Quarta-feira, 7 de Outubro de 2009
A revelação
Uma referência mais, à esquerda
"JUNTAR FORÇAS"
Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
O "impagável bobo" quer "esmiuçar"
Calma aí, senhor C. Barbosa !
O senhor Carlos Barbosa, como cidadão, pode ter as opções partidárias que muito bem entenda e manifestar as suas opiniões, como lhe aprouver. Como presidente do ACP não tem, nem competência, nem legitimidade para tomar a posição que tomou, posição que, além do mais, não é fundamentada, pois as dificuldades que aponta já não são de agora. Permito-me, aliás, salientar que, pelo menos em relação à entrada do Liceu Francês, na Avenida Duarte Pacheco, a situação é, actualmente, bem mais caótica do que antes da construção do Túnel do Marquês, de que ele é defensor, segundo consta.
Acontece que sou sócio do ACP e, nessa qualidade, repudio a sua tomada de posição, sobretudo porque viola gravemente o estatuto da associação a que preside (infelizmente, pelos vistos) associação que os seus órgãos ou dirigentes não podem envolver na luta política, pois não é uma associação política. Isto dito, devo declarar que se o cavalheiro vier a recandidatar-se ao lugar, não contará com o meu voto. Seguramente. E tenho dito.
Almada não é do PCP...
Eleições autárquicas (Almada) - "A diferença de fazer diferente"
Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Isto é mesmo só para contrariar !
Desculpem lá esta "colherada" !
Que pressa é essa ?
Implantação da República: o sim e o não

"Nem gregos, nem romanos"
Avifauna portuguesa # 69 : Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca)
Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca Pallas)
Domingo, 4 de Outubro de 2009
A "Verdade" a que continuamos a ter direito
Adriano Nobre, jornalista que acompanhou a campanha do PSD"
Eleições autárquicas (Almada) - O futuro com letra pequena
É, antes, assim.
O "profeta" na sua terra
"Ódio velho não cansa"´?
O futuro do PSD, segundo Vasco
Eleições autárquicas (Almada) III
"Este Programa dá corpo a um contrato entre o PS e os cidadãos de Almada. Foi elaborado de modo participado e vai ser acompanhado do mesmo modo.
O Conselho de Cidadãos que aceitou apoiar o PS nas eleições autárquicas de 2009 participou na sua elaboração, nas diversas fases e será chamado regularmente a fiscalizar a sua execução, criando em Almada um novo mecanismo de co-decisão política que engloba mas transcende o partido político que lhe dá corpo.
Este contrato é celebrado entre o PS e os cidadãos que apoiam a candidatura em nome do Futuro, 35 anos depois e orientará a nossa acção no próximo mandato.
Escolhemos também dar-lhe uma estrutura que facilite a sua fiscalização. Ele tem uma visão orientadora, tem um número restrito de programas estratégicos e identifica novas políticas. Nele se definem prioridades, se quantificam metas e se identificam resultados a atingir.
Aqui não encontrará um catálogo de medidas, mas o enunciado das direcções através das quais queremos fazer a mudança e a diferença em relação à política municipal do passado.
Por isso, em nome dos candidatos socialistas ao município de Almada e do Conselho de Cidadãos que apoia o Futuro, 35 anos depois, queremos convidar-vos a lerem-no e a mandarem, ainda agora, sempre, as vossas sugestões.
Este programa está vivo e nas reuniões regulares do Conselho de Cidadãos será permanentemente revisitado. Em www.almada2009.com estará uma porta sempre aberta para o seu contributo, porque nós queremos novas ideias para novas soluções e não nos fechamos em dogmatismos herdados do passado.
Temos hoje ideias claras para dar corpo à nossa ideia para o futuro de Almada:
• Aumentar a mobilidade e devolver a vida ao centro da cidade, revogando o plano Mobilidade XXI, completando as infraestruturas viárias e colocando todos os pontos do concelho a uma distância inferior a 30 minutos do centro, em transporte público;
• Tornar o concelho mais cosmopolita, potenciando muito melhor a relação com Lisboa, o rio e o mar, adoptando uma estratégia ofensiva de captação de investimento moderno e emprego, em competição com os outros pólos da área Metropolitana de Lisboa, afirmando-o como um concelho ambientalmente sustentável, tornando-o num pólo de nível nacional das artes do espectáculo e afirmando a Costa da Caparica como grande complexo de praias da capital do país, activo todo o ano;
• Reequilibrar urbanisticamente o concelho, investindo na renovação urbana que tem estado bloqueada, qualificando as áreas degradadas e apoiando a reconversão das AUGI, que têm sido esquecidas e metade das quais continuam por reconverter passadas décadas, implicando diversas consequências urbanísticas e sociais;
• Apoiar as famílias trabalhadoras, pela melhoria dos serviços à população, com destaque para os transportes colectivos e para a escola pública, construindo as 60 salas de aula que faltam, distribuindo gratuitamente os manuais escolares do 1º ciclo ,garantindo às famílias a escola pública a funcionar das 7 às 19 horas para todos e cuidando dos cuidadores, ou seja, desenvolvendo serviços de apoio às famílias que têm pessoas dependentes no seu seio;
• Fazer de Almada um concelho socialmente mais coeso, com uma nova estratégia de apoio ao idosos, combatendo o seu isolamento e promovendo o desenvolvimento social, em particular nos bairros mais carenciados, pela aposta em parcerias com os agentes locais e numa nova política social de habitação, sem novas concentrações de pobreza. "
Sábado, 3 de Outubro de 2009
Eleições autárquicas (Almada) II
O modelo de gestão que foi seguido no passado não tem só defeitos, mas as suas virtudes foram-se esgotando e a perda de energia tornou-se notória, aumentando também a dificuldade em manter sintonia com os problemas dos cidadãos.
A esse modelo contrapomos agora um outro. Estamos voltados para o futuro. Queremos introduzir novas ideias, novos métodos de acção, uma nova concepção do poder local.
A autarquia deve ser estratega do desenvolvimento do concelho, afastada das disputas político-partidárias tradicionais e estar concentrada em construir parcerias de sucesso, indo ao fim do mundo, trabalhando com quem tiver que trabalhar, com lealdade, para melhorar os destinos do concelho.
Almada precisa de quem tenha novas soluções e não de quem repita velhas queixas, de quem se empenhe totalmente na solução dos problemas e não de quem deles queira alimentar plataformas reivindicativas.
Trinta e cinco anos depois, o concelho já não é mais uma periferia operária de Lisboa. Hoje é composto por duas cidades – Almada e Costa da Caparica – que devem ser centros cosmopolitas da grande capital do país.
Hoje tem um potencial económico que tem que ser aproveitado para atrair novos investimentos geradores de emprego.
Hoje tem milhares de novos residentes que o escolheram por aqui quererem usufruir de uma qualidade de vida que está ao nosso alcance melhorar drasticamente.
Hoje é um concelho com famílias trabalhadoras que precisam de ser devidamente apoiadas e populações envelhecidas que carecem de ser assistidas. Hoje é, também e infelizmente, um concelho que não resolveu o problema das AUGI, que tem concentrações terríveis de pobreza e que corre o risco de vir a ser problemático em termos de segurança.
Mas Almada tem também problemas que se acumularam por força de erros de gestão autárquica que foram cometidos.
A gestão da introdução do Metro do Sul to Tejo foi desastrosa. Faltaram medidas compensadoras do risco de desertificação do centro da cidade. Houve negligência no acompanhamento do crescimento da Costa da Caparica. Deixou-se edificar verdadeiros guetos urbanos.
Agora podemos mudar de rumo, se os cidadãos quiserem. Aqui podem conhecer o que pensamos e porque achamos que mudar de gestão autárquica é essencial. Nestas eleições autárquicas, é Almada que está em jogo.
Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
"Tempestade" no Verão, "bonança" no Outono ?
Tu quoque, VPV?
Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Cavaco versus Cavaco
No Conselho de Ministros de 23 de Abril passado foi aprovado um decreto-lei, assinado por Fernando Teixeira dos Santos e pelo próprio José Sócrates, que alterava o diploma que define a lei orgânica e o quadro de pessoal da secretaria-geral da Presidência da República.
"Tendo em conta as necessidades operacionais da Presidência da República, o presente decreto vem criar uma nova unidade orgânica incumbida da coordenação das actividades relacionadas com a gestão dos sistemas e tecnologias de informação", lê-se nas justificações apresentadas pelo Governo para criar este novo organismo autónomo em Belém.
Este decreto lei, o 132/2009, de 2 de Junho (data da publicação no Diário da República), acrescenta aos serviços da secretaria-geral da Presidência uma nova direcção: a Direcção de Serviços de Informática.
Até essa data, só existiam quatro direcções em Belém: Direcção de Serviços Administrativos e Financeiros, Direcção de Serviços de Apoio e Relações Públicas, Direcção de Serviços de Documentação e Arquivo e ainda o Museu da Presidência da República.
O diploma aprovado pelo governo socialista atribui um conjunto de competência a esta nova direcção encarregada dos assuntos informáticos:
- Planear e coordenar as actividades relacionadas com a estratégia e os sistemas e tecnologias e informação da secretaria-geral da Presidência, com o objectivo de garantir a sua qualidade e optimização;
- Apoiar a definição das políticas e objectivos relacionados com os sistemas e tecnologias de informação;
- Participar na elaboração de planos de actividades e orçamentos anuais;
- Planear e coordenar estudos e projectos para melhoria ou reestruturação dos sistemas de informação;
- Controlar as condições de funcionamento dos sistemas e tecnologias;
- Propor a actualização das tecnologias, sistemas e equipamentos;
- Analisar e seleccionar propostas de fornecedores;
- Gerir e supervisionar as equipas de trabalho."
"A Presidência da República tem desde Junho deste ano total autonomia para gerir a sua própria rede informática. E quem deu a Belém esta autonomia foi José Sócrates, com quem Cavaco Silva está agora em guerra aberta."
(Fonte)
Se a notícia transcrita é verdadeira (e não é suposto que o que vem publicado no DR seja uma ficção) a quem é que Cavaco Silva pode imputar as "vulnerabilidades" a que aludiu, senão a ele próprio?
ADENDA:
O "caso" Cavaco versus Cavaco ganha mais consistência com a informação de que "A nomeação do Director dos Serviços de Informática ocorreu em 1 de Julho de 2009, na sequência, naturalmente, da criação da Direcção dos Serviços de Informática referida na notícia acima reproduzida. Se a nomeação é da sua responsabilidade e se tem razões de queixa em matéria de "vulnerabilidades", Cavaco Silva só se pode queixar de si próprio. Não será assim ?
Haja calma !
Isto disto, passo a outro ponto que se prende com o futuro próximo.A notícia de que o "Presidente marcou para amanhã audiência com secretário-geral do PS" tem dado origem a algumas interrogações sobre o próximo futuro e é este o ponto que de que agora me ocupo, para dizer:
I. É evidente que as relações pessoais entre Cavaco Silva e o actual primeiro-ministro atingiram um ponto de não retorno, pese embora a contenção e o sentido de Estado de que José Sócrates deu provas e continua a dar;
II. Tal facto, no entanto, não me parece que constitua nenhum drama, pois o importante é que as instituições democráticas funcionem e tenho como certo que a natureza da relações pessoais, sejam elas boas ou más, entre os titulares de órgãos de soberania, ainda que não seja irrelevante, não impede o regular funcionamento das instituições, pois este é assegurado pelo acatamento e observância das regras constitucionais. Por isso, digo: haja pois calma!
Adenda:
Por muito impossível que a mim me pareça, a hipótese de Cavaco Silva não vir a indigitar José Sócrates como primeiro-ministro do próximo Governo é discutida aqui, citando opiniões de vária proveniência. Insisto, pelas razões acima adiantadas, que não vale a pena criar efabulações sobre a questão.
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Afinal, enganei-me !
Pacheco a presidente !
Sócrates e o "caso das escutas"
Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Suicídio em directo
Em resposta à comunicação de Belém, a declaração do PS*, lida por Silva Pereira, limita-se a citar factos (que são conhecidos) que contradizem a leitura que Cavaco Silva faz de todo este "caso". Factos são factos e contra factos não há fantasias que lhe valham.
Definitivamente: a comunicação de Cavaco Silva mostra à evidência que a paranóia tomou conta do Palácio de Belém. O país não pode ter como presidente da República, alguém que, manifestamente, distorce a realidade. A bem da República, Cavaco Silva deve resignar. Não vejo que ele tenha outra saída depois do ataque por ele dirigido ao partido que acaba de sair vencedor das eleições legislativas, não tendo qualquer facto em que baseie as suas acusações.
Eleições autárquicas (Almada)
Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Será desta ?
Trabalho de Hércules
Não podendo contar com a cooperação por parte do inquilino de Belém, como hoje é claro, e não dispondo, à partida, de uma maioria parlamentar, José Sócrates tem pela frente uma tarefa digna de Hércules. Todavia, a sua capacidade de resistência, a sua determinação e coragem (qualidades de que já deu abundantes provas) dão a esperança de que consiga levar a nau a bom porto. Ele é, de resto, no momento presente, a única alternativa possível para capitanear o barco. Haja, pois, fé ! "Magra vitória" ou "vitória de Pirro" ?

Desculpas de mau "pregador"

Domingo, 27 de Setembro de 2009
Eleições Legislativas 2009 - As "vitórias" e o futuro
Percentagem de votos:
Número de deputados na próxima legislatura (antes de apurados os votos pelos círculos da emigração):
2. O PSD, não obstante as expectativas criadas com a sua vitória nas eleições europeias, não só não conseguiu capitalizar tais expectativas, vencendo as legislativas, como não viu confirmado o "empate técnico" que as sondagens lhe atribuíram durante longo tempo. A meu ver, para além do mérito da campanha do PS, o resultado fica a dever-se, sobretudo, à fraqueza da actual liderança e à estratégia errada seguida na campanha eleitoral, uma "campanha reles" como já a classifiquei anteriormente. O PSD, com o exemplo da campanha eleitoral para as anteriores eleições legislativas, já devia ter chegado à conclusão de que as campanhas negativas não são especialmente apreciadas pelo eleitorado. Mas os "filósofos" e "historiadores" de serviço, não aprendem, pelos vistos, com as lições da história. A "vitória" da "Verdade" (verdadinha) vai ter que esperar.
3. O CDS/PP foi indubitavelmente, por mérito próprio da sua campanha (bem mais moderada do que a do PSD - que se encarregou, sponte sua, da parte "suja" da campanha - e mais centrada nas suas propostas), um dos vencedores destas eleições e Paulo Portas, uma vez mais tem razões de queixa das sondagens, incluindo as sondagens à boca das urnas, que admitiam que, em número de deputados, ficaria atrás do BE, para, no final, se concluir que fica com mais 5 deputados do que este partido.
5. O PCP, através da votação averbada à CDU, viu-se remetido para a 5ª posição no hemiciclo de S. Bento, com 15 deputados, número que, neste momento, dou sob reserva, por ignorar se o PEV, integrante da coligação, conseguiu eleger algum dos seus candidatos. Teve a "vitória" que nunca, mas nunca, falha. No discurso do PCP.
Obervação dos dias (XVI) : Eleições legislativas 2009
Observação dos dias (XXIV): Confiança (II)
(Clicando, amplia)
Observação dos dias (XXIV): Confiança (I)
Observação dos dias (XXIII): Desconfiando...
Sábado, 26 de Setembro de 2009
Observação dos dias (XXI): Abstenção
Observação dos dias (XIX): Indecisão
(Clicando na imagem, amplia)
Observação dos dias (XVIII): Em reflexão profunda
(Clicando na imagem, amplia)
Observação dos dias (XVII): Em reflexão
(Clicando na imagem, amplia)
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Mais um com falta de ar
Por favor, feche a "loja"!
Antes esquerda "caviar"?
Alerta Laranja (último)...
Por João CoisasAinda a tempo: O despacho da "mordaça"
(Clicando, amplia)
O Conselho da Europa também entra na campanha
Eu "pecador" me confesso

Ainda a tempo: As novidades de Louçã
Cito:
"O BE defende uma avaliação de professores formulada por entidades externas, por institutos"
À atenção dos jovens:
Cito:
Bloco defende Serviço Militar Obrigatório
À atenção dos investigadores e cientistas:
Cito:
As Propostas do Bloco
...
«Assumir o controlo público da investigação científica e da tecnologia, dando prioridade às alternativas no campo das energias renováveis e da eficiência energética que permitam o uso democrático dos recursos»
À atenção dos Utentes do SNS:
Cito:
Oposição do BE ao cheque-dentista !?
Aos eleitores em geral:
Propõe:
"A transformação do regime do IRS para um efectivo englobamento, com o essencial dos rendimentos a serem tratados da mesma forma, com a simplificação e redução do sistema de deduções e benefícios ao estritamente necessário nas despesas de saúde e educação e com maior progressividade fiscal (criação de um novo escalão de 45%)";
Defende que:
-"Devem ser eliminados integralmente todos os incentivos fiscais aos produtos privados de poupança para a reforma ou às despesas em educação ou de saúde, nas áreas em que haja oferta pública;"
E "compromete-se
com uma política de nacionalização do sector da energia."
(Os sublinhados são meus)
Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Testes, a uma hora destas ?
Segundo o "Público" on line, a arruada do PSD na baixa do Porto, reuniu, hoje, centenas de pessoas e contou com tudo um pouco, desde um despique de gritaria entre apoiantes social-democratas e socialistas, a manifestações de fé militante (“A gente faz por acreditar. É como com Fátima”) até gritos de “Vitória, vitória”, por parte da JSD, enquanto uma assistente contrapunha “É vitória, é vitória, mas está de molho...”.No final, o Dr. Rui Rio proclamou "que Ferreira Leite 'passou o teste' do Porto".
Uma afirmação destas carece de alguma explicação, pois não parece muito curial que a uma horas destas, a dois dias do termo da campanha eleitoral, o PSD ainda ande a fazer testes à sua liderança. No mínimo dos mínimos, os testes teriam de ser feitos antes de iniciar a viagem por essa estrada fora. Isto julgo eu, que, todavia, não estou inteiramente a par das últimas alterações ao Código. Reconheço a minha falha neste particular e por isso passo adiante.
Sucede, porém, que pouco depois, o mesmo jornal inseria uma outra notícia, onde, em título, se escreve: "Milhares de pessoas exultam com Sócrates no Porto " e no desenvolvimento da notícia, se afirma: "Da Praça da Batalha até ao Mercado do Bolhão, milhares de pessoas juntaram-se para tentar ver e tocar no líder do PS, 'esmagando' a memória deixada pouco antes pela arruada social-democrata."
Legislativas - Últimas Sondagens (IV)

Legislativas - Últimas Sondagens (III)
CDS-PP:8,6%;
Legislativas - últimas sondagens (II)

Como o quadro contém os dados da sondagem anterior da mesma empresa, está tudo dito. Cada um pode tirar as suas conclusões.
O Professor é que sabe
Andará bom da cabeça ?
Ai as décimas !
Antecipando mais uma sondagem
O Papa também entra na campanha ?
Legislativas - últimas sondagens (I)
CDS-PP: 8,2%;
CDU: 7,2%;
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Disse "Magalhães ?
O vice-presidente do grupo parlamentar do PSD e membro da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência Pedro Duarte acusou hoje o Governo de recorrer a “desculpa de mau pagador” ao justificar o adiamento da decisão sobre os computadores Magalhães com o período eleitoral.AVANÇAR PORTUGAL !
Junto-me à campanha em que estamos a assistir a um crescendo.
Nem com uma flor !
Post scriptum: Sendo certo que José Junqueiro nem chega a citar o ex-presidente do Conselho de ministros, tanta susceptibilidade da drª Leite, que já foi bem mais longe, em matéria de suspeitas, insinuações e acusações (a "asfixia democrática" de que ela fala a toda a hora e sobre a qual vai continuar a falar, "até à exaustão", é só, a meu ver, a mais grave) leva-me a crer que o desespero de que fala não é o dele (PS) mas o dela. E compreende-se. Levando, por uma vez, as suas palavras a sério, a senhora está mesmo "exausta". Ou antes, "acabada", para utilizar uma expressão, não dela, mas minha.
(Na imagem: inflorescência de Campsis radicans (L.) Seem. - Clicando na imagem, amplia)
Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Por onde anda o "acordo" ?
O "papão"
OCDE entra na campanha ...
OCDE recomenda investimentos nas novas tecnologias
A OCDE recomenda aos países europeus que apostem nos investimentos em infra-estruturas, designadamente, na banda larga e em tecnologias limpas. Assim, a OCDE prevê que seja mais fácil a saída da crise, com benefícios na oferta, por um lado, e como incentivo à actividade, no curto prazo. O s governos devem também manter, ou aumentar, os investimentos na educação e na formação para melhorar os recursos humanos. As recomendações são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico que, para travar o desemprego, sugere a redução das contribuições para a Segurança Social. Nicolau Santos, especialista da Antena 1 em assunto de economia e director adjunto do semanário Expresso, analisa estas recomendações."
O comentário de Nicolau Santos pode ser ouvido aqui, sítio donde também foi extraído o texto supra.
Da arte de bem tirar o cavalinho da chuva
(Editorial de José Manuel Fernandes (JMF) hoje publicado na edição impressa do "Público" e também acessível on line).
***
"Mísera e mesquinha" e politicamente "suicida"
"Mísera e mesquinha"
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Mudando de assunto: Avifauna portuguesa # 68 - Poupa (Upupa epops)
O ricochete (I)
Estória do fogo e do "bombeiro" queimado
Os fogos, qualquer bombeiro experiente o sabe, só se conseguem apagar, se se actuar logo que são ateados. Se se deixam alastrar as labaredas, até o bombeiro se arrisca a sair queimado. No caso do fogo ateado pela notícia do PÚBLICO sobre o caso das alegadas escutas, o bombeiro permaneceu demasiado tempo no "Pulo do Lobo" e deixou, propositadamente, que o fogo se propagasse. A decisão, ora tomada pelo inquilino de Belém de afastar Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação Social chega muito tarde. Não só não apaga o fogo, como é certo que o "bombeiro" se não está completamente queimado, está, pelo menos, bem chamuscado. E acabou, acho eu.Adenda:
Domingo, 20 de Setembro de 2009
Vale a Pena Ficar de Olho Nesse Blogue!
É bom de ver, para quem passe por aqui, que a atribuição deste selo ao "Terra dos Espantos" pelo Carlos Santos, autor de O Valor das Ideias só se pode compreender tendo em conta a sua muita gentileza. Em todo o caso, porque muito respeito a sua opinião (por alguma razão O Valor das Ideias figura "Em Destaque" na coluna da direita) aceito o selo e agradeço penhorado.Uma campanha reles
A tramóia e um homem sem vergonha
" Na sequência da última crónica do provedor, instalou-se no PÚBLICO um clima de nervosismo. Na segunda-feira, o director, José Manuel Fernandes (J.M.F.), acusou o provedor de mentiroso e disse-lhe que não voltaria a responder a qualquer outra questão sua. No mesmo dia, J.M.F. admoestou por escrito o jornalista Tolentino de Nóbrega (T.N.), correspondente do PÚBLICO no Funchal, pela resposta escrita dada ao provedor sobre a matéria da crónica e considerou uma "anormalidade" ter falado com ele ao telefone. Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do PÚBLICO (certamente com a ajuda de técnicos informáticos), tendo estes procedido à detecção de envios e reenvios de e-mails entre membros da equipa do jornal (e presume-se que também de e para o exterior). Num momento em que tanto se fala, justa ou injustamente, de asfixia democrática no país, conviria que essa asfixia não se traduzisse numa caça às bruxas no PÚBLICO, que sempre foi conhecido como um espaço de liberdade.
A onda de nervosismo, na verdade, acabou por extravasar para o próprio mundo político, depois de o Diário de Notícias ter publicado anteontem um e-mail de um jornalista do PÚBLICO para outro onde se revelava a identidade da presumível fonte de informação que teria dado origem às manchetes de 18 e 19 de Agosto, objecto de análise do provedor. A fuga de informação envolvia correspondência trocada entre membros da equipa do jornal a propósito da crónica do provedor. O provedor, porém, não denuncia fontes de informação confidenciais dos jornalistas - sendo, aliás, suposto ignorar quem elas são -, e acha muito estranho, inexplicável mesmo, que outros jornalistas o façam. Mas, como quem subscreve estas linhas não é provedor do DN, sim do PÚBLICO, nada mais se adianta aqui sobre a matéria, retomando-se a análise que ficou suspensa há oito dias.
Em causa estavam as notícias dando conta de que a Presidência da República (PR) estaria a ser alvo de vigilância e escutas por parte do Governo ou do PS. O único dado minimamente objectivo que a fonte de Belém, que transmitiu a informação ao PÚBLICO, adiantara para substanciar acusação tão grave no plano do funcionamento do nosso sistema democrático fora o comportamento "suspeito" de um adjunto do primeiro-ministro (PM) que fizera parte da comitiva oficial da visita de Cavaco Silva (C.S.) à Madeira, há ano e meio. As explicações eram grotescas - o adjunto sentara-se onde não devia e falara com jornalistas -, mas aceites como válidas pelos jornalistas do PÚBLICO, que não citavam qualquer fonte nessa passagem da notícia (embora tivessem usado o condicional).
A investigação do provedor iniciou-se na sequência de uma participação do próprio adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo (R.P.F.), queixando-se de não ter sido ouvido para a elaboração da notícia, apesar de T.N. ter recolhido cerca de seis meses antes a sua versão dos factos. O provedor apurou que na realidade T.N., por solicitação de um dos autores da notícia, o editor Luciano Alvarez (L.A.), já compulsara no Funchal, logo após a visita de C.S., e enviara para a redacção informações que se convergiriam com aquilo que R.P.F. lhe viria a afirmar um ano depois (e que o correspondente entendeu não ter necessidade de comunicar a Lisboa, convencido de que o assunto morrera). Esses dados, contudo, não haviam sido utilizados na notícia (foi por tê-lo dito na crónica que o provedor recebeu de J.M.F. o epíteto de mentiroso, não tendo recebido entretanto as explicações que logo lhe pediu). O provedor inquirira J.M.F e L.A. sobre as razões dessa omissão mas não obtivera resposta.
Quanto ao facto de não se ter contactado o visado para a produção da notícia, como preconiza o Livro de Estilo do PÚBLICO ("Qualquer informação desfavorável a uma pessoa ou entidade obriga a que se oiça sempre 'o outro lado' em pé de igualdade e com franqueza e lealdade"), respondeu L.A. ao provedor: "Ao fim do dia da elaboração da notícia, eu próprio liguei para Presidência do Conselho de Ministros [PCM], para tentar uma reacção de R.P.F., mas ninguém atendeu. Cometi um erro, pois deveria ter, de facto, ligado para São Bento, pois sabia bem que era aí que R.P.F. habitualmente trabalhava, já que uma vez lhe tinha telefonado para São Bento para elaboração de outra notícia".
Numa matéria desta consequência, em que se tornaria crucial ouvir o principal protagonista, o provedor regista a aparente escassa vontade de encontrar R.P.F., telefonando-se ao fim do dia (em que presumivelmente já não estaria a trabalhar) e para o local que o jornalista sabia ser errado. A atitude faz lembrar os métodos seguidos num antigo semanário dirigido por um dos actuais líderes políticos (que por ironia tinha por objectivo destruir politicamente C.S., então PM), mas não se coaduna com a seriedade e o rigor de que deve revestir-se uma boa investigação jornalística. Se o jornal já possuía a informação há ano e meio, porquê telefonar ao principal protagonista pouco antes do envio da edição para a tipografia? É um facto que R.P.F., segundo afirmou ao provedor, estava então de férias, mas isso não desculpa a insignificância do esforço feito para o localizar.
Também J.M.F. reconheceu ao provedor "o erro de tentar encontrar R.P.F. na PCM e não directamente na residência oficial do PM", acrescentando, porém: "Tudo o mais seguiu todas as regras, e só lamentamos que os recados deixados a R.P.F. não se tenham traduzido numa resposta aos nossos jornalistas, que teria sido noticiada de imediato, antes no envio de uma queixa ao provedor - a resposta não impediria que se queixasse na mesma, mas impediu-nos de noticiar a sua posição e de lhe fazer mais perguntas".
O provedor considera, porém, que nem "tudo o mais seguiu todas as regras". As notícias do PÚBLICO abalaram os meios políticos nacionais, e o próprio PM as comentou, considerando o seu conteúdo "disparates de Verão". O assunto era, pois, suficientemente grave para o PÚBLICO, como o jornal que lançou a história, confrontar a sua fonte em Belém com uma alternativa: ou produzia meios de prova mais concretos acerca da suposta vigilância de que a PR era vítima (que nunca surgiram) ou teria de se concluir que tudo não passava de um golpe de baixa política destinado a pôr São Bento em xeque. Não tendo havido qualquer remodelação entre os assessores do Presidente da República (PR) nem um desmentido de Belém, era, aliás, legítimo deduzir que o próprio C.S. dava cobertura ao que um dos seus colaboradores dissera ao PÚBLICO. Mais significativo ainda, o PÚBLICO teria indícios de que essa fonte não actuava por iniciativa própria, mas sim a mando do próprio PR - e essa era uma hipótese que, pelo menos jornalisticamente, não poderia ser descartada. Afinal de contas, o jornal até podia ter um Watergate debaixo do nariz, mas não no sentido que os seus responsáveis calculavam.
No prosseguimento da cobertura do caso, o passo seguinte do PÚBLICO deveria, logicamente, consistir em confrontar o próprio PR com as suas responsabilidades políticas na matéria. Tendo o provedor inquirido das razões dessa inacção, respondeu J.M.F.: "O PÚBLICO tratou de obter um comentário do próprio Presidente, mas isso só foi possível quando este, no dia 28 [de Agosto], compareceu num evento em Querença previamente agendado, ao qual enviámos o nosso correspondente no Algarve. Refira-se que, quando percebemos que não conseguiríamos falar directamente com o PR para a sua residência de férias, verificámos a sua agenda para perceber quando ia aparecer em público, tendo notado que a notícia saíra da Casa Civil exactamente antes de um período relativamente longo em que o Presidente não tinha agenda pública".
Em Querença, C.S. limitou-se, porém, a invocar "os problemas do país" e a apelar para "não tentarem desviar as atenções desses problemas", tendo faltado a pergunta essencial: como pode o PR fazer declarações altruístas sobre a situação nacional e ao mesmo tempo caucionar (se não mesmo instigar) ataques abaixo da cintura lançados de Belém sobre São Bento? E, como qualquer jornalista político sabe, havia muitas maneiras de confrontar a PR com a questão e comunicar ao público a resposta (ou falta dela), não apenas andando atrás do inquilino de Belém.
Do comportamento do PÚBLICO, o provedor conclui que resultou uma atitude objectiva de protecção da PR, fonte das notícias, quanto aos efeitos políticos que as manchetes de 18 e 19 de Agosto acabaram por vir a ter. E isto, independentemente da acumulação de graves erros jornalísticos praticados em todo este processo (entre eles, além dos já antes referidos, permitir que o guião da investigação do PÚBLICO fosse ditado pela fonte da PR), leva à questão mais preocupante, que não pode deixar de se colocar: haverá uma agenda política oculta na actuação deste jornal?
Noutras crónicas, o provedor suscitou já diversas observações sobre procedimentos de que resulta sempre o benefício de determinada área política em detrimento de outra - não importando quais são elas, pois o contrário seria igualmente preocupante. Julga o provedor que não é essa a matriz do PÚBLICO, não corresponde ao seu estatuto editorial e não faz parte do contrato existente com os leitores. É, pois, sobre isso que a direcção deveria dar sinais claros e inequívocos. Não por palavras (pois a coisa mais fácil é pronunciar eloquentes declarações de isenção), mas sim por actos.”
À interrogação formulada pelo Provedor sobre se haverá uma agenda política oculta na actuação do jornal, parece-me difícil não responder afirmativamente. Só que a agenda não é oculta, pois está bem à vista que JMF, acolitado por Luciano Alvarez (e não só) e contando com o empenho militante de Pacheco Pereira, colunista do PÚBLICO e censor encartado, tem levado a cabo uma estratégia de transformar o "PÚBLICO" num órgão oficioso de Belém e num promotor de um partido (o PSD). Foram, no entanto, longe de mais e hoje a tramóia está à vista de toda a gente. Só não a vê quem teima em fechar os olhos.
Posto isto, parece-me importante e justo dizer que, como leitor habitual, não confundo o "PÚBLICO" com o seu director e seus comparsas, pois o jornal, não obstante os esforços daquele e destes, em sentido contrário, continua a ser um espaço onde é possível encontrar o confronto de opiniões e liberdade de expressão. A manutenção do actual Provedor do leitor (já, em tempos, louvado por estas bandas) é um bom sinal nesse sentido.
Sábado, 19 de Setembro de 2009
Professores? Duvido
"Acabado Silva"
O comportamento de Cavaco Silva, no caso das suspeitas sobre as alegadas escutas, é indigno de um Presidente da República.Louçã, o "mártir" e os "favores"
Observação dos dias (XVI)
Legislativas: mais sondagens (Registo)
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Sondagem INTERCAMPUS para a TVI, realizada entre os dias 12 e 15 de Setembro de 2009,
"Os socialistas atingem os 32,9%, enquanto o PSD se fica pelos 29,7%. O bloco de Esquerda destaca-se na terceira posição, com 12%, enquanto a CDU se fica pelos 9,2% e o CDS-PP pelos 7%.
71,8% das pessoas disseram que vão votar de certeza; 7,8% disseram que têm a intenção de ir votar, mas é possível que decidam não fazê-lo; 6,4% tanto podem decidir votar como pode decidir não votar; 3,3% não têm intenção de votar, mas é possível que venham a votar; 10,6% não estão a pensar votar." (Fonte)
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Registo apenas. As sondagens são tantas e quase diria para todos os gostos que não dá para mais. E "gato escaldado de água fria tem medo".
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Os Gato Fedorento "esmiuçam" os "mabalarismos" da Drª Leite
Este senhor não está nada bem
Retomo este título a propósito da reacção de Cavaco Silva à história do "Assessor do Presidente [que] encomendou [o] caso das escutas" hoje publicada no Diário de Notícias, porque tal reacção mostra mesmo que o senhor não está nada bem.Notícias à moda do Zé Manel e do patrão
Elefante e bailarino? Ná !
Pergunta:
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Este senhor não está nada bem
«Quando chega a esta hora e tenho de vir dizer umas palavras sinto uma certa atrapalhação, tendo presente a audiência que tenho pela frente, jornalistas», confessou o Presidente da República, Cavaco Silva, na cerimónia de entrega dos Prémios Gazeta 2008, que decorreu no auditório da Caixa Geral de Depósitos.Por isso, relatou Cavaco Silva, hoje ao final da tarde chamou um assessor para que o aconselhasse sobre o que dizer.
«Elogie os jornalistas, elogie a comunicação social, sublinhe a isenção, a independência, a objectividade, diga que agora gasta pelo menos 30 minutos a ler os jornais todos os dias e não apenas 5 minutos, que vê os telejornais, incluindo o de sexta-feira, o de sábado e o de domingo», sugeriu o assessor, segundo as palavras do próprio Presidente da República.
«Eu disse: não pode ser, porque se faço isso dizem imediatamente que estou a passar a mão pelo pêlo dos jornalistas para eles dizerem bem de mim», contou o chefe de Estado.
Foi então que o assessor o aconselhou a «ir pelo caminho contrário», fazendo uma análise crítica do jornalismo social, sugestão também declinada por Cavaco Silva, que confessou temer que algum jornalista «pegasse no sapato» e lho atirasse.
Nessa altura, surgiu a terceira sugestão, igualmente recusada por Cavaco Silva: elogiar as preocupações sociais da Caixa Geral de Depósitos, promotora dos prémios Gazeta.
Como quarto conselho, continuou a relatar o chefe de Estado, o assessor disse para elogiar o Clube dos Jornalistas.
Finalmente, surgiu, então, a derradeira sugestão: «então só há uma hipótese, é o senhor falar, falar, mas não dizer nada. É uma táctica a que se recorre em situações difíceis».
«Isso não me parece mal, principalmente neste tempo eleitoral em que nós vivemos. Mas, depois pensei melhor e disse: sabe isso não é o meu hábito, não é o meu hábito falar e dizer nada, isso é capaz de não correr bem, eu não sou capaz, mas ele olhou para mim e disse 'yes, you can, yes you can', é preciso é treinar um pouco e vai a ver que consegue», revelou Cavaco Silva, animando a plateia"(Fonte)
Olha a mala !
Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Observação dos dias (XV)
A "padeira" vencerá !
Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
Não é para levar a sério...
A senhora mente com tanta facilidade que, ao mentir, até julga que diz a "Verdade" (II)
Mais uma santa ?
• Estando o limite mínimo em 498,80 euros, a Dr.ª Manuela passou-o para 1.250 euros (aumento de mais de 251 %);
A disputa do PBX
Domingo, 13 de Setembro de 2009
No "mundo paralelo" do Zé Manel é assim
No dia seguinte, em nova manchete, o PÚBLICO reincidia, alegando que "a origem das suspeitas [da PR] remonta a uma viagem [presidencial] à Madeira, há um ano e meio, na qual um adjunto [do primeiro-ministro - PM] teve comportamentos que levaram colaboradores de C.S. a apertar o circuito da informação para evitar fugas". Segundo a nova notícia, elaborada por S.J.A. e pelo editor Luciano Alvarez (L.A.), esse adjunto de José Sócrates, Rui Paulo Figueiredo (R.P.F.), teria sido incluído na comitiva presidencial "sem nenhuma explicação natural", e os autores descreviam o seu comportamento no arquipélago como o de um penetra que abusivamente "ter-se-á sentado, sem ser convidado, na mesa de outros membros da comitiva, violando as regras protocolares" e até "multiplicado os contactos e as trocas de informação com alguns jornalistas do continente que se deslocaram à Madeira". R.P.F. não foi ouvido para a redacção do texto: o PÚBLICO, dizia a notícia, tentara "sem êxito" contactá-lo de véspera na Presidência do Conselho de Ministros (PCM).
A segunda manchete motivou o envio ao provedor de uma reclamação de R.P.F. com os seguintes tópicos (recomenda-se a leitura da documentação integral do caso no blogue do provedor): "Foi com enorme surpresa e consternação que li esta 'notícia'. (...) Não só pelo seu conteúdo, que reputo de fantasioso e totalmente falso, mas também pelo facto de não ter sido citado o meu desmentido (...), em obediência às mais elementares regras deontológicas de audição e publicação do contraditório. De facto, em tempo, fui abordado pelo jornalista do PÚBLICO Tolentino de Nóbrega [T.N., correspondente no Funchal] sobre este tema (...). Tive oportunidade de negar completamente tudo aquilo com que fui confrontado. E de lhe referir que ele, como testemunha de toda a visita (...), poderia comprovar facilmente o que eu lhe estava a afirmar. Esclareci-o que estive oficialmente na visita e que o meu nome constava no livro oficial da visita elaborado pela PR. E que o motivo da minha presença justificava-se (...) pelo facto de, entre outras funções, acompanhar temas relacionados com as Regiões Autónomas. Aliás, já não era a primeira vez que, nesse âmbito, me deslocava à Região Autónoma da Madeira assessorando membros do Governo da República (...). Estive presente somente nos actos para os quais a minha presença estava prevista no referido programa. (...) Referi-lhe que, ao longo dos seis dias que durou a visita do PR (...), me desloquei nas viaturas que me foram indicadas, me sentei nas mesas que me foram destinadas e com as companhias, das mais diversificadas, que estavam previstas pela organização de cada evento. (...) Não perceb[o] a que se referem quando invocam contactos com jornalistas do Continente. Tive apenas conversas de circunstância com alguns, do Continente e da ilha, enquanto esperávamos que alguns eventos terminassem. Como aconteceu com o próprio T.N. (...). Fiquei igualmente estupefacto com a afirmação de 'que o PÚBLICO tentou, sem êxito, contacta[r-me] na PCM'. Não só porque não tenho indicação nenhuma dessa nova tentativa de contacto como pelo facto de ter sido ignorado o contacto efectuado por T.N. Já não falando no facto de o meu local de trabalho ser S. Bento e não a PCM."
Este caso não só se reveste de enormes implicações, por estar em causa a relação entre dois órgãos de soberania, como suscita diversas questões relacionadas com a prática jornalística, o que levou o provedor a aprofundar a sua investigação muito para lá da queixa do adjunto governamental, abrangendo todo o procedimento do PÚBLICO no processo.
O provedor pôde concluir que o contacto inicial de um membro da PR com o jornal para se queixar da "espionagem" de S. Bento sobre Belém, e até da possibilidade de escutas telefónicas, se deu há cerca de 17 meses, pouco após a visita de C.S. à Madeira. Mas ao longo deste quase ano e meio a mesma fonte não apresentou qualquer indício palpável da existência dessas escutas, pelo que a possibilidade de termos aqui um Watergate luso, como chegou a ser aventado entre as inúmeras reacções que a notícia desencadeou, é no mínimo um insulto a Bob Woodward e Carl Bernstein, os jornalistas que denunciaram o caso original.
Salvo melhor prova, tudo não passa de um indício, sim, mas de paranóia, oriunda do Palácio de Belém. Só que tal manifestação é em si já notícia, porque revela a intenção deliberada de alguém próximo do PR minar a relação institucional (ou a "cooperação estratégica") com o Governo.
O que dá toda a razão de ser à manchete inicial publicada pelo jornal. O provedor apenas estranhou a demora: se o elemento da Casa Civil falou ao PÚBLICO há quase ano e meio, porquê só agora, quando nada mais foi entretanto adiantado? Respondeu o director, José Manuel Fernandes: "Há ano e meio que o PÚBLICO, através de vários jornalistas e de contactos estabelecidos por mim próprio, procurava recolher elementos para sustentar as informações dispersas que chegavam ao jornal relativas à existência de uma tensão entre Belém e São Bento que tinha ultrapassado o patamar da divergência política normal para se situar no da desconfiança sobre os métodos seguidos pelo gabinete do PM. (...) Nunca estivemos em condições de o noticiar, pois consideramos que não devemos utilizar fontes anónimas quando os visados desmentem em on as informações e não possuímos provas materiais. (...) Na véspera da saída da primeira notícia, um membro da Casa Civil do PR confirmou formalmente ao PÚBLICO uma das várias informações de que há muito tínhamos conhecimento. (...) Como jornalistas a nossa opção só podia ser uma: no dia em que uma fonte autorizada da Casa Civil do PR assume que no Palácio de Belém se suspeita de que o Governo montou um sistema para vigiar os movimentos do Presidente, essa informação tem uma tal importância e gravidade que só podia ter o destaque que teve. Pessoalmente acompanhei este processo e, como o Livro de Estilo prevê, (...) inteirei-me da fiabilidade das fontes e dei luz verde à publicação da notícia."
Pelo que o provedor percebeu, só há uma fonte, que é sempre o mesmo colaborador presidencial que tomou a iniciativa de falar ao PÚBLICO em 2008, mas este milagre da multiplicação das fontes é uma velha pecha do jornalismo político português e não vale a pena perder agora mais tempo com ela. Vale sim a pena dizer que essa fonte falou não só das escutas como da história do adjunto de Sócrates na Madeira, na tentativa de corroborar a tal operação de espionagem.
Claro que uma acusação dessa natureza deveria ser comprovada, e foi o que acertadamente começou por fazer L.A., ao pedir na altura a T.N. que confirmasse in loco a atitude do abelhudo R.P.F. retratado pela fonte da Casa Civil. Interpelado pelo provedor, relatou T.N.: "No final de Abril de 2008, alguns dias após a visita do PR à Madeira (...) fui contactado pelo editor L.A. no sentido de apurar localmente dados para confirmar ou desmentir a suspeita de que o PR teria sido espiado pelo gabinete do PM. O suposto espião seria um adjunto do PM que na visita se teria introduzido indevidamente na comitiva, nomeadamente em actos e em almoços e jantares oficiais, em mesas de assessores de Belém, para as quais não estaria convidado. Após difíceis diligências (...), concluí que: os preparativos da visita, rodeada de exageradas medidas de segurança, foram controladíssimos pela Casa Civil da PR; (...) R.P.F. integrava a comitiva oficial do PR, constando o seu nome na lista de convidados para os diferentes actos oficiais e da comitiva restrita presente às audiências do PR com representantes das associações empresariais locais (...); R.P.F. integrava igualmente a lista de convidados para os almoços e jantares oficiais, distribuídos pelas mesas sob prévia indicação dos serviços da PR. (...) Destas minhas conclusões dei conhecimento a L.A., que, face aos dados apurados, deixou cair o assunto das suspeitas."
O contacto que T.N. teve com R.P.F. ocorreu um ano depois: "Dada a sua presença no Funchal quando da visita do PM à Madeira (15 de Maio de 2009), confrontei-o pessoalmente com a situação, na tentativa de validar ou não as informações anteriormente por mim colhidas. As respostas dadas nada acrescentaram ao que eu próprio apurara um ano antes, e de que dera conhecimento a L.A. no início de Maio de 2008. Desde então nunca mais abordámos este assunto nos contactos quase diários que mantemos."
Em conversa telefónica, T.N. adiantou ao provedor não ter comunicado à redacção o resultado do seu contacto com R.P.F. não só por reiterar as informações que já antes enviara mas também por pensar que, ao fim de 12 meses, o tema fora abandonado pelo PÚBLICO.
Solicitados pelo provedor a explicar por que razão os dados recolhidos há ano e meio por T.N., e que de algum modo contrariavam a versão do assessor de Belém, não entraram na notícia sobre o "espião" de S. Bento, nem J.M.F. nem L.A. responderam (S.J.A. disse que a parte sobre R.P.F. não foi da sua responsabilidade, mas sim de L.A.).
Como o leitor já terá intuído chegado a este ponto, estamos perante um caso que se reveste de grande complexidade e gravidade, pelo que ao provedor não é possível esgotar a sua análise numa única crónica. Voltaremos ao assunto no próximo domingo".
A outra "padeira de Ajubarrota"
O debate entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite teve o mérito de nos revelar outra "padeira de Aljubarrota", mas uma "padeira" incapaz, antiquada e incoerente.Sábado, 12 de Setembro de 2009
O milagre de S. Louçã
Transformar uma falsidade (a adjudicação da concessão de uma auto-estrada à Mota-Engil - afirmação de Francisco Louçã no debate com José Sócrates, já desmentida, sem margem para dúvidas) num ganho de 500 milhões de euros graças à intervenção de S. Louçã (afirmação de Louçã, depois do debate) é um milagre que ultrapassa, em muito, o de Santa Isabel (transformar pão em rosas). 



