Resistir

Um blog de António João Correia.

"Resistir" is Antonio Correia's blog. From the Pacific Ocean...Almost in Portuguese.

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4 de Jul de 2011
On the road
Fronteira entre Alberta e a British Columbia, Canadá.
posted by AJC @ 9:00 PM  
3 de Jul de 2011
Em Calgary




"Downtown" Calgary.
posted by AJC @ 10:22 AM  
18 de Jun de 2011
Do Governo de Portugal



Fiquei contente pela escolha do novo Ministro da Economia, não por viver na mesma cidade do que eu, não por estar ligado à mais esquerdista das Universidades canadianas (Simon Fraser), mas por ter escrito a verdade sobre Portugal. Desejo-lhe boa sorte e se conseguir fazer metade do que escreveu, teremos um notável Ministro da Economia. Vancouver, agora, também já exporta ministros da economia para Portugal...Ainda bem!
O Ministro das Finanças é um dos mais famosos "adiantados mentais" oriundos da Católica, com um currículo brilhante, demasiado liberal para o meu gosto, mas aparenta ser rigoroso e competente, fenómenos raros na política em Portugal...
Do Ministro da Educação, velho militante do PC (reconstruído), espero que cumpra a promessa de acabar com a máquina ortodoxa, estalinista do Ministério da Educação...
Do resto ou não tenho opinião ou será, talvez, um pouco (mais) do que estamos habituados. Não gosto de Portas em Ministro dos Negócios Estrangeiros, não pelas razões difamatórias da senhora Gomes, mas por entender que não está preparado (eu defendo uma limpeza profunda na política externa portuguesa)...A ver vamos. De Passos nada sei.
  





posted by AJC @ 11:12 AM  
16 de Jun de 2011
Amo esta cidade


Ontem, eu estava em Vancouver. E vi o jogo. O jogo dos sonhos. Para quem não segue o hóquei no gelo é difícil de explicar, mas para quem não segue os Vancouver Canucks é quase impossível. Este jogo define uma cidade, uma região e provavelmente o Canadá. Perder com Boston foi como que perder um sonho, deixar a utopia da vitória ao abandono, um golpe na soberania da alma canadiana (apesar de Boston ter mais jogadores canadianos do que a equipa de Vancouver). Mas o hóquei no gelo é apenas um jogo. E Boston foi a melhor equipa.

O que se seguiu ao jogo de hóquei não tem desculpa. Meia dúzia (na verdade umas centenas) de arruaceiros, com fúria gorilácea, decidiram revoltar-se contra o sistema, contra a lógica capitalista, contra a melhor cidade do mundo (sigo o Economist e a minha vida de vancouverite...). Estas criaturas destruíram lojas, incendiaram carros, agrediram inocentes...mas pior, estavam com aquele orgulho das bestas ignorantes, tirando fotografias entre eles para se mostrarem ao mundo. Parecia até que era tudo encenado para o Facebook ou para o Twitter...Uma vergonha. Sinais dos tempos.

No entanto, como disse, Vancouver, é a melhor cidade do mundo. E hoje mesmo, mais de doze mil pessoas, voluntárias, estavam a limpar o centro da cidade.  Amo esta cidade. Ponto final.
posted by AJC @ 7:02 PM  
11 de Jun de 2011
Da matéria dos sonhos

posted by AJC @ 12:05 AM  
4 de Jun de 2011
Da matéria dos sonhos
The Canucks' Alexandre Burrows, right, scored the game-winning goal 11 seconds into overtime.(NYTimes)
posted by AJC @ 11:09 PM  
2 de Jun de 2011
Como é possível?
Não voto por estar em doce exílio no  Oceano Pacífico mas se votasse nunca poderia votar em José Sócrates. Este cidadão representa a mentira, a aldrabice a indignidade de quem levou Portugal ao abismo moral e económico. Reconheço que nunca vivi em Portugal com Sócrates em Primeiro-ministro mas os sinais são evidentes, a degradação, a agonia, o descalabro da nação, a intrujice como forma de vida.
Votaria em qualquer outro partido. Sim, até poderia votar no PSD, no CDS...ou até na CDU (um homem em desespero...).
Por isso não compreendo como quase 30% dos eleitores se preparam para dar legitimidade ao nojo. Um voto em Sócrates é, entre outras coisas, um voto a favor da putrefacção de Portugal.
Como é possível?
posted by AJC @ 6:43 PM  
1 de Jun de 2011
Da matéria dos sonhos
Raffi Torres (13) scored a goal with 18.5 seconds to play to steal Game 1 for the Canucks.
posted by AJC @ 9:07 PM  
25 de Mai de 2011
Do exilado açoriano
Sem descida aos infernos, evitamos falar da matéria dos poemas.
Temos riquezas, montanhas, oceanos e a ausência da memória pelo que
O desejo abriu a sombra enquanto outros inventaram O Senhor Santo Cristo dos Milagres
Sem saudades da vida tribal, todos uns por cima dos outros, repetindo orações de agonia,
Católicos, apostólicos, socialistas e romanos;
Outros comendo o Espírito Santo como quem olha para a mulher do outro, sem vulcões, nevoeiros, aparições ou miseráveis, não me lembro;
Outro dia, na ilha de Lummi, onde vou para me salvar, encontrei, por acaso, açorianos, como eu,
Exilados que procuravam uma reserva índia onde se vende álcool barato ou o fim do mundo, não sei, não disseram, nem eu lhes perguntei.
(Eu pensava ser o único açoriano em Lummi)
Nunca fiz vinho em casa, não vou à igreja, não sei de associações recreativas, Nossa Senhora de Fátima, danças de folclore, pesca, matanças de porco, dívidas soberanas, putas e vinho de cheiro mas falei em português.

Nós nunca mais regressamos, disse-me um deles.
posted by AJC @ 10:25 PM  
16 de Mai de 2011
Em Portugal seria candidato ao Parlamento
Em Portugal, o alegado criminoso poderia até ser candidato ao Parlamento, ou abrir um consultório de psiquiatria.  (NYTimes de hoje).
posted by AJC @ 8:11 PM  
24 de Abr de 2011
Páscoa
A nossa tradição de Páscoa passa por duvidar de Deus, mergulhar no Pacífico e várias santolas com chardonnay, em segredo, da região do Okanagan.
De manhã fomos ao mercado em busca dos ingredientes, sem conspirações ou vontade de salvar o mundo. Apenas as conversas do costume sobre o mar, lume brando, sal, cebola, mais segredos e as santolas lembram que me fiz destas terras, mares, destes amores, sem saber que era daqui, deste lado do mundo. Para quem nasceu no meio do Atlântico, o exílio no Pacífico transformou a percepção do possível, a leituras dos poemas, a revolta da redenção. Somos daqui e felizes.
posted by AJC @ 2:04 PM  
23 de Abr de 2011
Pilha-galinhas
João Pereira Coutinho. Pilha-galinhas.
posted by AJC @ 12:42 PM  
16 de Abr de 2011
Uma visão séria de Portugal
Parece que é preciso viver em Vancouver para se escrever assim....Apenas factos por Alvaro Santos Pereira em Desmintos:

"OS VERDADEIROS FACTOS DA CAMPANHA
Nos últimos dias, a "campanha" eleitoral tem sido constituida por um rol de "factos" que só servem para distrair os(as) portugueses(as) daquilo que realmente é essencial. E o que é essencial são os factos. E os factos são indesmentíveis. Não há argumentos que resistam aos arrasadores factos que este governos nos lega. E para quem não sabe, e como demonstro no meu novo livro, os factos que realmente interessam são os seguintes:
1) Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos
2) Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB
3) Esta dívida pública histórica não inclui as dívidas das empresas públicas (mais 25% do PIB nacional)
4) Esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelos nosso governantes para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.
5) Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar.
6) Temos 620 mil desempregados, dos quais mais de 300 mil estão desempregados há mais de 12 meses
7) Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos.
8) A nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações
9) Estamos no top 10 dos países mais endividados do mundo em praticamente todos os indicadores possíveis
10) A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB
11) A nossa dívida externa líquida em 1995 era de 10% do PIB. Hoje é de quase 110% do PIB
12) As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível
13) As dívidas das empresas são equivalente a 150% do PIB
14) Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado
15) Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos
16) Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE
17) Temos a pior taxa de poupança dos últimos 50 anos
18) Nos últimos 10 anos, tivemos défices da balança corrente que rondaram entre os 8% e os 10% do PIB
19) Há 1,6 milhões de casos pendentes nos tribunais civis. Em 1995, havia 630 mil. Portugal é ainda um dos países que mais gasta com os tribunais por habitante na Europa
20) Temos a terceira pior taxa de abandono escolar de toda a OCDE (só melhor do que o México e a Turquia)
21) Temos um Estado desproporcionado para o nosso país, um Estado cujo peso já ultrapassa os 50% do PIB
22) As entidades e organismos públicos contam-se aos milhares. Há 349 Institutos Públicos, 87 Direcções Regionais, 68 Direcções-Gerais, 25 Estruturas de Missões, 100 Estruturas Atípicas, 10 Entidades Administrativas Independentes, 2 Forças de Segurança, 8 entidades e sub-entidades das Forças Armadas, 3 Entidades Empresariais regionais, 6 Gabinetes, 1 Gabinete do Primeiro Ministro, 16 Gabinetes de Ministros, 38 Gabinetes de Secretários de Estado, 15 Gabinetes dos Secretários Regionais, 2 Gabinetes do Presidente Regional, 2 Gabinetes da Vice-Presidência dos Governos Regionais, 18 Governos Civis, 2 Áreas Metropolitanas, 9 Inspecções Regionais, 16 Inspecções-Gerais, 31 Órgãos Consultivos, 350 Órgãos Independentes (tribunais e afins), 17 Secretarias-Gerais, 17 Serviços de Apoio, 2 Gabinetes dos Representantes da República nas regiões autónomas, e ainda 308 Câmaras Municipais, 4260 Juntas de Freguesias. Há ainda as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e as Comunidades Inter-Municipais.
22) Nos últimos anos, nada foi feito para cortar neste Estado omnipresente e despesista, embora já se cortaram salários, já se subiram impostos, já se reduziram pensões e já se impuseram vários pacotes de austeridade aos portugueses. O Estado tem ficado imune à austeridade
Isto não é política. São factos. Factos que andámos a negar durante anos até chegarmos a esta lamentável situação. Ora, se tomarmos em linha de conta estes factos, interessa perguntar: como é que foi possível chegar a esta situação? O que é que aconteceu entre 1995 e 2011 para termos passado termos de "bom aluno" da UE a um exemplo que toda a gente quer evitar? O que é que ocorreu entre 1995 e 2011 para termos transformado tanto o nosso país? Quem conduziu o país quase à insolvência? Quem nada fez para contrariar o excessivo endividamento do país? Quem contribuiu de sobremaneira para o mesmo endividamento com obras públicas de rentabilidade muito duvidosa? Quem fomentou o endividamento com um despesismo atroz? Quem tentou (e tenta) encobrir a triste realidade económica do país com manobras de propaganda e com manipulações de factos? As respostas a questas questões são fáceis de dar, ou, pelo menos, deviam ser. Só não vê quem não quer mesmo ver.
A verdade é que estes factos são obviamente arrasadores e indesmentíveis. Factos irrefutáveis. Factos que, por isso, deviam ser repetidos até à exaustão até que todos nós nos consciencializássemos da gravidade da situação actual. Estes é que deviam ser os verdadeiros factos da campanha eleitoral. As distracções dos últimos dias só servem para desviar as atenções daquilo que é realmente importante."
 
posted by AJC @ 10:36 AM  
12 de Abr de 2011
Açores em 2011
Açores em 2011. Ou a elite na minha terra. O senhor cabeça-de-lista do PS Açores.
posted by AJC @ 6:23 PM  
9 de Abr de 2011
Estado social
O alegado Estado social português não merece defesa. Falamos de uma porcaria, cara, arrogante, labiríntica, corrupta, ignóbil que sustenta e sustentou clientelas políticas, favores, enganos e misérias. A escola pública sem qualidade, serviços de saúde terceiro-mundistas, uma justiça obscena e uma sociedade civil de joelhos e mão estendida são apenas exemplos.
posted by AJC @ 12:58 PM  
8 de Abr de 2011
An Irish Airman Foresees his Death
I know that I shall meet my fate
Somewhere among the clouds above;
Those that I fight I do not hate,
Those that I guard I do not love;
My country is Kiltartan Cross,
My countrymen Kiltartan's poor,
No likely end could bring them loss
Or leave them happier than before.
Nor law, nor duty bade me fight,
Nor public men, nor cheering crowds,
A lonely impulse of delight
Drove to this tumult in the clouds;
I balanced all, brought all to mind,
The years to come seemed waste of breath,
A waste of breath the years behind
In balance with this life, this death.

W.B. Yeats
posted by AJC @ 6:38 PM  
6 de Abr de 2011
A Portugal (Jorge de Sena).
Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.
Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço.
És cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não


Jorge de Sena
posted by AJC @ 9:19 PM  
3 de Abr de 2011
Sinais dos tempos
Dexei um comentário na página do Facebook de Cavaco Silva:
O cinismo destes tempos exige verdade, mas também coragem de romper com falsos consensos. Não é só a tragédia do descalabro financeiro (e ninguém questiona para onde foi o dinheiro?), mas também a bancarrota moral de uma sociedade desinteressada pelo bem comum, materialística, vã, que tudo aceita e tudo entende desde que não lhe peçam responsabilidade com direitos.
Nunca votei em Cavaco, acho que nem gosto do homem (fui aluno da esposa, Maria, em 1985, no ano zero da Universidade Católica...) mas acho que neste momento, Portugal, não tem mais ninguém. Desespero?
posted by AJC @ 10:25 AM  
1 de Abr de 2011
Outdoors

Portland, Oregon. Old town.
posted by AJC @ 11:40 PM  
Exotic

Portland. Exotic?
posted by AJC @ 11:35 PM  
Buffet

Portland. Open for business.
posted by AJC @ 11:32 PM  
Open late

Portland, Oregon, Voodoo Doughnuts.
posted by AJC @ 11:27 PM  
14 de Mar de 2011
Já basta!
Já Basta
posted by AJC @ 7:05 PM  

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