11 de setembro de 2019
Os Cavaleiros de Heliópolis - Uma novidade da Arte de Autor
A Arte de Autor não pára de nos surpreender. Os Cavaleiros de Heliópolis (Les Chevaliers de Heliópólis) é a nova série da editora lançada esta semana da autoria de Alejandro Jodorowski e Jérémy. O método de edição será em álbuns duplos e o presente volume contém os episódios 1 e 2 da saga: "Nigredo, A Obra ao Negro" ("Nigredo, l'oeuvre au noir", 2017) e "Albedo, A Obra ao Branco" ("Albedo, l'oeuvre au blanc", 2018). Até ao momento já foram publicados três episódios da série.
O destino de Luís XVII, que pereceu aos 10 anos nas masmorras da prisão do Templo, é, na mesma medida que o Homem da Máscara de Ferro, um dos maiores mitos da História de França. Um destino romanesco que o genial Jodorowski reescreve com brilho numa grandiosa fábula iniciática e esotérica. O traço virtuoso de Jérémy (Barracuda) dá a Os Cavaleiros de Heliópolis a força de um fresco épico, em que se misturam os segredos da alquimia e os arcanos da História.
I – NIGREDO, A OBRA AO NEGRO
Ele é o detentor de um saber. O herdeiro de um poder.
Fim do século XVIII. Num mosteiro do Norte de Espanha, esconde-se o templo sagrado dos Cavaleiros de Heliópolis: uma assembleia de alquimistas imortais e afastados do mundo. No momento em que o discípulo Dezassete se prepara para completar a sua formação e integrar a ordem, o seu mestre Fulcanelli revela aos outros cavaleiros o terrível segredo das suas origens. Na realidade, Dezassete é o filho ocultado de Luís XVI e de Maria-Antonieta: o rei de França Luís XVII! Herdeiro desse destino, o jovem vai reclamar o trono que lhe é devido ou ficar na sombra, fiel aos preceitos milenares da Alquimia?
II – ALBEDO, A OBRA AO BRANCO
Não o deixaram tornar-se rei de França. A alquimia reserva-lhe um destino ainda maior.
Dezassete é um ser único. Filho ocultado de Luís XVI e de Maria-Antonieta, ele é o herdeiro legítimo do trono de França. É igualmente um poderoso alquimista, membro da ordem secreta dos Cavaleiros de Heliópolis. Mas a sua iniciação está apenas a começar... O seu próximo adversário há muito que era candidato a, também ele, se tornar cavaleiro. Excepcional, mas perigoso, é provavelmente o homem mais temido do mundo. Aquele que acaba de derrubar Luís XVIII e se prepara para se tornar igual a um deus: Napoleão Bonaparte.
Os Cavaleiros de Heliópolis vol. 1: Nigredo + Albedo, Jérémy e Alejandro Jodorowsky, Arte de Autor, 112 pp., cor, capa dura, 23,50€
10 de setembro de 2019
Sentinel, de Luís Louro com apresentação na COMIC CON
A apresentação de Sentinel, de Luís Louro decorrerá na Comic Con, no próximo dia 15 de Setembro (domingo), às 15h45.
Na sequência de Watchers, com dois finais distintos, Luís Louro apresenta-nos agora Sentinel, também em duas versões, desta feita com dois inícios e apenas um final. Após o desaparecimento do Sentinel, na última história, assiste-se aqui ao surgimento de uma legião de seguidores, os Discípulos, cujo objectivo é preservar o legado do seu herói e manter bem viva a luta pelo maior número de visualizações. Mas, como em tudo na vida, há sempre duas faces para a mesma moeda… Neste caso, uma das faces são os Discípulos; a outra, algo bem pior! Sim, porque desta vez a questão é pessoal!!!!
Luís Louro nasceu em Lisboa, em 1965, tendo sido desde muito cedo um apaixonado pela BD.
A sua primeira banda desenhada publicada foi criada com o argumentista António José (Tozé) Simões, em 1985, mantendo-se essa pareceria, sob o nome Louro & Simões, por mais de dez anos. Juntos produziram um grande número de histórias de aventuras, com especial destaque para a série Jim Del Monaco, que se tornou mítica no panorama da BD portuguesa, com 7 álbuns publicados entre 1986 e 1993, e mais 2 desde 2015. Em 1989, ainda em parceria com Tozé Simões, iniciou uma nova série, Roques & Folque, da qual saíram três álbuns publicados entre 1989 e 1992. A partir de 1993, a solo ou em colaborações pontuais, lançou O Corvo (1994), Alice na Cidade das Maravilhas (1995), Coração de Papel (1997), O Halo Casto (2000), Cogito Ego Sum (2000), Cogito Ego Sum II (2001), Éden 2.0 (2002), O Corvo-O Regresso (2003), Fadas Láureas (2004), O Corvo-Laços de Família (2007) e Watchers (2018).
Tem, entretanto, desenvolvido actividade nas áreas da ilustração e da fotografia, sendo sobretudo a esta última que se tem dedicado desde 2007. As suas obras têm sido apresentadas em diversas exposições individuais e colectivas, e estiveram presentes em alguns dos festivais mais relevantes da especialidade, nomeadamente em diversas edições do Festival de BD da Amadora.
De entre as muitas exposições que têm tido a sua obra como referência, a mais completa foi “Luís Louro – Contrastes”, que esteve patente no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem e que constituiu a maior retrospectiva sobre a sua vasta obra.
Sentinel (2 versões), Luís Louro, ASA, 48 pp., cor, capa dura, 14,95€
9 de setembro de 2019
Gideon Falls #1: O celeiro negro
Já está em bancas há umas semanas e já chegou a livrarias o primeiro volume de uma nova série escrita pelo canadiano Jeff Lemire, e soberbamente ilustrada pelo italiano Andrea Sorrentino: Gideon Falls #1: O Celeiro Negro.
Esta série acaba de ser premiada com o Eisner para Melhor Nova Série, prémio que Lemire já tinha ganho em 2017 por Black Hammer (com arte de Dean Ormston). Este promete ser um "ano Lemire" no nosso país: a G. Floy está a editar Descender, a série de FC (com arte de Dustin Nguyen), que também ganhou um Eisner este ano pela espectacular arte pintada de Dustin Nguyen (o segundo Eisner que ele ganha por esta série), a Levoir lançou Black Hammer, e agora temos Gideon Falls, e até ao fim do ano Roughneck, o grande romance gráfico que Lemire escreveu sobre a vida numa vila do grande norte canadiano, e que a G. Floy irá editar.
Ficção científica, terror, super-heróis, romance urbano... os estilos e género em que se Lemire se move são diversos, e fazem dele um dos grande criadores de BD do nosso tempo.
Gideon Falls é desenhado por Andrea Sorrentino, artista que os leitores poertugueses já tinham visto em Velho Logan (com argumento de Brian Michael Bendis) na Goody, e cuja arte é perfeita para esta história de terror inquietante e estranha.
A lenda do Celeiro Negro: a história de um misterioso edifício, que talvez venha de outro mundo, e que apareceu e reapareceu ao longo da história, arrastando a morte e a loucura na sua passagem.
Norton Sinclair é um jovem perturbado, marginal e algo paranóico. Convencido de que o lixo urbano da sua cidade esconde as chaves de uma vasta conspiração, ele acumula, classifica e apresenta as suas conclusões alucinadas sobre um misterioso Celeiro Negro à Dra. Xu, a psiquiatra que o segue desde que saiu do hospital. E, noutro lugar da pequena cidade de Gideon Falls, o padre Fred vai conhecer a nova comunidade pela qual ficou responsável, depois do súbito desaparecimento do seu antecessor. Mas, durante a primeira noite que passa no local, o sinistro Celeiro Negro vai assinalar uma série de eventos perturbadores... e nenhum dos dois está preparado para aquilo que vai encontrar dentro desse Celeiro. Uma nova série de terror em que mistério rural e terror urbano colidem numa reflexão profunda sobre a obsessão, a doença mental e a fé.
Jeff Lemire é um autor best-seller do New York Times, com uma carreira como escritor e artista de romances gráficos de sucesso. Venceu em 2008 e 2013 o Shuster Award for Best Canadian Cartoonist, e venceu por duas vezes o prémio Eisner para Melhor Nova Série, em 2017 com Black Hammer, e em 2019 com este Gideon Falls. Uma das suas mais recentes obras foi o romance gráfico Roughneck, que a Publishers Weekly descreveu como um livro “poderoso”, e que a G. Floy editará em finais de 2019.
Lemire iniciou há meia dúzia de anos uma colaboração muito frutuosa com o artista italiano Andrea Sorrentino, com a série do Arqueiro Verde que escreveu entre 2013 e 2014, e que deu uma enorme visibilidade ao trabalho deste desenhador. Sorrentino assinou um contrato exclusivo com a Marvel, e em 2015 continuou essa colaboração. Sorrentino tinha ilustrado a mini-série Velho Logan (pertencente ao evento Secret Wars), e quando a Marvel decidiu continuar as aventuras da personagem, e contratou Lemire para as escrever, ele foi a escolha natural para continuar o título. Depois disso, Sorrentino trabalhou em títulos do evento Secret Empire, antes de iniciar o projecto de uma série em colaboração com Lemire, que fosse uma série sua. Essa série foi Gideon Falls, que se iniciou nos EUA em Março de 2018 e que tem continuado com lançamentos mensais (e um pequeno intervalo entre cada doze números).
Sorrentino e Lemire afirmam que este é um dos trabalhos mais pessoais e importantes em que se envolveram. “E, na verdade, o Norton, uma das duas personagens principais desta série - e a ligação entre eles é um dos grandes mistérios desta história - herdou o pior de mim e do Jeff [Lemire]: o lado obsessivo dele, e o meu niilismo!” diz Sorrentino. Por seu lado, Lemire afirma: “É verdade que o Celeiro Negro foi talvez buscar alguma inspiração na Black Lodge de Twin Peaks - eu era obcecado com a série desde miúdo, impressionou-me tremendamente e faz parte da minha vida criativa desde então. Mas posso descansar os leitores, embora tenha sido essa um pouco a inspiração, esta história vai ser muito diferente!”.
Gideon Falls #1: O celeiro negro [reúne os números #1-6 da série Gideon Falls], Andrea Sorrentino e Jeff Lemire, G. Floy, 168 pp., cor, capa dura, 16€
8 de setembro de 2019
Didier Savard - Ensaio de quadriculografia portuguesa
Argumentista, desenhador
(França) Saint-Germain-en-Laye, 13 de Dezembro de 1950 - 4 de Julho de 2016
Séries publicadas em Portugal:
Dick Hérisson
[actualizado em 08.09.2019]
(França) Saint-Germain-en-Laye, 13 de Dezembro de 1950 - 4 de Julho de 2016
Inicialmente professor de inglês, Savard começa a fazer desenhos de imprensa para a revista Survivre et Vivre em Junho de 1971.
A partir de 1972, colabora com o Libération, onde publica uma novela chamada Le fabuleux destin d’Augusto Pinochet (1973), também apresentando trabalhos no Méfi!, Fluide glacial e La Gueule. Muda-se para Arles em 1974, publicando em 1979 Demain ça ira encore mieux, uma colecção de desenhos publicados na década de 1970.
Em 1982, muda o seu estilo de desenho, garantindo o sucesso de duas séries: Dick Hérisson (que aparece em Charlie Mensuel) e Leonid Beaudragon (argumento de Jean-Claude Forest, para a Okapi, em 1986).
Dick Hérisson, a sua série principal, cujo personagem principal, um detective da década de 1930, evolui entre Arles e Provence, terras de adopção de Savard. As aventuras de Dick Hérisson e do seu cúmplice jornalista Jérôme Doutendieu, envolvidos em investigações nas quais o fantástico nunca está longe, são fortemente influenciadas por Harry Dickson de Jean Ray.
Realiza, em 1997, para o diário Le Monde uma aventura parodiando Tintin, intitulada Objectif Monde, na qual percorre algumas das cenas mais famosas das aventuras do famoso repórter, das quais é um grande admirador. Este pastiche é realizado com a autorização muito excepcional dos detentores dos direitos e marca o 70º aniversário dos álbuns de Tintin.
Séries publicadas em Portugal:
Dick Hérisson
[actualizado em 08.09.2019]
Comanche [obra completa] #2
A Ala dos Livros já tem disponível o segundo volume da obra completa da série western Comanche. Neste volume são reunidos mais quatro episódios numa edição irrepreensível a preto e branco.
O deserto sem luz (Le désert sans lumière)
Vinte meses após a sua detenção, e graças às diligências dos seus amigos, Red Dust é posto em liberdade. Quando regressa à sua região, não passa da sombra daquilo que outrora fora: para além da prisão o ter marcado profundamente, é permanentemente vigiado pelo adjunto do novo xerife. Enquanto, pouco a pouco, sara as suas feridas e recupera das marcas que a prisão lhe deixara, Shortgun Marlowe, um bandido que já tinha semeado o terror no Nevada, anuncia a sua chegada à região. A cidade fica aterrorizada pois o Exército está longe da povoação e não há homens suficientes para a defender…
Publicação no Tintin l'hebdoptimiste #93 a #103 em 1974. Em Portugal, foi publicado na revista Tintin (#20 a #31/9º ano) em 1976.
Publicação no Tintin l'hebdoptimiste #93 a #103 em 1974. Em Portugal, foi publicado na revista Tintin (#20 a #31/9º ano) em 1976.
Fúria rebelde (Furie rebelle)
Red Dust torna-se adjunto do xerife da cidade. Quando se prepara para receber um fotógrafo célebre, tem de deter dois índios bêbados que perturbam a tranquilidade da cidade. Coisa que não augura nada de bom. Entretanto, Comanche presta auxílio ao rancho dos Stuart, atacado pelos índios. Parece que Fogo Solitário decidiu retomar o combate. Juntaram-se-lhe outros rebeldes e o índio pretende recuperar os territórios dos seus antepassados…
Publicação original no Nouveau Tintin (#10 ao #20) em 1975. Em versão portuguesa, o episódio foi publicado em álbum da Livraria Bertrand em 1976.
Publicação original no Nouveau Tintin (#10 ao #20) em 1975. Em versão portuguesa, o episódio foi publicado em álbum da Livraria Bertrand em 1976.
O dedo do diabo (Le doigt du diable)
Na altura em que a cidade se prepara para receber o seu futuro governador, Red Dust decide abandonar de vez a cidade e dirigir-se para Norte. Ao chegar ao Montana, salva dois pobres diabos que lhe revelam que o cobre, abundante nessa região, é a causa da ruína de muitos agricultores, em proveito que alguns vigaristas. Comprometido a trabalhar no rancho dos Duncan, tem de combater os representantes de uma sociedade que deseja expulsar os proprietários das suas terras para poder extrair o cobre…
Publicação original no Nouveau Tintin (#64 ao #74) em 1976/1977. Em Portugal, o episódio foi publicado na revista Tintin (#35 a #45/10º ano) em 1978 e em álbum da Distri Editora na década de 1980.
Publicação original no Nouveau Tintin (#64 ao #74) em 1976/1977. Em Portugal, o episódio foi publicado na revista Tintin (#35 a #45/10º ano) em 1978 e em álbum da Distri Editora na década de 1980.
Os xerifes (Les sheriffs)
Seis homens acabam de chegar ao recém-reconstruído rancho onde se encontra Red Dust: são xerifes de cidades saqueadas por um bando de malfeitores e convidam Red Dust a juntar-se-lhes para poderem exercer a sua vingança. E convencem-no quando este sabe que Comanche corre perigo…
Publicação original no Nouveau Tintin (#178 ao #192) em 1979. A edição portuguesa correu na revista Tintin (#24 a #43/12º ano) em 1979.
Publicação original no Nouveau Tintin (#178 ao #192) em 1979. A edição portuguesa correu na revista Tintin (#24 a #43/12º ano) em 1979.
Comanche - Volume 2, Greg e Hermann, Ala dos Livros, 200 pp. p&b, capa dura, 32,90€
7 de setembro de 2019
Neil Gaiman - Ensaio de quadriculografia portuguesa
Neil Richard Gaiman
Argumentista
(Inglaterra) Portchester, 10 de Novembro de 1960
Argumentista
(Inglaterra) Portchester, 10 de Novembro de 1960
Autor galardoado de romances, novelas gráficas, contos e filmes para todas as idades. Os seus títulos incluem Mitologia Nórdica, A estranha vida de Nobody Owens, Coraline, O que se vê da última fila, O oceano no fim do caminho, Neverwhere: Na Terra do Nada e a série de novelas gráficas The Sandman, entre outras obras. A sua ficção recebeu os prémios Newbury, Carnegie, Hugo, Nebula, World Fantasy e Will Eisner. A adaptação cinematográfica do seu conto Como falar com raparigas em festas e a segunda temporada da adaptação televisiva aclamada e premiada com Emmy do seu romance Deuses Americanos estreará em 2019. Vive actualmente nos Estados Unidos.
Séries publicadas em Portugal:
Deuses Americanos, John Constantine, Miraclemen, Morte, Orquídea Negra, Sandman
One-shots publicados em Portugal:
- O dia em que troquei o meu pai por dois peixinhos vermelhos (The Day I Swapped My Dad for Two Goldfish), Dave McKean e Gaiman, 1997, Álbum Vitamina BD [2002]
- A última tentação, Michael Zulli e Gaiman, Álbum Devir [2003]
- Coração de Arlequim, John Bolton e Gaiman, Álbum Devir [2003]
- Os lobos dentro das paredes (The wolfs in the walls), Dave McKean e Gaiman, 2003, Álbum Vitamina BD [2005]
- Marvel 1602 (Marvel 1602), Andy Kubert e Gaiman, 2003, Álbuns [2] Devir [2005]; Álbum Editorial Salvat [2016]
- A trágica comédia ou cómica tragédia de Mr. Punch (The Tragical Comedy or Comical Tragedy of Mr. Punch: A Romance), Dave McKean e Gaiman, 1994, Álbum Vitamina BD [2006]
- Orquídea negra (Black Orchid), Dave McKean e Gaiman, Álbum G. Floy [2006]
- Eternos, John Romita Jr. e Gaiman, Álbum Editorial Salvat [2016]
- Como falar com raparigas em festas, Fábio Moon, Gabriel Bá e Gaiman, Álbum Bertrand Editora [2017]
- Os livros da magia (The books of magic), 1990, John Bolton, Scott Hampton, Charles Vess, Paul Johnson e Gaiman, Álbum Levoir [2017]
[actualizado em 07.09.2019]
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