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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011

"Um par de sapatos e os “Super-Heróis dos Açores” "

Também este fim-de-semana estive a ver com mais atenção os novos produtos que a Moaçor lançou para as crianças. São duas novas bolachas: as “mini – Mulatas” e as “mini – Marias”, Moaçor Kids. 

Estes novos produtos juntam-se a outros já lançados pela empresa, anteriormente e dão vida ao “Moa” que se alia, agora, ao Gex, ao Pórki e à Váki. 

Eles são os “Super-Heróis dos Açores” e têm site (em www.Super-herois.com). Lá, para além de actividades para os mais pequenos, encontramos informações sobre os valores nutricionais, o modo de preparar, onde comprar os produtos e brindes que vão de canecas a réguas, passando por T-Shirts coloridas e muito engraçadas. 

Estão assim de parabéns todos os criativos empreendedores regionais que criaram e divulgaram estes “Super Heróis dos Açores”, que são a “cara” de produtos regionais, vendidos a preços simpáticos e que fazem a alegria das crianças. Mariana Matos

Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

Reflexão


"Já se percebeu que não há qualquer estratégia de crescimento económico para Portugal, em parte devido a um ministro desta pasta que ainda não sabe onde está, mas também à decisão política de “empobrecer” o país a cada dia que passa." - Francisco César

Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

Não se esqueçam de aconselhar os jovens praienses a emigrarem

A recém-eleita comissão política de ilha da JSD/Terceira visita amanhã, sexta-feira, dia 4, visitou, hoje dia 5, os dois maiores estabelecimentos de ensino do concelho da Praia da Vitória, mediante o seguinte horário: 13h00 - Visita à Escola Secundária Vitorino Nemésio 15h00 - Visita à Escola Básica Integrada Francisco Ornelas da Câmara 

Os dirigente da JSD/Terceira vão reunir reuniram-se com os respectivos conselhos executivos.

Declaração de Voto

Camaradas Socialistas, não devemos de modo algum afirmar que iremos viabilizar o orçamento de estado com um voto colectivo de abstenção, e ao mesmo tempo rejeitar qualquer responsabilidade sobre o impacto desse mesmo orçamento.

Somos responsáveis sim e prestaremos contas perante o povo português eventualmente. Ao abster-nos da votação mostramos a nossa cobardia... e a nossa incapacidade de sermos algo mais do que o partido dos últimos 6 anos.

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

Querido Líder protege o seu povo


Passos Coelho é veemente ao afirmar de que Portugal não pode ser confundido com o que está a acontecer na Grécia ( o seu referendo comunista e anti-católico), ou seja o nosso país não pode nem deve ser confundido com uma democracia. 

Referendos são para os pecadores, entenda-se homossexuais que desejem casar e mulheres que desejem abortar... tudo o resto está nas mãos do primeiro-ministro!

Sentimento de Revolta Pessoal

O sofrimento do povo grego é uma lembrança desconfortável do que poderá vir a ser a realidade portuguesa a médio prazo, é a verdade por detrás das palavras vácuas dos líderes europeus e da sua marioneta em Portugal… Passos Coelho.

Para a maioria de nós, no mundo dito civilizado, as constantes tentativas goradas dos líderes e banqueiros mundiais para resolver a “crise da divida soberana” não passam de um ruido de fundo no dia-a-dia, como o de um frigorifico com o termostato avariado que teima em gastar energia na inútil tarefa de conservar comida. Desde muito que o povo deixou de ter a crença de que as coisas irão voltar à normalidade, de que a Grécia irá, de algum modo, pagar as suas dividas, de que Portugal irá, magicamente, lançar a sua economia e controlar o défice.

Olho para o povo grego, os homens e mulheres que têm vindo a suportar a crise com o seu suor, sangue e lágrimas. Imagino como será ser diariamente confrontado com notícias a identificar-me, em tons condescendentes, como preguiçoso, inepto ou corrupto. Acusado de ser a causa da crise internacional, de ser o flagelo da Europa. 

O sentimento de humilhação deve ser imenso, pior ainda quando confrontado com medidas de austeridade draconianas por parte do próprio governo, impostas por eurocratas estrangeiros, por países e bancos que ajudaram em primeira instância a criar a problema. No meio da pobreza e do sofrimento, o povo não teve uma única palavra a dizer sobre a austeridade que lhes está a ser imposta. a...

O Primeiro-ministro Papandreou parece cada vez mais exausto pela constante necessidade de acatar as exigências da União Europeia, do seu próprio partido, e com os meses de resistência nas ruas. As últimas indicações de Bruxelas, tudo menos benévolas, para a implementação de medidas de austeridade adicionais ainda mais severas, parecem ter sido a gota de água que entornará o “copo grego”.

Este entornar irá tomar a forma de um referendo nacional sobre, em termos simples, a austeridade. É uma jogada estratégica de alto risco por parte do Governo Grego… ou o referendo aponta claramente para a continuidade da Grécia na União, abrindo caminho para a queda do euro na Grécia a curto prazo e na União a médio prazo… ou será diluído em banalidades linguísticas de modo a ser o mais inócuo possível, o que provocará uma revolta social de proporções nunca antes vistas.

A jogada pode, e vai (como a lei de Murphy invariavelmente aponta) claramente sair pela culatra do Primeiro-Ministro Papandreou. A demanda por condições de negociação mais favoráveis junto da União Europeia e da oposição Grega, vai levar à queda do governo, ou pela demissão do executivo ou pela recuo na intenção de levar a cabo o referendo, a "governabilidade" de Papandreou encontra-se muito reduzida.

O resultado... eleições antecipadas, a retenção da “ajuda” monetária, a impossibilidade da Grécia recorrer aos mercados por ainda mais tempo, o caos social e económico… e por fim à redefinição do que significa ser Grego, e do que significa ser Europeu.

Por muitos riscos que se corra com o referendo, sou completamente a favor do mesmo. Ao permitir ao povo grego decidir o seu futuro, está-se a mudar as regras do “jogo” mundial da Banca, no qual nós, o povo, somos apenas peças descartáveis. Os líderes da União, Franceses e Alemães, e indiretamente Americanos e Chineses, perderam momentaneamente mão dos eventos que tão arduamente trabalham para verem tornados realidade.

Devemos olhar para este grito pela democracia como um aviso à nossa própria democracia, muito especialmente um aviso à oposição democrática ao regime de Passos Coelho. O maior partido da oposição, o PS, ao votar contra o orçamento draconiano imposto pela coligação PSD/CDS e pela União Europeia, estará a votar pela democracia e autonomia portuguesas. Ao compactuar, com um voto de mediocridade e silêncio, está a preparar o terreno para o país ser novamente humilhado e enxovalhado pela Troika… e a psique nacional, como a grega, não aguenta muito mais.

P.S Ontem para quem lê / hoje para quem escreve, o In Concreto andou de mãos dadas com os mestres psíquicos deste país, e é como tal que o leitor deve ler este artigo, como um exemplo de futurologia. 24 horas são uma eternidade no mundo da política grega e se hoje/amanhã Papandreou mudou de ideias (como é provável) e este artigo perder o contexto, só valida a minha opinião pessoal de que mais vale a pena escrever sobre matérias inúteis e inócuas, como o tempo por exemplo.

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Medo e Repugnância na Coluna de Opinião

Uma das grandes lições de vida que tirei de tudo o que li até agora, foi de que devemos ser sempre frontais e honestos. Um dos principais instigadores de tal revelação foi sem dúvida o grande jornalista e autor americano, Hunter S. Thompson, o qual irei plagiar sem cerimónias daqui a pouco.

O Hunter era um tipo "interessante", tomo a liberdade de lhe tratar pelo primeiro nome porque ele infelizmente já morreu e como tal a probabilidade de ele me partir o focinho é remota, ele não tinha a menor noção de decoro social ou verbal quando lidava com mediocridade, especialmente quando essa mediocridade lhe afectava directamente.

Abaixo transcrevo, em inglês, uma carta de rejeição que o Hunter enviou, como um dos responsáveis editoriais da revista Rolling Stone, ao escritor Mike Peterson, que lhe tinha enviado a dada altura uma peça satírica. 


ROLLING STONE

625 Third Street, San Francisco, California 94107 . Telephone: (415) 362-4730

You worthless, acid-sucking piece of illiterate shit! Don’t ever send this kind of brain-damaged swill in here again. If I had the time, I’d come out there and drive a fucking wooden stake into your forehead. Why don’t you get a job, germ? Maybe delivering advertising handouts door to door, or taking tickets for a wax museum. You drab South Bend cocksuckers are all the same; like those dope-addled dingbats at the Rolling Stone office. I’d like to kill those bastards for sending me your piece…and I’d just as soon kill you, too. Jam this morbid drivel up your ass where your readership will better appreciate it.


Sincerely,


(Signed)

Yail Bloor III
Minister of Belles-Lettre

P.S. Keep up the good work. Have a nice day. 

Como acabaram de ler, o Hunter era um tipo duro na honestidade quando se decidia a partilhar lições de vida com o comum dos mortais...  Mas por muito interessante que Hunter fosse, este artigo todo seria uma peça inútil se não tivesse um motivo ulterior ao ser publicado... artigos satíricos, imaginários ou futurologistas... medíocres.

Suspeito que os leitores do in concreto já devem ter notado a minha relação "problemática" com o que se escreve e publica na imprensa escrita. Acredito que boa parte das minhas objecções desapareceriam de um dia para o outro se o staff editorial dos jornais tivessem a "vontade" ou a "independência financeira" para responder aos seus auto-propostos colunistas como Hunter o fez.

Contudo, e com o proposito de educar quem escreve barbaridades como artigos de opinião na nossa imprensa, não posso deixar de tornar minhas as palavras de Hunter S. Thompson, e dedicar aos infelizes colunistas que formam este complot de ignorância, a carta acima transcrita...

Devorem as linhas como se fossem uma chamada de atenção para se tornarem escritores melhores, menos bajuladores... porque meus caros, ninguém gosta de lambe botas... por muito opinion maker´s que se achem. 



Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011

Carros dos Juízes do Tribunal Constitucional

O Tribunal Constitucional é um tribunal de nomeação politica e, por essefacto, resolveram comprar automóveis de luxo para cada um dos 'Juízes' ( de nomeação política ).

Estes carros são utilizados pelos Juízes - num total de 13 Juízes - para todo o serviço, precisamente como acontece nas grandes Empresas.

1- O Presidente tem um BMW 740 D (129.245 € / 25.849 contos)

2- O Vice-Presidente: BMW 530 D ( 72.664 € /14.533 contos)

3- Os restantes 11 Juízes têm BMW 320 D ( 42.145 € /8.429 contos, cada )

Portanto, uma frota automóvel no valor de 665.504 €/ 133.101 contos ( muito mais de meio milhão de Euros?!!!)

É o único Tribunal Superior onde os Juízes têm direito a carro como parte da sua remuneração (automóvel para uso pessoal).

A que propósito? Pura ostentação! Ninguém se indigna? Quem é que autorizou este escândalo?

Ao mesmo tempo que o Governo sobrecarrega os portugueses em geral compra justamente as viaturas mais caras, superluxo.

Não é aceitável, não se pode compreender...

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Domingo, 30 de Outubro de 2011

Fernando Jesus (PS) acusa defensores do voto contra o OE2012 de deslealdade


"Sou um defensor de que a regra de votos no interior dos grupos parlamentares seja o da liberdade de voto e não o da disciplina de voto", palavras do teu "chefe" e não minhas, camarada vice presidente da bancada socialista na AR...

Os deputados em questão não devem o seu sentido de voto aos órgãos do partido, não estão lá para "encher chouriços" a mando de um qualquer aparelho partidário. São, ou pelo menos deveriam ser, agentes políticos autónomos... com os interesses da nação e cidadãos como principais motivadores.

Vamos a ver se António José Seguro consegue ver os seus princípios ideológicos imperarem no "seu" grupo parlamentar, já é sem tempo de passarmos das palavras bonitas à acções no Partido Socialista.

Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011

Assim se celebrou o In Concreto em 2011

Feliz aniversário blog? 

Chega ao fim o dia que a equipa do blog destinou para a celebração do 4º aniversário do In Concreto. Com vários artigos ao longo do dia, inclusive três entrevistas filmadas e uma remodelação exaustiva do visual do blog, este foi um daqueles aniversários onde só os convidados é que tiveram direito a descanso, enquanto o aniversariante organizava a festa. 

Mas valeu a pena. Passados 4 anos e 2650 artigos publicados, este espaço tem-se assumido como um dos principais centros de discussão política e social no contexto regional. 

Contudo, e neste último ano onde o blog assumiu uma identidade com múltiplos autores, o nosso foco tem sido cada vez mais expandir o que significa ser um blogger, ultrapassando assim, as limitações da palavra escrita para um novo meio audiovisual. 

O nosso segmento "Conversas In Concreto" tem vindo a justificar-se como uma aposta ganha, muito por culpa do excelente trabalho do Ruben Tavares, e será um projeto que encaramos com entusiasmo até ao final de 2011. 

Espero que ao sentar-nos para escrever este mesmo post em 2012, tenhamos iguais motivos para celebrar convosco, caros leitores, mais um ano In Concreto.

Conversas In Concreto com José Lourenço

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

Visita da presidência ao ultramar

Noticia em discreta, sem foto, no canto inferior esquerdo de uma página de jornal: Cavaco Silva foi aos Açores por 5 dias com a sua mulher e mais 30 pessoas, pelo menos é o número oficial dado a conhecer aos jornalistas, ou seja, que se quer passar aos portugueses. 

Gostava que o senhor presidente explicasse a gente ignorante como eu porque precisa levar consigo 12 agentes de segurança (que risco corre nas Ilhas portuguesas e pacatíssimas como são as dos Açores?). 

O chefe da casa civil (mais a mulher), quatro assessores, dois consultores, o médico pessoal, uma enfermeira e, cúmulo do ridículo do supérfluo, do exagero e do fútil dois bagageiros, 2 fotógrafos oficiais e um mordomo como no Açores não houvesse ninguém para os muito bem receber. 

Disse Cavaco à chegada ao arquipélago (Ninguém está imune aos sacrifícios) E esta hein? 

Podemos concluir então que, em tempo de vacas gordas a comitiva seria de dimensões mais provocadoras... Na primeira página do jornal eu poria esta notícia. 

Para não passar despercebida a nenhum membro da ditosa comitiva e principalmente da pessoa que encabeça.

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

A quem por direito escreve uma linha torta

Coitado do Engenheiro/Administrador/Gestor/Político/Defensor da Cortegaça… Ângelo Correia. Especulo que no momento em que lhe saíram da boca as palavras “direito adquirido” para descrever a sua pensão pública vitalícia, apeteceu à vasta maioria dos portugueses partir-lhe o focinho discutir veementemente com ele! 

Como nos bons velhos tempos das greves gerais de 82, a reação foi um confuso encolher de ombros, “Mas então não se identificam o suficiente comigo camaradas?” 

Por mim, não levo a mal os portugueses (não os pelintras xulos do erário público), afinal de contas, a cada “corte” têm vindo progressivamente a se identificar menos com a sua classe política e os seus direitos adquiridos. 

Acredito que o camarada Ângelo remeter-se-á ao silêncio, é porque desta vez o focinho partido a discussão veemente ficou apenas pelo imaginário público. Não vá um maluquinho achar que é de seu direito pedir contas a quem por direito as deve prestar ao país.

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

Outono em Trípoli

Então o Gaddafi já não está entre os vivos, para muitos é um causa para celebrar, para outros, é uma situação difícil de digerir, senão uma futura sentença de morte ou aprisionamento. 

O futuro a Alá e ao seu segundo discípulo favorito pertence, mas a Líbia está neste momento numa encruzilhada histórica. O país poderá entrar numa nova era de democracia ou então seguir o caminho mais fácil da mutilação e degradação social. Aparentemente e segundo as notícias mais recentes, a opção favorita recai claramente sobre “Degradação e Mutilação”. 

Claro que a implementação da lei islâmica como único método legislativo, poderá ser apenas um passo numa gloriosa revolução democrática, mas os exemplos que temos da primavera árabe não são muito animadores, especialmente no caso do Egipto, um país fundamentalmente diferente da Líbia, mas com o fator comum de agora estar nas mãos de gente com armas suficientes para invadir Portugal três vezes. 

Confesso estar curioso com a próxima visita de um dignatário português (de boné) a solo líbio… É bem mais fácil lidar com pedófilos árabes, haréns, mulheres submissas, decapitadas ou apedrejadas, e execuções públicas quando não temos que lidar com um louco como Gaddafi.

Domingo, 23 de Outubro de 2011

Datas comemorativas da nova AD

O primeiro feriado a ser anulado deve ser o 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faz sentido comemorar tristezas!

Depois o 1 de Maio, uma vez que estamos praticamente com a maioria dos trabalhadores no desemprego! 

O 25 de Abril deve ser só considerado tolerância de ponto entre as 00H00 e as 6H00 da manhã! 

O 10 de Junho deve ser eliminado, uma vez que quem manda nisto é a troika! 

Devemos manter-nos inflexíveis na defesa do 1 de Novembro, pois é o dia dos mortos.

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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011

Fornecedores de Acesso à Internet Portugueses e Desonestidade

Network transparency cuts both ways. It can be exploited to engage in surveillance of Internet service providers as well as Internet users. In order to better understand DPI use and the scope of its deployment, the project makes use of crowdsourced network monitoring data. So far, we have used data from a test known as Glasnost, which was developed by German researchers to detect blocking or throttling of BitTorrent and other peer to peer (P2P) file sharing protocols. The detailed workings of the Glasnost test are described in Dischinger, Marcon, et al (2010). 
Thanks to an initiative known as the Measurement Lab (MLab), supported by Google and the New America Foundation, the Glasnost test allows end users all over the world to test whether their ISP is blocking or throttling BitTorrent and other protocols. The results are stored and made available to researchers. The Glasnost data begins in April 2008 and continues to the present time. An Internet user who runs the Glasnost test can see whether BitTorrent is completely blocked, slowed down (throttled) or running normally. 

No mundo, centenas de fornecedores de acesso à internet (ISP´s), limitam o tráfego BitTorrent dos seus clientes, infelizmente essas empresas não são muito transparentes para com as pessoas que lhes pagam as contas... eu, e tu.

Felizmente existem pessoas que, em colaboração com empresas como a Google, que tomam como sua a missão de trazer à luz do dia, o pressuposto (errado), que os ISP's têm sobre o comum dos cibernautas... que somos todos uns piratas fdp.

No caso português, e com base em dados referentes ao primeiro trimestre de 2010 (recomendo a leitura do documento completo):


A leitura que podemos fazer, e tendo em conta que quanto mais alta a % na coluna da direita, mais #$%& estás a ser pelo teu provedor de serviço, vemos que os meninos da Zone e da Cabovisão têm sido muito mauzinhos e desonestos para com os seus clientes. 

Tenham tais factos em conta da próxima vez que receberem uma chamada a promover novos e fantásticos produtos...

Um Açoriano à Presidência

Era oriundo de famílias aristocráticas e descendente de flamengos. O pai deixou de lhe pagar os estudos e deserdou-o. Trabalhou, dando lições de inglês para poder continuar o curso.

Formou-se em Direito. Foi advogado, professor, escritor, político e deputado. 


Foi também vereador da Câmara Municipal de Lisboa.


Foi reitor da Universidade de Coimbra.


Foi Procurador-Geral da República.


Passou cinquenta anos da sua vida a defender uma sociedade mais justa.


Com 71 anos foi eleito Presidente da República. Disse na tomada de posse: "Estou aqui para servir o país. Seria incapaz de alguma vez me servir dele..."


Recusou viver no Palácio de Belém, tendo escolhido uma modesta casa anexa a este. Pagou a renda da residência oficial e todo mobiliário do seu bolso.


Recusou ajudas de custo, prescindiu do dinheiro para transportes, não quis secretário, nem protocolo e nem sequer Conselho de Estado.

Foi aconselhado a comprar um automóvel para as deslocações, mas fez questão de o pagar também do seu bolso.


Este SENHOR era Manuel de Arriaga e foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.

Roubado descaradamente ao spam do gmail.

Estamos a precisar novamente de um Açoriano na Presidência da República...

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

Suicídio e Prevenção

No “clima” politizado de hoje em dia, é extremamente difícil ver o telejornal da noite ou ler o jornal da manha, sem ser lembrado das desgraças que afligem a nossa sociedade, principalmente os, trágicos, suicídios, ou como eufemisticamente são chamados na comunicação social... “mortes”. 

Numa aparente conspiração do silêncio, nenhum tema é tão mal compreendido como o suicídio. Continua a ser um dos últimos tabus da sociedade ocidental. Os órgãos de comunicação social não publicam a palavra, recusando-se a promover a ideia de que alguém no seu “perfeito juízo” seria capaz de tirar a sua própria vida.

No entanto, as mortes por lesões auto provocadas intencionais são a maior causa de morte não natural em Portugal, ultrapassando mesmo as mortes na estrada, com as quais somos capazes de gastar milhões na prevenção. Ao mesmo tempo que remetemos a sensibilização e prevenção do suicídio para uma nota de rodapé no orçamento da saúde.

Imaginem qual seria a reação da sociedade se morressem 10.000 passageiros em desastres aéreos todos os anos em Portugal (suicídios registados em portugal anualmente ultrapassam esse número). Só podemos assumir que as consequências políticas e sociais seriam devastadoras, e que à indústria aeronáutica seriam exigidas medidas de segurança com resultados imediatos.

A maioria dos indivíduos que se suicidam não apresenta uma doença mental diagnosticada, são pessoas como eu e vós, que frequentemente sentem-se isoladas, desesperadas, infelizes e sozinhas. Os pensamentos suicidas são o resultado do “stress” do dia-a-dia e de perdas que o individuo pensa que não consegue lidar, levando ao culminar de uma vontade inescapável de querer de que a dor pare.

São sentimentos com os quais qualquer um de nós poderá se identificar a um dado momento da nossa vida… são reais, são diagnosticáveis e tratáveis. No entanto, numa sociedade onde o estigma e a ignorância dominam em relação às doenças mentais, um individuo que tenha pensamentos suicidas, frequentemente teme o que os outros irão pensar, de ser etiquetado de “maluquinho(a)”. Essa pressão social é imensa e impede que o pedido de ajuda seja feito, que o passo em direção ao diagnóstico e tratamento não seja dado, com resultados trágicos.

Nós precisamos de algo mais do que estudos ou avaliações de serviços, precisamos de recursos concretos e dirigidos à prevenção e tratamento.

O suicídio não é uma escolha, acontece quando a dor que sentimos é superior aos recursos que temos para lidar com ela… 

Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

Paradigmas, Axiomas e Asteróides

Um dos problemas que vejo em toda esta discussão sobre a economia, politica e sociedade é a recusa das pessoas, de ambos os lados da barricada ideológica (e os centristas, que vão todos para o inferno), em aceitar a realidade de que algo fundamental está a mudar. Seja qual for a orientação política, a maioria tende a culpar o “outro” pelo estado atual do país, numa retórica que visa unicamente voltar aos bons tempos do passado, quando as coisas eram supostamente melhores (ou seja, por volta do reinado de D. Manuel I) … 

O estado atual da sociedade portuguesa e as causas deste descalabro, não são propriamente uma revelação para a maioria. Sentimos na pele e vemos com os nossos próprios olhos diariamente, no entanto existe um sentimento sufocante de irreversibilidade a permear a psique nacional. As frases que mais ouço são: “O pior ainda está para vir”, e “não há nada a fazer”. 

Vou tirar alguns minutos aqui para ser honesto com o leitor, algo que nunca sou quando escrevo neste espaço (afinal de contas os tachos são para se manter) … proponho que tratemos os nossos problemas como axiomas, e que arranjemos maneira de os tornar em novas oportunidades e não nos “asteroides em rota de colisão” que atualmente são. 

Vejam a economia, tanto a direita como a esquerda falam desta como se não fosse possível ou desejável voltar atrás no tempo, para uma era utópica de expansão industrial, comercial e social. Tanto o modelo capitalista como o socialista ocidental, são baseados num modelo de economia de mercado cada vez menos relevante. 

Porque devemos nós continuar dependentes do sector privado ou público para nos resolver os problemas? Porque não voltar a um conceito de economia de pequena escala, sustentada por bases económicas locais e regionais sólidas? De facto, deveríamos abandonar por completo o conceito de economia de mercado e voltar a um tempo mais simples e mais baseado pelo que realmente produzimos. 

Admito que qualquer “downsizing” da economia, e a possibilidade da fila do centro de desemprego é assustadora, no entanto (e sejamos honestos)… quantos de nós querem trabalhar numa fábrica ou cubículo? No entanto são esses os empregos que nos são oferecidos pela economia de mercado, são esses os empregos que o nosso governo idealiza e procura como solução para escaparmos da crise. 

Independentemente da ideologia política no poder, a estrutura do emprego é puramente baseada na hierarquização, na produção em grande escala, no centralismo e na conformidade. Conceitos e valores que nos levam pela mão num círculo de estagnação económica e social. 

Está mais do que na altura de questionar as grandes “verdades” da sociedade moderna… a empresa, a educação, a saúde, o modelo de estado-nação e acima de tudo, o modelo monetário. Não defendo a completa abolição dos modelos atuais… numa gloriosa revolução neomarxista. Estes já estão a morrer pela própria mão, simplesmente devemos promover uma mutação destes modelos para algo mais apropriado aos tempos que correm, mais sustentável, mais pequeno. 

Concluo este post, não com soluções concretas (não sou suficientemente bem pago para tal), mas com a simples proposta de que olhemos para a “crise”, não como o fim do mundo… mas como o fim de um “paradigma” desatualizado.