sábado, 3 de Julho de 2010

Robben


Ontem, Frank de Boer, membro da equipa técnica holandesa, sentiu-se vingado pelas duas ocasiões em que o Brasil - em 94 e em 98 - eliminou a Holanda quando ainda pisava os relvados de camisola laranja. A Holanda venceu o Brasil sem jogar muito bem. É verdade. Foi mais ou menos assim que o Brasil eliminou no passado a Holanda. Seja como for, o Brasil mostrou que não tinha estofo para ir até ao fim. Ao primeiro rombo o barco foi para o fundo. Não é assim que se ganham campeonatos do mundo.
Depois, o Brasil é uma equipa sem craques atacantes. Ou melhor tem craques de segunda. Ninguém que se compare a C. Ronaldo ou a Messi. Kaká vive a pior fase da sua carreira. Robinho já mostrou tudo o que se pode esperar dele. L. Fabiano só é "Fabuloso" para os brasileiros. Não o foi certamente para os defesas que o enfrentaram.
Se quisermos falar de jogadores de desequilíbrios, ontem só havia um desses no relvado. Alguém que será certamente um dos jogadores deste Mundial. Refiro-me a Robben, claro. Naquele estilo algo trapalhão, aparentemente repetitivo e de certo modo inestético - aquele esbracejar enquanto corre de quem quer bater as asas e voar devia ser seguido de um pedido de desculpas -, Robben desfaz qualquer defesa. O seu rendimento é inquestionável. Há uma Holanda com Robben e uma outra Holanda sem Robben.
Robben não tem o alcance de Messi nem de Ronaldo. Em equipas como o Real Madrid dispensaram-no para dar lugar ao português. Como se a troca entre um e outro fosse a passagem do excelente ao extraordinário. Talvez seja mesmo assim. No entanto, há que dizê-lo: Robben vem logo antes da longínqua galáxia de Messi e Ronaldo. Está quase lá. Tem quase tudo. Mas falta o quase.

2 comentários:

Anónimo disse...

A mim parece-me Ronaldo mais limitado, mais dependente de espaço. Ou seja bom para o futebol inglês e para equipas que lhe conseguem arranjar esse espaço.

lucklucky

caodeguarda disse...

só não percebo o que é que o cronaldo tem...