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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

antigos combatentes: Passaram dois anos desde que o Governo reduziu as pensões


Faz um ano que o ministro da Defesa. Nuno Severiano Teixeira apresentou a nova regulamentação como sendo "equilibrada, justa e financeiramente justificada": "Os que ganhavam menos vão passar a ganhar mais. Os que ganhavam mais vão passar a ganhar menos", implicando isto uma poupança de 10,9 milhões de euros.

"Uma vergonha", disse o deputado Henrique Freitas, antigo Sec.Estado dos Combatentes, "Há ironias. Ontem discutimos 20 mil milhões para salvar os bancos. Hoje estamos a discutir três milhões de euros poupados à custa de antigos combatentes."...mas tudo ficou por aqui e, sozinho, o PS absoluto aprovou a lei.
Velhos, doentes psico e fisicamente, os que fizeram uma guerra para a qual não foram voluntários, perderam as forças para lutar e não tem niguém que o faça por eles.
Até a Oposição, que votou contra, se vai "esquecer"
Afinal onde é que usaram aquela “poupança de quase 11 milhoes”?

isto foi
Quinta-feira, 08 de Outubro 2009, há um ano...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Dia do Combatente e da maior derrota pós-Alcacer Quibir


Em Portugal é todo o mundo rural que está em guerra.

Na maioria dos casos, o soldado sai, pela primeira vez, da sua terra natal. Aprende a comer de garfo e faca na tropa.

As tropas portuguesas levam três meses de barco e mais três dias de comboio de Brest até à frente na Flandres.

Os participantes na Guerra de 1914-1918 eram o Império Alemão, o Império Áustro-Hungaro, a Turquia e a Bulgária que lutaram contra o Império Britânico, a Rússia, a França, a Itália, os Estados Unidos, Portugal, Bélgica, Holanda, Grécia e Roménia.

Portugal dispõe de duas divisões com tropas de artilharia, infantaria e cavalaria. A segunda divisão do Corpo Expedicionário Português espera ser rendida no dia 9 de Abril. No comando da primeira divisão, está o General Tamagnini, conhecido pelo seu carácter disciplinador e astuto. A primeira divisão (30 mil soldados) ocupa o sector da frente com 11 km. (Em comparação, 80 mil americanos ocupam 14 km de frente).

6 de Abril de 1918. A primeira divisão retira da frente. Fica a quinta divisão (conhecida por segunda divisão reforçada). No comando da quinta divisão, o Brigadeiro Gomes da Costa
substitui o General Simas Machado.
Há nove meses que as tropas estão na frente de combate. Era caso único entre os aliados.
O soldado da trincheira vê pouco: gases químicos lançados pelos alemães e nevoeiro.
O soldado da trincheira ouve muito: o som da metralha, dos morteiros, da artilharia alemã. O revestimento da trincheira é de madeira ou de ferro. A lama da frente agarra-se ao corpo e torna o avanço muito difícil.
O soldado abriga-se em buracos reduzidos, revestidos de chapa com escoras de madeira e sacos cheios de terra. Há numerosos ratos. Dentro do abrigo, o mobiliário é de pinho, um ou dois leitos, instrumentos mínimos de higiene.

8 de Abril de 1918. A situação é de alerta máximo. Aguarda-se a todo o momento um ataque do inimigo alemão. Tinha havido uma carga alemã até perto de Amiens (Operação Michael). Os aliados situam-se perto das ribeiras de La Lol e La Lys na Flandres.
Os alemães alteram o seu dispositivo militar. Colocam quatro divisões com quase 50 mil homens, reforçadas no dia 9 de Abril com mais 30 mil soldados. Os portugueses são só 20 mil.

9 de Abril de 1918. 4h15. Começa o bombardeamento alemão: artilharia contra artilharia. Salvas de artilharia de dez em dez minutos. Depois salvas permanentes a partir das 5h15. Das 5 às 8 horas o fogo é contínuo. Segue-se o assalto das tropas alemãs a partir das 8h15. O marechal Douglas Henke, comandante-chefe dos exércitos britânicos considera os soldados portugueses "bravos e úteis". Mas as tropas portuguesas sofrem pesadas baixas. Os alemães não tinham a certeza do sucesso militar. Escolhem o sector português, porque, com a derrota dos portugueses, os ingleses retiravam para os flancos. Logo, os alemães avançariam na frente. O objectivo dos alemães é empurrar os ingleses até ao Canal da Mancha. Do lado alemão, comandam o General Ludendorf e o Marechal Hindenburg.

9 de Abril. Final da noite. Os alemães capturam seis mil portugueses da segunda divisão e quase 100 peças de artilharia. A Brigada do Minho é dizimada. Mas conseguiu resistir juntamente com as restantes tropas portuguesas durante 24 horas. As tropas alemãs avançam. Mas não cumprem totalmente o objectivo: avançar para além das ribeiras de La Lol e La Lys. A trincheira transforma a guerra num impasse de posições. Os Alemães vencem em La Lys.

9 a 27 de Abril. Segunda ofensiva, mas com perdas crescentes para o lado alemão que ainda tentam o assalto a Paris (operação Valquíria).
Detidos pelo General Pétain, são mais tarde vencidos pelo contra-ataque aliado. in História da Batalha de La Lys

O dia 9 de Abril comemora simultaneamente o dia do Combatente Português e a Batalha de La Lys, o maior desastre das Forças Armadas Portuguesas pós Alcacer Quibir.

terça-feira, 9 de junho de 2009

aos que tombaram pela pátria!


Com o encontro, a 10 de Junho, pretende-se prestar uma homenagem a todos os portugueses que perderam a vida no «cumprimento do dever».
As cerimónias terão início às 10h30 com a celebração de uma missa na Igreja de Santa Maria de Belém do Mosteiro dos Jerónimos, presidida pelo Bispo Auxiliar de Lisboa, Joaquim da Silva Mendes.
Às 12 horas o programa continua na área do Monumento aos Combatentes do Ultramar, com a leitura de uma mensagem do, antigo combatente, Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República e discursos do tenente-general Alípio Tomé Pinto, presidente da Comissão Executiva do Encontro, e de Manuel Braga da Cruz.
É um momento de evocação histórica, de evocação da Alma da Nação e é levado a efeito por Portugueses de qualquer idade, credo, raça ou ideologia política que, amantes da sua Pátria, celebram Portugal prestando homenagem aos Heróis Nacionais visando o reforçar da Nação e o afirmar dos traços perenes da Sua Alma Imorredoira e da sua Singularidade e Unidade.
No corrente ano, e em virtude da sua canonização, neste Encontro Nacional de Combatentes será evocado o Português, o Santo, o Herói e o Combatente D. Nuno Álvares Pereira que, para além de Homem de Estado, soube colocar os superiores interesses da Nação acima das suas conveniências e interesses, fazendo da sua vida uma Missão, correndo todos os riscos para bem servir a Pátria e o seu Povo.
A cerimónia de homenagem aos combatentes tem como ponto alto as honras militares, com uma salva de tiros por um navio da Armada portuguesa sedeado no Tejo e com a deposição de flores no Monumento por diversas entidades, instituições e associações de combatentes e de militares.
O Hino Nacional será entoado pela Banda do Exército e cantado pela fadista Kátia Guerreiro.As cerimónias encerram-se com a passagem aviões da Força Aérea Portuguesa, o Desfile de Guiões, a Exibição de Pára-Quedistas e um almoço-convívio no local.