sábado, 7 de abril de 2018

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Divagações 129


Intimamente, creio que ninguém gosta de estar sozinho, embora o provérbio popular sugira uma possibilidade contrária.
Andam nomes nas estantes e nas letras supervalorizados de forma escandalosa, bem como há autores que qualquer conselho editorial criterioso recusaria editar. Mas os livros lá aparecem editados, as entrevistas multiplicam-se com baboseiras incipientes, ditos "para entre família", apelos à simpatia, explicação de lágrimas para despertar a compaixão no leitor, numa exposição patética e infantil, por parte desses escribas que não estão, talvez, preocupados em fazer arte, mas ir vendendo o mais possível...
Tenho os meus ódios de estimação, muito embora grande parte deles não resulte de uma mera embirração caprichosa, mas da constatação do logro de qualidade artística a que os assiste. E a que a falta de sentido crítico nacional e centenário, o compadrio despudorado, o mercenarismo militante, a cegueira racional e a falta de gosto reinante dá guarida, e favorece. Vox clamantis in deserto me sinto, às vezes, ou aquele rapaz atrevido, da fábula, que gritou: o rei vai nu!
Por uma vez, e hoje, no entanto, senti a beatificação tranquila da razão, embora tardia. Senti que não estava sozinho, mas acompanhado. E com argumentos sólidos, através de uma recensão, na ípsilon.

Cuidem-se!


E não digam que eu não avisei...
(Como diria o nosso inefável e penúltimo PR.)

Pequena história (50)


Em 1939, o escritor norte-americano Raymond Chandler (1888-1959) publicou o seu romance negro The Big Sleep que, em português, veio a ter o título de: "À Beira do Abismo". O realizador Howard Hawks resolveu adaptá-lo ao cinema, tendo concluido o filme em 1946. A película não teve boa crítica e, na altura, nem foi grande sucesso de bilheteira. Apesar do elenco distinto (Humphrey Bogart e Lauren Bacall) de bons actores e da importante colaboração de William Faulkner na adptação ao cinema do livro de Chandler. No entanto, com o tempo, a película ganhou notoriedade consistente e é, hoje, considerado um dos cem melhores filmes norte-americanos.
Diz-se que o enredo original (do livro) era um pouco atabalhoado e pouco claro, nalgumas cenas. De tal modo que Faulkner e Hawks, assoberbados com dúvidas, tiveram que perguntar a Chandler, entre outras coisas, se uma das personagens secundárias era assassinada ou se suicidava. Ao que o escritor teria respondido, confuso: Dammit I did'nt know either!*

* : Raios, nem eu sei.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Diferentes perspectivas de Justiça


O Supremo Tribunal do Schleswig-Holstein decidiu pela libertação do líder catalão, sob fiança, negando assim provimento à sua extradição para Espanha.
Se me parecem fortemente frouxas, para não dizer inexistentes, as estratégias e tácticas de muitos políticos de segunda e terceira ordem (May, Puigdemont, Martin Schulz...) em acções recentes, também julgo abusivas muitas das decisões produzidas, ultimamente, pelas justiças (com letra pequena, claro) brasileira e espanhola, por exemplo, que indiciam uma promiscuidade com as forças de poder, no terreno.
Louve-se, por isso, a isenção dos juízes do Supremo Tribunal da land do Schleswig-Holstein (Alemanha).

N. Abelardo / L. Medel

Dizem-no influenciado por Chopin. Realmente, este Nocturno do compositor filipino Nicanor Abelardo (1893-1934) faz lembrar os sons do genial Polaco, que se fixou na França.
Aqui fica o Nocturno para acompanhar o avançar desta noite de Abril.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Uma fotografia, de vez em quando... (105)


Não tenho nada contra a fotografia a cores, mas, do ponto de vista artístico, talvez por mero capricho pessoal e subjectivo, prefiro-a a preto e branco. No seu despojamento desabriga-se assim, em grande parte, dos eventuais rodriguinhos que perturbam, muitas vezes, a arte mais autêntica, quando a cor a vem decorar e, muitas vezes, ornamentar, nem sempre da melhor forma estética.
Daí, nesta temática específica do Blogue, eu privilegiar os artífices do preto e branco. Mas abro excepções, como agora, referindo uma exposição da Hayward Gallery (Londres), que decorre até 22 de Abril, do talentoso fotógrafo alemão Andreas Gursky (1955) e que inclui 68 fotografias.



Seleccionei apenas instantâneos de paisagens, em que o ser humano não aparece. Mas Gursky não os exclui dos seus trabalhos, embora os retrate, normalmente, em colectivo, parecendo evitar a pose individual e muito próxima. E privilegiando aquilo que um crítico denominou, à falta de melhor caracterização, de "autocratismo abstracto".
Artista exigente, com preocupações políticas de defesa do ambiente e grande desconfiança em relação à globalização, a sua obra é reconhecida por um estilo de grande rigor e exigência, onde talvez se possa inserir o facto de, em média, produzir apenas oito fotografias por ano.
Andreas Gursky é professor na Kunstakademie de Düsseldorf.



À guisa de localização, posso adiantar que a primeira fotografia se intitula Rhein II, a segunda foi captada na Inglaterra, e a última  tirada no Bahrain.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Os fetiches de Alberto Manguel (1948)

A catarse de E. M. Cioran


16 Novembro (1970) Para dez minutos de emissão, quatro dias de emmerdement. Porque a televisão suiça alemã veio a minha casa. Ontem, Domingo, a porteira subiu as escadas e, em tom autoritário, disse-me que não permitiria que filmassem o saguão nem as escadas, e que seria necessária autorização do senhorio, que estava ausente. Que fazer? Pedi aos meus amigos suiços para desistirem de fotografar o prédio. Mas a atitude da Porteira irritou-me. Na altura, contive-me, pois seria ridículo fazer um alarido. Alguns minutos depois, pálido de cólera, para me restabelecer, pus-me a escrever numa folha de papel uma série de insultos dirigidos à criatura. O que acabou por me acalmar quase de imediato. Acrescento que este exercício «literário» foi facilitado pelo operador de imagem, que me pediu para repetir o trabalho, para que ele me pudesse filmar em flagrante delito de actividade.

E. M. Cioran (1911-1995), in Cahiers / 1957-1972.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Ideias fixas 13


Há títulos de livros que o menor bom senso crítico ou algum sentido estético aconselharia a não comprar. Já nem falo das capas... São produtos a puxar para o chinelo, que denunciam, em suma, pobreza de imaginação e uma enorme falta de gosto. E que, apesar de tudo, algumas costureiras de remendos e mercenários, a soldo de editoras, recomendam nos seus blogues, ditos literários, com igual desfaçatez e total ausência de escrúpulos.
Atente-se nestes exemplos paupérrimos:

- Encontrei-te nas páginas.
- Sete janelas com vista para a morte.
- O dragão com coração de chocolate.
- Vive a tua luz.
- O meu amor absoluto.
- Dei o teu nome às estrelas.

Não refiro o nome dos autores, por caridade cristã. Mas, com estes títulos de livros, eles só podem vir de editoras de vãos de escadas.

Bibliofilia 161


No passado ano de 2017, o nome de Jozé Mazza (?-1797?) nada me diria, mas a compra recente e leitura de uma sua écloga, editada em 1776, fez-me tentar saber alguma coisa sobre a sua vida e acções terrestres.
Inocêncio Francisco da Silva, no seu Dicionário de autores, dá-o como filho de italianos (Giovanno Tomaso Mazza e Maria Catharina Judici). O pai teria pertencido à orquestra de câmara de D. João V, onde ele teria ingressado, também, posteriormente. Jozé Mazza terá conhecido na corte o futuro bispo de Beja, Frei Manuel do Cenáculo, iluminista e mecenas, e, talvez por isso, viria a ser, mais tarde, professor de italiano no colégio deste seu protector, com quem se correspondeu, por cartas que lhes sobreviveram. O músico e poeta teria falecido em Faro, no ano de 1796 ou 1797. (Será que os Júdices algarvios, hoje grandemente lisboetas, terão a ver com esta semente musical e lírica?)



Grande parte da poesia que se fez, durante o século XVIII português, não merece grande atenção, se exceptuarmos algumas sátiras bem conseguidas e com umas pinceladas realistas de ambientes e costumes domésticos que pontuam uns poucos versos inspirados (de Garção e Jazente, por exemplo). Mas não foi pela qualidade de execução poética que eu adquiri este folheto de 24 páginas, de Jozé Mazza, impresso em Lisboa por Caietano Ferreira da Costa, em 1776, integrando uma écloga, antecedida por um castiço antelóquio de 9 páginas, do autor. O corpo principal do poema, abre com uma sábia epígrafe de Diogo Bernardes:

De condição humana he não ver traves
Em nossos próprios olhos, nos alheios
Arestas leves nos parecem graves.





Acontece que me enfeiticei, um pouco, pela primorosa e original encadernação em pele, com ferros a ouro, apesar do miolo do folheto ter sido excessivamente aparado, embora sem prejudicar o texto. O voluminho custou-me 20 euros, no meu alfarrabista de referência, no passado mês de Fevereiro. E não me arrependi, até hoje...


domingo, 1 de abril de 2018

André Danican Philidor (1726-1795)

Este músico francês veio a falecer na Inglaterra, para onde fugira para escapar à Revolução Francesa. Para além de ter sido um prolífico compositor e ter tido 20 filhos, era considerado o melhor jogador de Xadrez, em França.

De como o Presidente parqueou na minha rua


A minha não é senão uma rua banal outrabandista, sem nada que a distinga de tantas outras. Apenas, de um dos lados um murete, com rede de protecção subida, denuncia a Escola que tem, por aí, uma porta secundária de acesso para viaturas, que não para alunos.
Os pardalitos, que bicavam o seu sustento pelo chão, voaram espavoridos, ao som das sirenes e ao ruido estridente das motos da GNR. E um cão vadio choutou, assustadiço e nervoso, para outro lado. Foi por lá perto que eu vi estacionar o carro e de lá sair o Presidente. Que levava com ele o que parecia ser o embrulho de um bolo grande de pastelaria. Enquanto ele entrava para a Escola, fui eu comprar o jornal, na tabacaria habitual.
Quando o horizonte do estabelecimento de ensino, no meu regresso, entrou de novo no meu ângulo de visão, deparei-me com a Presidente do Conselho Directivo a despedir-se do PR. A lágrima que ela enxugou, ao canto do olho, fez-me suspeitar que o bolo teria sido de Aniversário ou, ao menos, um daqueles Ninhos ou Troncos de Páscoa, comprado talvez nalguma pastelaria de Belém...
O que me levou a concluir que este Presidente, incansavelmente, vai a todas. Porque não pode parar quieto. Ou um pouco para pensar. Ele é todo afectos, emoção e sentimento (político?).

Adagiário CCLXXIX


Não há Entrudo sem Lua Nova, nem Páscoa sem Lua Cheia.

sábado, 31 de março de 2018

Fim de linha, mudança de ramal


Natal e Páscoa definem, normalmente, uma hierarquia cronológica de hospedagem familiar ou, ao menos, prandial na precedência e poder dos anfitriões. E se as noras, habitualmente, nos levam os filhos para as suas (delas) casas de infância, numa fidelidade afectuosa a seus pais, também as filhas, por sentimento atávico, nos garantem a constância de uma mesa bem preenchida de gratidão.
O nosso anho pascal* vai ter, este ano, convivas domingueiros pouco habituais, mas a vida é assim, na sua plenitude, cheia de surpresas. Com a contribuição inesperada de um folar à moda de Tondela, que nos vão trazer. E que irá enriquecer o nosso almoço de Domingo de Aleluia.

* a imagem é uma mera ficção antecipada. Que o anho ainda está em vinha de alhos, por agora... 

Bach / Stokowski / Bamert

Uma boa Páscoa para todos os que passem por aqui.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Memória (120)


Era dia, na infância, de visitar ao fim da tarde - creio - as sete igrejas canónicas a que obrigava a tradição. Sob o signo do roxo, que cobria as imagens, lá se rezavam algumas preces. O itinerário cobria uma espécie de círculo religioso vimaranense. Visitando-se, talvez por esta ordem, igrejas e capelas de: N. S. da Guia, do Campo da Feira, Oliveira, Misericórdia, S. Dâmaso, S. Francisco, S. Pedro. A partir de meados dos anos 50, e quando a pequena capela da Guia estava fechada, havia a opção da novel e moderna igreja dos Redentoristas, ao fundo da rua Francisco Agra.
E eu, menino, perguntava-me como seria, nas terras pequenas onde não houvesse 7 igrejas. E imaginava que os crentes, na Sexta-feira da Paixão, por certo, teriam de entrar, sair e voltar a entrar, repetidamente. E por sete vezes, para cumprir a obrigação devota da tradição cristã. 

quinta-feira, 29 de março de 2018

Se estiver em Lisboa, e até 1 de Abril...

...poderá ver esta exposição na Gulbenkian.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Desabafo (33)


Andam por aí uns falcõezinhos de bornil, com longos pios e tentames de altos voos, a querer imitar as águias-reais... Deus lhes dê juízo e sentido de proporções!

Mistérios


A Amazon.com, Ashton visitou, hoje, o Arpose (até agora) por oito vezes. Cerca de 1/4 do total das visitas, é obra! Ou obsessão.
Será que a Cambridge Analytica resolveu criar um pseudónimo? Isto, com anglo-americanos, nunca se sabe. Já não nos bastava a NSA e a suja promiscuidade do sandeu do Zuckerberg, a aproveitar-se da ingenuidade inocente dos clientes do Facebook...
Seja como for, aqui fica um esconjuro.

terça-feira, 27 de março de 2018

A propósito de vinhos, em geral, e o de Colares, em particular


Creio que a mais antiga referência escrita a vinho português é ao Charneco que, provavelmente, identificava o vinho de Bucelas. Shakespeare, no seu Ricardo III, perpetua a lenda (?) de o duque de Clarence (1449-1478) se ter afogado, ou ter sido afogado, num tonel de Malvasia. O que significa que, já nessa altura, o vinho da Madeira (?) era conhecido na Inglaterra.



Se, enologica e literariamente, Eça é cosmopolita e variado, referindo, nos seus romances, vinhos espanhóis e franceses, o Dão e  o Colares (abundante em Os Maias), o Bucelas e outros vinhos nacionais, Camilo é mais terrunho e limitado. O vinho Verde, nomeadamente de Basto, é muito citado, mas pouco mais aparece, para além de um vago vinho de Setúbal (?) e outro do Cartaxo, nos seus livros.



O Estado Novo optou, marcadamente e com bom gosto, é certo, pelo vinho do Dão, seguindo os seus chefes. Que Salazar produzia nas suas courelas de Santa Comba o vinho que ele consumia em S. Bento, e o venerando Thomaz tinha um fraquinho especial pelo Dão Terras Altas que, na época, era seguramente um bom vinho, lotado com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen.



Mas voltemos ao vinho de Colares, predominante da casta Ramisco, em chão de areia, que conseguiu resistir à filoxera, e que era uma referência literária até meados do século XX. Eu não sou grande apreciador da sua rudeza, apenas mastigável nos primeiros anos. Depois, escapa.
Mas que belos cartazes publicitários, e postais se fizeram dele! Aqui deixo, em imagem, alguns que têm como motivo trajes regionais portugueses.
(Pena não saber quem os fez...)


segunda-feira, 26 de março de 2018

Curiosidades 69


De há muito que o coração é usado como imagem e símbolo maior do amor. Já os egípcios o usavam assim. Muito embora alguns filósofos gregos dele tentassem fazer a morada da alma, sem grande sucesso. Também o cristianismo, iconograficamente, o atribuiu e personificou nas figuras do Sagrado Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, em definitivo. Pascal e Descartes pronunciaram-se sobre o assunto, em reflexões conhecidas. De uma forma mais terrena e concreta, poder-se-ia falar do coração de D. Pedro IV, que se conserva, embalsamado, na Igreja da Lapa, e que o monarca português doou, como prova de afecto, à cidade do Porto.
Mais interessante porém é o mito anatómico, criado pelos romanos, de ligar, através de uma fina veia (vena amoris), o coração ao dedo anelar (não sei o que a acupunctura mais séria teria a dizer sobre isto...). E, residualmente, a ideia se ter perpetuado no facto e no símbolo de se usar a aliança de casamento no dedo anelar (esquerdo, muitas vezes). Ao que parece, e até ver, também para sempre.

domingo, 25 de março de 2018

Para abrir caminho ao poste seguinte, John Philip Sousa (1854-1932)

Made in U. S. A.


Jovens professores norte-americanos preparando-se para a loucura do dia a dia?
Assim parece...

Uma louvável iniciativa (54)


Não é muito extensa a bibliografia de Raul Brandão (1867-1930). Pouco passará de vinte, o rol de livros publicados, muitos dos quais, hoje, se encontram esgotados. As suas primícias literárias ocorreram em 1890, com o livro de contos Impressões e Paizagens, editado no Porto. Creio que esta obra nunca terá sido reeditada. O primeiro dos contos (A Pimpinella) é dedicado a Eça de Queiroz.



Era das poucas obras brandonianas que eu não tinha, nem nunca tinha lido. Em boa hora, o jornal Público decidiu, recentemente, publicar alguns dos livros de Raul Brandão, em edição fac-similada. Assim adquiri o voluminho (saído a 3/3/18), com gosto e proveito, por preço módico (5,95 euros).
Ainda sem a maturidade maior que viria a consagrar o Escritor, o livrinho juvenil tem ritmo picaresco, pinceladas anti-clericais, como era de tom na época, e lê-se lindamente.

sábado, 24 de março de 2018

Lembrete 63


Talvez seja noite de recolher mais cedo, que o sono vai ser mais curto, de hoje para amanhã...

A propósito de tomates, e de cenouras


É uma curta carta ao director do TLS (nº 5997), curiosíssima, que um leitor, atento e bem informado, dirigiu, clarificando alguns pormenores de um artigo antecedente, sobre tomates, publicado num número anterior do jornal literário inglês, numa recensão de um colaborador. Vou procurar traduzi-la o melhor possível, pois é interessante:

Senhor, - D. H. (NB, 26 de Janeiro) parece surpreendido por o tomate ser um vegetal. Na realidade, para um botânico, e porque tem sementes, o tomate é um fruto. Mas nos Estados Unidos, de acordo com a mais conceituada autoridade possível, o tomate é um vegetal. No século XIX, os EUA atribuiram uma taxa de importação aos vegetais, mas isentaram os frutos de qualquer alcavala fiscal. Os irmãos Nix recusaram-se a pagar imposto sobre os seus tomates importados, porque eram frutos. Em 1893 o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que os tomates, sendo preparados e comidos tal como os vegetais, e de modo diferente dos frutos, deveriam ser considerados vegetais. Os Europeus não devem fazer chacota da ignorância científica transatlântica: em 2001, a União Europeia classificou a cenoura, que é desprovida de sementes, como um fruto.

A. H. Woodward
Portland, Oregon 97225





sexta-feira, 23 de março de 2018

Ravel / Fray

Ponha-se de lado uma certa pose excessiva e juvenil do novel pianista, e as coisas quase ficam perfeitas...

quinta-feira, 22 de março de 2018

Citações CCCXXXVII


A sabedoria dos velhos é uma ilusão. Não é mais sábios que eles se tornam, mas mais prudentes.

Ernest Hemingway (1898-1961), in O Adeus às Armas (1929).

quarta-feira, 21 de março de 2018

Soma e segue (2)


A notícia é de hoje, no Público.
E, nos casos referidos, a causa continua a ter origem no abusivo aumento de rendas.
Como diz um meu amigo, qualquer dia, nas zonas nobres das cidades portuguesas, os turistas irão cruzar-se apenas com turistas. E com hotéis, acrescento eu.