Segunda-feira, Setembro 11, 2006

Recordar o 11 Setembro


O 11 de Setembro deve ser recordado como sendo mais que uma data. Mais do que apenas o dia em que duas torres se desmoronaram. O 11 de Setembro é, sem dúvida, um marco. Um marco histórico, porque foi o dia em que, ao contrário do que se pensava e a história confirmava, os dois edificios desabaram. Mas sobretudo, um marco simbólico, onde as duas torres que sobre si próprias abateram representam as quase 3000 pessoas que consigo morreram.

E para quem acha que isto não passa de uma patetice, convido a visitar o seguinte link e a sentir a horrorosa sensação de descer a página e de ler, linha após linha, centenas e centenas de nomes.

http://www.september11victims.com/september11victims/victims_list.htm

Os nomes das vítimas do 11 de Setembro, pelo qual o mesmo deve ser recordado.

"Sobre Direitas, Moles e Duras"

Rui Ramos, na Revista Atlântico

"Já experimentaram confessar, em público, que são liberais e estão à direita? Uns vão logo à procura das pedras ou da corda por sermos fascistas (é notável a percentagem de pessoas para quem não ser de esquerda é ser "fascista"); e outros, por não sermos... fascistas. Para estes, alguém que, à direita, defende o pluralismo, a democracia e a economia de mercado não é verdadeiramente de direita. Adnmitem, quanto muito, que um liberal possa fazer parte de uma "direita mole", que teria aceite esses principios com o único objectivo de ser tolerada pela esquerda. É uma acusação estranha, porque é precisamente pela nossa crença no pluralismo, na democracia e na economia de mercado que somos odiados pela esquerda.
(...)
Esta suposta direita pretensamente dura tem um grande aliado: a esqierda. A esquerda gosta de fazer de conta que a d"direita dura" é que é a direita. No fundo, é assim que a esquerda gostaria de vewr toda a não-esquerda: perplexa e irrelevante, sem nada para dizer, a não ser repetir velha sideias revolucuionárias pintadas de branco. De facto, a direita liberal nada tem em comum com esta gente, a não ser a palavra "direita". Os supostos "duros" são de "direita", porque querem imitar a esquerda - do outro lado. É esta a diferença."

Comentários?...

Quinta-feira, Maio 18, 2006

Angels & Airwaves

Quarta-feira, Maio 10, 2006

Excelente!

Publicado no Blasfémias por João Miranda:

Domingo, Maio 07, 2006

Um Nó Difícil de Desfazer

São temas recorrentes entre nós. Em todos os jornais e telejornais. Em cada esquina se ouve dizer que “o país vai de mal a pior”, que o deficit “está aí para ficar”, que as empresas, umas aqui outras ali, vão fechando, aumentando, assim, o “desgraçado” do desemprego. Toda a gente parece estar desperta para esta realidade. Mas estará ciente dela? Seria bom perceber porque chegamos aqui, a este nó difícil de desfazer.

Tudo parece ter começado com o 25 de Abril de 1974. A revolta contra o regime instaurado em Portugal, que durava já 35 anos sob o comando do Prof. Oliveira Salazar, deu, posteriormente, azo a uma nacionalização massiva das empresas, à data radicadas em território nacional. Empresários que tinham arduamente trabalhado para erguer e manter as suas empresas perderam tudo. Houve até quem dissesse que a ‘revolução dos cravos’ foi a pior coisa que podia ter acontecido a Portugal. As pessoas, algumas instigadas pela ‘moda’, se lhe podemos chamar assim, manifestaram-se contra ideias de direita, certas que estavam que o socialismo ou até mesmo o comunismo, por oposição ao “fascismo de direita”, seriam as melhores vias para um Portugal democrático, de cara lavada. Não que o 25 de Abril não tivesse sido necessário; o problema é as consequências (inerentes a qualquer revolução) se terem prolongado até aos dias de hoje, onde esta mentalidade está ainda presente. Fieis aos ideais da revolução e aos seus princípios, muita da população continua agarrada a modelos fracassados de ideologias sem sentido e a um “clubismo partidário”.

O que é que isto tem a ver com a situação política e económico-social que hoje paira sobre a nossa Nação? Tem, senão tudo, muito a ver. Porque a persistência em escolhas políticas erradas foi (e é) o nosso problema. Quando outros países convergiam “prego a fundo” para o desenvolvimento e recuperação, Portugal engrenou a marcha-atrás e apostou em nacionalizações, num Estado pesado de “função pública” e controlador da Economia (em vários sectores). Tudo porque as escolhas políticas se têm revelado erradas: a escolha de políticos e as políticas destes.


Ao longo de vários anos só um primeiro-ministro levou a cabo medidas estruturantes de extrema importância. Falo de Cavaco Silva. Nenhuma medida passa em branco nos dois volumes da sua Autobiografia Política. Ao os lermos percebemos o que, de facto, este homem fez pelo seu país – principalmente nos seus primeiro e segundo mandatos; do que abdicou da sua vida, ao longo dos dez anos que serviu Portugal, em prol do país e de todos os portugueses (embora os louros de curto prazo desse período os tivesse tido o Eng.º Guterres, o senhor do “pântano”).
O que nos levou a este estado foram as medidas erradas que sucessivos Governos, apoiados em pressupostos e objectivos errados, tomaram. E quem são os responsáveis? Somos todos nós, portugueses. Porque ainda cremos em justiças e igualdades sociais patéticas, fomentadas por esquerdistas trotskistas-leninistas, porque queremos viver do que não temos, porque vivemos mesmo do que não temos como se o tivéssemos, porque cremos no Pai-Estado, sustentáculo de todos nas mais variadas contribuições e fundos, porque cremos num Estado Social (utópico?) irrealista.

Não somos um país rico ou (fortemente) desenvolvido, nem o poderíamos ser. Somos apenas o reflexo daquilo que (sempre) quisemos ser. Há quem fale, não numa crise económica, mas sim, cultural. Talvez seja obrigado a concordar. Vivemos hoje num tempo de crise de valores, de falta de ética e bom senso, e onde o principal pilar de uma sociedade ruiu: a educação. Enquanto não nos esforçarmos por o reconstruir, enquanto não apostarmos num sistema educacional alicerçado numa formação cívica e moral, continuaremos a potenciar um atraso estagnante. Essa empreitada é fundamental para “alargar horizontes” que acabem, definitivamente, com ideais e pressupostos esquerdistas completamente obsoletos, e fomentem, por conseguinte, uma economia competitiva e liberal, com um Estado menos interventivo.
Esse mesmo pilar - desígnio nacional - é tarefa de quem nos governa, mas não alheia à participação cívica de cada um de nós. J. F. Kennedy disse: “Não perguntem o que o vosso país pode fazer por vós, mas sim, o que vocês podem fazer pelo vosso país”. É esse contributo pessoal que temos que dar, porque o tempo urge.


Nuno Miguel Santos

* Artigo publicado no Jornal "O Semestre" da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa (Porto), Dezembro 2005

Lei de Salazar (1953)



(recebido via e-mail)

Segunda-feira, Abril 10, 2006

Vitoria de Prodi?

Se Romano Prodi, como as projecções indicam, ganhar as eleições legislativas italianas, o país sairá perdedor.. mas quanto?
A escolha dos italianos fez-se entre um candidato da direita autoritária e retrógrada e outro candidato apoiado pela esquerda mais-que-retrógrada-como-é-que-ainda-se-defendem-ideias-destas...
Se Berlusconi ganhasse, o controlo do Governo sobre o povo iria aumentar, embora a economia (através dos grupos económicos que ele favorece) pudesse crescer (sem espontaneidade). Com a vitória de Romano Prodi, os socialistas têm permissão para atrofiar a economia. No entanto, é provável que o Estado seja menos controlador mas mais "sugador" de recursos.
Ou seja, nenhuma das hipóteses é favorável à liberdade: restava escolher entre um Governo autoritário e corporativista e um Governo socialista. Qual deles o melhor? Eu optaria pelo primeiro, em última análise, para que a estrutura da economia não fosse tão afectada; e esperaria por candidatos e ideias diferentes. Não podemos esquecer que por muito autoritarista que Berlusconi seja, a democracia está garantida pela União Europeia.

Inquerito - Concorda com a Eutanasia?

Resultados do Inquérito:

62% - Sim. É um direito que todos devem ter.

24% - Sim, mas apenas em casos drásticos.

14% - Não. Niguém tem o direito de pôr fim a uma vida.


Parece que a grande maioria dos nossos leitores não partilha da nossa opinião em relação à eutanásia.
Será que a escolha entre viver e morrer faz parte da liberdade das pessoas?
É um assunto complicado e com muito poucos argumentos "ciêntificos". É uma decisão pessoal. Mas a verdade é que a lei em vigor condiciona todos.

Quinta-feira, Março 02, 2006

OPA da Sonae à PT: O Papel do Estado

Muito simplesmente: o Estado deveria afastar-se de uma vez por todas da PT.
Não há qualquer razão válida para que o Estado tenha poderes especiais (Golden Shares) sobre o capital da Portugal Telecom. É um sector estratégico? Então mais uma razão para deixar o mercado funcionar e acabar com a ineficiência.
As OPAs são um mecanismo do mercado com o objectivo de substituir uma gestão ineficiente, ou seja, alguém só tem interesse em comprar um empresa se achar que consegue fazer melhor do que os que lá estão. E, caros leitores, não há dúvidas que é possível fazer bem melhor. Não é necessário ser muito letrado para perceber que a gestão da PT é ineficiente: pessoal que não trabalha mas recebe o ordenado completo, excesso de pessoal (que prejudica a economia, pois em vez de estarem lá sem fazer nada, poderiam estar espalhados por outras empresas a criar riqueza), e isto leva a altos custos para os consumidores. Até os sindicatos admitem que há excesso de pessoal. Ainda ontem ouvimos um representante dos trabalhadores da PT afirmar que se a Sonae comprasse a PT estavam em risco 4 mil postos de trabalho! Se estão em risco é porque não são necessários, certo?
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Com esta situação nas mãos, o Estado deveria deixar-se de complexos autoritaristas e permitir que a busca pela eficiência leve a melhor. A sua (possível) intervenção vai ser pior para todos: os consumidores perdem porque continuam a pagar muito por algo que vale pouco, a PT perde porque não vai atingir níveis de crescimento mais altos (melhores condições para os empregados), a Sonae e o país perdem porque não "ganham" a possibilidade de aumentar a sua riqueza (no caso do país, via impostos, salários e produção).
Os únicos que ganham com a não concretização da OPA são os coroporativistas da PT e os trabalhadores "imaginários" da mesma.

Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Um Ano de Bom Senso!

O Bom Senso completou, neste mês de Fevereiro, um ano de existência.
Agradeçemos a todos os que visitaram este blogue nas suas viagens pela informação virtual e esperamos que continuem a "frequentar" este espaço de fomento do exercício da liberdade dos cidadãos.
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A música que acompanha esta data reflecte (em parte) o optimismo com que iniciamos mais uma etapa deste blogue. No entanto, aplicar-se-á a tantas outras coisas em que falta optimismo para (re)começar... E, como é óbvio, reflecte as prefrências musicais dos autores do blogue. Para os interessados, aqui fica a letra:
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Angels & Airwaves - The Adventure (02/2006)
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I want to have the same last dream again
The one where I wake up, and I'm alive
Just as the four walls close me within
My eyes are woken up with pure sunlight
I'm the first to know
My dearest friends
Even if your hope has burned with time
Anything that's dead shall be regrown
And your vicious pain, your warning sign, you will be fine
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Hey yo, Here I am
And here we go, life's waiting to begin
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Any type of love, it will be shown
Like every single tree reached for the sky
If your going to fall, ill let you know
That I will pick you up, like you for I
I felt this thing, I cant replace
Well everyone was working for this goal
Where All the children left without a trace
Only to come back as pure as gold to resight this all
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Hey yo, Here I am And here we go, life's waiting to begin
Tonight Hey yo, here I am And here we go, life's waiting to begin
Tonight Hey yo, here I am And here we go, life's waiting to begin
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I cannot live, I cannot breath, unless, you do this with me
I cannot live, I cant breath, unless, you do this with me
I cannot live, I cant breath, unless, you do this with me
I cannot live, I cant breath, unless, you do this with me
I cannot live, I cant breath, unless, you do this with me
I cannot live, I cant breath, unless, you do this with me
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Hey yo! Here I am (Do this with me)
And here we go, life's waiting to begin (Do this with me)
Hey yo! Here I am (Do This with me)
And here we go, life's waiting to begin
Life's waiting to begin...
Luís Soares/Nuno Miguel Santos

Domingo, Fevereiro 26, 2006

Carnaval

Subscrevo inteiramente a visão do Dupont d'O Vilacondense sobre o Carnaval, que aqui transcrevo:
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«Detesto o Carnaval. Nunca achei qualquer piada a ver pessoas mascaradas, ainda por cima com um mau gosto desesperante. As crianças são um caso à parte, pois o seu mundo de fantasia materializa-se nesta época e elas encaram aquilo com uma entrega absolutamente deliciosa.Os adultos é completamente diferente. O mau gosto e a boçalidade imperam, para não falar na imbecilidade que é copiar o Carnaval brasileiro. É confrangedor ver, em pleno Inverno, raparigas em bikini, carregadas de frio e celulite, a insistir pateticamente em danças e trajes que nada têm a ver com Portugal. Tremo só de pensar na ideia que os actores brasileiros contratados devem fazer de nós: pena e comiseração.Mas a alternativa ainda é pior. O Carnaval português traz à rua o que de pior tem a mentalidade que alguns, agora, apelidaram de ‘tuga’, um palavra evocadora da pré-história… Eles são os travestis, os palhaços, as pretensas drag-queens, as quadras ordinárias, os carros ditos alegóricos, tudo enrolado num turbilhão de mediocridade e pobreza de espírito que nos faz duvidar do nosso futuro.Momentos como estes acontecem várias vezes ao ano. Começa logo no 'reveillon', com música inevitavelmente brasileira (“eles é que são um povo alegre…”), passa pelo Carnaval, continua na bebedeira colectiva que é a Queima das Fitas com o ponto alto no inenarrável cortejo, pedala nas bermas da Volta a Portugal em Bicicleta com farnéis de fritos envoltos em guardanapos de papel medalhados com gordura e regados com ‘tintol’ (“daquele bestial, que o meu sogro faz lá em casa, qu'até pinta a língua”...) e aquece nas praias algarvias da Quarteira e de Portimão (“com um olho na patroa e outro nas bifas, não sei se me faço entender...”). Mas, como um ano é muito tempo, o 'tuga' vai retemperando forças, a cada quinze dias, à volta do "seu" estádio, nessa intraduzível chafurdice que são as roullotes de bifanas e cerveja.Porventura, não será coincidência que 'Carnaval' rima com 'Portugal' e este com 'fatal'. Ponto 'final'?»

Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

Lei de Gresham: Outra Vez

Mais um excelente texto do Prof. José Manuel Moreira no DE.
Excerto:
«Será que estamos dispostos a pôr fim a políticas públicas que incentivam a incúria e o desleixo? Felizmente, pelo menos no que diz respeito aos serviços de saúde, as propostas dos defensores do igualitarismo – o serviço obrigatório para todos e a quem todos podem solicitar cuidados médicos gratuitos, tanto para doenças sérias como para bagatelas, e que levou ao fomento de direitos, quer estes fossem verdadeiras necessidades quer fossem meros caprichos – estão a perder terreno.»

Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

As Décimas

No Público, «Manuel Alegre diz que principal objectivo "não foi atingido por décimas"».

Interessa realçar que essas décimas correspondem a quase 35000 votos. Ainda é muita gente... Nem Garcia Pereira teve tantos...

Só faltava dizer "O jogo foi muito disputado, o resultado favorece o adversário mas nós tivemos muitas oportunidades de golo desperdiçadas, além de estar o vento contra nós na 2ª parte e de o relvado estar em más condições.. No fundo, também ganhamos mas a taça é deles!"

Lá Fora..

Na CNN:

«A victory by Cavaco Silva would be the most serious political defeat for the Socialist government since it came to power in western Europe's poorest country last year.
Prime Minister Jose Socrates has seen his candidate, 81-year-old political veteran Mario Soares, fail to take off. Voters preferred Cavaco Silva's pledges to deal with a stagnant economy and unemployment at an 18-year high.»


«If Cavaco Silva wins, he would be the first elected president from outside the left since democracy was established after a 1974 revolution.»

Na BBC:

Conservative wins Portugal race
«Centre-right candidate Anibal Cavaco Silva defeats five leftist challengers to win the Portuguese presidency.»
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«Anibal Cavaco Silva, a center-right candidate, won Portugal's presidential election on Sunday in a blow to the ruling Socialist Party already under pressure because of a stagnant economy.
Cavaco Silva, a former prime minister vowing to tackle economic woes in western Europe's poorest country, had 50.59 percent of the vote with all but a handful of polling stations reporting, the election commission reported.»
«It was the first time since Portuguese democracy was established after a 1974 revolution overthrew a dictatorship that a rightist candidate has been elected president.
The president has limited powers, but they include vetoing laws, appointing prime ministers and dissolving parliament, where the Socialists have a majority.
Cavaco Silva, who served as prime minister from 1985 to 1995, has vowed to use his powers to improve Portugal's competitiveness.»

Domingo, Janeiro 22, 2006

Respeito e Responsabilidade

Temos um presidente de quem nos podemos orgulhar: responsável, sério e coerente.

O Fim do Mito!


No dia 22 de Janeiro de 2006 caíu o mito do presidente só de esquerda!
Esperemos que agora a direita aproveite para se renovar e para levar os portugueses a compreenderem que Direita é diferente de Salazar ou de Fascismo ou de Extrema-Direita.
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Agora, sim, há mais esperança no futuro.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2006

Para Reflexão


«Jornalista: Ficou chocado com aquilo que disse o líder do PP?
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Mário Soares: Não, não foi o lider do PP que disse isso. E aquela coisa que me referi, do terrorismo, foi o líder do CDS que disse isso, dr. Ribeiro e Castro, que é uma coisa inaceitável e impossível. Ele diz aquilo... ele é, ainda por cima, deputado do Partido Socialista... um dos grandes grupos do Partido Socialista é o Partido Socialista... o Partido Socialista Europeu... Imagine lá como é que ele vai entender-se com os colegas do parlamento a dizer dessas coisas aqui no plano interno... E é feio, não é bonito e... é uma pena que seja um dos mais entusiásticos, senão o mais entusiástico, apoiante do dr. Cavaco nesta eleição.»
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O video pode ser visto aqui.

Finalmente Acabou...

... esta entediante campanha eleitoral!
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Foi tempo de mais para a pouca coisa que tinha de ser dita e isso provocou repetições sobre repetições por parte dos candidatos. A guerrilha dentro do PS provocada pela inoportuna candidatura de Mário Soares ajudou a que a mediatização das eleições fosse maior e mais repetitiva.
Os candidatos à presidência têm as suas ideias para o país e têm uma personalidade. Não é preciso muito tempo para as pessoas perceberem a escolha que têm a fazer.
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Desta campanha podemos concluir que Cavaco é coerente, como sempre foi, e não entra em mesquinhices (daí afirmar não ser um político profissional, ao contrário de Soares que é um veterano!), Alegre é o candidato da esquerda que mais seriedade mostra e foi uma boa surpresa (para quem defende tais ideologias), Soares acabou e autoflagelou-se, Jerónimo cumpriu a missão, Louçã aproveitou a oportunidade para se mostrar ao país e fazer o BE crescer no futuro e Garcia Pereira foi... um candidato legítimo.
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No Domingo espero que não hajam grandes surpresas e que Cavaco chegue a Belém, acabe com o mito da presidência só de esquerda e dê uma forte ajuda à mudança necessária para Portugal. Não antecipo tempos de "vacas gordas" e a caírem do céu mas espero que o país, pelo menos, se aguente e não caia definitivamente no precipício económico e, consequentemente, social.
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Resta-me dizer que fico desiludido pelos 6 candidatos serem todos "estadistas" mais, ou menos, convictos. Mas há esperança...
E como já foi dito neste blogue: "Força Cavaco, eles que tapem esse buraco!" :) ...

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

Debate Cavaco-Soares

A Confirmação das Expectativas e a Decisão de Voto

“As Vacas Magras” de Mário Soares

O debate entre Cavaco Silva e Mário Soares, só confirmou, como Cavaco também referiu, o que já era visível desde o princípio da pré-campanha: Soares não tem ideias.
Soares deu a entender que ser presidente é apenas ser um moderador político, ou seja, as ideias que levam o povo a eleger o presidente não influenciam o exercício da sua magistratura. Repare-se no paradoxo onde Soares chegou: ele diz, e toda a gente sabe, que o presidente é um moderador; depois diz que Cavaco tem muitas ideias mas não as concretiza e, portanto, está a defender que é importante ter ideias e concretizá-las; e depois acusa Cavaco de querer ser primeiro-ministro porque tem muitas ideias! E ao mesmo tempo, depois de passar um debate inteiro a pedir a Cavaco para explanar as suas ideias, vai adiando a explanação das suas próprias ideias. Ou seja, também as tem e defende que cada um deve ter as suas (como todos os outros que acreditam na democracia).
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Conclusão: Mário Soares não diz o quer para o país, diz que Cavaco tem muitas ideias mas não as pode concretizar no cargo de presidente, no entanto diz que é necessário ter ideias para o futuro; depois diz que Cavaco, caso fosse eleito, iria obrigar o Governo a seguir as suas ideias e pergunta o que faria Cavaco se o Governo não as seguisse! Eu penso que nem no 2º Ciclo do Ensino Básico vi tamanha desordenação de ideias! O objectivo de Mário Soares resume-se a impedir que Cavaco ganhe, em vez de apresentar propostas ao país. É isso que ele tem demonstrado ao longo do tempo e foi isso que deixou claro no debate. Este debate arruinou a candidatura de Soares.
Repare-se que Soares já não tem noção do que diz: afirmou que Cavaco foi criticado pela generalidade da população durante a sua segunda maioria e passados 20 segundos diz que nessa situação teve que apoiar as minorias que estavam revoltadas com a política do Governo. Depois foi rude e mal-educado para com Cavaco como nunca antes eu tinha visto num debate de um país civilizado: disse que Cavaco era um economista “razoável” e pior que um colega seu (uma vergonha lastimável, fazer este tipo de afirmações e comparações sobre uma pessoa doutorada e reconhecida por diversas universidades mundiais), disse que lhe telefonavam “amigos” europeus a dizer mal da personalidade de Cavaco, disse que Cavaco só percebe de economia, que não sabe o que é a cidadania global, disse que Cavaco nunca falou da globalização (quando eu já estive presente numa conferência de Cavaco sobre este tema), disse que Cavaco não sabia conversar com as pessoas, e outras tantas barbaridades e injúrias durante todo o debate.
Cavaco foi educado de mais perante aquele cenário, mostrou a forte personalidade que tem e esteve sempre à altura das questões que os “três entrevistadores” lhe puseram: os dois jornalistas e Soares.
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Mário Soares pensa que fala para incultos e pessoas que votam naquele que fala mais alto e manda uns “bitaites” demagógicos. Mário Soares acabou por se atacar a si próprio. Mostrou perante todos que a única ideia que tem para o país é derrotar Cavaco: as ideias de Mário Soares são “vacas muito magras” para alguém que quer concorrer à presidência da República. Qualquer um dos outros quatro candidatos apresenta mais ideias para o país do que Soares. Este é arrastado pelo partido e por aqueles que recordam o seu passado como lutador político. Mas as pessoas têm de se convencer que o 25 de Abril já foi e é tempo de Portugal subir de nível; deixar a mesquinhice. O discurso de Soares foi baixo de mais para Cavaco. E um presidente da República não se quer baixo, quer-se alto, com valores, com determinação, com personalidade e convicções fortes. Isso não significa “armar-se em bom” ou “pensar que sabe tudo”. Essas são críticas de conversa de café. É necessário ter orgulho na pessoa que nos representa. Soares já não tem carisma, já não tem ideias, já não segue um raciocínio coerente. Factos são factos. Soares veio em mau tempo e vai arrepender-se. Acusou Cavaco de se querer vingar da derrota do PSD nas legislativas de Fevereiro de 2005, mas a verdade é que quem apresentou uma candidatura vingativa foi Mário Soares: como já disse atrás, o seu objectivo não é Portugal, é Cavaco, e isso não tem valor algum.

As Ideias de Cavaco

Cavaco, sim, apresentou propostas para o país. Propostas gerais, como é função de um presidente. Um presidente é eleito pelas suas ideias e pela sua personalidade para que depois possa, então, moderar a vida política recorrendo ao poder que lhe foi concedido pelo voto directo dos eleitores e de acordo com as ideias que apresentou na sua candidatura.
A ideia da economia é central para Cavaco porque é, de facto, central para o nosso futuro. Não me venham dizer que a união e o sentido patriótico é que vão dar de comer às pessoas! Cavaco defende que só com uma economia forte se pode alcançar o desenvolvimento. E o desenvolvimento é tudo aquilo de que nós, portugueses, necessitamos: desenvolvimento cultural, de recursos humanos, tecnológico. As empresas são o catalisador, palavra usada frequentemente por Manuel Alegre, do desenvolvimento. São elas que vão criar riqueza. Só com riqueza se constrói um país. Só com riqueza se chega à igualdade; não é partindo da igualdade que se atinge a riqueza. O problema está em encararmos o futuro como ele é: de longo-prazo. O futuro não é 2007, é 2015 ou 2020. Se desde que Guterres governou não se cria riqueza neste país, é necessário mudar. Como Cavaco diz, e reparem que não subscrevi a candidatura deste nem de nenhum candidato, apenas constato que dentro destes cinco candidatos, só um está preparado para assumir o lugar, é necessário criar competitividade. Esta palavra é importantíssima! Atente-se no que ela significa: é a capacidade de criarmos competências nas empresas, nas pessoas, nas tecnologias, que permitam competir, vencer e criar a tal riqueza para que o futuro da nação seja viável.
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Não há aqui dúvidas: Portugal não precisa de retóricas de união e fraternalismo, precisa de empreendedores, de lutadores, de uma juventude interessada na política, de uma educação de qualidade e que promova a formação cívica, de garantir os direitos adquiridos pelas pessoas e, ao mesmo tempo, garantir que os direitos dados aos recém-chegados ao mercado de trabalho sejam coerentes com um futuro equilibrado das finanças do Estado. O Estado é, neste momento, um fardo que cada português tem que suportar cada ano que passa. É necessário mudar este Estado inteligentemente. E Cavaco tem visão, tem percepção do que se está a passar no mundo. Votar Soares é passar “um cheque em branco” e sem cobertura: não tem ideias para mudar o país. Votar Cavaco pode não significar que o futuro seja maravilhoso mas é, sem dúvida, garantir que o representante da nação neste tempo difícil é sério, prático, observador, carismático e tem competência.
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No debate vimos que Cavaco teve resposta para tudo, mesmo quando estava a ser pressionado por três pessoas, e conseguiu conter-se e ser cordial. É triste assistir-se, no ano de 2005, a um debate de tão baixa qualidade. Apesar de tudo, Cavaco Silva manteve a postura e conseguiu no meio daquele ataque com uma só frente, apresentar as suas ideias.
Se houvesse dúvidas em quem (dos 5 candidatos) votar, elas desvaneceram-se na noite do debate.
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Luís Soares
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publicado no Jornal "Terras do Ave"

Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

Sobre a OTA e o TGV e a Proposta de Referendo

«Este país está em desespero. Não acreditam? Um pequeno empresário da construção civil questionou-me hoje, francamente preocupado, se Portugal teria futuro. E mais me disse. "Acha que eu tenho hipóteses de singrar no estrangeiro?", foram estas as palavras.Em tom de brincadeira e provocação, respondi-lhe que teria muitas obras pela frente, agora que o TGV e a Ota iriam ser construídos.Pois o homem quase me insultou. Disse que aquilo, este "aquilo" eram essas grandes obras de engenharia do regime, só servia para encher o bandulho aos "amigos".
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E disse-me que estava a pagar mais impostos (agora passa factura por qualquer serviço, como deve ser), mas que esses, pelos vistos, nem sequer lhe daria para receber uma reforma, pois está falida a "caixa"; nem sequer dava para pagar salários aos "mamões do funcionalismo público" e carros do Governador do Banco de Portugal. Quanto mais pagar as empreitadas milionárias deste governo.Pois o homem, na casa dos 50, dizia-me que só via uma solução: emigrar com a sua família. E preocupado está, pois não fala línguas.Isto dá uma ideia do desespero do país. Um pequeno empreiteiro em dificuldades para ter trabalho. E só vê uma solução: pôr-se a milhas deste país que o viu nascer.E a verdade é esta. Desde quadros médios e superiores até gente simples e humilde, muitos ex-operários, os portugueses só sonham com uma "mala de cartão". Ir lá para fora para não "passar vergonhas."O que é sintomático. Dizia-me o homem, meio a sério, meio a brincar, que para ele deviamos era ser todos espanhois. Tese dele. "Se fossemos espanhois, já o país estava a ferro e fogo, e muitas bombas já tinham estourado". Para confirmar a tese dele, dizia: "Viu o general que quer levantar armas contra a independência da Catalunha"? Por cá, todos nós sofremos e calamos. É a água, a luz, os impostos, a gasolina e trinta por uma linha. E agora dizem-nos que daqui a 10 anos não vai haver dinheiro para as reformas. Que país é este?Há na realidade, em Portugal, uma situação pré-revolta social. E nestas coisas, pequenos sinais contam muito.
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Espanta-me a azia de muitos portugueses, alguns deles até com um nível de vida razoável, com esta estória do Adiantado Mental de ir de férias para a neve. Para o sky. Que isto era uma afronta para o povo.Um pequeno comerciante dizia na mesma senda. "Eu nunca iria de férias para a neve, se fosse políitico, e pedisse sacríficos aos portugueses." Por uma questão de elementar decoro. Dizia o comerciante que um político tem que dar o exemplo, assim como um patrão deve dar aos empregados. "Não há dinheiro, não há vícios". Contrapuz com a ideia que ele foi de férias com o dinheiro dele. Resposta pronta do comerciante: "se fosse com o dinheiro dele, não fazia uma operação à custa dos militares, porque partiu a perna enquanto cidadão!" E com esta é que me calou. E com alguma razão.Já sei que os portugueses têm a mania da inveja e mesquinhez. Mas, muitos deles não terão razão para tal? Isto é, como se pode dizer no mesmo dia que os investimentos faraónicos são necessários e, simultaneamente, dizer ao país que daqui a 10 anos não há reformas? Se a nós nos assusta um bocado, que dizer da massa anónima que até nem compreende que essa estória da falência da SS em 2015 até nem é bem assim?Este país está lixado. Todos o sabem e sentem. Mas, curiosamente, quase todos acreditam que virá algum "D. Sebastião" que lhes salvará do precepício. Neste caso, o Cavaco.O JPP dizia que a eleição do Cavaco era díficil de entender para alguma esquerda. Eu não sei se é mesmo assim. Quer queiramos, quer não, o Cavaco está na memória colectiva como o PM que trouxe alguma prosperidade aos portugueses. Pensam no Cavaco, pensam logo nos tempos em que havia dinheiro para estourar, sem tantos endividamentos. Pensam logo, na altura que empregos não faltavam, quem quisesse "vergar a mola". Logo, Cavaco = prosperidade.
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Temo bem que isto vai ainda dar que falar. O Cavaco pode ir para lá, pode mudar o desgoverno (e é bem corrido!), mas se não houver uma real vontade de mudança, rumo ao mercado e ao liberalismo, o país continuará na cepa torta. E, mais tarde, ou mais cedo, fortes convulsões sociais haverão.Esta última ideia passa na cabeça de muitos simpatizantes do Alegre. Correr com o Adiantado Mental, deixar o país na mão da direita e quando esta voltar a falhar, a esquerda retornará como verdadeira salvadora de Portugal.Se é assim, se não, não o sabemos. Mas se a direita vê o poder, novamente, ao seu alcance, mais rápido do que se julgava, a direita fez alguma "reciclagem"? Esta é a legítima dúvida. Porque, mudanças de poder são boas válvulas de escape social e político.
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Mas, por si só não resolvem os verdadeiros problemas de fundo.Está a nossa direita capaz de tomar conta de Portugal e fazer vingar verdadeiras "reformas económicas neoliberais"? Tenho dúvidas. O que sei é que a esquerda claudicou e finalmente tomou consciência da realidade inevitável: Portugal precisa de uma "reforma neoliberal". Porque, quando Soares admite os despedimento dos funcionários públicos excedentários e o desgoverno usa a falência da actual SS como forma de alavanca política e respectiva legitimidade, quer dizer que a esquerda cai em si e "aterrou". Já não vive na lua totalmente, nem sonha com "utopias do amanhã que cantam".Falta a direita concentrar-se verdadeiramente em aprofundar as suas ideias pró-liberais. Adoptará o liberalismo antes de chegar ao poder? Quem sabe?Mas, Portugal está desesperado. E sonha com uma "mala de cartão". como nos tempos do botas.Pobre e triste país o nosso.»
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por "anti-comuna" em comentário ao post "Referendo - OTA e TGV" no Blasfémias
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O Referendo sobre a OTA e o TGV proposto naquele post do Blasfémias e enviado à assembleia da República é também apoiado pel'O Bom Senso.

Sábado, Janeiro 07, 2006

Mário Soares: Cada vez mais baixo

«Se não houver a inteligência de votar bem [nas eleições presidenciais] , caminhamos a prazo para um desastre do país», declarou o candidato apoiado pelo PS, perante cerca de mil pessoas na Alfândega do Porto.
No seu discurso, que encerrou um encontro com sindicalistas e cooperativistas, Mário Soares sustentou que, se Cavaco Silva «vencesse na primeira volta» , Portugal entraria «necessariamente na instabilidade social, política e institucional».

in Diário Digital

Duas questões:
- Mário Soares está a chamar burros a todos os que vão votar Cavaco? Isso é que é moderação?

- Mário Soares está admitir que o Presidente afinal já tem poder suficiente para provocar "instabilidade social, política e institucional"? Então ele não dizia que Cavaco não poderá fazer nada do que quer porque não será primeiro-ministro?

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São questões que ficarão no ar... Como a cabeça de Soares parece estar: no ar...

Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Pela Flat Tax – A Necessidade de uma Reforma Fiscal

Nestes últimos meses, como consequência dos exemplos que nos chegam da Europa de Leste, tem-se discutido a taxa única de tributação sobre os rendimentos, mais conhecida por flat tax, na terminologia anglo-saxónica.
A flat tax nasceu em 1994 na Estónia, Lituânia e Letónia - outros países seguiram, mais tarde, o exemplo, como é o caso da Rússia (2001) e da Eslováquia (2004) - como alternativa à taxa progressiva aplicada aos rendimentos.
Em que assenta a flat tax? Esta taxa única de tributação sobre rendimentos distingue-se por intentar “taxar” de igual forma todos os níveis de rendimentos, viabilizando, assim, uma maior justiça e paridade social, uma vez que ninguém se sente discriminado, pois sabe que paga/desconta tanto como qualquer outro cidadão trabalhador. Aparentemente, a taxa progressiva de tributação de rendimentos (que, actualmente, vigora entre nós) é a mais justa a nível social, pois exige que pague mais impostos quem mais rendimentos tem – de uma maneira progressiva, como o próprio nome indica. Contudo, este argumento revela-se uma falácia se tomarmos em conta que “na prática, talvez seja menos justo do ponto de vista social do que parece, pois os salários brutos praticados tendem a adaptar-se à progressividade das taxas e a assegurar aos que ganham mais que ganhem ainda mais, de forma a manterem o diferencial desejado nos salários líquidos. No final, o leque salarial ‘líquido’ mantém-se mas o leque salarial ‘bruto’ amplia-se. Pior: como são os salários brutos que contam para o cálculo das pensões, esta distorção introduzida pelas taxas progressivas acaba por beneficiar os que mais ganham no momento de receberem as suas pensões, exactamente o contrário do que se pretendia”. (1)
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Os defensores da flat tax afirmam que a sua adopção diminuiria as fraudes e tornaria mais fácil a cobrança de impostos. E não é mentira que, nos países onde hoje está implementada, e ao contrário das expectativas, as receitas desta política fiscal têm aumentado. Até mesmo na Alemanha “social de mercado” surge “um professor universitário chamado Paul Kirchhof, escolhido pela CDU para ser o próximo ministro das finanças, [que] deseja para o seu país a implementação de um imposto único sobre rendimentos (…) de 25 %, aplicado a todos, ricos e pobres”. (2)
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Facilmente compreendemos a “ideia flat tax” quando percebermos que: “under a progressive tax regime, people lose an increasingly large proportion of their income as their earnings rise. With a flat tax, higher earners still pay more tax than lower earners, but everyone pays the same proportion of their income in taxes. A flat tax is therefore neither regressive nor progressive, but is even-handed. This is precisely why it can be considered more ‘just’ than a progressive tax”. (3)
Note-se que a isenção de rendimentos não está em causa. “ [Devemos encaminhar o imposto sobre rendimento] para a isenção nos rendimentos mais baixos, maior do que a actual, e para a aplicação de uma taxa única que o bom senso indique como razoável, para os rendimentos superiores”. (5)
Para termos um exemplo prático de como esta taxa funcionaria, basta que “imaginemos que em Portugal, até 200 euros, ninguém pagaria nada. Um contribuinte com rendimentos de 300 euros seria tributado à taxa única apenas sobre 100 euros. Se ganhasse 500, seria tributado pela diferença, ou seja, 300”. (4)
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Sou apologista da taxa única sobre rendimentos. Penso que o imposto progressivo, e faço minhas, novamente, as palavras de Carlos Nabais: “… é um exemplo de discriminação social e um resquício dos sonhos utópicos e coercivos da igualdade de resultados”. (5)
Não defendo uma política “às cegas” ou algo “radical” como a seguida pela Eslováquia quando fez a sua reforma fiscal e instituiu uma taxa de 19% para IRS, IRC e IVA. Defendo uma reforma gradual e cautelosamente estudada, para que não se registem perdas de receita. Defendo um regime fiscal menos burocrático, mais justo e adaptado aos novos tempos. Algo (quase) tão simples quanto isto: nem precisamos de inovar - como sempre; basta-nos seguir os bons exemplos que nos são dados por outros países…

(1) José Manuel Fernandes, em Editorial: “Tês Tabus”, Público, 07.03.05
(2) Domingos Amaral, “O professor Kirchhof”, Diário Económico, 14.07.05
(3) Lauchlan Chipman, “The Very Idea of a Flax Tax – Perspectives on Tax Reform (6)
(4) Entrevista a Miguel Frasquilho, Diário Económico, 16.05.05
(5) Carlos Novais, “Em Defesa da Taxa Única de Tributação”, Blogue ‘Causa Liberal’, Junho de 2003

Nuno Miguel Santos
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*Artigo Publicado na Revista da Faculdade de Economia e Gestão da U. Católica (Porto) "Valor Acrescentado", Outubro 2005

Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

Nova Refinaria em Sines

Finalmente uma notícia animadora foi dada pela imprensa: a construção de uma refinaria de proporções muito maiores às duas que temos.
Embora ainda faltem esclacer alguns pontos em relação à libertação de CO2, que deverá ser adequada ao tamanho das instalações e utilizar as melhores tecnologias para redução das emissões, quase só aparecem pontos positivos neste Investimento.
Se repararmos, esta obra vai de encontro a tudo aquilo que toda a gente diz que é preciso fazer mas ninguém faz e quando alguém o faz ainda lhe dizem que está mal! (Se é que me entendem!) De que é que o país precisa? De criar riqueza, de aumentar as exportações, de baixar o desemprego... O que é que esta refinaria vai fazer? Vai criar riqueza para o país, vai aumentar as exportações (estima-se que em 1,5 mil milhões de euros ou 3% do PIB) e vai criar emprego. Segundo o DE: "O investimento deverá criar 800 postos de trabalho directos e cerca de 1600 indirectos. Mas na fase de construção deverá empregar 2000 pessoas no primeiro ano, 4000 nos segundo e terceiro anos e 2500 no quarto."

Quarta-feira, Novembro 23, 2005

Pelos Vistos a Liberalização Não é Assim Tão Má...

... É Racional e Justa:

«Negócios: Galp baixa preços das gasolinas e gasóleo colorido
A Galp baixou, a partir de hoje, o preço das suas gasolinas, que passam a custar menos 1,2 cêntimos por litro, do gasóleo colorido, que baixa 1,8 cêntimos, e do de aquecimento, que baixa um cêntimo.
A gasolina sem chumbo 95 passa assim a custar 1,193 euros por litro, a sem chumbo 98 e aditivada passa para 1,258 euros e a G Force 1,318 euros por litro.
O gasóleo colorido e marcado custará 0,651 euros por litro e o gasóleo de aquecimento 0,653 euros.
Esta é a quinta vez no espaço de um mês que a Galp Energia baixa os seus preços, que regressam agora a valores que «já não eram praticados desde a primeira semana de Julho».
A empresa, que já tinha baixado os preços do gasóleo rodoviário e G Force na segunda-feira passada, justifica os abatimentos com a «evolução favorável das cotações internacionais dos produtos refinados».
Diário Digital / Lusa

Quinta-feira, Novembro 17, 2005

Recomendadíssimo - O Economista e o Preconceito

Mais um excelente artigo do Prof. José Manuel Moreira no DE. Pode ser lido aqui.

Sexta-feira, Novembro 11, 2005

O Medo de Soares e Jerónimo

Mário Soares acusa Cavaco Silva de ser "um candidato esfinge" e Jerónimo de Sousa critica Cavaco Silva por se limitar a "gerir os silêncios" mas, inteligentemente, Cavaco Silva remete para os portugueses avaliação das críticas de Mário Soares [e Jerónimo de Sousa].
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É legítimo que todos os candidatos tentem atacar "por qualquer lado" Cavaco Silva. As ideias de Cavaco são tão subjectivas como as de Soares, Jerónimo, Alegre ou Louçã. E se dissecássemos bem os discursos, poucas diferenças encontraríamos: o país está com " a moral em baixo", é preciso motivar e fazer com que se retome o crescimento mas, desta vez, de uma forma sustentável.
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No fundo, o que os eleitores têm que escolher é a pessoa com mais competências para tentar ajudar os cidadãos e os Governos a tornarem esta ambição em realidade. Os debates pouco vão mudar a opinião dos eleitores. Todos os candidatos são bem conhecidos e já se conhecem as suas capacidades. Não parece difícil escolher...
citações do Público

Quarta-feira, Novembro 09, 2005

Educação: Base da Responsabilidade

Transcrevo para aqui um comentário de Nuno Ferreira ao meu post "Endividamento-Irresponsabilidade" que, no fundo, complementa a ideia que quis transmitir: a culpa do endividamento excessivo é das pessoas. O Nuno Ferreira acrescenta que a fonte dessa irresponsabilidade é a falta de educação das pessoas.
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«É sempre mais fácil culpar alguem..é óbvio que podes dizer q as pessoas não têm responsabilidade. Culpados, acabou ..Agora, não deves culpar ninguem se queres resolver alguma coisa, ou pelo menos encontrar solução para um problema.Pergunta-se antes 'pq è q as pessoas compram com dinheiro q n teem, ... ?'
E é óbvio q é a cultura q é socialmente aceite q está na origem.Se queres culpados:- o sistema d ensino é ridículo, ñ evolui como devia e ensina o q n devia.. por exemplo, ensinar sobre 'dinheiro' no secundário, ao contrário d geologia ou biologia, não axo q esteja a pedir mto, até pq quem quisesse estudar biologia existem faculdades para isso, e é bem menos importante.- Faculdades.. dúvido sequer que tenham as licenciaturas nos seus planos de estudo uma série de cadeiras sobre empreendedorismo e outras complementares, qdo o objectivo de uma faculdade ñ é só preparar licenciados para ser empregados como tb deveria ser para empresários(e mta gente se vai refugiar no risco ...).
É uma mentalidade que se sente ridícula.E depois vêem.se professores q ñ podem ser empregados... e se tivessem tido formação d contabilidade, marketing .. podiam mtos criar produtos sobre novos de aprendizagens .. e por aí fora.Aliás, cada x mais ser empregado, mesmo pelo estado, ñ será uma segurança(e quem joga sempre pela defensiva e nunca arrisca nunca ganha .. e se tinha 5% probabilidades d sobreviver durante 5 anos com uma empresa, se ñ estou em erro, ao ñ arriscar passa a ter 100% falhanço :).- os outros vão por consequência, se as pessoas aprenderem e só se endividarem para investir em algo q deverá cobrir o endividamento, os bancos adaptam.se, e todos os outros tb.Por isso a solução, na minha opinião passa apenas pela educação..»

Terça-feira, Novembro 08, 2005

António Borges no DE - Sempre Imperdível

«(...) o mundo não espera por nós. Do outro lado do Atlântico o ritmo de consolidação é muito mais rápido, a dimensão das operações substancialmente maior e a agressivididade aquisitiva não pára de aumentar. A voracidade com que as grandes empresas americanas avançam sobre o mercado europeu obriga-nos a responder na mesma moeda. Como bem sabemos, não é com medidas proteccionistas como as que o governo francês anda a estudar – no sentido de impedir a compra por estrangeiros de empresas ditas estratégicas (como por exemplo as que fabricam iogurtes) – que se pára ou sequer trava a maré avassaladora da consolidção global dos mercados.»
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«(...)impõe-se uma visão radicalmente diferente da realidade económica que nos diz respeito. Uma visão que não se feche sobre o rectângulo português, que reconheça que não há fronteiras que contem, que se habitue a estudar os problemas tendoemconta o que se passa no resto da Europa e do mundo.»
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Segunda-feira, Novembro 07, 2005

As Bombas estão Caritas...

João n'O Insurgente:
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«Ao preço a que está a gasolina, fazer um cocktail molotov fica para cima de um dinheirão.
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A quantidade de massa que os pobres desempregados, excluídos e discriminados jovens incendiários têm de dispender para adquirirem a dita gasolina demonstra a superioridade do modelo social europeu: Até os pobres dos mais pobres podem literalmente queimar dinheiro.»

O "Estadismo" está cá para ficar (infelizmente)

Com homens como Hugo Chávez a América Latina não terá um futuro risonho à sua frente. O mais irónico disto tudo é que estes ditadores comunistas conseguem sempre passar a imagem de que a culpa da desgraça económica que provocam no seu país é dos países desenvolvidos (neste caso dos EUA). E é um cíclo vicioso, ou melhor, é um caminho (quase) sem saída: a população está descontente e vota desesperadamente nas maravilhosas promessas comunistas, depois tudo continua mal ou piora mas o povo demora anos e anos até perceber que a culpa é do Governo (ou do Presidente). A propaganda, a demagogia e o aproveitamento da falta de cultura das pessoas é o pão nosso de cada dia destes ditadores sem escrúpulos. Bush pode ter muitos defeitos, pode tomar decisões não consensuais, mas uma coisa é certa, tem mérito pela coragem e convicção com que tenta mudar o que vai mal pelo mundo. Pode haver melhores formas de o fazer, mas há pouca gente que o tente. Qual o contributo da França ou da Alemanha? Apenas criticam e não apresentam soluções para as diversas crises que atravessamos globalmente. Terão de ser sempre os anglo-saxónicos a resolverem os problemas à última da hora?
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O futuro não parece muito risonho, mas não tenho dúvidas que as ideologias "estadistas", autoritárias e redutoras da importância dos cidadãos irão acabar por caír. O povo não deve ser "domado", deve "domar-se" a si próprio. A política serve para garantir a prevalência e a estabilidade de uma nação e não para usar os cidadãos dessa nação na busca dos ideais de quem está no poder. A palavra liberdade é muitas vezes mal interpretada. Existem cada vez menos sítios onde se usufrui de uma verdadeira liberdade.