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sábado, 26 de junho de 2010

Resíduos Sólidos Urbanos

José Mota ao responder aos comentários realizados nomeadamente por Rodrigo Lopes e Vitor Coimbra veio informar que endereçou às Juntas de Freguesia um ofício pedindo informação detalhada sobre o pagamento do RSU, pois a Câmara tem um protocolo com (algumas) freguesias para a cobrança da taxa de RSU. Igualmente informou, que a carta enviada pela Câmara aos munícipes, afinal era uma conta corrente realizada pela primeira vez este ano. A informação que foi nessa carta ou conta corrente tem a ver exactamente com o que foi solicitado às Juntas de Freguesia para que a Câmara pudesse actualizar a sua base de dados.

E confirmou, ainda, que todos os anos se cobrou a taxa de RSU.

Mas, também concordou que os munícipes não têm de guardar os documentos de vários anos, mas não concordaria que a junta de freguesia ou a câmara não tenham de guardar os documentos.  E mais disse, «se recebi uma dada quantia eu tenho a obrigação de a registar. E se o munícipe a pagou tem direito ao recibo, pode não ter guardado, mas de certeza que ele não está nos serviços. Eu não acredito que uma Junta de Freguesia tenha recebido alguma verba e não tenha dado o respectivo recibo ao munícipe».

Na sua opinião, «a dívida persiste, se não pagarem».

E já no final do debate remata com a seguinte informação: «É correcto cobrar os valores que estão para trás, porque eles foram cobrados em tempo, as pessoas ou as empresas é que não pagaram. O que nós informamos foi uma conta corrente de débitos».

Pareceria que José Mota esclareceu o problema das taxas dos anos anteriores, mas eu penso que não pelos seguintes motivos:

Primeiro, politicamente, colocar o ónus da responsabilidade desta baralhada toda nas Juntas de Freguesia, fica mal ao Executivo. Esqueceu-se de referir que nem todas as juntas têm protocolo e dá uma ideia muito má da organização e da responsabilidade das Juntas de Freguesia do Concelho. Não percebeu que ao colocar a dúvida, se os recibos são entregues ou não, levanta uma desconfiança generalizada nos munícipes. Desconhece aliás, que o recibo hoje já não é obrigatório.

Segundo, mais uma vez se esqueceu que este Executivo, está lá há cinco anos , tempo mais do que suficiente para que os serviços camarários tivessem a noção concreta de quem pagou,e de quem deve. Pior, é ter a necessidade de pedir essa informação agora às Juntas de Freguesia.

Terceiro, confundiu conceitos diferente, tais como cobrar (exigir o pagamento de algo), com pagar ou liquidar (dar dinheiro que se deve), facturar (emitir facturas de um serviço) e recibo (documento que o credor entrega ao devedor quando este liquida a sua dívida, declarando que ela foi saldada).

De facto a Autarquia enviou uma conta corrente a cobrar pela primeira vez ao fim de muitos anos, mas antes tinha que enviar as facturas e quando o munícipe (ou utente) pagasse, poder-lhe-ia ser enviado um recibo, se este o exigisse e o pagamento fosse a dinheiro.

É denso e muitos não perceberão, mas o que está em causa é que os responsáveis da Autarquia deveriam ser competentes e perceberem estes princípios básicos de Gestão.

Quarto, e para mim o mais importante. Se as facturas dos anos anteriores, tivessem sido emitidas e estivessem em dívida, tinham que aparecer na Contabilidade, nomeadamente no Balanço, na conta 21 como dívidas de Terceiros. 

Aqui ou temos um erro contabilístico "grave" ou então esta história está mal contada.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ecos de Manhuncelos

Não estive na reunião pública de Manuncelos, mas falei com quem assistiu a tudo.

Não quero contar todos os pormenores para não ser amanhã acusado de só dizer mal destas reuniões. Vou ter que esperar pela disponibilidade da acta para ser mais incisivo nos meus comentários. Por isso vou ter que esperar uns dois ou três meses que é o tempo que tem demorado a estas actas a estarem disponíveis no site da Câmara Municipal.

Agora posso avançar que a maioria está muito nervosa, principalmente o presidente que por tudo e por nada reage a qualquer crítica que lhe é realizada.

Os temas mais quentes foram discutidos, nomeadamente a questão das taxas resíduos sólidos, a desorganização dos serviços da autarquia e as penhoras que a autarquia está a ser alvo. Ainda se comentou as palavras recentes de Eduardo Cabrita sobre a situação financeira da autarquia e as recentes inaugurações das obras da REFER.

Em quase tudo o executivo foi pouco concludente, sendo que a resposta é sempre um "NIM". Assim também vamos ter também que esperar pelos esclarecimentos concretos sobre se as facturas são ou não para pagar, como foram emitidas agora facturas respeitantes a serviços de 2004, qual a razão da desorganização generalizada dos serviços e como a autarquia vai arranjar verbas no orçamento para substituir os valores penhorados.

Uma certeza que todos temos é que foram distribuídos mais uns subsídios pelas "colectividades" e que no fim de semana temos "Anho Assado".

terça-feira, 25 de maio de 2010

Não paguem as facturas da recolha do lixo

Enquanto não for esclarecido pelo Executivo da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, ou pelo menos pelos serviços responsáveis pelas "facturas" respeitantes à recolha do lixo de anos anteriores, os Marcoenses não deveriam pagar as mesmas.

Primeiro, porque tudo aponta que estão a ser cobrados serviços "eventualmente" prestados nos anos 2004 e seguintes, inclusivamente a muitos Marcoenses que na altura nem sequer residiam nas respectivas habitações. Depois, porque não está claro que possa agora ser ainda cobrado esse serviço, se realmente foi prestado. Além da atitude politicamente ser condenável, pois aguardou-se pela realização das eleições para agora se vir cobrar um valor que em muitos casos não é insignificante, também tem que se avaliar correctamente se  o Executivo não estará a cometer uma ilegalidade.

Chegou-me por vários Marcoenses a indicação que a Lei nº 12/2008 de 26 de Fevereiro no seu Artigo 10º no seu ponto 1 diz que "O direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses após a sua prestação. E que o objecto e âmbito desta Lei, pela leitura do seu Artigo 1º no ponto g), abrange claramente os "serviços de gestão de resíduos sólidos urbanos." 

Os Marcoenses não podem continuar a ser injustiçados e que a Lei neste caso não  deixe de ser aplicada correctamente. Se o Executivo, tal como disse na reunião da Assembleia Municipal de Ariz, não tem condições financeiras para gerir o Município, demita-se. Não tente é utilizar este tipo de práticas que não são aceitáveis e que os Marcoenses saberão recusar.

Não quero acreditar que a emissão destas facturas tenha sido a solução encontrada pelo Executivo para resolver o grave problema provocado pela penhora das receitas do IMI,  por causa do processo do Cine-Teatro Alameda.  Todas estas manobras orçamentais deveriam ter sido previamente debatidas e aprovadas em Assembleia Municipal.

Estes últimos acontecimentos demonstram bem o desnorte em que o Executivo se encontra por não encontrar uma solução para resolver a situação a que o Município chegou.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Facturas da recolha do lixo e obras da REFER

Apesar de toda a confusão que provocou o aparecimento de facturas de recolha de lixo referentes a anos anteriores procurei no site da câmara municipal se já haveria alguma explicação para o sucedido, o que não encontrei.

Agora, nessa minha visita ao site encontrei duas notícias referentes à inauguração da passagem desnivelada em Santo Isidoro, obra da REFER. E fiquei também a saber que a câmara desde 2005, investiu 3 milhões e 500 mil euros em pavimentações e repavimentações de estradas e caminhos. Digo só, porque comparando com o orçamento global destes cinco anos, nas minhas contas não deverá chegar a três por cento.

A responsabilidade das contas são exclusivamente minhas pelo que se estiver errado agradeço que me corrijam para não estar a enganar ninguém.

sábado, 22 de maio de 2010

Polémica com as facturas da recolha do lixo

Um pouco por todos os blogs Marcoenses começou-se a falar do assunto das facturas da recolha do lixo.

No insuspeito Marco 2009, Virgílio Costa interpela a autarquia, ao dizer que "A Câmara Municipal do Marco de Canaveses está a mandar aos seus munícipes contas da taxa de recolha de resíduos sólidos de 2009 e outros anos atrasados" mas que "que aparecem contas de anos anteriores que os utentes dizem terem pago nas juntas de freguesia". Poderia é ter esclarecido quais as juntas de freguesia em causa.


Na Janela Marcoense refere-se que é Realmente Escandaloso, onde é dito que os Marcoenses "têm recebido contas da CAMARA MUNICIPAl, relativas ao pagamento da recolha de lixos, referentes aos anos de 2004 a 2009", e "essas facturas já foram cobradas". É também dito por Vitor Hugo Almeida que "como não encontro os recibos que comprovem o pagamento, não posso comprovar que a factura tenha sido pago. daí o meu dever será pagar a mesma.".

Num dos comentários a esse post é dito que "há mais de 4 anos que não recebia a factura do lixo, e continuou assim , durante a este executivo com unico objetivo de enganarem as pessoas, para a levarem a pensar que com este executivo, não se pagava a taxa do lixo".

Fica-se na dúvida se esses Marcoenses terão recebido ou não as respectivas facturas e se as terão ou não já regularizado. Eu fico na dúvida se os Marcoenses esperarão ou não que este tipo de serviços deve ou não ser sujeito a uma taxa ou se deverão ser gratuitos, e neste caso que alguém pague estes serviços por nós. Fica-se na dúvida porque só agora se está regularizar estas situações. Fica-se na dúvida de será simplesmente uma sabotagem dos computadores ou um erro dos serviços.

Espero que os Marcoenses possam ser rapidamente esclarecidos se tudo isto é só fruto de boatos sem razão de ser ou se existe uma explicação lógica para estas "facturas".