Cavaco Silva teve a sua semana desastrosa, primeiro com uma declaração despropositada, e depois com uma desculpa ainda pior. Mas como esta figura pública conta com um grupo de influenciadores, bem pagos por nós, estes já estão no terreno (leia-se nos media) para limpar a imagem do actual Presidente da República.
Nada como criar um “fait-diver”, em que alguns “cavaquistas”, devidamente não identificados, vem declarar que Vítor Gaspar deve ser substituído, como se pode ler aqui.
Tratam o Ministro das Finanças como “um ultraliberal” que está a “dar cabo” do modelo do modelo social e económico construído após o 25 de Abril, e consideram que as medidas de austeridade que são impostas pela crise da dívida pública sejam concretizadas com um enquadramento que vai conduzir, acreditam, à destruição da classe média e, consequentemente, do tecido económico português, que assenta em pequenas e médias empresas, que vivem do consumo.
Nada que eu não concorde totalmente, mas o que fez Cavaco Silva para impedir estas políticas “ultraliberais”?
Mais uma vez, os políticos portugueses primeiro agem sem olhar aos interesses gerais, e depois quando os resultados começam a dar para o torto preocupam-se a arranjar bodes expiatórios.
Acredito, que estas declarações anónimas foram realizadas unicamente para disfarçar a trapalhada presidencial, mas é pena que estas opiniões “cavaquistas “ a serem verdade não sejam assumidas publicamente.
Ainda iremos ler que Cavaco Silva defendia a continuação das obras do TGV e do novo Aeroporto, que foi sempre contra os aumentos dos impostos e dos cortes dos subsídios, e “talvez” ainda tenhamos Cavaco Silva a realizar o seu discurso do 25 de Abril de cravo ao peito.





