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segunda-feira, 9 de julho de 2018

Movimento pela Abolição da Caça à Raposa

Petição Já Assinaste? >> então, Assina e  Partilha🦊


A RAPOSA

-> Segundo o seguinte estudo realizado na vizinha Galiza, este pequeno canídeo, que inclui frutas na sua dieta, está a prestar um importante serviço à Natureza, ajudando na dispersão de sementes de até 40 espécies de árvores, gerando assim por sua vez, casa e alimento a muitos outros animais. Chega a percorrer até 7Km/dia, de montanhas a matas e a terrenos abandonados, onde prepara o caminho para a floresta madura.

-> Como sabemos, este predador menor é altamente perseguido em Portugal (e noutros países), de forma cruel e insustentável - sem dados populacionais que comprovem a necessidade do dito "controlo cinegético" e interferindo com os Princípios de Conservação da espécie ao ser caçada aquando se reproduz. Temos que encarar este assunto, somando-lhe os conhecimentos que a ciência nos traz, evoluir, perceber que a caça à raposa não deve continuar. PROTEGER, É PRECISO! 

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Madeira ilegal do Congo entra na Europa através de Portugal

Fonte foto e texto: DN 25.06.18

ONG internacional denuncia empresa de três irmãos luso-angolanos como autora das principais violações na exploração

A Norsudtimber é a principal empresa de extração e exportação de madeira da floresta tropical do Congo, mas, segundo a ONG internacional Global Witness, o corte de madeira em 90% das suas explorações é ilegal. Madeira essa que entra na Europa maioritariamente por Portugal e França, adianta ainda o mesmo relatório a que o DN teve acesso e que é hoje divulgado.

A empresa que explora mais de 40 mil quilómetros quadrados de floresta tropical (uma área equivalente à Suíça) tem três irmãos luso-angolanos - José Albano, João Manuel e Alberto Pedro Maia Trindade - entre os principais beneficiários e está sediada no Liechtenstein (um paraíso fiscal dos Alpes). O relatório "Total System Failure - Exposing the secret networks distroying forests in the Democratic Republic of Congo" calcula que o negócio da madeira renda ao Congo cerca de 7 milhões de euros por ano em receita fiscal, uma migalha quando comparado com o custo ambiental de destruir esta floresta e com os 1,3 mil milhões de euros que o governo terá perdido com negócios obscuros de extração mineira.

As acusações que recaem sobre as três empresas, a operar no Congo como subsidiárias da Norsudtimber - a Sodefor, Forabola e La Forestière du Lac - vão desde a falta de planos de gestão até corte de árvores fora das áreas concessionadas. As três empresas, que negam qualquer ilegalidade, são responsáveis por 20 concessões, das quais pelo menos 18 foram assinadas pelos três portugueses, conhecidos como irmãos Trindade, que já foram alvo de uma investigação semelhante em 2007, por parte da Greenpeace.

Onze anos depois, um novo relatório volta a apontar o dedo a estas empresas, acusando-as, entre outras coisas, de não implementarem planos de gestão a 25 anos dentro dos prazos legais, de atuarem fora do perímetro autorizado ou, em alguns casos, de suspenderem a exploração por pelo menos dois anos (situação que obrigava à devolução dos terrenos ao estado congolês). Entre todas, apenas duas cumpriam todos os requisitos legais.

Do total da exploração, entre 2013 e 2017, 78% foram exportados para a China e 11% para a Europa, tendo entrado a quase totalidade por Portugal e França. O que leva a Global Witness a criticar a forma como ambos os estados têm lidado com a questão, falhando na fiscalização do comércio de madeira ilegal, atividade proibida na UE.

Tratando-se de uma empresa que já tinha sido denunciada há 11 anos, Alexandra Pardal, coordenadora desta investigação, admitiu ao DN que a "Norsudtimber, propriedade destes três irmãos portugueses, tem conseguido manter estas atividades ilegais porque o sistema que a devia fiscalizar, falhou". "É-lhes permitido operar impunemente porque o governo da República Democrática do Congo não aplicou devidamente as suas leis. Mas, de forma chocante, as autoridades na União Europeia - incluindo Portugal, um dos maiores importadores da madeira - também falhou na aplicação da legislação europeia que proíbe o comércio de madeira ilegal, e que foi especificamente feita para impedir empresas como esta de negociarem na Europa."

A coordenadora da Global Witness sublinha que o relatório "dá a Portugal os dados que o país precisa para garantir que os negociadores de madeira ilegal são punidos". "As autoridades portuguesas devem tomar medidas contra a importação de madeira ilegal e aqueles, que consciente ou inconscientemente, possam estar a facilitar as atividades ilegais da Norsudtimber."

Em resposta à Global Witness, a Sodefor, a Forabola e a La Forestière du Lac negaram as acusações. Reconheceram, por exemplo, a inexistência de alguns dos planos de gestão, mas garantiram que estavam em conversações com o ministro do ambiente do Congo, considerando por isso infundadas as alegações de que estariam ilegais, pode ler-se no relatório. Outra das justificações é de que o que a Global Witness chama de exploração fora do perímetro legal é apenas construção de estradas de acesso.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Ascensão e queda das áreas protegidas em Portugal, por José Trincão Marques

Vale do Zêzere-Foto e fonte da notícia aqui
Áreas Protegidas são áreas terrestres e aquáticas interiores e áreas marinhas em que a biodiversidade ou outras ocorrências naturais apresentam, pela sua raridade, valor científico, ecológico, social ou cénico, uma relevância especial que exige medidas específicas de conservação e gestão, em ordem a promover a gestão racional dos recursos naturais e a valorização do património natural e cultural, regulamentando as intervenções artificiais suscetíveis de as degradar.

Em Portugal a primeira Área Protegida, o Parque Nacional da Peneda do Gerês, foi criada em 1971, quase cem anos após a criação do primeiro Parque Nacional do mundo, nos Estados Unidos da América (o Yellowstone National Park, criado em 1872) e mais de meio século após a criação dos primeiros Parques Nacionais em Espanha (Ordesa e Covadonga, em 1916).

O atraso de Portugal na política de conservação da natureza em termos internacionais é bem evidente, até cronologicamente.

Deve-se ao Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles a mais importante afirmação dos valores da conservação da natureza em Portugal e a implementação de medidas estruturantes logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.

Pela primeira vez foi criada no nosso País uma Subsecretaria de Estado do Ambiente, liderada por Ribeiro Telles, pouco depois transformada em Secretaria de Estado.

Deve-se a Gonçalo Ribeiro Telles a criação de dois inovadores instrumentos políticos fundamentais na gestão e preservação dos valores paisagísticos, ambientais e de ordenamento do território: a Reserva Agrícola Nacional (em 1982) e a Reserva Ecológica Nacional (em 1983).

Foi também criado logo em 1975 o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico, hoje transformado em Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, através do qual foram sendo demarcadas ao longo do tempo as várias Áreas Protegidas portuguesas.

Hoje existem em Portugal 44 Áreas Protegidas (Parques e Reservas Naturais, Áreas de Paisagem Protegida e Monumentos Naturais) que cobrem cerca de 8% do território nacional.

A conservação da natureza sempre foi um parente pobre das políticas nacionais em geral e da política de ambiente em particular.

Tem sido notória a secundarização sistemática dos valores da conservação da natureza sob todos os outros. Tem sido evidente a falta de investimento na educação nesta área. Tem sido clara a demissão do Estado das suas funções de soberania nesta matéria.

Uma das machadadas mais mortíferas dadas nas Áreas Protegidas portuguesas foi a sua reorganização (ou desorganização) administrativa realizada em 2008, que acabou com a figura do Diretor de cada Área Protegida e criando grandes agrupamentos de Áreas Protegidas geograficamente muito distantes entre si. Esta solução, que ainda hoje persiste, veio afastar a gestão de cada uma das Áreas Protegidas dos respetivos territórios, distanciando-a das autarquias locais e das populações residentes.

A linha errática e de regressão das políticas da conservação da natureza em Portugal tem tido várias demonstrações evidentes, como a aprovação do Decreto-Lei nº135/2012, de 29 de Junho, que criou o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e que concretizou a aberrante e paralisante fusão/liquidação do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade com a Autoridade Florestal Nacional.

Concomitantemente, verifica-se a diminuição constante e sucessiva dos orçamentos anuais das Áreas Protegidas, o que acentua o seu processo de desmantelamento, definhamento, enfraquecimento e declínio progressivo.

Como tem afirmado Luísa Schmidt “a história recente da conservação da natureza em Portugal é um exemplo da iniquidade e da capacidade lesiva do Estado, com alcance para muitas gerações”.

Na política de conservação da natureza falta em Portugal mais liderança, mais objetivos, mais fiscalização, mais competência técnica, mais informação e mais educação ambiental. E, já agora, mais vontade política e mais meios humanos e materiais (os vigilantes da natureza diminuíram desde o ano de 2000 até hoje de 280 profissionais, para menos de metade).

É inconcebível a existência de serviços sem chefias presentes no terreno, sem veículos automóveis, sem dinheiro para combustível, sem recursos para fiscalização, sem possibilidades de divulgação dos seus valores, sem estratégias claras e sem eficácia. Em suma, sem a dignidade que um serviço desta relevância nacional merece.

Porque os valores ambientais são um fator constitutivo da identidade do território de qualquer país.

O abandono do nosso território e da nossa paisagem natural é um sinal de ignorância, de irresponsabilidade, de falta de respeito para com as gerações futuras e de amor ao nosso país.

Os graves incêndios florestais ocorridos precisamente há um ano atrás, e que atingiram muitas Áreas Protegidas, revelaram este abandono recalcado do nosso território e um país egoísta, desequilibrado, enfermo e moribundo.

Os clarões das chamas que ardiam ao longe nas centenas de incêndios florestais, faziam lembrar as lamparinas que se vêem arder nos quartos dos doentes graves, nas noites derradeiras.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Roupa e calçado ecológico e vegan: onde comprar?


Lista feita por Pedro Costa para a página Um activismo por dia.

A revolução por uma moda mais etica e sustentável, tem feito com que surjam cada vez mais alternativas amigas do ambiente e dos animais. Em vez de usar roupa feita de petroleo ou roupa feita de peles e pelos de animais, porque não usar estas alternativas?

Onde comprar?

🇵🇹
Sapato verde: https://sapatoverde.pt/
Calçado Foot Zero: https://www.facebook.com/footzero.shoes/
NAE vegan shoes: https://www.nae-vegan.com/pt/
Roupa Oboho: http://oboho.tumblr.com/
Zouri Vegan shoes: https://www.facebook.com/zouriveganshoes/
Hempact: http://www.hempactorganic.com/pt/
Natura Pura: https://www.naturapura.com/
OHNO: https://www.facebook.com/ohno.clothing/
DOME: https://www.facebook.com/domeethicalstore/
4Nature: http://www.4nature.pt/
HarmonySeeds: https://www.facebook.com/harmonyseeds/
Atelier 1200 https://www.facebook.com/atelier1200/
Freethem: https://www.facebook.com/Freethem.Wear/
Näz: https://www.facebook.com/NAZ.clothes/
Rise Clan: https://www.facebook.com/riseclanworld
Montado: https://www.facebook.com/Montado.pt/
Capuchinhas: https://www.facebook.com/Capuchinhas
Sandra Delgado: https://www.sandra-delgado.com/
One of us : https://oneofus.pt/
Futah: https://www.futah.world/pt/

🌍
Insecta Shoes: https://www.insectashoes.com/
WAWWA: https://wawwaclothing.com/
Komodo: https://komodo.online/

E ainda... Activistas que lutam por uma eco revolução da moda em Portugal:

https://www.facebook.com/plataformaAlinhavo/
https://www.facebook.com/FashionRevolutionPT/

domingo, 17 de junho de 2018

A sinceridade é tudo, por Phiip Roth



"A sinceridade é tudo. Sincera e vazia, totalmente vazia. A sinceridade que dispara em todas as direcções. A sinceridade é pior que a falsidade e a inocência que é pior que a corrupção."
Philip Roth (A Mancha Humana)

Para saber mais sobre Philip Roth
The Philip Roth Society
Philip Roth looks back on a legendary career, and forward to his final act
American Master's Philip Roth: Unmasked.
Works by Philip Roth at Open Library
Library resources in your library and in other libraries by Philip Roth
Web of Stories online video archive: Roth talks about his life and work in great depth and detail. Recorded in NYC, March 2011
Appearances on C-SPAN
Philip Roth at the Internet Broadway Database
Philip Roth on IMDb

Interviews
Hermione Lee (Fall 1984). "Philip Roth, The Art of Fiction No. 84". The Paris Review.
Roth interview – from NPR's "Fresh Air", September 2005
Roth interview – from The Guardian, December 2005
Roth interview – from Open Source
Roth interview – from Der Spiegel, February 2008
Roth interview – from the London Times, October 17, 2009
Roth interview – from CBC's Writers and Company. Aired 2009-11-01
Roth interview – from New York Times. Printed 2018-01-16

sábado, 16 de junho de 2018

Precisamos de pessoas que não nos peçam que nos tornemos diferentes, por Hannah Brencher

Papua New Guinea

"Precisamos de pessoas que não nos peçam que nos tornemos diferentes para que nos aceitem e concedam a sua aprovação. Precisamos de pessoas, e temos de ser pessoas, que permitem aos outros sentar-se na sua própria pele e não ter medo. Esse é o melhor presente que alguma vez se poderá dar a alguém - a permissão para que se sinta seguro na sua própria pele. Para que se sinta digno. Para que sinta que é suficiente
Hannah Brencher

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Our laws make slaves of nature. It’s not just humans who need rights, by Mari Margil

For decades our laws have been a death sentence for the environment. Now, from the Amazon to Australia, the tide is turning
Fonte: The Guardian
The Amazon rainforest is often called the earth’s lungs, and generates 20% of the world’s oxygen. Yet in the past half-century nearly a fifth of it has been cut down. The felling and burning of millions of trees is releasing massive amounts of carbon, in turn depleting the Amazon’s capacity to be one of the world’s largest carbon sinks – the natural systems that suck up and store carbon dioxide from the atmosphere.

Recently, 25 children brought a lawsuit to end the deforestation and its devastating impacts on the environment and their own wellbeing. The case made its way to Colombia’s supreme court, which issued its decision last month. While deforestation is hardly a new issue in this region, the court’s response to the lawsuit certainly was. Commenting that environmental degradation – not only in the Amazon but worldwide – is so significant that it threatens “human existence”, the court declared the Colombian Amazon a “subject of rights”.

In 1972 the law professor Christopher Stone published a seminal article, Should Trees Have Standing?, that explored the possibility of recognising the legal rights of nature. He described how women and slaves had long been treated as rightless in law, and suggested that just as they had eventually attained rights, so trees and other nonhuman living things should also do so.

Today, environmental laws regulate the human use and destruction of nature. They legalise fracking, drilling, and even dynamiting the tops off mountains to mine coal. The consequences are proving catastrophic: the die-off crisis of the world’s coral reefs, accelerating species extinction, climate change. Finally, though, this is changing. In 2006 the first law recognising the legal rights of nature was enacted in the borough of Tamaqua, Pennsylvania, in the United States. The community sought to prevent dredging sludge laden with PCBs (polychlorinated biphenyl) being dumped in an abandoned coalmine. The organisation I work for, the Community Environmental Legal Defense Fund, helped the council draft the law, transforming nature from being rightless to possessing rights to exist and flourish. It was the first such law in the world. Communities across more than 10 US states have now followed suit, including New Hampshire, Colorado and Pittsburgh.

After the decision to grant legal rights to nature in Pennsylvania, representatives of my organisation met Ecuador’s constituent assembly in 2008, which was elected to draft a new constitution. We discussed the rights of nature, and why communities all over the world find themselves unable to protect nature under laws that authorise its exploitation. The assembly’s president, Alberto Acosta, told us: “Nature is a slave.”

However, that year Ecuador enshrined the rights of nature – or Pachamama (Mother Earth) – in its constitution, the first country to do so. Since then Bolivia has put in place a Law of Mother Earth. Courts in India and Colombia have similarly ruled that ecosystems possess rights. In Mexico, Pakistan, Australia and other countries, rights-of-nature frameworks are being proposed and enacted.

Colombia’s supreme court was asked to consider the climate-change impacts of Amazon deforestation in the lawsuit that led to its groundbreaking ruling. Similarly, in Nepal the Center for Economic and Social Development is working to advance rights to protect against climate change. The Himalayas – known as the world’s third pole – are experiencing warming faster than any other mountain range on earth. With the melting of ice and snow, a Sherpa told us, “the mountains are turning black”. But now a constitutional amendment has been developed that would, if adopted, recognise the rights of the Himalayas to a climate system free from global-warming pollution. It would for the first time provide a platform for Nepal to hold major climate polluters accountable for violating the rights of the mountains.

Law today divides the world into two categories: persons, capable of having rights; and property, unable to possess rights. While there is no universally agreed upon definition of “legal person”, it is generally understood to mean an entity capable of bearing rights and duties. The problem that the rights-of-nature movement is now encountering is that this definition is predictably problematic when it comes to rivers, forests or nature more broadly.

In 2017, for example, the state high court in Uttarakhand, India, ruled that in order to protect the Ganges and Yamuna rivers, they should be considered legal persons with “all corresponding rights, duties and liabilities of a living person”. In a subsequent appeal to India’s supreme court, the state government asked whether, if the rivers flood, leading to the death of a human being, a lawsuit could be filed for damages. Could the Uttarakhand chief secretary of state, named by the court as one of several officials in loco parentis, be held liable on the river’s behalf? In this case, the supreme court decided not.

Can we hold a river accountable for flooding, or a forest for burning? Of course not. Yet existing legal systems force us to think of nature in terms of human concerns rather than what concerns nature. With the past three years the warmest in recorded history, and as we face what has been called the sixth great extinction, lawmakers and judges appear increasingly to agree that it is time to secure the highest form of legal protection for nature, through the recognition of rights.

To make progress in this area, we must break away from legal strictures that were never intended to apply to nature, such as legal personhood, and establish a new structure that addresses what nature needs. Perhaps we can call this framework legal naturehood. A recent symposium at Tulane Law School, in New Orleans, brought together academics, lawyers and activists to develop a set of guidelines for recognising and enforcing legal rights of nature, known as the rights-of-nature principles.

These define the basic rights that nature needs, including rights to existence, regeneration and restoration. Further, they call for monetary damages derived from violations of these rights to be used solely to protect and restore nature to its pre-damaged state. In addition, they outline a means for nature to defend its own rights – like children unable to speak for themselves in court – by being the named “real party in interest” in administrative and court proceedings. The principles build on laws and judicial decisions that have begun to accumulate in this new area of law, laying the groundwork for what legal naturehood could look like.

As daily headlines tell us how we are tearing holes in the very fabric of life on earth, it is time to make a fundamental shift in how we govern ourselves towards nature – before, as Colombia’s constitutional court wrote, it’s too late.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Documentário: Bill Mollison - In Grave Danger of Falling Food


“I think if we could get Earth in a living and stable state, not a constantly degrading and dying state caused by our actions, then we have won some right to go to the stars . But at present I don’t think we’d be welcome anywhere else in the universe . You wouldn’t welcome anybody who’d laid waste to their house and wanted to live in yours, I’m sure.”~ Bill Mollison


In this introductory video to permaculture, Bill Mollison, the movement's co-founder, takes the viewer through the history and developments of the movement. With startlingly laconic humour and insight he deconstructs the modern agribusiness and the "modern plague" : manicured ornamental lawns. In this video he offers an antidote, which is an antidote to both our currently unsustainable practices and our unsustainable culture. Both of these have to change and adapt. Permanently.

Mais leituras
Compilação dos panfletos originais do Bill Mollison (em português)

terça-feira, 8 de maio de 2018

Vencedores dos prémios Goldman 2018


Vencedores dos prémios Goldman


1. Makoma Lekalakala e Liz McDaid (África do Sul), líderes de uma coligação contra o acordo nuclear entre a África do Sul e a Rússia;

2. Khanh Nguy Thi (Vietname), empenho na luta contra o carvão e a favor das energias renováveis;

3. Claire Nouvian (França) ativista contra a sobrepesca, contra a destruição do fundo dos mares por parte dos arrastões, pressionou com sucesso o governo francês para obrigar a cadeia dos supermercados Intermarché a comercializar peixe de capturas sustentáveis;

4. Manny Calonzo (Filipinas) na luta pela abolição de chumbo nas tintas;

5. LeeAnne Walters (EUA) as denúncias da contaminação da água de Flint obrigaram o governo local a tomar medidas e a garantir água segura

6. Francia Márquez (Colômbia) liderou uma campanha pelo fim da extração do ouro em La Toma

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Petição: Refundar os Serviços Florestais e Aquícolas em Portugal Continental

Azinhal (Quercus rotundifolia)


Nós, cidadãos, que nos preocupamos com o futuro da floresta nacional, considerando que:

• A área florestal com gestão pública, responsabilidade do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), é de 525.400 ha. São património público, e por isso têm gestão plena do ICNF, apenas 55.000 ha. Chamam-se Matas Nacionais e estão sob o Regime Florestal Total. As restantes áreas são constituídas essencialmente por terrenos comunitários (baldios), bem como alguns terrenos particulares e autárquicos, que estão no Regime Florestal Parcial e são geridas pelo ICNF através desse regime num sistema de gestão partilhada com os seus legítimos proprietários.

• O Regime Florestal, “consciencializado e assumido como princípio de Direito e plasmado na lei [notável] em 1901 e 1903”, e que define o uso florestal como uso imperativo (PARDAL 2014), tem sido a base de uma política florestal esclarecida que se quedou nos 525.400 ha referidos, porém, embora a legislação esteja em vigor e toda área de gestão pública atual se enquadre nele, ele tem vindo a ser incorretamente desconsiderado e pouco promovido.

• Portugal é um dos países do mundo com menor percentagem de floresta pública (2% e 55 mil ha, ou 0,055 milhões ha), e definitivamente aquele que tem menos floresta pública na Europa. Manda o bom senso perguntar aos nossos vizinhos espanhóis (27% e 7,396 milhões ha) e franceses (11% e 1,702 milhões ha) porque lhes convém que o Estado disponha de uma percentagem elevada da área florestal.

• Os Serviços Florestais já haviam sido criados em 1886, todavia, foi no âmbito da grande reforma de 1901 que os modernos Serviços Florestais e Aquícolas (SFA) foram criados. Estes serviços fizeram um trabalho notável durante quase um século, com muitos períodos áureos e outros não tão felizes. Importa referir alguns bons um pouco esquecidos: a partir dos finais dos anos 30 do século passado começavam a estruturar-se no seu seio as competências para a conservação da natureza. Tendo surgido em 1956, dentro dos SFA, o Serviço de Caça, Pesca, Regime Florestal e Protecção da Natureza, que cria a primeira área protegida de Portugal Continental (Reserva Ornitológica do Mindelo). Nos finais da década de 60, fez-se a identificação das principais áreas a proteger, a maior parte das quais veio a estar na origem na constituição de parques naturais e foi ainda no interior dos SFA que surgiu a iniciativa da criação, em 1970, do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Nesses tempos, em 1948, surge na sociedade civil um silvicultor, Prof. Carlos Baeta Neves, que cria a Liga para a Protecção da Natureza (LPN). Tendo sido a primeira Organização Não Governamental de Ambiente a ser criada na Península Ibérica. Por falta de estratégia e visões esclarecidas, as competências nas áreas da conservação da natureza foram, sem medo da sua ineficiência, retiradas dos serviços florestais até que “em 1996 a estrutura [da instituição florestal] foi desmantelada e regionalizada, com o pressuposto de criação de uma empresa pública [ENGEF] para a gestão das áreas a cargo do Estado” (AFN 2012). “A proposta viria a ser submetida pelo Governo a parecer do Conselho Económico e Social, entidade que ‘rejeita frontalmente a alienação do património florestal do Estado, ainda que a favor de uma empresa pública’ e que questiona os objetivos marcadamente produtivistas da abordagem seguida no Projeto” (AFN 2012). Conclusão: foi em 1996 que se destruiu por fim os Serviços Florestais centenários de Portugal Continental para se criar o NADA.

• Temos consciência que o futuro da floresta em Portugal não se resolve exclusivamente por alcançar a boa gestão das áreas de Regime Florestal existentes atualmente. A maior parte da área florestal em Portugal é privada, pelo que, noutro âmbito, terão de ser encontradas soluções para o ordenamento dessa floresta. Entendemos que, se voltarmos no imediato a gerir efetivamente no terreno 525.400 ha de área florestal, estaremos no caminho certo e um pouco mais próximos de resolver o problema da floresta em Portugal.

• A Comissão Técnica Independente no seu relatório “Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16 de outubro de 2017 em Portugal Continental”, de março de 2018, faz uma total razia à atuação do ICNF (e designações anteriores) em Portugal Continental desde, pelo menos, 1981 até aos dias de hoje (CTI 2018).

• A CTI (2018) refere que o ICNF está numa grave situação; que não assegura a proteção das Matas Nacionais; que as áreas florestais sob sua responsabilidade ardem ainda mais que as restantes; que o facto de ter ardido 34% da totalidade da área de Matas Nacionais em 2017 é demasiado evidente e grave; que a instituição é um constrangimento para o setor florestal quando deveria ser o seu principal promotor; que esta nunca assumiu a degradação de um património público [e comunitário] de ½ milhão de hectares; que a má gestão de um bem público [e de um bem comunitário] constitui um péssimo serviço; que é nas florestas sob sua responsabilidade que é mais grave o problema das invasoras lenhosas [acácias] em Portugal.

• Deveria ser ainda mais crescente a importância da caça e da pesca desportiva em águas interiores como atividades económicas de relevo no interior do país, nomeadamente na vertente turística, porém, muitas dos nossos rios e albufeiras encontram-se depauperados por falta de gestão aquícola efetiva, nomeadamente devido à inexistência de regras de pesca específicas e dinâmicas, para cada massa de água, conjugada com uma total falta de fiscalização. A gestão da caça, embora tendo melhorado muito nas zonas de gestão privada, está longe da capacidade que poderia representar e, sobretudo no aspeto turístico, não houve capacidade para organizar e desenvolver um turismo cinegético capaz de valorizar realmente o potencial existente em muitas regiões do interior do país.

• O problema da instituição florestal em Portugal não é exclusivamente político. A situação só chegou a este estado de extrema gravidade devido também à evidente incúria de seus dirigentes que nunca se insurgiram e que, por acomodação, a deixaram apodrecer.

• A existência de áreas florestais sob gestão pública faz sentido. Dada a sua natureza ecológica, não foi encontrada até agora nenhuma forma melhor de explorar florestas de baixa produtividade senão transformando-as num uso imperativo florestal de utilidade pública. Todos os países com governos democráticos bem sucedidos nesta matéria, sejam de esquerda ou de direita, chegaram à mesma conclusão (PEDRO BINGRE com. pessoal). O facto da nossa instituição florestal em Portugal ter sido desmantelada nos últimos 40 anos e se encontrar atualmente ao nível da de um Estado Falhado fará parecer lógico alegar que o serviço público florestal não funciona e que a gestão pública florestal em Portugal deve ser de vez entregue a privados. Ocorre que temos a vantagem de termos uma recente história florestal rica e bem sucedida, temos ainda o mundo à nossa volta com excelentes exemplos do que é um bom serviço público florestal. Portugal tem-se fechado sobre si mesmo e se revelado ignorante em politicas florestais; devemos antes procurar copiar aquilo que funciona lá fora e atualizar aquilo que já funcionou entre nós. Temos de assumir humildemente que somos atualmente um dos piores países do mundo em termos de políticas e governança florestal - os factos estão aí, duros, mas reais: 112 pessoas mortas e 442 mil ha ardidos apenas em 2017. Alternativas, provenientes da ignorância e do imediatismo, nos parecem por isso aventureirismos por testar ou fracassos a não repetir.

Requeremos à Assembleia da República:

1.  Que refunde um novo Serviço Florestal e Aquícolas (ou outra designação) em Portugal Continental, criando no seu seio uma estrutura com capacidade idêntica à que tiveram os Serviços Florestais e Aquícolas em Portugal nomeadamente no que respeita: 1) à efetiva capacidade de gestão, plena e partilhada, das áreas de Regime Florestal, com serviços próximos das comunidades locais, com dinamismo e célere capacidade de decisão, com técnicos, guardas florestais e operacionais qualificados e motivados, com estrutura, equipamento, capacidade de investimento alargada e autonomia financeira; 2) à efetiva gestão de recursos aquícolas dos nossos rios e albufeiras, com viveiros, repovoamento piscícola adequado, e fiscalização; 3) ao efetivo apoio à gestão dos recursos cinegéticas, estimulando e garantindo o apoio a um verdadeiro turismo cinegético internacional; 4) que desenvolva o sector da silvopastorícia, promovendo o desenvolvimento de uma atividade moderna capaz de contribuir para a criação de espaços resistentes aos incêndios através de áreas de pastagens renovadas com capacidade de sustentar uma economia pastoril; 5) que desenvolva e aperfeiçoe os serviços de gestão dedicados à conservação da natureza, que garantam o desenvolvimento da biodiversidade e em especial a recuperação das espécies ameaçadas e em risco de extinção, que sejam harmonicamente complementares da economia dos espaços rurais, do turismo de natureza e, sobretudo, para a melhoria das condições de vida das respetivas populações; 6) que sirva para apoiar permanentemente (extensão rural) as áreas de Regime Florestal Parcial e nomeadamente, nas áreas comunitárias, dinamizar e apoiar a constituição de assembleias de compartes e respetivos conselhos diretivos; 7) que reponha a Estação Florestal Nacional (pesquisa aplicada à floresta) e que, entre outras linhas de pesquisa, retome urgentemente os programas de melhoramento florestal, articulando-se com o CENASEF (Centro Nacional de Sementes Florestais); 8) que se dedique à correção de regimes torrenciais (controlo de erosão) e por fim ao lazer e recreio nomeadamente através da reabilitação dos parques de merendas.

2. Que, tendo em vista a refundação dos referidos serviços, promova um profundo debate que envolva um pequeno grupo, a requerer pela AR, de pensadores de políticas florestais, de pensadores de planeamento regional, de silvicultores experientes e com mundo, e de representantes das áreas comunitárias. Que discutam várias alternativas de modelos de gestão pública (benchmarking) tendo como premissa que “não pode haver uma condução correta da floresta e da conservação dos recursos naturais sem serviço público, mas este, para existir, tem de estar aplicado à exploração rentável dos recursos naturais, tendo nessa rentabilidade o principal alicerce da sua existência” (PARDAL 2014).

3. Que sejam feitas estimativas dos investimentos necessários nas várias áreas de gestão de recursos naturais. Em particular, na área de produção florestal sejam feitos, no imediato, inventários florestais (se não os houver recentes) e a finalização do mapeamento dos 525.400 ha de terrenos de Regime Florestal, para servir de base de trabalho para que os melhores técnicos, a requerer pela AR, de planeamento florestal, de SIG e de economia florestal, possam calcular as reais necessidades financeiras dos novos Serviços Florestais, tendo em conta as despesas (estrutura e investimentos) e as receitas (cortes e demais recursos naturais).

4. Que se cubram as necessidades financeiras deste imperativo projeto de investimento florestal recorrendo ao Orçamento de Estado, à União Europeia e/ou ao Banco Mundial (o que já ocorreu em anterior projeto florestal, de 1980 a 1987, lançado pelo então Secretário de Estado das Florestas Prof. António Azevedo Gomes).

5. Que garanta que a orgânica que vier a ser definida seja resultado de um amplo consenso político, capaz de garantir a sua estabilidade a muito longo prazo (100 anos).

6. Que garanta que os prédios rústicos em estado de abandono e pertencentes a proprietários desconhecidos, e que não respondem à chamada, sejam integrados nas Matas Nacionais em Regime Florestal Total (publique-se uma nota - ad perpetuam rei memoriam - que sirva de base à negociação caso futuramente apareçam os legítimos proprietários) (PARDAL 2017). Desta forma “ampliando o património público” conforme “compete ao Estado” pelo artigo 8.º da Lei de Bases da Política Florestal (Lei n.º 33/96). Segundo BEIRES (2013) o problema não está quantificado, porém sugere uma estimativa grosseira de 10% do território se encontre nesta situação, e refere ainda: “importa deixar claro que estas terras sem dono conhecido ocorrem quase sempre em zonas marginais ou de incultos florestais, sendo muito raras ou inexistentes em terras agrícolas”. Os vários trabalhos em curso, nomeadamente o Cadastro Simplificado, legislado recentemente, vos permitirá a localização desses prédios rústicos, de forma a seguirem a política referida.

7. Que assegure que se os proprietários de uma ZIF, que viram todo o seu património florestal ardido e que por isso ficaram sem recursos financeiros para alavancar novamente a gestão florestal, possam recorrer ao Governo para submeter a mesma ao Regime Florestal Parcial. Tendo o Estado a obrigação (conforme lei do Regime Florestal) de arborizar e explorar através dos Serviços Florestais (ou, liberdade nossa, de entregar os apoios financeiros necessários ao mesmo fim), de dar apoio contínuo técnico e de polícia à ZIF, salvaguardando para o Estado uma parte dos lucros líquidos da mata. A gestão manter-se-á privada e em sede de ZIF sendo supervisionada pelos Serviços Florestais com base no plano de exploração aprovado, num sistema de gestão partilhada que garantirá, a muito longo prazo, a utilidade pública florestal.

8. Que rejeite a privatização ou municipalização das Matas Nacionais e a municipalização dos terrenos comunitários, no todo ou em parte, a não ser a devida à expropriação por motivos de utilidade pública.

9. Que entenda que refundar é promover uma mudança radical. A instituição que nascerá deve ser transparente e responsável pelo cumprimento de objetivos, devendo a escolha dos seus novos dirigentes ocorrer por meritocracia.

10. Que assegure que as áreas de Regime Florestal geridas pelos Serviços Florestais voltem a ter a capacidade própria de proteção, deixando de fazer depender a extinção do fogo apenas em terceiros (CTI 2018).

11. Que garanta que nas áreas de Regime Florestal geridas pelos Serviços Florestais sejam rentabilizadas através da produção de lenho, da resinagem (nomeadamente à vida), da produção de cogumelos, da caça, da pesca desportiva, da apicultura, da silvopastorícia e/ou outros recursos naturais numa óbvia gestão harmoniosa com a conservação da natureza. E que se recuperem, e se tire proveito, das Casas dos Guardas Florestais e outro importante património construído (sem alienação) para o apoio a essa gestão.

12. Que assegure que as receitas das licenças de caça e de pesca e as receitas da gestão das Matas Nacionais revertam na totalidade para os Serviços Florestais, bem como a parte da receita que lhe é devida nas áreas Regime Florestal Parcial, e que estas sejam aplicadas na gestão do Regime Florestal e no seu fomento.

13. Que reponha os Guardas Florestais no Ministério da Agricultura, com as funções de polícia, fiscalização e apoio à gestão dos recursos florestais, como sempre sucedeu desde, pelo menos, 1886 até 1998/2006 (respetivamente: competência exclusiva de polícia / transferência para a GNR no Ministério da Administração Interna).

14. Que invista na reflorestação das vastas áreas ardidas e áreas atualmente incultas do Regime Florestal, sobretudo com espécies autóctones, incluindo o pinheiro bravo, promovendo as espécies folhosas sempre que tecnicamente aconselhável e promovendo a erradicação de espécies invasoras lenhosas exóticas, nomeadamente as acácias.

Resumo: que a Assembleia da República dote com urgência o país de uns novos Serviços Florestais e Aquícolas (ou outra designação), com a mais conveniente estrutura orgânica, apoiado num corpo técnico competente desde o nível dos guardas florestais até aos seus mais altos dirigentes, que seja capaz de, adotando uma visão moderna de conservação dos recursos naturais e da biodiversidade, dirigir e coordenar a gestão dos recursos florestais de Portugal Continental de modo a que estes contribuam na sua plenitude para a nossa economia e para o desempenho das funções sociais e do bem estar das populações rurais que deles dependem. Para tanto, será necessário que ocorra um investimento elevado para recuperar as perdas dos últimos anos e um orçamento anual capaz de suportar tal estrutura, dentro do Ministério da Agricultura, podendo-se recorrer não apenas aos recursos disponíveis no Estado português, mas também a outras fontes de financiamento existentes para estes fins.

Com respeitosos cumprimentos, os peticionários.

(atenção: deve obrigatoriamente colocar o seu nome COMPLETO e o nº do seu BI).

BIBLIOGRAFIA:


BEIRES, R. S.; GAMA AMARAL, J.; RIBEIRO, P., 2013. Ocadastro e a propriedade rústica. Fundação Francisco Manuel dos Santos. Páginas 83 e 84 

CTI, 2018. Avaliação dos incêndios ocorridos entre 14 e 16de outubro de 2017 em Portugal Continental. Comissão Técnica Independente. Páginas 195-201 e 239-240 

PARDAL, SIDÓNIO, 2014. A Politíca Florestal no Nosso País.In Questões Atuais de Direito Local. AEDRL – Associação de Estudos de Direito Regional e Local. 

PARDAL, SIDÓNIO, 2017. Apontamento para uma políticaflorestal

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Alterações climáticas podem tornar Portugal mais seco, sem praias e sem turismo, alerta Rajendra Pachauri



Nobel da Paz Rajendra Pachauri alertou, nesta segunda-feira, para as alterações climáticas que afectarão as praias, a agricultura, a pesca e até o vinho.

Portugal pode mudar drasticamente em meio século, com as alterações climáticas a tornarem o país mais desértico, a afectarem as praias, a agricultura, a pesca e até o vinho, alertou nesta segunda-feira o Nobel da Paz Rajendra Pachauri.

Pachauri, que foi Nobel da Paz em 2007, foi nesta segunda-feira um dos oradores numa conferência sobre alterações climáticas no âmbito do ciclo Conferências do Estoril.

O responsável foi presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, e é o fundador e mentor do movimento Protect Our Planet (POP).

Nesta segunda-feira, perante uma sala cheia de jovens na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, falou do projecto POP e começou por salientar que a melhor forma de lidar com as alterações climáticas é envolver os jovens, exortando-os depois a consumir menos e comer melhor (“Comam menos carne, serão mais saudáveis e é bom para o planeta”) e a plantarem árvores, para que a Península Ibérica não tenha no futuro o clima que hoje tem o Norte de África.

O especialista lembrou aos presentes que as temperaturas e o nível do mar (com tsunamis mais devastadores) têm vindo a subir desde meados do século passado, à medida que as emissões de gases com efeito de estufa também aumentaram, e salientou que situações climáticas extremas observadas desde 1950 estão relacionadas “com a interferência humana”.

“O Árctico deixará de ter gelo”

E depois, acrescentou, se nada for feito em relação a essas emissões, no futuro os fenómenos extremos serão mais frequentes e intensos e, por exemplo, o Árctico deixará de ter gelo. “Já imaginaram isso? Vai ser no vosso tempo”, disse.

E o Sul da Europa, onde Portugal se inclui, vai ver o avanço do mar, mudanças no turismo e na agricultura, o mar terá peixes diferentes dos que se costumam consumir agora, a vinha vai mudar e haverá mais mortes e doenças.

“O que é que estamos a fazer ao nosso planeta? Não temos outro sítio para onde ir”, disse Rajendra Pachauri, que se afirmou, ainda assim, um optimista e que salientou três acções que terão de ser tidas em conta desde já para mitigar os efeitos das alterações climáticas: o uso mais eficiente da energia, usar energias limpas e reduzir a desflorestação.

As alterações climáticas são reais, estão a afectar-nos, são más, são comprovadas cientificamente e ainda há esperança, disse, centrando o seu optimismo no combate às alterações que está a ser feito um pouco por toda a parte.

“Gostaria que o meu país, a Índia, fizesse mais”, disse, concluindo que sem mudanças para reduzir as emissões de gases, a vida no planeta vai tornar-se “muito mais difícil”.

Na mesma linha, o secretário de Estado adjunto e do Ambiente, José Mendes, lembrou que Portugal está a sentir os efeitos das alterações climáticas, como as altas temperaturas, os grandes incêndios ou a erosão costeira, mas salientou que “ninguém no planeta” deixa de ser afectado.
“O tempo de agir é agora”

“Este é o momento para a acção. Já temos o diagnóstico, o tempo de agir é agora. E a acção é a adaptação (às alterações) e a mitigação”, disse, salientando a necessidade de se viajar de forma mais sustentável e de se aumentar a eficiência energética dos veículos. E depois, concluiu, é preciso proteger o planeta, mas proteger também as pessoas mais vulneráveis.

Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, que encerrou a conferência, alertou para o facto de as alterações climáticas não serem algo que vai apenas afectar as pessoas do futuro. “Já são os meus netos que serão prejudicados, se não fizermos nada, não é ninguém desconhecido”, disse.

Rajendra Pachauri já tinha também chamado a atenção para a proximidade temporal dos efeitos maiores das alterações. E sempre focado nos jovens deixou um último recado: “Os jovens têm se ser parte da solução, não do problema.”

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone



Lançado ciclo de debates públicos em torno da Floresta Autóctone


São já mais de 1000 os cidadãos que subscreveram um Apelo, lançado no final de setembro de 2017, no qual se exprime a recusa firme da passividade perante o estado em que se encontra o nosso território e o seu coberto vegetal.

Inconformado com as medidas adotadas para fazer frente aos contínuos ciclos de incêndios, um grupo de quatro pessoas tomou a iniciativa de apelar aos seus concidadãos no sentido de assumirem em conjunto uma posição interventiva nesse domínio. Embora a ideia já viesse de trás, e tivesse tido uma primeira formulação em outubro de 2016, a tragédia de Pedrógão Grande em junho de 2017 fez ecoar com maior urgência um sentido de responsabilidade social, moral e ambiental no seio desta iniciativa, que tomou a forma de Apelo para uma Aliança pela Floresta Autóctone.


Os promotores dessa Aliança deram início no Porto, no passado sábado 17 de março, a um ciclo de debates públicos em que diferentes palestrantes, sucessivamente e em diferentes lugares do País, apresentarão a sua visão para o renascimento da Floresta Autóctone em Portugal e a debaterão em seguida com os cidadãos presentes. No primeiro debate foi interveniente inicial Jorge Paiva, professor e investigador da Universidade de Coimbra, botânico, ecólogo e ecologista de reputação nacional e internacional. O segundo deverá decorrer em Aveiro em maio, sábado, sendo interveniente inicial Helena Freitas, Professora e Investigadora da Universidade de Coimbra, que coordena a Unidade de Investigação e Desenvolvimento «Centre for Functional Ecology – Science for People and the Planet» [Centro de Ecologia Funcional] e a Cátedra Unesco em Biodiversidade e Conservação para o Desenvolvimento Sustentável, tendo sido presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia e da Liga para a Proteção da Natureza e, mais recentemente, coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior. Outros intervenientes e outros locais serão anunciados a seu tempo.

O apelo, que tem em vista provocar uma mudança de mentalidade na forma como a Floresta é gerida em Portugal, continua a recolher assinaturas em https://florestautoctone.webnode.pt/ 
Dirige-se aos cidadãos e às entidades que partilhem a vontade de se comprometerem numa profunda mudança do atual paradigma florestal em Portugal.

Primado da Floresta Autóctone

No texto lê-se que os quatro subscritores iniciais do Apelo defendem valores que assentam no primado da Floresta Autóctone e apelam à necessidade de se reabilitarem estruturas humanas e materiais como os Guardas e Viveiros Florestais. Questionam ainda o atual modelo das extensas monoculturas de eucalipto e pinheiro-bravo em território nacional. É com base nestas premissas que os subscritores do Apelo incentivam a que se constituam, nomeadamente a nível concelhio, círculos de entreajuda e de intervenção para salvaguarda do património natural com vista a uma efetiva prevenção contra os incêndios.

Os subscritores esperam que esta iniciativa favoreça uma tomada de consciência capaz de conduzir a uma maior observância da legislação de proteção em vigor e que as instituições públicas assumam o compromisso de agir diligentemente de forma a impedir que a ocorrência de incêndios e o plantio de monoculturas continuem a predominar.

Os autores do apelo acreditam que o restauro da floresta depende de um futuro liberto do flagelo sistemático dos incêndios sendo para isso necessária a recuperação da floresta autóctone em Portugal.



Para mais informações: Email: florestautoctone@gmail.com | 918527653
Fonte: email da Campo Aberto, 17/3/2018 (adaptado)

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Palhinhas de plástico- Um activismo por dia


Não é só uma palhinha... São milhões!
Feitas de petróleo, libertam gases de efeito de estufa na sua produção (Metano, CO2..), Mil milhões usadas por ano só em Portugal, Não são recicladas, Vão parar a aterros ou ao mar, demoram centenas de anos a degradar.

💡 Curiosidade: A Straw Patrol, numa das suas ações de limpeza de praia apanhou 450 palhinhas, em 1h!

segunda-feira, 2 de abril de 2018

160.000 beatas recolhidas em praias de Almada (com video)

Consegues imaginar um cordão de 1.200 metros composto por 160 mil beatas, exposto ao longo da marginal do Seixal?





O vídeo arrepiante captado por Nativa Project, mostra as mais de 160 mil beatas recolhidas em várias ações de limpeza pela Associação 10 Milhões na Berma da Estrada, na zona ribeirinha do Seixal, Fonte da Telha, Costa de Caparica e ao longo de "10 Milhões de Passadas em Prol da Floresta".

"P'ró Chão Não! Ela chega ao mar, ao prato, ao copo" é uma iniciativa que quer alertar para o gesto automático de se atirar uma ponta de cigarro para o chão ao invés de se olhar para ela como lixo, que deve ser colocado no lugar adequado.
Uma única beata polui 500 litros de água... os lençóis freáticos... os oceano... a fauna e flora marítimas... a cadeia alimentar...

Esta associação tem a intenção de criar o maior cordão de pontas de cigarro do Mundo e candidatarem-se ao Guiness World Records em 2018. Será feito um cordão de pontas de cigarro de 5km à volta da baía do Seixal e um cordão humano, formado por pessoas que querem fazer a diferença.


Neste momento o cordão existente que esteve em exposição contém mais de 160 mil beatas e mais de 1,2 km de comprimento (já elegível para um recorde Mundial).
Fiquem atentos às próximas iniciativas da Associação 10 Milhões na Berma da Estrada!

Obrigado pelo vosso excelente trabalho em prol da preservação do meio ambiente.

Para acompanhar e confirmar live, os dados sobre o estado do mar, pode usufruir da nossa rede de livecams e reports preparada para essa finalidade.