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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

sempre politicamente incorrecto: Vital Moreira

Orçamento
Vital Moreira

O País vive suspenso da questão de saber se o orçamento é inconstitucional ou não. O caso não é para menos. Ninguém pode antecipar o que o Tribunal vai decidir no seu sempre prudente juízo.

Entretanto, não compartilho pessoalmente dos argumentos que têm sido enunciados para defender a inconstitucionalidade -- e é a inconstitucionalidade (e não a constitucionalidade) que é preciso demonstrar de forma convincente, pois em caso de dúvida ela é dada como "não provada".

Primeiro, o orçamento deste ano é bem menos desequilibrado na repartição dos sacrifícios (entre sector público e privado e entre rendimentos do trabalho e do capital) do que o do ano passado. Segundo, nem a redução dos escalões de IRS nem a sobretaxa uniforme sobre o IRS alteram a progressividade do imposto (certamente menor do que antes, mas ainda assim progressividade). Terceiro, não me impressiona o "enorme aumento" da carga fiscal -- a Constituição não proíbe impostos elevados!

É certo que se mantém, embora reduzido a metade, um corte adicional nos rendimentos dos funcionários públicos em relação aos trabalhadores do setor privado. Mas parece-me mais do que razoável que em situações destas quem tem uma situação comparativamente mais favorável (menor horário de trabalho, maiores remunerações em média, mais segurança no emprego) e seja remunerado pelo Estado, seja chamado a contribuir mais para os encargos públicos em situações excepcionais (e é disso que se trata!).

Resta a sobretaxa sobre as pensões (excluídas as mais baixas), que me parece o único ponto constitucionalmente problemático. Ainda assim, o ponto não me parece suficientemente forte para sustentar um juízo de inconstitucionalidade. Também as pensões acima da média beneficiam de uma situação relativamente vantajosa: por um lado, na generalidade dos casos, os descontos feitos ao longo da vida contributiva não dariam para cobrir a maior parte das pensões; segundo, ao contrário dos trabalhadores no activo, cujos descontos financiam as pensões actuais, os reformados não correm o risco de ficar sem rendimentos, por causa de despedimento.

No meio de tudo, o elo mais fraco na actual situação de crise não são os funcionários públicos nem reformados (ressalvadas as pensões mais baixas) mas sim os trabalhadores do setor privado, com os salários relativamente mais baixos, aliás a passarem por reduções nominais (o que não sucede com os demais), e com o elevado risco de desemprego e de perda absoluta de rendimentos....  in Causa Nossa

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

a matemática já não é uma ciência exacta…


feitas as “contas”, se o TC reprovar os três artigos do OE2013, o governo vai ter que nos ir buscar entre 1.4MM e 1.8MM de euros…depende do jornal.

Mal por mal fico-me pelo Negócios que é mais barato.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

o “conselho naciona” da muleta



Pressionado pelo Conselho Nacional do partido que é tradicionalmente difícil, o líder do CDS-PP, sentiu necessidade de se explicar aos que votaram no CDS nas últimas eleições, assumindo que eles têm razão para protestar e garante que o CDS se vai empenhar a fundo na defesa do Estado Social.
Paulo Portas que recusa o “Estado mínimo” do parceiro de coligação referiu-se ao OE2013 reiterando, e bem, a posição de que o CDS votou favoravelmente o Orçamento para evitar uma crise política, que seria também uma crise financeira.
Esperemos que Portas e a Direcção dos Democratas-Cristãos comecem a ponderar se deixarem de ser a “muleta maltratada” e se redireccionarem em futuras alianças… 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O CDS não gostou da proposta de Orçamento...


O CDS não gostou da proposta de Orçamento. É natural: quem gosta de um tão brutal aumento de impostos? Mas o desagrado público de deputados do CDS (e alguns do PSD) não pode pôr em causa a aprovação do OE.

Nesta altura, o chumbo do OE – reclamado pelos partidos da extrema-esquerda – teria as consequências que Vítor Gaspar apontou: significaria o rompimento com a troika, que cortaria o financiamento a Portugal. Mais: iria inverter dramaticamente a tendência dos últimos meses na recuperação da confiança em Portugal por parte dos mercados. Em suma, seria a bancarrota, deitando pela borda fora os sacrifícios já feitos pelos portugueses e abrindo uma fase de extrema austeridade.

O ministro das Finanças desafiou os deputados da maioria a apresentarem alterações ao OE na especialidade. Faz sentido, desde que não subam o défice; ou seja, baixem alguns impostos, cortando o equivalente na despesa (foi que o Conselho de Ministros tentou fazer em longas reuniões, com fracos resultados). Mas chumbar o OE no Parlamento seria uma indesculpável irresponsabilidade. Francisco Sarfield Cabral no pagina 1