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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Ser Baha'i em Angola - Fernando Mesquita

Fernando Mesquita, membro da Comunidade Baha'i, partilha algumas memórias sobre o tempo em que viveu em Angola (1970-1975).

Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

Ser Bahá'í em Angola (2)

Matilde Oliveira Lopes partilha diversas recordações da sua vida como Bahá'í durante o tempo em que residiu em Angola (1964-1975).

Particularmente tocante é a descrição do episódio com inspector da PIDE (2º vídeo), assim como a história da outra Matilde (3º vídeo).





Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Ser Baha'i em Angola (1)

Maria da Piedade Antunes partilha algumas das suas experiências como Bahá'í, durante o tempo em que viveu em Angola (1973-1975).

Domingo, 20 de Setembro de 2009

Angola: José Eduardo dos Santos cria Comissão Interministerial para estudar fenómeno religioso

O Presidente Angolano, José Eduardo dos Santos, criou na passada sexta-feira, 18/Setembro, em Luanda, uma Comissão Interministerial para o Estudo e Tratamento do Fenómeno Religioso, por considerar necessário que o Estado Angolano desenvolva acções no sentido de estancar a proliferação anárquica de igrejas por todo o país.

Segundo uma nota de imprensa dos Serviços de Apoio ao Presidente da República, a proliferação de igrejas tem estado a preocupar a sociedade angolana e mesmo, em alguns casos, a criar agitação social.

A comissão foi criada para dar tratamento urgente e multidisciplinar a este problema e imprimir uma nova dinâmica à estratégia gizada pelo Governo.

A mesma será coordenada pela ministra da Cultura, integrando os ministros da Administração do Território, da Justiça, do Comércio, da Assistência e Reinserção Social, da Família e Promoção da Mulher e o assessor social do Presidente da República.

Entre as suas muitas atribuições, a comissão deverá elaborar um estudo sobre as origens e causas do fenómeno religioso em Angola e adoptar um conjunto de medidas que visem estancar a expansão de seitas religiosas no território nacional, dando especial atenção às acusações de feitiçarias à crianças.

Deverá também promover encontros com os líderes das igrejas reconhecidas e auscultar as suas opiniões, nomeadamente no que se refere aos conflitos das lideranças, bem como elaborar um estudo sobre a eventual alteração do quadro jurídico vigente sobre o exercício da liberdade de consciência, de religião e de culto.

Um grupo técnico, integrado por representantes dos órgãos designados, apoiará a comissão, que deverá concluir o trabalho no prazo de 120 dias.

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FONTE: Chefe de Estado cria Comissão Interministerial para estudar fenómeno religioso (Angop/AngoNotícias)

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

Angola: Governo preocupado com expansão do islamismo

Notícia da agência Angop publicada no site AngoNotícias.
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O Governo angolano está preocupado com a expansão do islamismo e suas consequências na organização e estrutura da sociedade angolana, afirmou hoje, em Luanda, a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva. Dirigindo-se aos deputados da sexta comissão da Assembleia Nacional, que visitaram as instalações do Instituto Nacional de Estudos Religiosos (INAR), Rosa Cruz e Silva manifestou a sua preocupação face ao crescimento e aumento de seguidores desta religião em Angola.

"A nossa preocupação prende-se com a expansão do islamismo e as consequências que podem provocar na organização e estrutura da sociedade angolana", disse.

Por seu turno, a directora do Instituto Nacional para Assuntos Religiosos (INAR), Fátima Viegas, adiantou estar em perspectiva um estudo para se determinar até que ponto o islamismo está enraizado na sociedade angolana.

"O Islão é uma situação que está a preocupar na medida que temos recebido da população algumas lamentações e queixas relativas a muitas jovens que se têm tornado escravas depois de casadas com pessoas que professam esta doutrina. As informações que recebemos avançam que estas jovens não são companheiras, mas sim escravas, sendo obrigadas a sujeitarem-se a hábitos que em nada têm a ver com os costumes do povo angolano”, asseverou Fátima Viegas.

Como sabemos, acrescentou a responsável, uma das preocupações do Estado é a protecção do cidadão, sendo, portanto, uma das razões que leva o INAR, em particular, a juntar meios e esforços para um estudo profundo sobre o fenómeno em causa.

Segundo disse, o que se passa não é a hostilização do islão como doutrina, mas somente a prática de actos nada benéficos para a sociedade angolana.

“Embora professada por diversas pessoas, maioritariamente oriundas de países árabes, o Islão é um fenómeno estranho à cultura angolana e não tem raízes históricas na tradição do país, embora seja uma realidade actual. Se as pessoas estão a sentir-se lesadas é preciso uma resposta e é isto que o Ministério da Cultura, através do INAR vai fazer”, pontualizou.

O que se pretende com tal estudo, adiantou Fátima Viegas, é saber "in loco" o que se passa, quais são as ligações e dar uma resposta.

Depois da visita ao INAR e às instalações do Ministério da Cultura, os deputados mantiveram um encontro com os seus responsáveis, encabeçado pela ministra Rosa Cruz e Silva, de quem receberam informações detalhadas sobre a vida cultural do país.

Sábado, 25 de Outubro de 2008

Nito (Sebastião Silvestre Junior)

Graças a um amigo bahá’í, obtive um vídeo (já com 14 anos) de um dos mais conhecidos músicos bahá’ís de Portugal: Sebastião Silvestre Júnior, mais conhecido por Nito. E se pensarmos que o Nito faleceu há 10 anos, creio que a maioria dos bahá’ís não hesitará em classificar esta pequena relíquia com um documento histórico.

Aqui fica o vídeo (que teve de ser dividido em duas partes):





Quem foi o Nito?

Sebastião Silvestre Júnior (conhecido pelos bahá’ís com «Nito») nasceu em 24 de Março de 1956 em Moçâmedes, em Angola. Era filho de um português de Castelo Branco e de uma princesa Cuanhama, chamada Petrussa Kashilula.

Durante a sua infância ficou a cargo de uma Instituição, onde um padre lhe ensinou a tocar viola.

Estudou em Sá da Bandeira, onde formou uma banda (os «Kuanza»). Tocavam em Hotéis e Igrejas (que dizem que se enchiam para os ouvir)

Fugindo à guerra civil de Angola veio para Portugal numa época de grande agitação política e social.

Em 1975, conheceu a Fé Bahá’í em Tróia (Setúbal), e rapidamente a mensagem de Bahá’u’lláh se tornou uma prioridade central da sua vida.

A sua voz e o seu talento musical tornaram-no uma figura muito popular entre a Comunidade Bahá’í de Portugal. A maioria dos Bahá’í portugueses consideram que ele é o autor das mais bonitas canções bahá’ís em língua portuguesa. Os seus filhos (que hoje vivem em Portugal, Inglaterra, Holanda e Moçambique) herdaram o seu talento artístico.

Diga-se como nota de curiosidade que o Nito tinha Carteira Profissional de Músico, apesar de não saber ler pautas de música.

Em 1998, foi vítima de uma acidente de viação em Moçambique, tendo vindo a falecer num hospital Sul-Africano em 2 de Agosto desse ano.

O seu corpo está hoje sepultado no Maputo.

(Apontamento biográfico recolhido com a ajuda de Stella Rodrigues)

Segunda-feira, 17 de Março de 2008

Angola: Mais de 760 igrejas esperam reconhecimento legal

Excerto de um artigo publicado hoje no Jornal de Angola e no AngoNotícias.
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Perto de oitocentas novas igrejas procuram o reconhecimento do Estado angolano, com vista a obterem personalidade jurídica que as permita interagir legalmente no “mercado” da fé. O Instituto Nacional para Assuntos Religiosos (INAR) acusa semanalmente, em média, três pedidos de reconhecimento de novas confissões, segundo o seu director em exercício, Cristiano Santana Júlio.

O INAR, órgão do Ministério da Cultura que intervém no processo de legalização de igrejas com a emissão de pareceres técnicos sobre os requerimentos dirigidos ao Ministério da Justiça, tem em análise, neste momento, 768 (setecentas e sessenta e oito) petições.

Parte considerável dos requerentes não reúne, na íntegra, os requisitos estabelecidos legalmente. A Lei nº 2 /04 de 21 de Maio diz, no número 2 do seu artigo 9º, que a petição de reconhecimento de uma confissão religiosa “deve ser subscrita por um mínimo de 100. 000 (cem mil) fiéis, devendo as assinaturas serem reconhecidas no notário e recolhidas num mínimo de 2 terços do total das províncias”.

(…)

O Estado angolano deu início ao processo de reconhecimento jurídico de igrejas em 1987, altura em que concedeu personalidade jurídica no país a 12 igrejas, desde a igreja católica às protestantes implantadas no país.

Procedeu ao último acto de reconhecimento no ano 2000, elevando para 84 o número de confissões legalizadas.

A Lei n.º 2/04 de 21 de Maio, que regula actualmente o exercício da liberdade de consciência e de religião no país, permite a realização de cultos às igrejas não legalizadas e não estabelece prazos limites para as congregações regularizarem a sua situação jurídica, depois de criadas ou implantadas em território nacional.

(...)

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COMENTÁRIO: Naturalmente que eu gostaria de saber o que se passa com os bahá'ís de Angola. Se alguém tiver informações, deixe aqui um comentário, por favor.

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

Miss Landmines 2008 (Angola)

Nunca gostei de Concursos de Misses. Mas o Expresso chamou hoje a atenção para um que é verdadeiramente especial. Vai decorrer em Angola e intitula-se Miss Minas Terrestres 2008. As candidatas são mulheres que ficaram mutiladas sequência de explosões de minas antipessoal no país. Aqui ficam as fotos de algumas concorrentes.

Mariana Lucas (Huambo)


Maria Restino Manuel (Cuanza Sul)


Maria da Fátima Conceicao (Moxico)


Filomena Domingos da Costa (Malanje)

A ideia do concurso foi do artista norueguês Morten Traavik, e conta com o apoio do Governo angolano e da União Europeia, financiadores do projecto.

Além de ser uma forma inovadora de chamar a nossa atenção para um problema terrível que se vivem em Angola (e muitos outros países), o projecto tem por objectivo a capacitação e a abertura de novas oportunidades para os sobreviventes destes engenhos. Simultaneamente, desafia os conceitos tradicionais de beleza e perfeição física.

O site do projecto está disponível aqui.

Terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Angola: os filhos do conflito



Em 2006, John Keane visitou Angola com a agência humanitária Christian Aid. Durante essa visita produziu várias obras relacionadas com as crianças e a guerra. Parte dessas obras estão disponíveis no site da BBC.

Entre essas obras encontra-se esta gravura, onde se vêem uns rapazes que brincam no que resta daquilo que outrora foi uma escola. Para o artista, este é um símbolo da situação da educação num país onde faltam as mais elementares infra-estruturas.

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A ler:
Children in conflict - Angola by John Keane
Children in Conflict exhibition

Sábado, 19 de Maio de 2007

As raposas a guardar o galinheiro!

Egipto, Angola e Qatar eleitos para o Conselho de Direitos Humanos da ONU

Quando no ano passado as Nações Unidas criaram o Conselho dos Direitos Humanos para substituir a desacreditada Comissão dos Direitos Humanos, muitos governos, organizações humanitárias e analistas consideraram que se tratava apenas de uma operação de cosmética. As limitações e vícios do organismo extinto, afirmavam, tinham passado para o actual. E a prová-lo apontava-se o facto de países como o Azerbaijão, a China, Cuba e a Arábia Saudita serem membros deste organismo.

A recente eleição de novos membros para este organismo veio ressuscitar o coro de protestos e indignação relativamente à composição deste organismo internacional.

É verdade que merecem um aplauso os países europeus cujas pressões impediram que a Bielorússia fosse eleita; este país vive sob regime ditatorial e possui um triste registo de abusos sobre os direitos humanos. Mas infelizmente, os países africanos foram incapazes de impedir a eleição de países como o Egipto e Angola; de igual modo, os países asiáticos também não se opuseram à eleição do Qatar.

Vários grupos de defensores dos Direitos Humanos já elogiaram a atitude dos governos Europeus e lamentaram a eleição destes três países, considerando que estes se juntam à lista de paises

Fará sentido que um país como o Egipto - onde se verificam discriminações perseguições religiosas (não só contra bahá’ís mas também contra cristãos) e políticas - seja membro de um organismo internacional que é suposto velar pelos Direitos Humanos em todo o mundo? O que pode ensinar ao mundo um Estado cujas forças policiais torturam e abusam - física e psicologicamente - de prisioneiros de forma continuada e com total impunidade?

E que dizer de Angola, onde notícias recentes davam conta da destruição de 3000 casas e do despejo 20 mil pessoas de baixos rendimentos, de forma «compulsiva», «com violência» e «sem justificação» desde o final da guerra civil? É certo que o relatório recente do Departamento de Estado Norte-Americano reconhece que houve algum progresso neste país; mas há problemas gravíssimos que subsistem: mortes injustificadas por parte de polícias, forças militares e forças de segurança privadas, corrupção e impunidade das forças de segurança e entidades governamentais, detenções arbitrárias, um sistema judicial ineficiente... Não há em África outros países que tratem melhor os seus cidadãos?

E depois o Qatar, um pequeno país do Golfo Pérsico onde a situação dos direitos humanos também registou pequenos progressos, mas ainda assim a liberdade de expressão e de associação sofrem restrições, e a liberdade religiosa encontra algumas dificuldades. Que moralidade tem um Estado destes para ser membro de um Organismo Internacional como o Conselho dos Direitos Humanos?

Depois da eleição do Zimbabwe para a Comissão de Desenvolvimento Sustentável da ONU, esta eleição destes três países para o Conselho de Direitos Humanos mostra o quão urgente se torna uma reforma profunda da ONU.

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A ler:
ONU: Angola, Eslovénia e Bósnia no Conselho Direitos Humanos (DD)
Angola: governo acusado de «violência» (PD)
Belarus loses UN human rights bid (BBC)
Angola: Thousands Forcibly Evicted in Postwar Boom (HRW)
Despite abuse, Egypt joins rights council (Toronto Star)
Non-Democratic Nations Elected onto UN Rights Watchdog (CNSNEWS.COM)
The Oppressors' Club (NRO)
Egypt & Human Rights: Is the Fox Guarding the Henhouse? (Baha'i Faith in Egypt)

Relatório sobre Direitos Humanos 2006 (Departamento de Estado Norte-Americano)
- Angola
- Egipto
- Qatar