A frase a que te referes é "A Arte pela Arte"? Directo porque concentrado na acção? Directo porque autêntico? Já o belo pode ser usado como conforto... E o caminho da verdade não é suave...
disparo de objectiva sensível à luz e à sombra, percepção_emoção_reflexão_expressão, expressão_acção, negação e emergência,
Emancipação,
presença, politica_linguagem, arte é coisa e acção política, a partir do corpo (primeiro lugar político), acção estremecimento
(será abuso usar a parede do teu blog para um rascunho de manifesto?)
O amor é uma coisa muito útil. Quando somos crianças, faz-nos sentir protegidos e desenvolver a auto-estima necessária para sobreviver no mundo adulto, quando somos mais crescidos reforça-a, impulsiona-nos, quebra o isolamento, emagrece, produz endorfinas, etc. E no entanto, ninguém pode considerá-lo apenas do ponto de vista da sua utilidade, o amor nao é um meio para outra coisa, é um fim em si mesmo, por isso é que é tao poderoso. O amor pelo amor? Sim, que motivo lhe poderia ser superior?
Vejo a Arte de forma semelhante. Ela nao pode ser nunca impermeável à sociedade e, quer se limite a reproduzi-la quer tente alterá-la será sempre produto em parte da sociedade e cultura em que foi produzida. Mas querer fazer desta contingência método, das suas limitaçoes o seu objectivo, é cortar-lhe as asas e a razao de ser. E com isso, retirar-lhe o poder -mesmo que quisesse subverter, já nao podia. E entao qual é o seu objectivo? se precisar de um, o que já é mau sinal, o bom, o belo ou o verdadeiro. Isolados, porque caminho ou naquele ponto raro onde se encontram. A mim, comovo-me acima de tudo, considero especialmente belo, aquilo que entendo como tocando uma centelha que seja de uma verdade fugidia.
Qualquer procura da verdade é política, tal como qualquer procura do corpo, mas na Arte acho que isso é um efeito secundário e nao um programa.
Não. - diz a Poesia e o Revólver - O Amor é uma decisão. A Arte é procura essencial, reacção com direcção, método com asas, o próprio movimento. Comovo-me acima de tudo com a boa pontaria.
Minhota de Berlim a caminho de Lisboa, onde espera continuar a dedicar-se à cozinha, à comunicação e à berbequinagem, morrendo de saudades do ciclismo urbano, da poesia alemã e dos castanheiros.
9 intenções:
então? logo agora que cortei o cabelo!
Era só a frase, cabelos muito compridos eu acho foleiro!
foleiro?! de fole? cabelos cabeça de vento?
Sim, antes comprometidos.
Bonita? como objecto de decoração?
Não, como expressão do belo. Pelo caminho mais directo, o da autora da frase, ou pelo caminho da verdade, como na fotografia.
A frase a que te referes é "A Arte pela Arte"?
Directo porque concentrado na acção?
Directo porque autêntico?
Já o belo pode ser usado como conforto... E o caminho da verdade não é suave...
disparo de objectiva sensível à luz e à sombra, percepção_emoção_reflexão_expressão,
expressão_acção,
negação e emergência,
Emancipação,
presença,
politica_linguagem,
arte é coisa e acção política,
a partir do corpo (primeiro lugar político),
acção
estremecimento
(será abuso usar a parede do teu blog para um rascunho de manifesto?)
O amor é uma coisa muito útil. Quando somos crianças, faz-nos sentir protegidos e desenvolver a auto-estima necessária para sobreviver no mundo adulto, quando somos mais crescidos reforça-a, impulsiona-nos, quebra o isolamento, emagrece, produz endorfinas, etc. E no entanto, ninguém pode considerá-lo apenas do ponto de vista da sua utilidade, o amor nao é um meio para outra coisa, é um fim em si mesmo, por isso é que é tao poderoso. O amor pelo amor? Sim, que motivo lhe poderia ser superior?
Vejo a Arte de forma semelhante. Ela nao pode ser nunca impermeável à sociedade e, quer se limite a reproduzi-la quer tente alterá-la será sempre produto em parte da sociedade e cultura em que foi produzida. Mas querer fazer desta contingência método, das suas limitaçoes o seu objectivo, é cortar-lhe as asas e a razao de ser. E com isso, retirar-lhe o poder -mesmo que quisesse subverter, já nao podia. E entao qual é o seu objectivo? se precisar de um, o que já é mau sinal, o bom, o belo ou o verdadeiro. Isolados, porque caminho ou naquele ponto raro onde se encontram. A mim, comovo-me acima de tudo, considero especialmente belo, aquilo que entendo como tocando uma centelha que seja de uma verdade fugidia.
Qualquer procura da verdade é política, tal como qualquer procura do corpo, mas na Arte acho que isso é um efeito secundário e nao um programa.
Não. - diz a Poesia e o Revólver - O Amor é uma decisão. A Arte é procura essencial, reacção com direcção, método com asas, o próprio movimento.
Comovo-me acima de tudo com a boa pontaria.
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