PS é YouTube, o vídeo de apoio de Carlos César no primeiro dia teve 79 visualizações - estranhamente o PSD não tem utilizado o seu canal no YouTube nesta campanha, pois nas regionais utilizou-o com sucesso.

Os Candidatos Açorianos ao PE

O In Concreto na próxima Sexta-Feira - às 12.00h, Lisboa - fará o endorsement ao candidato que entender melhor preparado para representar os Açores no Parlamento Europeu - sigo assim o hábito dos jornais norte-americanos aquando das presidênciais, será a primeira eleição que o In Concreto tomará posição concreta.
Como sabem, entendo que a escolha deve ter em conta os candidatos regionais, uma vez que serão eles que estarão melhor apetrechados para defenderem os Açores na Europa. Sabendo-se que: nenhum dos cabeças de lista tem uma ligação próxima à região; que a maioria dos manifestos nacionais não fazem referência aos Açores ou às Regiões Ultraperiféricas; e que a maioria dos cabeças-de-lista não falará dos interesses dos Açores durante a campanha - pelo menos com a devida importância. Acho que a decisão será pelos candidatos açorianos, pois serão aqueles que darão voz aos problemas da região durante a campanha e são os melhor colocados para influenciarem os cabeças de lista.
Os candidatos açorianos ao Parlamento Europeu:
Carlos Ribeiro pela CDU, biografia e programa.
Emiliana Silva pelo CDS/PP, biografia e programa.
Luís Paulo Alves pelo PS, biografia e programa.
Maria Patrão Neves pelo PSD, biografia e programa.
Paulo Sousa Mendes pelo BE, biografia e programa.
Três notas importantes, quanto a mim não interessa se o lugar é elegível ou não, porque isto de ser elegível é uma bela tanga e demonstra pouco espírito democrático. Aliás, se não houvessem alterações nos lugares elegíveis, não haveria democracia, não valeria a pena votar. Segunda nota, acho importante a posição da região nos programas nacionais. Última nota, é certo que não temos um circulo eleitoral regional, mas temos um circulo virtual, na medida em que os partidos, os candidatos açorianos e os cabeças de lista, aproveitam esta virtualidade para dividirem as temáticas a abordar, as acções de campanha e a futura intervenção no PE.

Domingo, 24 de Maio de 2009

Os TRÊS inimigos da Autonomia (+adenda)

Começo a ficar cansado do sistemático argumento que Vital Moreira é inimigo da Autonomia, não porque seja um argumento falso, mas devido à inocência de quem o profere. O PSD/Açores, em especial a líder Berta Cabral, continuam a explorar o argumento "inimigo da autonomia".
Já o tinha escrito aqui, na questão do Estatuto Político Administrativo dos Açores, quem foi mais inimigo dos Açores: Paulo Rangel, deputado na AR que absteve-se? Ou um comentador, sem poder decisório, apenas como jurisconsulto?
Face à insistência do argumento dos "inimigos", fiz um pequeno e rápido trabalho de investigação na lista do PSD ao Parlamento Europeu, descobri que o argumento dos inimigos da autonomia proferido por Berta Cabral, não é só imprudente, como negligente e interno ao seu próprio partido.
Espanto o meu, o partido que farta-se de falar em inimigos da autonomia tem TRÊS candidatos ao PE em lugar elegível, que aquando da votação do Estatuto eram deputados na Assembleia da República.
Escusado será dizer, que o PSD tem na sua lista TRÊS deputados que não só abstiveram-se na votação do Estatuto, como ainda suscitaram ao Tribunal Constitucional a fiscalização sucessiva. Mais, destes três deputados, um é líder do Grupo Parlamentar e outro é Vice-Presidente do Grupo Parlamentar - falo de Paulo Rangel, Regina Bastos e Mário David.
Gostava de saber agora, qual a lista inimiga da autonomia: se a de um mero opinion maker que tem apenas o poder de influenciar terceiros, se, a de três deputados que abstiveram-se aquando da votação do Estatuto?
Adenda (21.03): Apenas para dissolver alguns equívocos que li nas caixas de comentários. Parece-me que querem sobrevalorizar a posição de Vital Moreira sobre o Estatuto, que escreveu uns artigos num blogue e num jornal que nem chega a uma tiragem de 70.000 exemplares. É verdade que Vital Moreira tem carreira académica na área de Direito Constitucional e é um nome com influência, mas importa não esquecer, que Paulo Rangel não é de todo um ignorante em Direito Constitucional, basta entrarem aqui. Importa também não esquecer, que além do conhecimento constitucional, Rangel era deputado na AR. Se a posição de Vital influenciou alguém, este alguém foi ou o PR cavaco Silva, ou o GP do PSD. Quanto a sentimentos anti-autonomias, não foi Vital que os despertou, mas uma badalada comunicação ao país...

Sábado, 23 de Maio de 2009

Política 2.0

Num ano recheado de eleições, o que não falta neste país não são candidatos varridos pela obamania, com todas e mais algumas ferramentas on-line. Infelizmente, nos Açores não se tem utilizado estas ferramentas e as utilizações que fazem são terríveis.
Um dos grandes pecados é partir-se do pressuposto que o trabalho on-line pode ser feito em cima da hora, nada mais falso. Compare-se apenas as páginas dos dois maiores partidos, PS e PSD. Os sites dos partidos são as ferramentas de base e de longo prazo para qualquer posterior intervenção on-line de curta duração - como são os sites de campanha e demais aplicações. No site do PS, é fácil aceder a um conjunto de ligações para outros sites contendo informações sobre as várias eleições, no site do PSD, nem uma ligação tem para o excelente site de Patrão Neves. Recentemente o PS remodelou o seu site, o PSD parece infoexcluído.
No Congresso do PSD, Paulo Ribeiro apresentou uma moção temática muito importante para o PSD, em termos de comunicação on-line. Passados quase seis meses, parece que a Direcção do partido esqueceu-se deste importante contributo. A verdade é que o site do PSD não está preparado para as novas tendências, nem para ser a holding de toda uma rede de sites de campanha que começam a surgir. A sugestão de Paulo Ribeiro era não só importante, como partindo de um blogger - que conhece bem o mundo on-line regional - revela que há uma clara insuficiência. Aliando-se à insuficiência do site do PSD, a JSD tem o seu site em manutenção à meses...
Se há partido que tem melhor rede de bloggers nesta região é o PSD, em vez de receberem os contributos destas pessoas que conhecem bem o mundo virtual, olham para o lado. Pelo menos on-line, o PSD não está preparado para as eleições que se avizinham. Começa a ser tempo dos militantes do PSD começarem a reflectir se a mudança de liderança, afinal tem trazido mudanças no conteúdo e estilo - já lá vão quase seis meses...
Como dizia no inicio, não faltam candidatos a utilizarem ferramentas on-line, quase como que uma cópia barata e comprada na Feira do Relógio. As utilizações e ferramentas nos Açores são completamente diferentes das que Obama utilizou, até porque o volume de visitas e o retorno político é completamente diferente. Vamos a casos concretos e a duas candidaturas que tenho acompanhado de perto:
O candidato ao PE, Luís Paulo Alves, tem à 2/3 semana perfil no twitter. O twitter nos Açores não tem grande implementação, desfaz-se o efeito rede, também, a maioria dos seus seguidores são ou jornalistas ou deputados da ALRAA. Será que vale a pena a afectação de recursos para a manutenção de uma conta no twitter? Bem, não tem custos além dos escassos minutos que lá se gasta - a ferramenta é muito simples e sem a necessidade de formatações -, mas é claro que ter um twitter não é necessário tendo em conta o volume do twitter regional. Não há claramente retorno político.
Num exemplo ainda mais claro, veja-se o MySpace e Hi5 da candidatura de António Ventura - juro que não é um caso de caça ao homem:). Trata-se de um verdadeiro e clamoroso erro de casting, apesar de serem redes muito utilizadas por açorianos. No MySpace o perfil de AVentura está desde on-line desde o inicio de Maio e tem... Quatro Amigos, nenhum dos Açores. Já no Hi5, que é uma rede muito utilizada pelos açorianos, especialmente jovens - quem não tem Hi5? - AVentura reúne 11 amigos, 3 dos quais da rede nacional do PSD, e não tem qualquer comentário de apoio. Também, que estratégia é colocar um político de gravata no Hi5? Só podemos chegar a duas conclusões ou AVentura é homem de poucos amigos ou estamos perante um erro gritante de campanha, onde não há estratégia nenhuma.
Perante estes dois casos, é fácil concluir que não basta copiar as tendências de Obama, tem que se adequar as utilizações localizadas e regionais a cada aplicação. Mas, mesmo estas aplicações têm que ser dinâmicas e atractivas, caso contrário, trazem mais efeitos negativos do que positivos e muito menos retorno político.
Voltando, às estruturas base, compreendo que seja difícil a muito candidatos implementarem redes on-line, alguns sites de partidos são insuficientes, e não há muitos blogues ou sites de concelhias e núcleos de freguesia. Neste aspecto, os partidos deviam acolher as opiniões de quem se mexe nestas redes de forma a acertarem estratégias, caso contrário é erro na certa.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

A nacionalização das Europeias.09

Posto isto, afiguram-se desadequadas propostas de candidatos a deputados naquele hemiciclo no sentido de procurar obter vantagens para Portugal. O crivo composto pelos outros deputados, oriundos de outros países, ainda que da mesma família política, suporta este raciocínio. (...) Assim, se pretende defender que, sendo estas eleições para o Parlamento, e não para o Conselho (órgão para o qual de resto não há eleições), não faz muito sentido apresentar como bandeiras de campanha eleitoral qualquer tipo de medida que poderá beneficiar Portugal neste contexto. No entanto, este não parece ser o entendimento geral nos partidos nacionais, com uma ou outra excepção, o que de resto, confirma a regra (conforme se costuma dizer). por Bruno Antunes no Um Blogue do Caraças.
Um bom texto que explica a nacionalização das eleições europeias. Deveríamos talvez, discutir a necessidade de levar as grandes famílias partidárias do PE a eleições, em vez dos partidos políticos nacionais. Fazendo uma perigosa comparação, o estilo de campanha que Portugal e os restantes países fazem para o PE, é mais ou menos como se para as eleições à AR, os candidatos a deputados açorianos fizessem promessas eleitorais concretas. Que em bom abono da verdade, tal como as delegações nacionais no PE, os deputados açorianos na AR, não têm representatividade suficiente para decidir, nem tão pouco para pressionar decisões num determinado sentido. Estando estes à completa mercê dos restantes.
Daí que todas as promessas que se fazem agora, sem a sua leitura no contexto das grandes famílias partidárias europeias, não são mais do que promessas ocas e vazias. E quanto mais se nacionalizar as europeias - que é o que faz sempre a oposição -, mais afastados da realidade política e decisória estaremos.

Sábado, 16 de Maio de 2009

Açores & Europeias.09

A menos de um mês das eleições para o Parlamento Europeu, a campanha está na rua. Nos Açores ultrapassou-se as novelas em torno da escolha dos candidatos e discute-se os Açores na Europa. Os açorianos nesta eleição têm um dilema, votar pelo cabeça de lista e o projecto global da lista, ou, votar pelo candidato açoriano e o seu projecto dos Açores na Europa.
Sobre os candidatos nacionais tem sido exploradas frases como Vital é inimigo dos Açores e que não merece os votos dos açorianos. Na verdade pouco podem fazer os socialistas açorianos para provarem o contrário, Vital Moreira no processo da criação das regiões autónomas foi um grande crítico e agora recentemente foi das vozes mais críticas ao Estatuto Político Administrativo. Para inverter isso, seria necessária uma campanha de glamour de Vital nos Açores, com visita a duas ou três ilhas. Apesar deste ser um argumento sólido, convém lembrar que não pode ser explorado pelos sociais-democratas como tem sido. Aliás, no processo do Estatuto Político Administrativo Vital Moreira tinha a mera posição de comentador e opinion maker, ou seja, não estava nos locais de decisão nem tinha poder decisório. Já Paulo Rangel estava na Assembleia da República e tinha sim poderes concretos nesta matéria, ora Rangel aquando da votação do Estatuto absteve-se. Entraremos agora na discussão, na questão do Estatuto quem foi mais inimigo dos Açores, um mero comentador sem poder decisório, ou um deputado da AR que se absteve-se?! A hostilizar os que têm sido contra as autonomias, também, é importante os sociais-democratas não esquecerem a figura de Cavaco Silva caso tenham que o apoiar numa futura recandidatura. A melhor solução teria sido não falar em inimigos, porque na verdade, quer Rangel quer Vital não foram amigos dos açorianos, o primeiro na AR o segundo nos ocs.
Assim, passo a bola para os candidatos açorianos, e acho que a maioria dos açorianos também acabará por decidir o seu voto não pelos cabeças de listas, mas sim pelos candidatos açorianos.
Luís Paulo Alves enquadra-se na tipologia dos anteriores deputados açorianos ao PE, conhecedor da realidade regional, em especial das duas temáticas fortes, agricultura e pescas. Nas questões agrícolas detêm longo currículo e será-lhe uma mais valia, mas como se diz: um euro-deputado não pode só falar de vacas. Se sobre agricultura e pescas Paulo Alves apresenta-se como o candidato mais forte, nas questões internacionais ainda precisa adiantar elementos. É o candidato com melhor influência na estrutura do partido que o apoia.
Maria do Céu Patrão Neves, tem tido até agora o arranque de campanha mais dinâmico, tentando recuperar terreno uma vez que os açorianos e sociais-democratas já davam por certa a candidatura de Duarte Freitas. A candidata foi a que partiu com maior atraso, teve que ganhar primeiro a confiança dos sociais-democratas e por esta altura parece-me que já convenceu o PSD. Quanto aos açorianos é notório o desconhecimento que têm da candidata. Não entra na tipologia dos anteriores deputados açorianos, nos assuntos agricultura e pescas não há registos de maior, um euro-deputado não pode falar só de vacas, mas tem que falar de vacas necessariamente e ai Patrão Neves tem falhado. Nota positiva no discurso institucional, quanto às questões internacionais também precisa adiantar elementos. Uma das grandes dificuldades tem sido ganhar a confiança dos açorianos, Patrão Neves é completamente desconhecida, conseguindo os melhores apoios e visibilidade no meio académico. A sua campanha tem que dar uma volta, tem que virar-se para os temas agricultura e pescas.
Quanto aos restantes candidatos, não há registos de maior. A candidata do CDS/PP era a candidatura dos pequenos partidos com maior possibilidade de inicio, mas não se tem notado nada de interessante, sendo até agora a única desilusão confirmada.
Já tinha sugerido aqui aos órgão de comunicação social a realização de um debate com os candidatos açorianos, acho importante na medida que os açorianos tenderão a decidir o seu voto pelo candidato regional e não pelo nacional.

Quarta-feira, 22 de Abril de 2009

Açores & Europeias.09

A substituição de Duarte Freitas nas listas do PSD deu outra dimensão a um debate que vinha a crescer, a criação de um círculo eleitoral nos Açores ao Parlamento Europeu. Este debate começou a surgir desde as elevadas percentagens de abstenção em actos eleitorais e para o não interesse dos açorianos nas europeias. A substituição de Duarte Freitas foi o mote final para um debate que terá que acontecer inevitavelmente se queremos que os açorianos sintam a Europa e a importância das eleições para o Parlamento Europeu. No entanto, há que salientar um ponto, a substituição de DF contribui para este debate na medida em que se tratou de uma alteração nacional e não da vontade dos açorianos, não em função da desculpa da Lei da Paridade, sejamos objectivos não foi este o propósito da sua substituição.
A criação de um circulo açoriano, começa a surgir como uma solução inevitável de vários quadrantes opinativos. Na minha opinião, não creio que um circulo eleitoral verdadeiramente representativo tenha algum impacto, isto porque a criar-se um círculo açoriano ao PE elegeríamos apenas um deputado - dois será impossível, dado que os Açores ficariam com uma supra representação -, ora isto representaria ainda menos peso açoriano no PE, mas também, a inutilização de um acto eleitoral. Ora, se um circulo açoriano elege-se apenas um - ou na melhor das hipóteses dois - deputados, os pequenos partidos deixariam de ter peso no PE e deixariam de interessar-se pelo acto eleitoral. Também, se fosse apenas um deputado, a campanha seria apenas entre os dois maiores partidos da região PS e PSD. Mas, se fosse já um circulo que elege-se dois deputados, ai ficaríamos ainda pior do que estamos, pois estaria desde logo assegurado um lugar ao PS e ao PSD.
Atirar as culpas do desinteresse dos açorianos pelas eleições ao PE é fechar os olhos ao âmago da questão. O que verdadeiramente falta aos açorianos não é um circulo eleitoral, mas sim dinamismo dos políticos e da própria comunicação social. Os açorianos estarão sempre melhor representados em número se os deputados açorianos forem em listas nacionais, ora, para a criação de um circulo regional acho que é a todos evidente que dois deputados para o circulo açoriano seria demasiado comparado com todas as restantes regiões.
Se nas últimas regionais elegia-se o governo da região e só houve um misero debate a 7 (!), como é que acontecerá para as europeias? Está previsto algum debate? Certamente que por agora não, e, a pergunta que resta é simples se há pouco dinamismo dos candidatos de pouco ou nada servem círculos próprios. Aconselho os órgãos de comunicação da região a organizarem um debate, ou melhor, um circulo de debates, com todos os candidatos açorianos ao PE. Não façam como nas regionais, aguentaram até á última e nem cada interveniente teve 20 minutos de palavra. Aos candidatos estes necessitam de outro dinamismo, outra intervenção junto das populações, a necessidade de primeiro explicar o que é a Europa e depois a sua mensagem política. Têm que perder tempo a formar os eleitores, que impacto tem a Europa na vida dos açorianos e a forma como influência o quotidiano nesta ponta ocidental da Europa.
Até posso vir a ser favorável à introdução de um circulo açoriano ao PE, mas sejamos claros, sem mudar a intervenção e abordagem dos candidatos junto dos açorianos, não será um circulo que vai alterar a pasmaceira actual.

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

Crueldades

A escolha de Cavaco, perdão, de Manuela Ferreira Leite, é uma verdadeira crueldade para Berta Cabral.
No Congresso em que assume a liderança, a primeira coisa que faz é lançar o nome de Duarte Freitas ao Parlamento Europeu em lugar elegível... Os presentes no Congresso aplaudiram apoteoticamente, meus caros, valeu a pena... Este episódio, além de cruel para um partido que quer renascer à força do pior resultado eleitoral de sempre, prova que nem o PSD/A, nem Berta Cabral, nem os seus militantes têm influência na estrutura nacional.
Manuela Ferreira Leite promete arrasar com o que resta do PSD. Como é que eu vou confiar e acreditar em MFL se ela falha perante o partido, lembram-se do que ela disse no Congresso do PSD/A?
Duarte Freitas desenvolveu um trabalho brilhante no Parlamento Europeu, mas sejamos claros, isto de passar de 7º a 10º tem história... Pensava eu que o eurodeputado tinha outro prestigio e peso a nível nacional.
Maria do Céu Patrão Neves é-me desconhecida, não é claramente uma escolha de Berta Cabral nem dos militantes açorianos. Não é uma escolha da estrutura regional, mas sim da estrutura nacional. Depois de MFL atrasar ao máximo o anuncio do cabeça de lista e depois desta crueldade, como é que vai ter coragem de pedir o voto dos açorianos?
Aos sociais-democratas açorianos andavam a galvanizar-se com a maldade a Paulo Casaca, parece que têm coisa para se entreterem por uns tempos..

Curtas & políticas

Este fim-de-semana procedi ao registo no Sócrates2009, mas por curiosidade do que por outra coisa. Uma coisa é certa, o grafismo, conteúdos, dinâmica e a rede social do site é brutal. Um site à imagem e semelhança de Obama é certo, mas pelo menos estas influências e exemplo das presidenciais norte-americanas foi bem empregue e com um resultado fascinante. Muito dificilmente haverá um site de apoio político melhor no país.
Entrei no blogger para fazer um post sobre a mais recente novela do PSD, a colocação de Duarte Freitas na lista ao Parlamento Europeu. O post sairá mais tarde porque haverá uma conferência de imprensa de Berta Cabral e Duarte Freitas daqui a pouco. A dar-se por certa esta polémica...

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Curtas

Dia de regresso às aulas, com todos os aspectos positivos e negativos inerentes. O tempo por Lisboa parece o dos Açores, já choveu e já fez sol, frio e calor, e, voltou a rodar. Continuo sem net e o meu FCPorto joga hoje, claro, para vencer.
Paulo Rangel é o cabeça de lista do PSD ao PE, por esta altura não haveria soluções perfeitas no PSD, de resto como não houve no PS. Aos açorianos, é preferível votar pelos candidatos açorianos do que pelos cabeças de lista nacionais. Os candidatos do PS e PSD açorianos são bem melhores que os cabeças de lista nacionais e dizem muito mais aos açorianos - e até a muitos portugueses. Uma nota para a actuação de MFL, depois do procedimento atrapalhado na escolha do cabeça de lista, resolveu-se um problema criando outro. Agora no PSD a correria é para líder parlamentar... MFL não consegue estabilizar o partido, resolve buracos abrindo outros, não dando estabilidade ao próprio partido. A bancada do PSD na AR já parece o banco do SLB, não aguenta dois anos com o mesmo timoneiro - já agora, por isso é que os resultados do PSD e SLB são semelhantes...
Numa altura em que já são conhecidos os cabeças de lista ao PE, para mim o único partido que parece apostar forte é o CDS/PP com um candidato fortíssimo. Quer Vital, quer Rangel, são personalidades de elevado prestigio pessoal, profissional e político, mas não são pessoas que movam multidões e que apaixonem o eleitorado. Prevejo umas europeias sem interesse.

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

58 dias

A 58 dias das europeias, o PSD ainda não tem candidato. MFL deve andar perdida em telefonemas ou com medo de partilhar com um candidato a pouca visibilidade que tem. Aquilo que o PSD está a fazer em relação às europeias é o desacreditar totalmente um acto eleitoral que já tem fraca adesão.
O PSD de MFL negligencia a importância da Europa e destas europeias. Ao invés, MFL aproveitou para lançar outdoors com a sua foto sobre fundo negro... Para mim o melhor para o PSD era candidatar a própria MFL ao parlamento Europeu, resolvia dois problemas de uma só vez: encontrava um candidato ao PE e terminava com o calvário que tem sido esta liderança.

Terça-feira, 24 de Março de 2009

Curtas & azedas

A deputada do CDS/PP à AMPV assina hoje um esclarecimento sobre as AMPV e o trabalho da oposição. Não sendo um rosto frequente nas colunas de opinião, seria necessário outra profundidade. Numa primeira linha, não consigo colar o título ao texto, apenas à parte final. Em segundo plano entra numa rota de clichés, destaco este paragrafo: O CDS-PP sendo um Partido constituído por pessoas que prezam e respeitam valores éticos e morais, tem demonstrado humildade política ao receber contributos dos outros grupos políticos da Assembleia Municipal, de modo a melhorar as nossas propostas, a bem dos Munícipes Praienses, contrariamente à maioria socialista cujos representantes têm uma atitude arrogante e prepotente com o objectivo de subjugar a AMPV, espelhada numa atitude de que “nunca erramos e raramente nos enganamos”, mesmo quando entra pelos olhos dentro que estão completamente errados. O pior cego é aquele que não quer ver! Pouco depois entra numa contradição absoluta, Não temos de falar mal do que está bem. Embora consideremos que algumas propostas poderiam ser melhoradas, não levantamos problemas para que não prejudique o bom funcionamento da autarquia, porque queremos o progresso da Praia. Depois uma contradição, não só com o escrito, mas com a pratica do partido a nível regional: Não temos de falar mal do que está bem. Embora consideremos que algumas propostas poderiam ser melhoradas, não levantamos problemas para que não prejudique o bom funcionamento da autarquia, porque queremos o progresso da Praia. (...) Não temos de falar mal do que está bem. Embora consideremos que algumas propostas poderiam ser melhoradas, não levantamos problemas para que não prejudique o bom funcionamento da autarquia, porque queremos o progresso da Praia. Efectivamente “é-se preso por ter cão e preso por não ter cão!…” Foi o caso do último Orçamento da Câmara Municipal: deixamos esta governação autista seguir o seu caminho para, posteriormente, não nos acusarem dos seus fracassos. Afinal, ainda não temos peso suficiente para introduzir alterações ao Orçamento da Câmara, contra a vontade do partido socialista.(...). Nunca tinha encontrado em nenhum manual de ciência política esta estratégia do não vamos dizer nada e se eles se lixarem paciência. Piada, é que há sentido de responsabilização do poder, mas não há da oposição. Pelo menos o PSD/Praia referenciou as suas preocupações em declaração de voto, já o CDS/PP, que me lembre nem disse nada. Então é assim? A oposição não serve para nada. Depois, há que desmantelar o argumento do não temos peso, bem segundo a teoria, as minorias não tendo peso mais vale a pena estarem caladas. Paradoxo, com as posições recentes do CDS/PP regional, que na anterior legislatura, com uma proporção muito mais pequena e com muito menos peso na ALRA, foi dizendo de sua justiça e conseguiu resultados. Pior que dizer mal é não dizer nada. Concordo com a deputada quando diz para os praienses assistirem às AMPV, só que ai alguns deputados teriam que mudar de postura, ou então teria-se que limitar a posição do público, é que os praienses ficariam como eu desiludidos por verem deputados a verem fotografias no pc... Recordo o post sobre a AMPV que assisti, na altura não registei nada de relevante por parte do CDS/PP, apesar de tudo, a oposição na Praia passa apenas pelas mãos do PSD.
Se os estudos forem favoráveis, estarei a favor de treinos na Base das Lajes, mas para avançar é preciso definir e resolver in concreto os problemas actuais, em especial o acordo laboral. Não aceito mais valências para os norte-americanos sem a resolução dos problemas actuais, a garantia dos postos de trabalho e a garantia de contratação local. Será também importante a meu ver, dar outra importância ao Conselho de Ilha ou à CMPV em todas as negociações, afinal o prejuízo directo ficará para os praienses e terceirenses, é bom que o benefícios fiquem pela Terceira e que tenhamos outro peso nas negociações.
Mota Amaral, cabeça de lista às Europeias? Mas, mantendo-se Duarte Freitas? Por agora parece só prognósticos e muita imaginação do prof. Vital Moreira, afinal, se nos próximos dias qualquer militante destacado do PSD escrever num conceituado jornal sobre a Europa é candidato? Um tiro no pé do Prof. Vital Moreira, será muito difícil garantir o voto dos açorianos depois das suas posições sobre o dossier estatuto, seria necessário um excelente candidato socialista açoriano. Se Mota Amaral fosse cabeça de lista, seria muito difícil um bom resultado para as europeias dos socialistas açorianos. O Prof. Vital Moreira, parece preocupar-se pouco com as micro questões do arquipélago, mas já não é novidade...
Continua a corrente a favor da sorte de varas na imprensa terceirense, já se fala em toiros de morte(!?). O lado contra, deveria começar a organizar-se... Ainda nunca percebi onde vão buscar a matriz histórico-social da sorte de varas e dos toiros de morte na Ilha Terceira, alguém me explica?


Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Europeias 09

O PS já deu a conhecer o cabeça de lista para as europeias, aguarda-se agora a resposta sobre o nome que irá liderar as listas sociais-democratas. Fala-se em Marcelo Rebelo de Sousa...?
Nos Açores, as europeias devem ser tratadas com pinças pelo PS. Primeiramente, porque Vital Moreira não é de todo conhecido pela amabilidade que tem tido com os Açores, o financiamento generoso e a sua posição sobre o Estatuto, obrigam a um nome forte açoriano.
Em segundo plano, não é liquida a recandidatura de Paulo Casaca, o que poderá gerar uma mudança, em muito porque o eurodeputado açoriano perdeu-se demasiado nas questões internacionais - em especial relativamente ao médio oriente. Basta dar uma vista de olhos pelo arquivo de Paulo Casaca na imprensa e veremos que escreveu mais sobre política internacional, do que, sobre os açorianos e os seus problemas.
Num terceiro plano, surge a ameaça do PSD/Açores, a revitalizar-se com a nova liderança. Não lhe é para já exigida uma vitória - nem ninguém irá condenar uma derrota -, no entanto, em caso de vitória será festa disparatada. O PS teve uma pequena descida nas intenções de voto e começou-se a falar em fim de ciclo, urge ao PS/Açores um bom desempenho nas urnas, pois caso contrário, será evidente o já anunciado fim de ciclo e ai escorrerá ainda mais tinta nos órgãos de comunicação social. Prova de fogo para Duarte Freitas, uma boa prestação lá fora a acompanhar de perto os Açores e os açorianos. No entanto, a derrota regional em 2008, na Ilha Montanha, poderá ter deixado marcas, apesar de coberta por Costa Neves, foi ele o cabeça de lista.
Não será uma eleição de todo interessante de acompanhar, atenção apenas para as percentagens da abstenção e para ver a performance de Berta na sua primeira campanha regional.