mais eça e leis categóricas
Quando tinha uns treze ou catorze anos e queria começar a ler os Maias, a minha mae contou-me logo que era um romance sobre uns senhores que se amavam muito e afinal eram irmaos. E como me visse muito zangada, explicou logo que saber o fim nao fazia diferença nenhuma, que nao era um livro desses. E tinha razao, claro.
Acabo de descobrir uma boa formulaçao dessa lei no Tio Vânia, um rapaz que também anda a oferecer excelente Fassbinder: Um bom teste à qualidade de um livro ou de um filme é ver se se aguenta, conhecendo-se à partida o seu final. É por isto que todos nós amamos as tragédias gregas. Já conhecemos os enredos, mas o texto está sempre tão pleno de fascinantes e variadas complexidades, que a ânsia pelo final nunca tolda o contínuo raciocínio de ninguém; ficamos livres para apreciar.
Posto isto, vou à Wikipedia descobrir como acaba o tempo perdido, que estou curiosa e ainda tenho uns bons anos de leitura (milagrosa!) pela frente.
Acabo de descobrir uma boa formulaçao dessa lei no Tio Vânia, um rapaz que também anda a oferecer excelente Fassbinder: Um bom teste à qualidade de um livro ou de um filme é ver se se aguenta, conhecendo-se à partida o seu final. É por isto que todos nós amamos as tragédias gregas. Já conhecemos os enredos, mas o texto está sempre tão pleno de fascinantes e variadas complexidades, que a ânsia pelo final nunca tolda o contínuo raciocínio de ninguém; ficamos livres para apreciar.
Posto isto, vou à Wikipedia descobrir como acaba o tempo perdido, que estou curiosa e ainda tenho uns bons anos de leitura (milagrosa!) pela frente.
