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domingo, 13 de novembro de 2011

Hipocrisia Italiana, Hipocrisia Europeia

Berlusconi foi eleito pelos italianos. Eleito. E por mais do que uma vez. Há uma grande, grande onda de hipocrisia a perpassar toda a Itália nestas horas em que se celebra a saída de Berlusconi. Li no Facebook que Berlusconi era um jogador. Pois era e é mas está muito longe de ser o maior gambler ou o que mais determina, neste momento, o destino da União Europeia.
Esta onda anti-Berlusconi que se estende e se faz celebrar em tantos outros países da Europa lembra-me o quanto os europeus adoram odiar os políticos americanos [em especial os da direita (?)] ao mesmo tempo que poupam e protegem olimpicamente os líderes em que eles próprios votam e que elegem.
Neste momento, os big gamblers da Europa não são nem Berlusconi, nem os mercados, nem o Obama, nem os chineses (que já começam a ser uma espécie de novos judeus: não há dia em que não oiça um europeu criticá-los). Os verdadeiros big gamblers da Europa são Sarkozy e Merkel.
Soluções verdadeiras para a crise têm sido e continuarão a ser adiadas até depois das eleições na França e na Alemanha tudo porque aqueles dois têm medo de que, se implementarem agora as medidas necessárias para travar a crise, não consigam ser reeleitos.
Mas okay, em vez de se falar em Sarkozy e Merkel (e, já agora, Putin/Medvedev e Medvedev/Putin), embora lá continuar a dizer que o Berlusconi era um jogador e que o povo italiano nunca teve nada a ver com o assunto Berlusconi. por Ricardo Vicente no Forte Apache

mas ainda há ingénuos…a Santa Ingenuidade, AQUI, no mesmo blog.

sábado, 3 de abril de 2010

O que nós não conseguimos saber*


As eleições italianas converteram-se num caso patológico do jornalismo português e não só. Invariavelmente de Berlusconi não se sabe nada a não ser as palhaçadas. Mesmo notícias muito inquietantes como o seu apoio a Putin no caso dos gasodutos que deverão abastecer a Europa passam em branco no meio desta visão folclórica a que a comunicação social reduziu o governante italiano. Quando se aproximam os actos eleitorais, Berlusconi começa a ser dado como derrotado. No dia anterior às eleições é certo que vai perder. E no dia seguinte às eleições quando abro o jornal constato que Berlusconi ganhou. Como por razões que nada têm a ver com a Itália me interessa muito perceber o que leva um povo a votar num líder envolvido em casos de corrupção e que diz e desdiz uma coisa e o seu contrário muito gostaria que se fizessem notícias sobre Berlusconi e que terminassem estes exercícios sobre o que nós gostaríamos que acontecesse em Itália mas não acontece. Publicado por helenafmatos em 3 Abril, 2010 no Blasfémias

*PÚBLICO

Ps. Algumas dessas notícias tornam-se mesmo um caso de hermenêutica como o Gabriel aqui exemplificou:

Por vezes, certas notícias são escritas de uma forma tão enviesada, tão inversa aos factos, tão p.c., que é necessário um tradutor. Aqui fica o meu contributo.
No Público de hoje
diz-se:

«Mesmo assim,[Berlusconi] foi punido, através da abstenção, que terá sobretudo tocado os seus eleitores “desafectos”, segundo as primeiras hipóteses avançados por politólogos.»
Tradução: Mesmo assim, Berlusconi foi o grande beneficiado pela crescimento da abstenção, significando que parte do eleitorado não se reviu na alternativa nos partidos da esquerda, conseguindo a coligação do primeiro-ministro italiano consolidar posições e conquistar duas regiões às forças de esquerda, quando o pm tinha apontado o objectivo de vencer em apenas mais uma.

«Berlusconi terá falhado a sua dramatização e o comportamento eleitoral estará também a mudar.»
Tradução: Berlusconi obtêm uma vitória, apesar de todas as polémicas, sendo que a esquerda falhou ao não conseguir mobilizar o seu eleitorado. O comportamento eleitoral estará também a mudar.

«Com um discurso que já não é apenas xenófobo nem meramente anti-Sul, mas defensor do tecido produtivo, proteccionista e denunciador da globalização – como a exigência de limitar as importações da China…..»
Tradução: Com um discurso que ora se aproxima das teses mais xenófobas, ora partilhando de teses que são comuns às forças da esquerda mais extremista, com eco nos tradicionais partidos comunistas e em novas formações politicas que tem vindo a surgir em toda a Europa como o Bloco de Esquerda ou o Nouveu Parti Anticapitaliste francês, defensor do tecido produtivo ….»
Publicado por Gabriel Silva em 31 Março, 2010 no
BLASFÉMIAS

sábado, 5 de dezembro de 2009

portugueses na manif

Maria João, uma jovem portuguesa, decidiu participar nesta iniciativa e partilha das mesmas inquietações: «Berlusconi é suspeito de ter ligações com a Máfia, domina a comunicação social, rejeita publicar livros de Saramago, é personagem de inúmeros escândalos da esfera privada e há limites».
Apesar de reconhecer que a realidade italiana é diferente da realidade em Portugal, Maria João considera que «nenhum país está livre de um Berlusconi», mas afasta comparações com o seu homólogo português, José Sócrates.
«Não acho que José Sócrates seja um mini-Berlusconi, acho que essa comparação é insultuosa, mas considero que Portugal e os outros países correm o risco de acabar com um primeiro-ministro deste calibre», disse.
José Gusmão, deputado do Bloco de Esquerda, que se juntou à iniciativa, também condena o comportamento do chefe do Governo italiano mas «mais no papel de cidadão do que de representante do BE».
«Há neste momento uma degradação da democracia que vai para lá das políticas do Governo e que merece a nossa condenação».
«O que se passa hoje em Itália é mais do que a existência de um Governo de direita, é um sequestro da democracia que está a ser efectuado por um Governo que controla e pressiona o funcionamento da justiça e controla também a comunicação social atacando a própria liberdade de imprensa e liberdade dos cidadãos». do
Sol

… politicamente muito correctos.