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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

a culpa é do Portas…


Merecem voltar à dimensão do táxi
Seja porque integra as “elites(?) disfuncionais” e não tenha ainda interiorizado o que é um país falido, seja pela sua natureza intrínseca que o leva a espetar sempre o ferrão, certo é que a obsessão de Portas passa por se esquivar aos “flocos de neve” da austeridade e minimizar os danos eleitorais.
Este comunicado é a parte II de toda a encenação iniciada com a conferência de imprensa de 16 de Setembro sobre a TSU. O tom é o mesmo, as eternas “razões patrióticas” que o levam a engolir sapos, se dependesse dele jamais haveria tratamentos com dor, ele valida-os porque a força está com os “maus da fita”, mas está contra, que isso fique bem claro.
Acontece que os eleitores não são propriamente uma corja de canastrões ignorantes como a “Corte” sempre os considerou desde os primórdios da revolução “liberal”. A aferir pela amostra das recentes Regionais dos Açores, eles não estarão dispostos a premiar atitudes traiçoeiras ou posturas ubíquas: o CDS foi, de longe, o partido que mais desceu e o seu parceiro de coligação pró-austeridade, o que mais subiu.
Mas o dito comunicado tem algo de positivo, mostra à saciedade a impotência de Portas e do seu partido em criar algo, em corporizar alguma mudança substantiva. Basta ler o seu ponto 3. (bold meu):
Em coerência com o esforço feito dentro do Governo, e em articulação no quadro da maioria, o Grupo Parlamentar do CDS contribuirá para melhorar aspectos do Orçamento de Estado até à conclusão do respectivo processo.
Interessa-lhes a forma e não o conteúdo. Que ninguém se iluda que daquele lado sairá alguma proposta relevante de redução da despesa que vá para além da proibição de gravatas no Verão ou da obrigatoriedade de samarras no Inverno. Portas e o CDS têm todos os vícios do regime e encaram o poder como o instrumento privilegiado para a compra de votos e consolidação de clientelas, algo incompatível com cortes de despesa. Manterão sempre um pé neste governo, mas prontos e disponíveis para integrarem o próximo.
Ainda não entenderam que o mundo mudou e o dinheiro se esgotou. Merecem voltar à dimensão do táxi. por LR  no  Blasfémias 
 
 
Paulo Portas: agarrado ao tacho
O líder do CDS-PP está a desperdiçar a confiança do seu eleitorado ao enveredar por uma aventura cujo desfecho foi antecipado por todos. E não vale a pena vir a terreiro com o paleio estafado do patrioteirismo. Muita ambição com maus conselheiros dá sempre para o torto. Até com um governo que passa a vida a desbaratar a credibilidade de algumas medidas por causa dos amigos e das clientelas. por Rui Costa Pinto  no mais actual 
 
 
Da coligação
1. Primeiro, um reconhecimento: não contava que o CDS fizesse a figura triste que está a fazer e nunca achei que por esta altura fossem divergências entre os dois partidos da coligação que estivessem à beira de lançar o país numa crise política. Sobre as minhas limitações enquanto analista, estamos conversados. Dito isto, permitam-me reafirmar que não temo a crise política, se ela tiver de vir, que venha. Mais ainda: defendi que Passos Coelho devia ter-se demitido, alegando não ter capacidade para seguir o caminho que tinha escolhido para o país, logo após a decisão do Tribunal Constitucional. O meu único receio é que à pala da conversa da crise política, entreguem o poder a um qualquer Monti sem que este tenha de vir a uma campanha eleitoral explicar-me o que pretende fazer.
2. Este texto do Henrique Raposo, secundado pela Maria João Marques, é um bom ponto de partida para discutir o ar que se respira hoje em Portugal. Entendamo-nos, não é o provocar da crise política que tornará o CDS irresponsável, mas antes o facto de não ter uma verdadeira alternativa ao que está a ser feito. Se tem, alguém que me explique qual é. Depois, escreve o Henrique, que este é um «orçamento injusto e que protege o status quo». Em parte terá razão, mas torno a interrogar: que propostas tem o CDS, ou quem quer que queira chumbar o actual orçamento, para o tornar mais justo? Que outros cortes na despesa/aumentos da receita propõe o CDS enquanto partido do Governo e que Vítor Gaspar não tem aceite? O ar está cheio de retórica e politiquice, mas de concreto, nada. Não me peçam para elogiar isso, porque por norma não elogio o vazio. Como pequena nota de rodapé, acrescente-se que o mesmo Henrique que sinaliza a irresponsabilidade das estradas que foram construídas, refere-se ao OE para 2013 como um que defende o status quo, talvez ainda não tenha reparado que a construção de estradas parou e as empresas de construção civil estão quase todas à beira da falência. Um pormenor, certamente. Mas estando numa de elogios e de status quo, permitam-me fazer o elogio do Álvaro e o desprezo da Cristas.
3. Para terminar, quer-me parecer que a história que se desenrola agora tem algumas semelhanças com a que se desenrolou entre Sócrates e Passos Coelho no período 2010-11. Só muda o facto de Passos ter passado a desempenhar o papel que coube a Sócrates e Portas o que era de Passos. Da outra vez, houve um jogo do gato e do rato para apurar quem ficava com a responsabilidade de termos recorrido à troika, quando era certo que a troika, mais cedo ou mais tarde, viria. Agora, andam num jogo do gato e do rato para saber quem fica com a responsabilidade de um «segundo resgate» - perdão de dívida incluído? - quando tal começa a assumir contornos de inevitabilidade. Um jogo que tem, para mim, muito pouco interesse. por Mr. Brown n’ Os Comediantes
 
Miguel Relvas: "Não há espaço para estados de alma"
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, deixou nesta quinta-feira, na Assembleia da República, o que pareceu ser um recado às bancadas da maioria e ao ministro Paulo Portas, ao afirmar que não há espaço para "estados de alma" nem para "países imaginários”. por Rita Brandão Guerra no Publico

terça-feira, 15 de março de 2011

Bloco Central em pânico


O último truque do primeiro-ministro, que atirou o país para uma crise política inevitável, está a gerar reacções curiosas. Até agora, ainda não foi possível perceber quem está mais precupado: a maioria dos militantes do PS que vivem à sombra do Estado ou a minoria dos militantes do PSD que nunca aceitaram a liderança de Pedro Passos Coelho?

P.S.: A única certeza é que Ricardo Salgado, líder do grupo Espírito Santo, está preocupado com a possibilidade de existirem eleições antecipadas. Aparentemente, ainda não houve jantarinho, pois não? posted by RCP at
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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Quem tem medo do voto? Chamem o Figo!


Quem tem medo do voto?
Uma estranha aliança surgiu: os fiéis de Sócrates, os inimigos de Pedro Passos Coelho e a corte do costume. Esta santa aliança, que no passado apenas tinham outras moscas com outros nomes, desataram a vociferar contra a moção de censura apresentada pelo Bloco de Esquerda, esquecendo que o país não aguenta mais esta governação de ilusões e mais negociatas de Estado.
Uns não querem perder o poder e as benesses; outros têm medo que o poder caia nas mãos de quem já os conhece de ginjeira; por último, os parasitas do costume querem evitar quaisquer mudanças que os coloquem em risco.
Por tudo isto, a opção política de Francisco Louçã teve três vantagens: não agradou a esta espécie de PS; incomodou o tacitismo da nova liderança do PSD; e agitou o chiqueiro em que a estabilidade está transformada.
por RCP no
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Chamem o Figo
Apesar de Rui Pedro Soares, João Carlos Silva e Américo Tomati já não poderem dar uma mãozinha, e da PT e do Taguspark terem sido obrigados a operações mais cuidadosas, a situação complicou-se para o primeiro-ministro. Quase que apetece ironizar: Será que vamos ter, em breve, mais um pequeno almoço entre José Sócrates e Luís Figo? por RCP no
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Reduzindo-nos à condição de contribuintes o Governo aposta no ilusionismo...

Reduzidos à condição de contribuintes
Os tribunais não fazem o que têm de fazer. As polícias muito menos. Estão todos quietos. Ninguém quer chatices.
A senhora desapareceu? Tem a certeza? Arrombar a porta é muito complicado. Só dá problemas. Volte cá depois. É assim com tudo. Faz-se de conta que se faz alguma coisa inventando causas nos sectores da moda: agora é o género. Antes foram as alterações climáticas. O povinho fica entretido. E isso é que conta. Entretanto que de facto manda e pode continua a arrebanhar dinheiro. No fundo dos bolsos. O fantasma congratula-se com o dinheiro arrebanhado. E a máquina fiscal a única que de facto existe e se mexe anda por aí. Faz penhoras, executa. Para ela não há problemas com as portas. Onde os tribunais e as polícias duvidam sequer poder entrar as Finanças penhoram e vendem. Foi a isto que o socialismo nos reduziu: contribuintes. por helenafmatos no blasfemias
Governo aposta no ilusionismo
O país entrou outra vez numa vaga de ilusionismo. Apesar dos indicadores mais do que preocupantes e do dinheiro obtido nos mercados a taxas de juro incomportáveis. Com a aproximação das cada vez mais do que prováveis eleições antecipadas, o governo de José Sócrates lança mais uma vaga rosa para evitar ser corrido do poder. Mais uma vez, as receitas de 2005 e 2009 voltam em força. Agora, só é enganado quem quer. por RCP no mais actual

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Aumentos na Segurança Social


As promoções de chefias e directores da Segurança Social revelam até que ponto os desmentidos governamentais podem chegar. Aliás, o mais extraordinário é tentar convencer o pagode que os promovidos até vão ganhar menos. O mais risível neste episódio é que há sempre um membro do governo disponível para este tipo de exercício, o que pode levar a acreditar que Silva Pereira está a fazer escola em Portugal.P.S. De sublinhar que as promoções ocorreram em áreas muito especiais: informática, gestão financeira, gestão de fundos e o próprio instituto que processa as pensões os subsídios de desemprego. posted by RCP at MAIS ACTUAL


de entre o ensurdecedor silêncio algumas vozes se vão levantando...

sábado, 17 de julho de 2010

PM dessacralizado



A iniciativa política de Paulo Portas resultou. O líder do CDS/PP conseguiu retomar a agenda política após ter sido relegado para um plano secundário pelo tango entre os líderes do PS e do PSD. Ao interpretar o sentimento do cidadão comum, sugerindo a Sócrates para pedir para sair, Portas dessacralizou o primeiro-ministro, obrigando-o a uma (previsível) reacção típica de quem se agarra à cadeira do poder com todas as forças. posted by RCP em MAIS ACTUAL

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

três visões em memória do PSD


Um - Em memória do PSD
O PSD é, segundo os seus notáveis, uma agremiação medíocre, constituída por gente medíocre.
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O diagnóstico, generosamente partilhado por todos estes iluminados, é unânime: o partido, dividido entre grupos e grupinhos que se distanciam pela intriga e pela sua notória insuficiência, caminha, a passos largos, para o abismo (ou para o "suicídio colectivo", se se preferir) consumido por pequenos ódios, pequeninos interesses e pequeníssimas vaidades. No estado actual das coisas, o PSD, de acordo com os seus próprios notáveis, é uma agremiação medíocre, constituída por gente medíocre que resplandece naturalmente na sua natural mediocridade.
...
Aparentemente, é deste caldo de miséria que, segundo os mesmos notáveis, se há-de erguer, por milagre, um portentoso debate de ideias e de projectos que relance o partido junto do seu eleitorado perdido. Como? Não se sabe. Recuperando os abnegados dirigentes dos bons velhos tempos da fundação como alguns reclamam? Não parece provável. Ou "construir ideias" à força nas cabecinhas recalcitrantes que, por acção ou omissão, contribuíram generosamente para o descalabro do partido e para a sua reconhecida mediocridade? Convenhamos que parece ainda menos provável.
Por muito que isso custe a alguns teóricos da regeneração, mais do que de ideias o PSD precisa de pessoas que saibam apresentar ideias. E isso, num partido cuja elite é uma ficção, é algo que o PSD há muito que deixou de ter. O Congresso defendido pelo dr. Santana Lopes tinha, pelo menos, o mérito de revelar esta triste evidência. Se como o próprio diz "o PSD precisa de se olhar ao espelho" – é certo e sabido que o partido não irá gostar do que vai ver. Constança Cunha e Sá no
Correio da Manhã

Dois - Agora, o Bloco Central até dava jeito...
Quando alguém se lembrou de falar em Bloco Central ainda antes das legislativas quase ia caindo o Carmo e a Trindade, durante a campanha para as legislativas Manuela Ferreira Leite quase gritava “vade retro, Santanás”, o ódio dos cavaquistas, incluindo o seu alma mater, a José Sócrates era tanto e a certeza de que tudo estava a correr bem era tão grande que quase era crime abordar o assunto. Quase em uníssono os comentadores condenavam o Bloco Central, esquecendo que tal solução salvou o país na falência, apontaram-no como causa de todos os pecados da política.
O que preocupa muito boa gente é a transformação do PSD num partido autárquico, incapaz de conseguir vitórias nas legislativas, isso significa que muito boa gente habituada a ter um acesso fácil à influência do poder está e continuará a estar longe deste conforto. Agora que perderam a esperança de chegar ao poder pela via eleitoral querem-no fazer pela mão do PS, daí o apelo ao Bloco Central.
Quando esteve em causa o país todos disseram não a qualquer solução, agora que o PSD se afunda e as suas elites estão carentes das mordomias do poder já há quem proponha o Bloco Central. Agora, é tarde. in O Jumento

Três -O regresso do bloco central
Um novo desfile de vozes afinadas vão anunciar o apocalipse no caso de não haver acordo no próximo orçamento. Como se fosse qualquer coisa de dramático e inédito e não apenas uma forma da oposição parlamentar obrigar o governo a apresentar uma nova proposta.
in Mais Actual