01 janeiro, 2019

o meu ano começa em setembro

mas só festejo agora.
a nossa cabeça dá-nos a volta, e mesmo que eu diga que não gosto de retrospectivas, é inevitável não pensar que diferenças houveram entre este ano e o outro.
se calhar só não gosto que as retrospectivas sejam como as de agora: partilhar os stories/fotografias/posts todos ao longo do ano, num único dia [para o ano já sei e só vejo o resumo do ano das pessoas no dia 31 de dezembro].
2018 trouxe-me, finalmente, graças a mim e a quem me ajuda neste caminho, quase tudo. a terapia foi o melhor que me podia ter acontecido. e a partir daí, foi sempre a melhorar. veio a tranquilidade, o que se fodam os outros, veio a distinção entre os meus problemas e os dos outros, a culpa foi embora, a ansiedade e o pânico transformaram-se em paz, veio o trabalho, e veio o aluguer de uma casa. sinto-me crescida, num ponto de viragem que nunca pensei chegar ou que algum dia iria atingir. 
o tempo foi muito, muito pouco para quase tudo nos últimos dois meses. como trabalho a partir de casa tenho de tentar gerir melhor os horários e obrigar-me a parar. o blog, vai ficando para segundo plano, mas vamos tentar alterar isso.
isto não é discurso motivacional. tenho dias maus como toda a gente. também perdi uma pessoa que outrora me foi importante... mas são sempre os bons momentos que prevalecem. 
para vocês, só desejo o dobro do que desejo a mim.

[e pronto, fiz uma retrospectiva. e eu nem queria.]

23 outubro, 2018

o que de verdade importa


ontem aproveitei a Festa do Cinema. influenciável como sou queria ir ver a star is born. mas burrinha de todo também, não reservei bilhetes e pensei que ir 45m antes chegava para ter lugar na sala [logo nestes dias em que os cinemas têm maior afluência]. conclusão: sessão esgotada, claro! decidi ir ver o the healer. tinha lido qualquer coisa sobre ser solidário mas nada sobre a história. nem trailer vi. 
o que no ínicio parecia um silly movie, acabou por se tornar uma boa surpresa. a mensagem que passa, no final, é muito boa. só valeu a pena por isso. saí de lá com uma lágrima no canto do olho [não parece mas eu tenho coração]. dá para ficarmos a pensar que muitas vezes tomamos decisões a pensar só no nosso umbigo e que damos demasiada atenção a bens materiais, quando o que importa são as pessoas que temos ao nosso lado e o que fazemos [ou vamos conseguindo fazer] para as ver felizes. só é pena porque em termos de efeitos especiais e mudanças de cenário, ficou a desejar.
já agora, o realizador faz voluntariado com crianças com cancro e os lucros do filme revertem a favor de instituições que apoiem a causa. no caso de Portugal, o IPO. mesmo que ache que foi um nim, é muito bom saber que podemos ajudar.
já agora aproveitem a festa do cinema. é até quarta feira, dia 24. se comprarem um pacote de pipocas para criança pequeno fica a 5€. acho que é uma boa campanha principalmente para famílias, porque se formos a fazer bem as contas, ir ao cinema em época normal, sendo dois adultos com uma ou duas crianças fica uma renda.

22 outubro, 2018

guilty pleasure

Isto não é só intelectualidade. Eu vou apanhando uns episódios do married at first sight australia, new zeland, spain, mas este português é de rei! Não têm vergonha de dizer nada. Falam em pedir mulheres com glúteos, homens limpos na intimidade, quando vai estar com a companheira... É um autêntico lixo para o cérebro, mas dá para rir MUITO! 
Quem viu?!

16 outubro, 2018

mas porquê?!

aquela pergunta filha da putice a um sábado de manhã: "já estás acordada?!"
"NÃO! Sou um holograma! Tenho sonambulismo! Ou então estás a sonhar!"
Se já estou levantada às 7h da manhã de um sábado ou é porque não consigo dormir mais ou fui obrigada a acordar e, por isso, não é bom fazer perguntas idiotas quando o bom feitio matinal está no auge! Só me apetece espetar um garfo nos olhos das pessoas que fazem estas perguntas! Sério, passam-me mil e uma ideias homicidas pela cabeça naquele momento! Até tenho de respirar fundo. Mas não é só esta pergunta! Há mais deste tipo, senhores!
Sou só eu que atraio gente retardada ou também acontece com o resto do mundo? 

08 outubro, 2018

experiências e ambições

já não me lembro se expliquei aqui, mas estou desempregada [por opção própria, fruto da terapia, do que era melhor para mim. depois escrevo mais sobre este tema] . faço babysitting de vez em quando [já agora, se alguém precisar já sabe. eu juro que amo e trato bem os miúdos, não sou destrambelhada nesse aspeto, está bem?!]. só e apenas isso. nada de mais. gosto muito, mas o que ganho não chega, é mínimo. 
neste momento, tenho estado mais ativa na procura de emprego. não descobri, ainda, do que gosto verdadeiramente, não tenho nenhuma aptidão que nasceu comigo. a minha formação é toda na área da educação, apesar de sentir que gostava de arriscar um pouco mais em outras áreas. com isto, surgiu-me a ideia de vos perguntar em que área trabalham, em part time ou full time, remoto ou não, se gostam, se mudariam, se estão à procura de novos desafios, se estão desempregados, se estão confortáveis e não vos apetece mudar, em que gostariam mesmo de trabalhar se fossem vocês a escolher, quantas horas, se não trabalhavam de todo, se fosse possível, se estudaram ou não, se estão a exercer na vossa área de formação, e por aí fora. 
podem ajudar a mim, no sentido de abrir os horizontes, e também podem rever-se em situações de outras pessoas, pelo que acabamos todos por nos apoiar um pouco, por exemplo.
agora, contem-me tudo! podem responder em anónimo se quiserem, falem à vontade, sem vergonhas. 
depois, num outro post, falo mais sobre a minha situação e os meus gostos/desejos/ambições.

07 outubro, 2018

o que eu quero

já pensei criar um novo blog. não é novidade. tenho demasiadas ideias e nunca sei se dar uma reviravolta ao ovelha negra iria dar resultado [se bem que, no fundo, acho que sim]
custa-me primeiro que tudo, deixar este (temos de fazer opções, o tempo é precioso - ou era um ou outro); segundo: deixar estas pessoas; terceiro: perder o anonimato. temos sempre medo de opinar sobre situações que envolvam terceiros, e conhecidos, que nos apoquentam. as pessoas interpretam tudo ao contrário e eu sou profissional a cuspir para o ar e ficar encharcada. não é falsidade, por enquanto vou falando o que acho que devo falar, mas escrever caralhadas sobre o que bem me apetece sem julgamentos é outro nível [depois posso falar sobre isso]; quarto: o que eu quero mesmo é mostrar como sou, e aqui eu sinto que posso. num outro espaço teria um registo mais sério. e acho que não tenho jeito. nem paciência. e, lá está, não me sentia eu
lembro-me que, em criança odiava escrever. odiava composições, odiava resumos, dava erros ortográficos (ainda dou), trocava "fui" por "foi". uma trambolha a português. cresci, e continuo trambolha. penso que não escrevo tão mal, nem com tantos erros como algumas pessoas, mas dou erros de sintaxe e na construção frásica. pimenta no cu dos outros é refresco, e podemos sempre aprender mais. mas também tenho uma amiga chamada preguiça, infelizmente. 
com quase 30 anos tenho poucas certezas sobre aquilo que gosto e que realmente quero [nem sei se algum dia vou saber]. muito poucas. mas também tenho noção que só agora começaram a crescer [ ao mesmo tempo que eu também cresço]. sei que gosto de escrever, de partilhar sítios onde vou, receitas, dicas, fotografias bonitas, livros, pessoas inspiradoras, e por aí fora. gosto de tirar fotografias, mesmo que a qualidade do telemóvel não seja das melhores, gosto de tudo o que tenha a ver com o digital e redes sociais [apesar de perceber muito pouco, sei que escrever este post, compridão, a um domingo à hora do almoço é meio caminho andado para quase ninguém o ler*], gosto de criar conteúdo. gosto de partilhar e ler/ouvir experiências de vida [também posso falar sobre isto] que, a meu ver, ensinam sempre algo. nem que seja aprender que vamos tentar não fazer o mesmo. 
por isso, vou tentar inserir aqui [mais] um pouco de mim, da minha vida, e dedicar-me a 100% a este canto. é aqui que me sinto à vontade, com liberdade. e neste momento, é o mais importante. para mim. o resto, é resto, e vem depois. 
já agora, o que gostariam que fosse falado aqui? [até pareço aquelas bloggers lindas a - tentar - gerar interação].

*podia agendar posts, mas prefiro mesmo abrir o computador e escrever logo [quando me lembro :P]