Friday, June 29, 2007

Piada sobre o governo


Os crocodilos voam, mas baixinho.

Pedido de ajuda (urgente)


Este blog faz as piadas sobre o governo que bem entender.


Portuguesa corada de vergonha precisa de ajuda para fazer um banner a dizer "este blog faz as piadas sobre o governo que lhe apetecer". Recompenso com a livre utilizaçao do dito cujo banner (por prudência estou a pensar só permitir a sua utilizaçao a pessoas cujo emprego nao seja colocado em risco por fazer piadas sobre o Governo, ou que podendo perder o seu emprego nao tenham crianças pequenas).

isto



Isto (isto) é absolutamente um escândalo. Mas o que é realmente um escândalo, é a impotência do Portugal democrático para reagir a isto. Outro dia ouvi realmente de duas pessoas inteligentes que "este era o melhor governo que Portugal já tinha tido". Quando o governo foi eleito face à promessa de nao aumentar os impostos e os aumentou dizendo que "afinal nao sabia" quando havia relatórios suficientes a circular pelo parlamento para se dizer que sabia, ninguém se preocupou. Quando se reparou que o primeiro ministro tinha "comprado" uma licenciatura e nao se sentia no dever de prestar declaraçoes, estavamos todos com "preocupaçoes mesquinhas". Quando no caso da directora da DREN a ministra garante que nao tem nada a dizer, como se nao tivesse de prestar contas a ninguém e um mandato fosse uma carta branca com a duraçao de quatro anos, também ninguém se lembrou de dizer nada.

Isto a pouco tempo da presidência portuguesa da UE. Já que os portugueses ainda compram a do "melhor bando de tecnocratas autoritários que já nos calhou", pode ser que a Europa se indigne.

PS: Nao vos parece demasiado prático que os funcionários públicos agora sejam contratados?

precisa-se


Amiga do sexo feminino para longa e frutuosa sessao de maledicência. Com urgência (onde meti o meu telemóvel?).

Thursday, June 28, 2007

porque odeio planear viagens para grupos de indianos



Porque os indianos só querem comer em restaurantes de indianos. Porque eles querem vir à Europa e ver tudo de enfiada, como se fossem americanos. Itália em dois dias, dois dias a comer caril enfiados no autocarro. Porque eles discutem cada milímetro de cada preço como se isto fosse um bazar (e nao é, é uma DMC e eles compram se quiserem pronto, nao é para me chatearem o juízo com propostas novas dos preços que gostavam de me pagar). Porque nunca mais pagam. Porque o departamento de contabilidade está sempre de férias até à semana que vem. Mas acima de tudo é mesmo esta história de querer comer sempre em restaurantes indianos.
Escapa-lhes completamente a essência daquilo que é a cultura europeia: comer e beber.

Wednesday, June 27, 2007

Amanha


O meu doce mais doce faz anos. Adoro os anos dele, porque sao uma das poucas ocasioes em que me posso vingar de ser a rapariga mais mimada de Berlim e arredores. E com este post assinalo ainda um outro marco, o primeiro dia da minha vida em que comprei ruibarbo. Nao é para todos. A maioria de vocês nunca comprará ruibarbo. Especialmente depois da continuaçao desta frase, que é "e nao perdem nada por isso".

Monday, June 25, 2007

Die Kastanie in der Georgenstraße LIIV


Foi-se, pronto. Nada dura para sempre e foi inacreditável enquanto durou, resistiu a tempestades, ganhou pó e viu passar os dias.

Estamos já à procura de novas castanhas e parapeitos.

Friday, June 22, 2007

isto do blogger tem dias


Agora nao publica patavina. Vá-se lá entender isto.

PS: O que vos parece esta dos polacos de reclamar votos dentro da UE correspondentes aos cidadaos mortos durante a II. Guerra? Terá chegado a altura de reclamar-mos também a grandeza que nos assiste em funçao do tratado de Tordesilhas?

bolas


Para a semana tenho de ir a espectáculos. Entre dois e quatro. Tenho de vê-los com atençao e de levar o meu namorado. Este emprego é puxado. Mas bem. Essa deve ser pelo menos a razao pela qual me vao aumentar. Uff.

Monday, June 18, 2007

meme


Acredito no amor. Como característica definidora do humano per se, ainda antes da beleza e da estética (as segundas). Acredito que um mau emprego ou mau ambiente no emprego nos possam fazer infelizes, mas não acredito que um bom emprego faça a felicidade de ninguém. O mesmo é válido para uma casa, um carro ou mesmo uma linda bicicleta vermelha. Acredito nas relações entre as pessoas e acredito nas pessoas. E gosto delas.

Acredito que o mundo ainda vai a algum lado melhor do que este. Gostava que fosse. Gostava de acreditar de novo num caminho para que fosse e de entrar nele (mas ao momento quase todos eles me parecem carris de eléctrico mesmo a pedir para espalhar as minhas ilusões ao comprido, de novo).

Acredito nos sabores, nos cheiros, nas sensações, nos sons e nas imagens e acredito no supremo erotismo de os misturar a todos. Gosto de perfume, de comida, de música, de cabelos, de sexo e de vinho. E de ópera (sou barroca).

Acredito na beleza e na Arte, condição humana quase em pé de igualdade com o amor. Acredito na linguagem, quando nos sai disparada ou quando sai malabarismo.

E acredito no amor, no meu. E no dele.
Pelo que sou feliz (e um pouco pirosa).


(Diz que isto é um même. Quem mo passou foi a Papoila. Eu por minha vez passo-o à M. e à Chris. Olhem, também não garanto ter percebido isto demasiado bem, mas acho que é para dizermos coisas um pouco maiores do que nós, nas quais acreditemos. Linhas de conduta. Valores. Algo assim.)

Die Kastanie in der Georgenstr. IV


Se entrei no carril apesar de estar a pensar o tempo inteiro "cuidado com os carris" foi porque estava demasiado atenta para ver se ainda estava lá a castanha. Estava. Logo, de 10 de Novembro (dia em que a viu mi madrecita, e única data precisa,embora se saiba que já nessa altura a castanha era um fenómeno digno de ser mostrado aos pais) a 18 de junho, contamos agora 221 dias, ou sete meses e 8 dias.
Só para vos dar esta informação, tive de ir ao hospital e tudo.

porque é que os carris de eléctrico não se chamam também carris para bicicleta?


Porque se uma pessoa entra num de bicicleta cai e esfola-se toda.

Thursday, June 14, 2007

A minha máilinda


Casa para o trabalho: 10 minutos. Trabalho para o banco e volta, hora do almoço: 20 minutos. Trabalho para casa: 10 minutos. Cabelos ao vento. Saia no tente nao voes.
A minha bicicleta vermelha (que nao trava bem) foi a melhor coisa que me aconteceu logo após a decisao de que andar no meio do trânsito nao pode ser assim tao complicado.

PS: Ah, e é linda. Linda, linda, linda. Por isso é que nao trava muito bem.

Monday, June 11, 2007

amortecedores


Tanto como nao gosto de ser fotografada, gostei muito de ser desenhada. Nao sei se é do filtro do amor se é do filtro do contacto mais desfasado com a realidade. Porém como é o amor o nosso contacto mais próximo com o real, caio assim amortecida.

Berlim

Estamos sempre aqui, mas há uns fim de semana que sao mais em Berlim do que outros (e a culpa nao é do uso recorrente da minha bicicleta linda). Há cidades que é preciso saber viver.


Friday, June 08, 2007

bis

(repetiçao do post anterior)

Thursday, June 07, 2007

chegou o verao

 
 
 
Tenho muito (demasiado) calor. Sinto-me fraca e inerte. Nao tenho fome. Também nao tenho exactamente sede. Mas bebo. Está calor, muito. Ah, chegou o meu sofá. Está calor. Muito, muito. E hoje chegam visitas, boas. E foi bom o jantar de ontem e a manha de hoje. Mas está calor, muito. Cada vez que chega o Verao lembro-me de porque acho que só devia durar uma semana.

Wednesday, June 06, 2007

Sou só eu


Ou vocês também nao conseguem que o blogger se lembre de quem sao nem por nada?

berlim em junho






Südkreuz, dois senhores na casa dos 50:
- Compraste morangos?
- Nao, comprei espargos.

Algures no princípio de cada Verao, a Alemanha acusa a chegada do espargo. De repente, em todo o lado, barraquinhas vendem espargos e morangos. Todas as revistas de culinária e todos os quadros de ardósia colocados em frente aos restaurantes para dar um ar mediterrânico falam de espargos. Rapazes alternativas no metro comentam com outros o preço do espargo. Há excursoes aos espargos.

Daqui a umas semanas, o espargo vai-se tao depressa como veio. As revistas de culinária deixam de fazer capa com os espargos e começam, sem excepçao, a tratar apenas de pratos dietéticos. Por mais ou menos um mês. E no ano que vem, por esta altura, o espargo voltará a invadir a cidade.

Gosto desta metrópole europeia porque é so uma aldeia.

Tuesday, June 05, 2007

herr doktor pennemann II


O Senhor Penemann era um espanto. Nao só me escarafunchou à vontade sem anestesia e sem dor, como começou or fazer uma lista de todos os meus dentes. E não é que a grande maioria deles está saudável? Lindo. O Doutor Pennemann disse que os meus dentes estavam bons. Disse que os do siso já cá estavam (para a assistente escrever num papelinho), mas não sugeriu que quatro dentes inteiramente saudáveis devessem ir a lado nenhum.

Tenho um dentista excelente. Estou tão feliz que é como se o meu sofá já tivesse vindo!

herr doktor pennemann


Nao tenho medo do que me vai fazer, ou da dor, ou de qualquer outra coisa, mas espero que nao resmungue comigo. O meu amor disse que os dentistas nao resmungam com mulheres adultas, mas e com mulheres que mais facilmente deixam cair a dentadura do que pegam no telefone para marcar uma consulta?
Ele também disse que se o dentista resmungar comigo é porque é parvo, mas e se ele for parvo e resmungar comigo em quê que isto me ajuda? Vossa Excl. é boi, cai, parte um corno, o que é que eu tenho a ver com isso?

Espero que nao resmungue comigo. Se tiver tempo, faço o meu discurso inicial "sei bem que tem toda a razao, etc". Costuma funcionar. às vezes sorriem e sucumbem ao meu (quand-même) lindo sorriso.

à espera da telekom


Fiquei ontem finalmente a saber o que se passava no mundo paera além do chao da minha assoalhada e das sardinheiras da minha varanda.
Esta história dos anti-mísseis plantados ali em baixo nos checos nao me agrada nada. A forma assolapada e comprometedora como a EU elabora as suas listas de terroristas é um pouco vergonhosa.
Os acontecimentos em Rostock eram de se esperar (o que nao os torna correctos).
Que nazis tenham passado debaixo dos portoes de Brandenburgo porque o tribunal constitucional adiou a concessao de autorizaçao para Rostock é um espelho da incompetência das astoridades alemas para lidarem com o NPD.

Outro assunto que me preocupa muito é que o meu sofá ainda nao tenha chegado nem me tenham telefonado. Mas isso nao vinha na Spiegel.